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7 dezembro 2015, Sputnik http://br.sputniknews.com (Rússia)
A Rússia saiu-se vitoriosa do conflito que se iniciou como resultado da negligência
das ações da Turquia, terminando com prejuízos para este país, Pentágono, OTAN,
e, claro, o grupo Daesh (Estado Islâmico). É o que foi publicado pelo jornal
iraniano Shargh Iran.
O incidente
com o avião russo Su-24, abatido pela aviação turca na Síria, provocou uma
séria deterioração das relações entre a Rússia e Turquia. O caso foi tachado de
"um golpe nas costas" pelo presidente russo Vladimir Putin e levantou
sérias denúncias sobre o suposto envolvimento do presidente turco Erdogan no
comércio ilegal de petróleo promovido pelo grupo terrorista Daesh (Estado
Islâmico) na Síria.
“Após os ataques da Força Aérea da Turquia contra o
caça russo, todos os olhos ficaram voltados na direção da Rússia e sua possível
resposta militar. Alguns analistas falaram sobre o poder de combate da Turquia
e os outros começaram a especular sobre
19 novembro 2015, Resistir.info resistir.info (Portugal)
por Moon of Alabama
Eis o que aconteceu dia 13 à noite: pelo
menos 120 mortos nos ataques em Paris, Hollande decretou o estado de
emergência.
Homens armados e bombistas atacaram restaurantes, uma sala de
concertos e um estádio desportivo, em vários locais em Paris, sexta-feira,
fazendo pelo menos 120 mortos, num ímpeto assassino que o presidente François
Hollande, muito comovido, qualificou como um ataque terrorista sem precedentes.
Mas quem tem fornecido armas e financiado o Estado islâmico ou as organizações
precedentes que na Síria e no Iraque lhe deram origem? Vejam vós mesmos.
É de rir ou de chorar:
desde o 11 de Setembro de 2001 não há atentado terrorista em que os supostos
culpados não se deixem identificar deixando no seu rastro os respectivos
documentos de identidade.
Para o autor, esta aparente estupidez repetitiva dos terroristas deve ser
interpretada como um artifício retórico utilizado pelo poder a fim de paralisar
os cidadãos. Como a narrativa oficial é a mais absurda possível, não é
possivel contestá-la.
No quadro do inquérito
sobre os massacres de Paris, um passaporte sírio foi encontrado perto de um dos
kamikazes do Stade de France. Depois de o presidente ter designado "o
Estado islâmico" (EI) como responsável dos atentados, este reconheceu
estar na base destas acções. Para o executivo francês que havia declarado
pretender intervir na Síria contra o EI, na realidade contra a República Árabe
Síria e seu presidente constitucional Bachar el-Assad que "deve
partir", trata-se de um indício importante que deve justificar uma acção
militar. O discurso duplo – apoiar uma organização designada como inimiga e
chamar de terroristas aqueles que anteriormente eram chamados de
"combatentes da liberdade" – não é característico apenas do governo
francês. Produzir seu inimigo tornou-se um eixo da estratégia ocidental,
confirmando-nos que
Os trágicos atentados
terroristas de Paris foram condenados a nível mundial pela humanidade solidária
com o povo francês, alvo da monstruosa e repugnante chacina.
Milhões
de palavras sobre o acontecimento foram escritas ou pronunciadas em dezenas de
países em muitas línguas.
Dirigentes
políticos, personalidades destacadas, politólogos de serviço nos grandes media,
comentaram os atentados.
Chama
a atenção o facto de na Comunidade Europeia nenhum chefe de estado ou de
governo ter nas suas intervenções abordado a questão fundamental das causas da
vaga de terrorismo que assola o mundo. Obama também se absteve de tocar no
tema.
Qual
o motivo de tão estranha omissão? Resposta é simples, mas incómoda para os
detentores do poder.
O
principal responsável pelo alastramento do terrorismo
9 novembro 2015, Pátria Latinahttp://www.patrialatina.com.br
(Brasil)
Ivan
Morozov, especial para Gazeta Russa
Segundo
embaixador, Brasil foi informado previamente sobre operação aérea no Oriente
Médio. Akopov ainda afirma que presidente criticou Washington, e não Moscou, em
visita à Suécia.
Embaixador
da Rússia no Brasil desde 2010, Serguêi Akopov, 61, fala com exclusividade à
Gazeta Russa sobre a ameaça do EI (Estado Islâmico), parcerias bilaterais no
setor espacial e crescimento do turismo entre os países, apesar das
dificuldades econômicas atuais.
Gazeta
Russa: Moscou anunciou o envio de forças aéreas à Síria para impedir o avanço
do EI ao país, após mais de mil cidadãos russos terem sido aliciados pela
organização. O quanto isso representa um perigo realmente à Rússia e a outros
Brics?
Serguêi
Akopov:Na
minha opinião, os representantes do movimento terrorista internacional – do
qual faz parte não apenas o EI, mas também uma série de outros grupos – sem
dúvida representam à Rússia um grande perigo. Milhares de cidadãos russos estão
lutando ali e, claro, acredita-se que eles possam retornar à pátria.
Mas
é preciso entender que o movimento terrorista representa uma ameaça não apenas
à Rússia, mas à humanidade. No caso do Brics, Índia e China, que
9 novembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru
http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)
Moscou, (Prensa
Latina) -- O vice-ministro
russo de Defesa Anatoli Antónov afirmou nesta quarta (04) que nas tropas do
Estado islâmico (EI) na Síria e Iraque combatem entre 20 mil e 30 mil
estrangeiros, muitos procedentes de seu país e do continente asiático.
Ao intervir na terceira Reunião de titulares de Defesa
da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e seus sócios de diálogo,
inaugurada na segunda-feira em Kuala Lumpur, Antónov advertiu que a maioria
desses terroristas estrangeiros procedem da região Ásia-Pacífico.
O vice-ministro alertou sobre o perigo que representa
que esses extremistas "voltem a suas casas com esse potencial de violência
e extremismo", sigam promovendo as ideias radicais e
Video: PUTIN EXPLICA COMO OS ESTADOS UNIDOS CRIARAM O
ISIS Fonte: Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
Há pouco mais de um ano, em julho de 2014, a Rússia e o
presidente Vladimir Putin eram o foco das atenções na Europa e nos EUA,
acusados - sem nem sombra de prova - de terem derrubado um avião civil da
Malásia, desarmado, sobre o leste da Ucrânia. Os russos só pensariam em
restaurar a União Soviética, no apoio que davam ao referendo proposto aos
cidadãos da Crimeia para que escolhessem se reintegrar à Federação Russa, em
vez de serem incorporados à Ucrânia. Washington e a União Europeia (UE) atacavam
a Rússia com sanções. As pessoas falavam de nova Guerra Fria. Hoje o quadro
mudou, e muito profundamente. É Washington quem está na defensiva, com o que os
EUA têm feito na Síria e no Oriente Médio já exposto como ações criminosas,
inclusive a geração da recente 'crise dos refugiados' na Alemanha e em grandes
partes da UE.
Como
estudioso de política e economia internacionais durante praticamente toda a
minha vida adulta, devo dizer que me parecem notáveis a compostura e o controle
emocional que Vladimir Putin e o governo russo têm manifestado, diante dos
alucinados ataques ad hominem de gente como Hillary Clinton,
que comparou Putin a Adolf Hitler.
Mas é preciso muito mais que compostura e autocontrole para arrancar o mundo da
beira, ou como alguns poderiam dizer, já do início da 3ª Guerra Mundial. Aí, é
preciso ação brilhante e direta. E então, aconteceu algo extraordinário, nos
poucos dias depois do discurso do presidente Vladimir Putin na Assembleia Geral
da ONU, dia 28 de setembro em New York.
O que Putin disse...
O que Putin disse na Assembleia Geral da ONU deve ser considerado, para pôr sob
foco mais claro o que a Rússia fez nos dias imediatamente posteriores.
Primeiro, Putin pôs perfeitamente às claras o que significa a lei internacional
por trás da Carta da ONU, e que a Rússia
He he... A
Rússia está se exibindo mesmo ;-)
(assista ao vídeo porque
vale a pena [NT]
_________________________________________________
Quatro
navios de guerra da Marinha Russa dispararam um total de 26 mísseis contra posições
do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria, anunciou o Ministro da Defesa
russo Sergey Shoigu. Os mísseis foram disparados a
partir do Mar Cáspio.
“Quatro navios lançadores de mísseis lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra 11
alvos. De acordo com dados de controle do objetivo, todos os alvos foram
destruídos. Não houve danos a quaisquer alvos civis”, disse Shoigu
Os mísseis voaram cerca de 1.500 km antes de atingir seus alvos, provando sua
eficiência.
Os mísseis de cruzeiro russos Klub (3M-14AE KalibrN) cruzaram espaço aéreo
iraniano e
6
outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)
News -- ФондСтратегическойКультуры
Traduzido por Anna Malm*, Correspondente
de Pátria Latina na Europa
[Esse vídeo poderá ser visto no artigo original ao qual anexo aqui o link -CLICK]*
O Ministério da Defesa da Rússia apresentou aopúblicoo novo quadro dos ataques que a aviação russa fez nas posições do Estado
Islâmico, "ES"
Como ressalta o
representante dos militares no vídeo apresentado vêem-se ataques muito
precisos. Os aviões que fazem parte dessa operação foram modernisados - nesses
foram instalados os melhores sistemas atuais.Mostrando a sequência das imagens o representante do departamento comentou
detalhadamente o que se mostrava, e o que estava sendo destruido. Para melhores
esclarecimentos os jornalistas tinham sido convidados ao centro de comando
militar de onde essa missão aérea tinha sido dirigida.
Detalhes sobre o principal -- Cada um dos ataques feitos pelos pilotos
russos foram mostrados e explicados aos jornalistas. As atividades dos pilotos
foram sempre coordenadas do centro nacional de gerenciamento de defesa em
Moscou. De lá também vieram todas as informações e resultados dos raids aéreos.
As primeiras operações ocorreram ao longo de 24 horas. Nesse tempo foram feitos
mais de 20 saídas aéreas as bases dos combatentes do denominado "Estado
Islâmico".
'A aviação de ataque ao solo destruiu o depósito de munições do
"Estado Islâmico" na região sudoeste da cidade de IDLIB. Na fotagem
do vídeo vê-se muito bem o foco do incêncio e do resultante das detonações do
depósito de munições dos terroristas. Na filmagem que segue a
20 setembro 2015, Vermelho
http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Por Mario Cajé, no Opera
Mundi
“O país era seguro, próspero. A
gente podia andar na rua com joias sem medo [...] a educação era ótima. Depois,
morrer com um tiro na cabeça era lucro”. Confira a seguir o depoimento
assustador (e surpreendente) de uma brasileira que fugiu da guerra civil na
Síria.
Depois de mais de quatro anos de guerra civil na Síria, o mundo parece,
finalmente, ter despertado para a gravidade da situação dos refugiados. A
imagem do menino Aylan Kurdi, de três anos, sem vida, em uma praia turca, se
tornou símbolo de um povo que peregrina sem destino. A supervisora de vendas
Luiza Silva*, de 38 anos, não conhece o drama humanitário do país só por fotos
ou vídeos. “Cheguei a pensar em tirar a minha vida e a dos meus filhos para
acabar com o sofrimento”, confessa.
Mas a vida dela no Oriente Médio nem sempre foi assim. Luiza, que recebeu o
nome árabe de Amhasam, ainda guarda na memória as imagens de uma outra Damasco,
de uma outra Síria, muito diferente do cenário de devastação em que já morreram
240 mil pessoas, de acordo com o relatório
Fontes israelenses culpam Erdogan por estar
propositalmente causando a atual onda de refugiados para o norte da Europa:
"Primeiro, a Turquia fez de tudo para bloquear as rotas marítimas usadas
para a imigração ilegal para a Europa. Mas depois, quando a OTAN recusou-se a agir
para derruba rAssad, e com o Estado Islâmico sem conseguir realizar o sonho de
Erdogan de derrotar decisivamente o líder alawita, a Turquia decidiu dificultar
as coisas para a Europa e enviou para lá parte dos refugiados. Ao longo dos
últimos poucos meses, a Turquia deixou de impedir que refugiados se deslocassem
para o ocidente. A fonte israelense disse que é bem possível que as mesmas
forças de segurança turcas que ajudavam o Estado Islâmico estão facilitando a
entrada ilegal de pessoas em países europeus.
Dia 11 de setembro, o ministro de Relações Exteriores da França Laurent Fabius
suspendeu a consulesa honorária da França em Bodrum, ao saber que estava
ajudando refugiados a sair ilegalmente da Turquia para a Europa. Em conversa
filmada por câmera escondida do Channel 2 francês, a consulesa, que vendia aos
que quisessem tentar chegar
O problema dos refugiados sírios vinha amadurecendo
lenta e continuadamente e teria sido o pretexto perfeito para uma 'intervenção
humanitária' comandada pelos EUA ["Bombardear para Proteger"] na
Síria. Mas a Rússia chegou antes, e o róseo plano norte-americano
pode ter gorado.
As políticas dos EUA para o Oriente Médio vêm-se mantendo obcecadamente fixas
em 'mudança de regime' na Síria há pelo menos uma década, desde a invasão do
Iraque em 2003. (A agenda neoconservadora original planejava 'mudar' regimes no
Iraque, Irã e Síria, mas deu em nada, quando os campos de matança no Iraque
começaram a ditar a geopolítica.)
Mas o suspense subiu à estratosfera, quando a inteligência russa entrou
claramente em cena. Numa rara cena de 'revelação', domingo à noite,
durante entrevista ao canal
estatal de televisão– provavelmente pré-arranjada
deliberadamente – o ministro de Relações Exteriores da Rússia semeou 'pistas'
crucialmente importantes sobre a agenda norte-americana clandestina para a
Síria escondida
Se há hoje mais refugiados do que
em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal
deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos
pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União
Europeia. E esses pirómanos não descansam.
A crise dos refugiados, de
que tanto se tem falado, não começou agora. A novidade que acordou a
comunicação social está apenas no facto de essa crise ter chegado à Europa.
Para os países devastados pelas guerras imperialistas, e para os seus países
limítrofes, a crise existe há já muitos anos. Se há hoje mais refugiados do que
em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal
deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos
pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União
Europeia.
Segundo o Anuário Estatístico de
2010 da agência da ONU para os refugiados (não palestinos) UNHCR, havia no
final desse ano cerca de 34 milhões de refugiados e deslocados (fora ou dentro
dos países de origem). Dos cerca de 10,5 milhões de refugiados externos, 80%
eram acolhidos por países em vias de desenvolvimento e
10 setembro 2015, Vermelho
http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Por Dilma Rousseff
Presidenta da
República Federativa do Brasil. Artigo publicado originalmente no site do PT
sob o título “Os refugiados e a esperança”
A crise
dos refugiados do Oriente Médio e do norte da África, que assumiu contornos
dramáticos nos últimos dias, arrasta-se há mais de quatro anos, especialmente a
partir do início da guerra civil na Síria e da intervenção militar na Líbia.
A terrível foto de um menino de três anos de idade, Aylan Kurdi, morto
em uma praia turca, ou a macabra descoberta de 71 homens, mulheres e crianças
asfixiados em um caminhão numa estrada da Áustria são exemplos de uma tragédia
de terríveis proporções e impõem desafios para toda a humanidade.
O conflito sírio já provocou a morte de mais de 240 mil pessoas, 4 milhões de
refugiados – a maior parte em países vizinhos – e 8 milhões de deslocados
internamente. É revoltante assistir à destruição humana e material da Síria e
dos países contíguos, incluindo obras do patrimônio da humanidade.
O Iraque e a Síria se transformaram em base para grupos criminosos, como o
autodenominado Estado Islâmico, que semeiam o terror entre populações golpeadas
por guerras que destruíram seus Estados nacionais. Esses grupos realizam
assassinatos em massa, recrutam
Não faltam reportagens sobre a
tragédia da emigração clandestina no Mediterrâneo. O que as câmaras não mostram
e os jornais não contam é onde começou a penúria desses desgraçados. Todos
consideram normal que na África sempre tenham existido miseráveis e que muitos
dos seus filhos abandonem os seus lares. Que no Médio Oriente sempre tenham
existido guerras e os seus filhos procurem outra vida abandonando as suas
terras. Porém, nunca tantos como nestes últimos anos. Em 2014 foram resgatados
do mar entre cento e cinquenta e cento e setenta mil migrantes. E acredita-se
que cerca de seis mil e quinhentos morreram afogados em sucessivos naufrágios.
O mundo chora quando em todos os
jornais, em todos os shows periódicos, nas redes sociais, pelo menos do
Ocidente, são mostrados os naufrágios do Mediterrâneo e aqueles que não tiveram
a sorte de chegar sem que se note, ainda que tenham tido a sorte de chegar ao
local seco, porém molhados.
Despojando-os da pouca dignidade que ficava, as câmaras gravam os olhares
apagados, os olhos vermelhos, os semblantes quebrados, as peles rachadas, os
gestos titubeantes daqueles que se aventuraram a abandonar a miséria e a
violência de seus países.
Com medo, com terror, com fome, com angústia, com desespero, os resgatados
recebem das mãos dos socorristas as mantas térmicas e até a primeira sopa
quente como aviso de que suas penúrias terminaram por um segundo. Depois, terão
outras, porém secos e em terra firme. Sem dúvida, para os imigrantes o pior já
passou.
Em um ano já são mais de quarenta e dois mil resgatados do mar e mais de dois
mil os que não tiveram essa sorte. Nada se sabe de quantos chegaram com êxito a
Começam a
surgir documentos que confirmam o que quem conheça o banditismo visceral do
imperialismo há muito suspeitava: que, tal como antes a Al-Qaeda, o Isis é uma
criação dos serviços secretos imperialistas em conluio com Israel e a Arábia
Saudita.
Não se
trata de ‘teoria da conspiração’, mas de conspiração confirmada e documentada.
O grupo norte-americano Judicial Watch publicou em Maio documentos oficiais dos
ministérios dos Estrangeiros e Defesa dos EUA, obtidos após processo judicial.
O jornalista Seumas Milne (Guardian, 3.6.15) refere «um relatório secreto dos
serviços de informações dos EUA, escrito em Agosto de 2012, que estranhamente
prevê – e na prática saúda – a possibilidade dum ‘principado Salafita’ no Leste
da Síria e dum Estado Islâmico controlado pela al-Qaeda na Síria e Iraque. Em
flagrante contraste com as alegações ocidentais de então, o documento da
Defense Intelligence Agency identifica a al-Qaeda no Iraque (que se viria a
tornar no ISIS) e os seus correligionários Salafitas como ‘as principais forças
que dinamizam a insurreição na Síria’ e declara que ‘os países ocidentais, os
estados do Golfo e a Turquia’ apoiam os esforços da oposição para controlar o
Leste da Síria». Diz o relatório: «a possibilidade de estabelecimento dum
principado Salafita declarado ou
O Estado Islâmico, ISIS ou Daesh, foi criado
pela CIA, a MOSSAD e o MI6 para rebentar com a Síria.… ¿Como é possível que
prossiga a estratégia dos EUA no sentido de criar um estado policial mundial?
