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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

UM MASSACRE MUITO CONVENIENTE

19 novembro 2015, Tlaxcala http://www.tlaxcala-int.org (México)
Tlaxcala, the international network of translators for linguistic diversity

Source: http://cluborlov.blogspot.com/2015/11/a-most-convenient-massacre.html
Publication date of original article: 16/11/2015

Translated by  mberublue

Quanta diferença pode fazer um único massacre! 

a.       Apenas uma semana atrás a União Europeia não conseguia pensar em nada que pudesse fazer parar o fluxo de “refugiados” que vinham daqueles países que os Estados Unidos e a OTAN tinha bombardeado até a destruição. Mas agora, por que “Paris mudou tudo” as fronteiras da União Europeia estão sendo fechadas e os refugiados forçados a retornar.

b.      Apenas uma semana atrás parecia que os governos europeus estavam sendo afogados por um nacionalismo ressurgente que estava prestes a chegar ao poder através do voto. Mas agora, graças ao massacre em Paris, eles obtiveram uma sobrevida, porque podem abraçar tranquilamente as mesmas políticas que há uma semana chamavam de “fascistas”.

c.       Apenas uma semana atrás a União Europeia e os Estados Unidos não podiam

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A VOLTA DOS PASSAPORTES ABANDONADOS

17 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Por Jean-Claude Paye*

É de rir ou de chorar:   desde o 11 de Setembro de 2001 não há atentado terrorista em que os supostos culpados não se deixem identificar deixando no seu rastro os respectivos documentos de identidade. 

Para o autor, esta aparente estupidez repetitiva dos terroristas deve ser interpretada como um artifício retórico utilizado pelo poder a fim de paralisar os cidadãos.   Como a narrativa oficial é a mais absurda possível, não é possivel contestá-la.

No quadro do inquérito sobre os massacres de Paris, um passaporte sírio foi encontrado perto de um dos kamikazes do Stade de France. Depois de o presidente ter designado "o Estado islâmico" (EI) como responsável dos atentados, este reconheceu estar na base destas acções. Para o executivo francês que havia declarado pretender intervir na Síria contra o EI, na realidade contra a República Árabe Síria e seu presidente constitucional Bachar el-Assad que "deve partir", trata-se de um indício importante que deve justificar uma acção militar. O discurso duplo – apoiar uma organização designada como inimiga e chamar de terroristas aqueles que anteriormente eram chamados de "combatentes da liberdade" – não é característico apenas do governo francês. Produzir seu inimigo tornou-se um eixo da estratégia ocidental, confirmando-nos que

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

OTAN: A PONTE ATLÂNTICA ESTÁ CAINDO, ESTÁ CAINDO…

16 fevereiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com (Brasil)
11/2/2015, F. William Engdahl*, New Eastern Outlook, NEO
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Em 1949, Washington criou uma coisa chamada OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, para fundir firmemente a Europa Ocidental na própria massa das políticas futuras de Washington, por mais destrutivas que se viessem e venham a comprovar-se contra os interesses genuínos de Alemanha, França, Itália e outras nações europeias. Em 1986, as 12 nações da então Comunidade Econômica Europeia modificaram o Tratado de Roma de 1957  e assinaram o AEU−Ato Europeu Único [orig. SEA−Single European Act]. Esse AEU ordenava que se criasse um único mercado da Comunidade Econômica Europeia ao final de 1992 e definia as regras para a Cooperação Política Europeia, antecessora da Política de Segurança Externa Comum da União Europeia [orig. European Union’s Common Foreign and Security Policy].

Então, dia 9/11/1989, um evento de dimensão histórica interveio para atrapalhar a estratégia da Comunidade Econômica Europeia para criar um mercado único. A URSS de Gorbachev

domingo, 18 de janeiro de 2015

Assange: 'O SERVIÇO SECRETO FRANCÊS TEM MUITAS PERGUNTAS PARA RESPONDER'

14 janeiro 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Em entrevista à Carta Maior, Julian Assange falou sobre vigilância massiva e as relações dos serviços secretos internacionais com os atentados de Paris.

Marcelo Justo, exclusivo para Carta Maior

Londres -- A interpretação do massacre da Charlie Hebdo se transformou em um território em disputa. A liberdade de expressão e a relação com a minoria muçulmana, a dicotomia entre multiculturalismo à britânica ou integração secular à francesa, a luta antiterrorista e privacidade são alguns dos eixos do debate.

No Reino Unido, o diretor do MI5 Andrew Parker propôs uma nova lei antiterrorista que concede mais poderes de vigilância eletrônica aos serviços secretos. Um importante editor e historiador conservador, Mark Hastings, não hesitou em acusar como corresponsáveis do que aconteceu o fundador do Wikileaks Julian Assange e o ex-agente da CIA Edward Snowden. Da Embaixada do Equador em Londres, onde está há dois anos e meio esperando uma autorização para deixar o país, Julian Assange falou à Carta Maior.

Qual é sua interpretação do massacre da Charlie Hebdo?
Como editor, foi um fato extremamente triste que aconteceu com uma publicação que representa a grande tradição francesa da caricatura. Mas agora temos que olhar adiante e pensar o que ocorreu e qual deve ser a reação. É preciso entender que a cada dia acontece um massacre dessa magnitude no Iraque e em outros países do mundo árabe. E isto aconteceu graças aos esforços desestabilizadores dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França. A França participou do fornecimento de armas para a Síria, Líbia e da recolonização do Estado africano de Mali. Isto estimulou

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PAUL CRAIG ROBERTS: "ATAQUE CONTRA 'CHARLIE HEBDO' FUE UNA OPERACIÓN DE FALSA BANDERA

11 enero 2015, TV-Novosti http://actualidad.rt.com (Rússia)

El exsubsecretario del Tesoro de EE.UU., Paul Craig Roberts, asegura que el ataque terrorista contra la sede de 'Charlie Hebdo' en París fue una operación de bandera falsa "diseñada para apuntalar el estado vasallo de Francia ante Washington".


"Los sospechosos pueden ser tanto culpables como chivos expiatorios. Basta recordar todos los complots terroristas creados por el FBI que sirvieron para hacer la amenaza terrorista real para los estadounidenses", escribió Roberts en un artículo publicado en su sitio web.

El politólogo afirmó que las agencias estadounidenses han planeado las operaciones de falsa bandera en Europa para crear odio contra los musulmanes y reforzar la esfera de influencia de Washington en los países europeos.

BRILHAM OS HIPÓCRITAS NA PASSARELA PARISIENSE

14 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

12/1/2015, Pepe Escobar*SputnikNews
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

PEQUIM – Que inigualável desfile de hipocrisia política. A visão do general Hollande, Conquistador do Mali; David “das Arábias” Cameron; Angela “Morram, ucranianos do leste!” Merkel; Ahmed “Assad tem de sair” Davutoglu; até o rei Sarkô Primeiro, Libertador da Líbia, para nem falar de Bibi “Solução Final contra o Islã” Netanyahu – todos em marcha pela “liberdade”, pelo “direito à livre expressão” e pela “civilização” contra “o barbarismo” pelas ruas de Paris, faria gemer de vergonha e de desgosto qualquer representante da tradição intelectual ocidental, de Diógenes a Voltaire e de Nietzsche a Karl Kraus.

Observado da Ásia, o “congresso” mundial de políticos pareceu ainda mais grotesco. E não surpreende que já circule viralizada, por todo o sudeste da Ásia, lar das redes sociais árabes, a imagem da “marcha pela unidade” em Paris, reunida, como numa colagem, com uma imagem de Hitler e seus nazistas desfilando também por lá, com a Torre Eiffel ao fundo. [1] Aí está, em resumo, todo o debate sobre a “liberdade de expressão”. Será que algum dia aquela imagem-colagem

O REGRESSO DO FASCISMO – A propósito do Charlie Hebdo

13 janeiro 2015, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Jorge Beinstein

Como era de prever, o ataque contra o Charlie Hebdó desencadeou uma onde mediática global de condenação ao "terrorismo islâmico". Sente-se um certo fedor de "11 de Setembro à francesa" [1] . Como também era de prever, a direita ocidental capitaliza essa onda procurando orientá-la para uma combinação de islamofobia e autoritarismo, de justificação da cruzada colonial contra a periferia muçulmana e ao mesmo tempo de impulso no ocidente à discriminação interna contra as minorias de imigrantes árabes, turcos e outras. E como também era de prever, não faltaram cortesãos progressistas do sistema que – depois de abrir o guarda-chuva assinalando em primeiríssimo lugar que o "ataque terrorista"... "deve ser condenado sem atenuantes"atribuindo-o ao "fanatismo religioso" (obviamente islâmico) – passam sisudamente a enumerar algumas culpas ocidentais sem darem tempo para um mínimo de prudência e decoro diante de um assunto que cheira a podre.

