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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MASSACRE DE 13/NOV EM PARIS: CUI BONO ?

15 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Pepe Escobar

Ontem à noite as coisas mudaram de repente em Paris . A evidência disponível sugere que os assaltos foram executados por um grupo de assassinos profissional que, entre outras armas, utilizou bombas vivas. A mensagem de hoje de Pepe Escobar na sua página do Facebook lança alguma luz sobre o simbolismo e o momento do massacre.

Examinando uma tonelada de reportagens descobri um cidadão dinamarquês que descrevia um dos atacantes: ultra-profissional, de negro da cabeça aos pés, AK-47, muito bem treinado. Este não fazia parte dos habituais bombistas camuflados de al-Zawahiri; era um assassino de precisão. Ele abandonou a cena sem ser perturbado e, ao contrário do que diz a polícia francesa, pode não ter sido capturado: Não usava colete de suicida.

A inteligência francesa jura que está a monitorar pelo menos 200 cidadãos nacionais que voltaram do "Siraque". Conversa acerca de um trabalho péssimo. Paris é hiper-policiada. Considere a ideia admirável de pelo menos oito jihadistas a passear à vontade numa sexta-feira à noite vestidos como assassinos profissionais.

Eles escolheram um conjunto de locais fortemente

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BRILHAM OS HIPÓCRITAS NA PASSARELA PARISIENSE

14 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

12/1/2015, Pepe Escobar*, SputnikNews
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

PEQUIM – Que inigualável desfile de hipocrisia política. A visão do general Hollande, Conquistador do Mali; David “das Arábias” Cameron; Angela “Morram, ucranianos do leste!” Merkel; Ahmed “Assad tem de sair” Davutoglu; até o rei Sarkô Primeiro, Libertador da Líbia, para nem falar de Bibi “Solução Final contra o Islã” Netanyahu – todos em marcha pela “liberdade”, pelo “direito à livre expressão” e pela “civilização” contra “o barbarismo” pelas ruas de Paris, faria gemer de vergonha e de desgosto qualquer representante da tradição intelectual ocidental, de Diógenes a Voltaire e de Nietzsche a Karl Kraus.

Observado da Ásia, o “congresso” mundial de políticos pareceu ainda mais grotesco. E não surpreende que já circule viralizada, por todo o sudeste da Ásia, lar das redes sociais árabes, a imagem da “marcha pela unidade” em Paris, reunida, como numa colagem, com uma imagem de Hitler e seus nazistas desfilando também por lá, com a Torre Eiffel ao fundo. [1] Aí está, em resumo, todo o debate sobre a “liberdade de expressão”. Será que algum dia aquela imagem-colagem

O REGRESSO DO FASCISMO – A propósito do Charlie Hebdo

13 janeiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Jorge Beinstein

Como era de prever, o ataque contra o Charlie Hebdó desencadeou uma onde mediática global de condenação ao "terrorismo islâmico". Sente-se um certo fedor de "11 de Setembro à francesa" [1] . Como também era de prever, a direita ocidental capitaliza essa onda procurando orientá-la para uma combinação de islamofobia e autoritarismo, de justificação da cruzada colonial contra a periferia muçulmana e ao mesmo tempo de impulso no ocidente à discriminação interna contra as minorias de imigrantes árabes, turcos e outras. E como também era de prever, não faltaram cortesãos progressistas do sistema que – depois de abrir o guarda-chuva assinalando em primeiríssimo lugar que o "ataque terrorista"... "deve ser condenado sem atenuantes"atribuindo-o ao "fanatismo religioso" (obviamente islâmico) – passam sisudamente a enumerar algumas culpas ocidentais sem darem tempo para um mínimo de prudência e decoro diante de um assunto que cheira a podre.

O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo ingressou velozmente no pântano da confusão. Os dois supostos atacantes foram liquidados dois dias depois dos ataque, ainda não se sabe bem como foram tão facilmente identificados numas poucas horas – salvo se aceitarmos a incrível versão policial de que um deles esqueceu o seu documento de identidade no automóvel utilizado no atentado. Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, assinala que "a polícia encontrou o cartão de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio (próximo da sede do Charlie Hebdo). Soa familiar? Recordem que as autoridades (estado-unidenses) afirmaram haver encontrado o passaporte intacto de um dos supostos sequestradores do 11 de Setembro entre as ruínas das torres gémeas. Uma vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais

A HIPOCRISIA DO MEME “EU SOU CHARLIE” E DA TAL “LIVRE MANIFESTAÇÃO”

13 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real; de outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito. É o ópio do povo. (Marx)

O ataque à redação de Charlie Hebdo chocou o público, horrorizado pela morte violenta de 12 pessoas, no centro de Paris. As imagens de vídeo, vistas por milhões, dos pistoleiros disparando e matando um policial já ferido, deram extraordinária atualidade aos eventos da 4ª-feira (7/1/2015).

Imediatamente depois do tiroteio, estado e imprensa-empresa imediatamente se puseram a tentar explorar o medo e o estado de confusão em que a opinião pública foi lançada. Mais uma vez, aí está exposto o caráter do terrorismo, de total fracasso político e de ação essencialmente

EU NÃO SOU CHARLIE, JE NE SUIS PAS CHARLIE

10 janeiro 2015, Leonardo Boff  https://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver