20 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Por Mario Cajé, no Opera Mundi
“O país era seguro, próspero. A gente podia andar na rua com joias sem medo [...] a educação era ótima. Depois, morrer com um tiro na cabeça era lucro”. Confira a seguir o depoimento assustador (e surpreendente) de uma brasileira que fugiu da guerra civil na Síria.
Depois de mais de quatro anos de guerra civil na Síria, o mundo parece,
finalmente, ter despertado para a gravidade da situação dos refugiados. A
imagem do menino Aylan Kurdi, de três anos, sem vida, em uma praia turca, se
tornou símbolo de um povo que peregrina sem destino. A supervisora de vendas
Luiza Silva*, de 38 anos, não conhece o drama humanitário do país só por fotos
ou vídeos. “Cheguei a pensar em tirar a minha vida e a dos meus filhos para
acabar com o sofrimento”, confessa.
Mas a vida dela no Oriente Médio nem sempre foi assim. Luiza, que recebeu o nome árabe de Amhasam, ainda guarda na memória as imagens de uma outra Damasco, de uma outra Síria, muito diferente do cenário de devastação em que já morreram 240 mil pessoas, de acordo com o relatório