O mínimo que se pode dizer é que o caso Charlie Hebdo ingressou velozmente no pântano da confusão. Os dois supostos atacantes foram liquidados dois dias depois dos ataque, ainda não se sabe bem como foram tão facilmente identificados numas poucas horas – salvo se aceitarmos a incrível versão policial de que um deles esqueceu o seu documento de identidade no automóvel utilizado no atentado. Paul Craig Roberts, ex-subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, assinala que "a polícia encontrou o cartão de identidade de Said Kouachi na cena do tiroteio (próximo da sede do Charlie Hebdo). Soa familiar? Recordem que as autoridades (estado-unidenses) afirmaram haver encontrado o passaporte intacto de um dos supostos sequestradores do 11 de Setembro entre as ruínas das torres gémeas. Uma vez que as autoridades descobrem que os povos ocidentais

A HIPOCRISIA DO MEME “EU SOU CHARLIE” E DA TAL “LIVRE MANIFESTAÇÃO”

13 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real; de outro, é o protesto contra a miséria real. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito. É o ópio do povo. (Marx)

O ataque à redação de Charlie Hebdo chocou o público, horrorizado pela morte violenta de 12 pessoas, no centro de Paris. As imagens de vídeo, vistas por milhões, dos pistoleiros disparando e matando um policial já ferido, deram extraordinária atualidade aos eventos da 4ª-feira (7/1/2015).

Imediatamente depois do tiroteio, estado e imprensa-empresa imediatamente se puseram a tentar explorar o medo e o estado de confusão em que a opinião pública foi lançada. Mais uma vez, aí está exposto o caráter do terrorismo, de total fracasso político e de ação essencialmente

SOBRE OS ASSASSINATOS NO CHARLIE-HEBDO

11 janeiro 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

9/1/2015, The Daily Star, Beirute − Líbano
Excerto traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Sua Eminência, Hassan Nasrallah, do Hezbollah: “Takfiris ofendem muito mais o Profeta que a tal revista”


Nasrallah em um telão no auditório do 
Imã Mahdi em Beirute em 9/1/2015

Grupos religiosos extremistas que seguem ideologia “takfiri” sempre ofenderam muito mais o Profeta Maomé que cartunistas ocidentais que zombem dele – disse hoje o secretário-geral do Hezbollah Hassan Nasrallah.

O comportamento

EU NÃO SOU CHARLIE, JE NE SUIS PAS CHARLIE

10 janeiro 2015, Leonardo Boff  https://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver

PLANTED ID CARD EXPOSES PARIS FALSE FLAG

Sat Jan 10, 2015, PressTV http://presstv.com (Iran)

By Kevin Barrett*

French Interior Minister Bernard Cazeneuve says the terrorists who attacked Charlie Hebdo would never have been caught had they not made one fatal mistake: They conveniently left an ID card in their abandoned getaway car.

Since when did criminals leave their identification cards in abandoned getaway cars?
An ordinary citizen, taking no precautions, might accidentally leave a wallet or purse in their parked car. I have driven automobiles approximately 50,000 times in my life, and I think my wallet might have slipped out of my pocket and fallen into the crack between the driver’s seat and the door...once.

What are the odds that skilled terrorists who have just carried out an ultra-professional special-forces style attack will accidentally leave their ID card in the abandoned getaway car? Answer: Effectively zero.

So why are police reporting an event that

domingo, 11 de janeiro de 2015

TERRORISTAS ARMADOS PELA FRANÇA ATACAM PARIS

9 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

7/1/2015, Tony Cartalucci*Land Destroyer
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Jihadistas da al-Qaeda, armados pelos franceses e aliados,
desfilam alegremente em Raqqa, Síria

A França, parte de uma coalizão comandada pela OTAN, armou, financiou, ajudou e, por esses e outros meios, perpetua, há anos, os terroristas da Al Qaeda, a começar oficialmente na Líbia, com a derrubada do coronel Muammar Gaddafi; e prossegue há anos, até hoje, com a OTAN, que arma e protege e garante apoio aos terroristas da Al-Qaeda inclusive ao chamado “Estado Islâmico” (ISIS/ISILem território sírio e ao longo das fronteiras sírias.

No recente ataque em Paris, como no trabalho dos próprios terroristas que a França armou e apoiou no norte da África e no Oriente Médio, o responsável pela violência é o próprio governo francês, culpado de manter apoio material a uma organização terrorista que já assassinou cidadãos franceses, inclusive dois oficiais de Polícia, não apenas em solo francês, mas dentro da própria capital da França.

QUEM FOI O MANDANTE DO ATENTADO CONTRA O CHARLIE HEBDO?

