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de Janeiro de 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
Wilson Roberto Vieira
Ferreira
Como
em todos eventos agudos que envolvem a interminável “guerra contra o
terrorismo”, muitos analistas apontam inconsistências, ambiguidades e lacunas
na cobertura midiática ao atentado contra o jornal "Charlie Hebdo" em
Paris. São tantas que parece que estamos diante de um roteiro de um
filme mal produzido: uma ação militar profissionalmente cirúrgica feita por
jovens que esquecem um cartão de identidade no carro da fuga. Coincidências e
conveniências para muitos lados (e até para a grande mídia brasileira) envolvem
a chacina dos jornalistas e cartunistas franceses, gerando uma espiral de
especulações e conspirações. Será que alcançamos o estágio mais avançado do
terrorismo, o “meta-terrorismo”? O relato midiaticamente ambíguo de um
atentado pode se tornar tão letal quanto o próprio atentado.
Como
diria a personagem Church Lady (feita pelo comediante Dana Carvey no
programa Saturday Night Live, sempre preocupada com as conspirações
satânicas por trás das coincidências): “How Con-VEEN-ient!” (“Tão
conVEEEniente!”).
Numa
primeira análise, o ataque terrorista (alguns afirmam que foi na verdade uma
ação militar pela precisão) ao jornal satírico francês Charlie Hebdo em
Paris, que vitimou 12 pessoas entre eles cartunistas, editores e colunistas do
veículo francês, tem se revelado bem conveniente para três personagens do atual
cenário internacional e, de quebra, para