Passando pela destruição de povos, culturas ancestrais e restos de antigas
civilizações. A barbárie na sua máxima dimensão.
Coisas que não querem que saibas da Al-qaeda
1-Os EUA apoiaram a Al Qaeda e as suas organizações filiadas durante quase meio
século, desde o apogeu da guerra afegã-soviética.
2-A CIA criou campos de treino para a
al-Qaeda no Paquistão. Num período de dez anos, desde 1982 até 1992, uns 35.000
jihadistas procedentes de 43 países islâmicos foram recrutados pela CIA para
lutar na jihad afegã contra a União Soviética.
3- Desde a época da Administração Reagan que
Washington tem apoiado a rede terrorista islâmica. Ronald Reagan qualificou
esses terroristas como “lutadores pela liberdade”.
Os EUA forneceram armas às brigadas
islâmicas. Era tudo para
O belo trabalho feito por americanos,
britânicos e franceses na Líbia está à vista. Não gostavam de Kadhafi porque
não se submetia aos jogos das petrolíferas estrangeiras e aos desejos externos.
A tal
“Primavera Árabe” serviu às mil maravilhas para uma intervenção dos três
países, sob a capa da OTAN, para mal disfarçar a agressão externa, a pretexto
de defesa de civis, para intervirem bombardeando as tropas governamentais,
impedindo Kadhafi de controlar a situação.
Na altura escrevemos que estavam a quebrar um equilíbrio instável que só
Kadhafi conseguira até então gerir.
Kadhafi caiu e foi barbaramente assassinado por um dos grupos defensores dos
“valores democráticos” que assaltava o poder com o apoio activo no terreno da
aviação dos Estados UNidos, Inglaterra, França e as armas que eles e
10
janeiro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
Valter Xéu*
A
morte dos dois suspeitos de terem praticado o atentado na redação do semanário
Charlie deixou mais duvidas no já intricado caso.
Como
uma polícia que se diz altamente preparada, faz um cerco onde os suspeitos
estão entrincheirados com reféns, depois de algumas conversações eles liberam
os reféns e a polícia entra em ação fuzilando os dois?
Será
que eles não seriam muito mais úteis vivos?
Ou
essa utilidade poderia comprometer alguém ou algum país aliado da França?
Sabe-se
que Françoise Hollander está com a popularidade em baixa junto aos franceses e,
com certeza, nesse caso o desfecho lhe foi favorável, com aquela conclamação de
união lançada à todos os franceses, como se o país estivesse revivendo a época
da invasão nazista.
Em Kobane trava-se um combate desesperado entre os curdos sírios e
o Estado Islâmico (ISIS). O que está em causa não é apenas a resistência contra
esta força fundamentalista e fascista. É a defesa de uma experiência de gestão
política dirigida fundamentalmente pelo PYD, o ramo sírio do PKK turco. E isso
explica a traição da “comunidade internacional” a essa resistência.
As bravas mulheres de Kobane – onde os curdos sírios combatem
desesperadamente contra o Estado Islâmico (ISIS) – estão prestes a ser traídas
pela “comunidade internacional”. Estas guerreiras também combatem, além dos
terroristas do califa Ibrahim, as traiçoeiras agendas dos EUA, Turquia e da
administração do Curdistão iraquiano. O que é está de facto a acontecer em
Kobane?
Comecemos por falar de Rojava. O verdadeiro significado de Rojava
(as três províncias de maioria curda do norte da Síria) é transmitido neste
editorial (em turco) publicado pelo activista encarcerado Kenan Kirkaya. Nele
argumenta que há em Rojava, um “modelo revolucionário” que desafia nada menos
do que “a hegemonia do sistema capitalista de estado-nação”, muito para além do