9 janeiro 2015,, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

UM 11 DE SETEMBRO FRANCÊS?

por Thierry Meyssan

Quando numerosos franceses reagem ao atentado cometido contra o Charlie Hebdo denunciando o islamismo e manifestando-se nas ruas, Thierry Meyssan sublinha que a interpretação jihadista é impossível. Apesar de que teria todo o interesse em denunciar, também ele, uma operação da Al-Qaida ou da Daesh (ISIS), ele considera uma outra hipótese, muito mais perigosa.

Dia 7 de Janeiro de 2015 um comando irrompeu, em Paris, na sede do Charlie Hebdo e assassinou 12 pessoas. Quatro outras vítimas continuam em estado grave.

Nos vídeos ouve-se os assaltantes a gritarem "Allah Akbar!", depois que "vingaram Maomé". Uma testemunha, a desenhista Coco, afirmou que eles se reclamavam da Al-Qaida. Não foi preciso mais para que numerosos franceses denunciassem um atentado islamista.

Ora, esta hipótese é ilógica.

A missão deste comando não tem ligação com a ideologia jihadista

Com efeito, membros ou simpatizantes dos Irmãos Muçulmanos, da al-Qaida ou de Daesh não se teriam contentado em matar desenhistas ateus, eles teriam primeiramente destruído os arquivos do jornal sob

QUEM SE BENEFICIA COM O ASSASSINATO DE CHARLIE?

9 janeiro 2015, Redecastorfoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

8/1/2015, Pepe Escobar*Asia Times Online − The Roving Eye
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

SÓ OS INTERESSADOS EM DEMONIZAR O ISLÃ

Revide anti-império. Uma mini-Damasco. Mas a coisa toda fede. Como é possível que os assassinos fossem tão eficientes? E como conseguiram escapar? [Russia insider]

Putin é culpado. Desculpe, mas não foi Putin. Afinal de contas: quem atacou no coração da Europa não foi a Rússia. Foi um comando de estilo pró-jihadi. A quem o crime beneficia? Cui bono?

Planejamento e preparação cuidadosos; Kalashnikovs; foguetes lançadores de granadas; balaclavas; coletes à prova-de-balas estampados com camuflagem de deserto e estofados com revistas velhas; botas de uso do exército; fuga, que parece a cereja do bolo: num Citroen preto. E o toque final no bolo mortal: apoio logístico perfeito, sem falhas para a execução do ataque, em Paris. Um ex-comandante militar francês, Frederic Gallois, chamou atenção para a aplicação perfeita da técnica de guerrilha urbana” (onde se metem aqueles notórios “especialistas” ocidentais em contraterrorismo, quando se precisa deles?).

Para uns, falavam francês perfeito; para outros, francês arrevesado. Seja como for, o que interessa é que pronunciaram a palavra mágica: “Somos a Al-Qaeda”. Melhor ainda: disseram a um homem na rua: “Diga à mídia que é a Al-Qaeda no Iêmen”, o que significa, na terminologia do terror norte-americano,

O ATENTADO AO "CHARLIE HEBDO" FOI UM FILME MAL PRODUZIDO?

11 de Janeiro de 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Wilson Roberto Vieira Ferreira 

Como em todos eventos agudos que envolvem a interminável “guerra contra o terrorismo”, muitos analistas apontam inconsistências, ambiguidades e lacunas na cobertura midiática ao atentado contra o jornal "Charlie Hebdo" em Paris.  São tantas que parece que estamos diante de um roteiro de um filme mal produzido: uma ação militar profissionalmente cirúrgica feita por jovens que esquecem um cartão de identidade no carro da fuga. Coincidências e conveniências para muitos lados (e até para a grande mídia brasileira) envolvem a chacina dos jornalistas e cartunistas franceses, gerando uma espiral de especulações e conspirações. Será que alcançamos o estágio mais avançado do terrorismo, o “meta-terrorismo”? O relato midiaticamente ambíguo de um atentado pode se tornar tão letal quanto o próprio atentado.

Como diria a personagem Church Lady (feita pelo comediante Dana Carvey no programa Saturday Night Live, sempre preocupada com as conspirações satânicas por trás das coincidências): “How Con-VEEN-ient!” (“Tão conVEEEniente!”).

Numa primeira análise, o ataque terrorista (alguns afirmam que foi na verdade uma ação militar pela precisão) ao jornal satírico francês Charlie Hebdo em Paris, que vitimou 12 pessoas entre eles cartunistas, editores e colunistas do veículo francês, tem se revelado bem conveniente para três personagens do atual cenário internacional e, de quebra, para

MORTOS NÃO FALAM. A FARSA CONTINUA.

10 janeiro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Valter Xéu*

A morte dos dois suspeitos de terem praticado o atentado na redação do semanário Charlie deixou mais duvidas no já intricado caso.

Como uma polícia que se diz altamente preparada, faz um cerco onde os suspeitos estão entrincheirados com reféns, depois de algumas conversações eles liberam os reféns e a polícia entra em ação fuzilando os dois?

Será que eles não seriam muito mais úteis vivos?

Ou essa utilidade poderia comprometer alguém ou algum país aliado da França?

Sabe-se que Françoise Hollander está com a popularidade em baixa junto aos franceses e, com certeza, nesse caso o desfecho lhe foi favorável, com aquela conclamação de união lançada à todos os franceses, como se o país estivesse revivendo a época da invasão nazista.

Diario de EEUU señala vínculos entre los Kouachi e Inteligencia francesa

10 enero 2015, HispanTVhttp://www.hispantv.com (Irán)

El diario estadounidense McClatchy llama la atención sobre el vínculo de los servicios de Inteligencia franceses, a través de su agente David Drugeon, tanto con los hermanos Said y Chérif Kouachi, acusados del atentado del miércoles al semanario francés Charlie Hebdo, como con el autor de tres atentados terroristas en el sur de Francia en 2012, Mohammed Merah. 

“Drugeon, de quien muchos expertos creen que era un agente de la Inteligencia francesa antes de pasar a Al-Qaeda, es sospechoso de haber planificado un ataque de ‘lobo solitario’ en 2012 a soldados franceses y a objetivos judíos”, escribió el miércoles el especialista Mitchell Prothero, que ya en octubre identificó a Drugeon como “un antiguo oficial de la Inteligencia francesa”.

Prothero destaca el profesionalismo y meticulosidad de los autores del atentado cometido en la capital francesa, en especial de la calma descrita por los testigos y sus “movimientos coordinados y precisos, que

PARA SE ENTENDER O TERRISMO CONTRA O CHARLIE HEBBO DE PARIS

9 janeiro 2015, https://leonardoboff.wordpress.com (Brasil)

Leonardo Boff*

Uma coisa é se indignar, com toda razão, contra o ato terrorisa que dizimou os melhores chargistas franceses. Trata-se de ato abominável e criminoso, impossível de ser apoiado por quem quer que seja.

Outra coisa é procurar analiticamente entender porque tais eventos terroristas acontecem. Eles não caem do céu azul. Atrás deles há um céu escuro, feito de histórias trágicas, matanças massivas, humilhações e discriminações, quando não, de verdadeiras guerras preventivas que sacrificaram vidas de milhares e milhares de pessoas.

Nisso os USA e em geral o Ocidente são os primeiros. Na França vivem cerca de cinco milhões de muçulmanos, a maioria nas periferias em condições precárias. São altamente discriminados a ponto de surgir uma verdadeira islamofobia.

Logo após o atentado aos escritórios do Charlie Hebdo, uma mesquita foi atacada com tiros, um restaurante muçulmano foi incendiado e uma casa de oração islâmica foi

Charlie Hebdo Slaughter: Tragic Lesson for Europe to Learn/Расстрел Charlie Hebdo: трагический урок Европе

11.01.2015, Фонд стратегической культуры http://www.fondsk.ru Strategic/Culture Foundation http://www.strategic-culture.org (Russia, Россия)


The bloody events that took place in Paris on January 7 made once again remember the «Clash of Civilizations» used as the way to guide social and political process. In the West the idea to put the theory to practical use surfaced in 1990 with the publication of The Roots of Muslim Rage by Bernard Lewis, a British-American historian specializing in oriental studies. Bernard Lewis painted Islam as a reactionary religion immune to changes and filled with hatred against the West and its values. According to him, a «surge of hatred» is rising from the Islamic world to reject the Western civilization based on Judaism and Christianity. 

* * *

A great number of information warfare experts work hard to shape the image of enemy among Europeans. Charlie Hebdo, the Paris-based weekly satirical publication, has a special role to play in this campaign. Its main instrument is anti-religious provocation disguised as freedom of expression.

Founded in 1970 by left-wing journalists as an outlet of «revolutionary criticism», it folded to be resurrected in 1992 when Philippe Val became its editor-in chief. He is a follower of Zionist Bernard-Henri Lévy, the French philosopher with Zionist leanings, who was actively involved in the events in Libya and, then, Ukraine. Since then Charlie Hebdo has been mocking the religious feelings of