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terça-feira, 22 de outubro de 2019

The Road to Damascus: How the Syria War was Won

October 18, 2019, Consortium News (USA) https://consortiumnews.com/2019/10/18/pepe-escobar-the-road-to-damascus-how-the-syria-war-was-won/

Special to Consortium News

Following the Damascus-Kurdish alliance, Syria may become the biggest defeat for the Central Intelligence Agency since Vietnam, says Pepe Escobar.

What is happening in Syria, following yet another Russia-brokered deal, is a massive geopolitical game-changer. I’ve tried to summarize it in a single paragraph this way: 
“It’s a quadruple win. The U.S. performs a face saving withdrawal, which Trump can sell as avoiding a conflict with NATO ally Turkey. Turkey has the guarantee – by the Russians – that the Syrian Army will be in control of the Turkish-Syrian border. Russia prevents a war escalation and keeps the Russia-Iran-Turkey peace process alive.  And Syria will eventually regain control of the entire northeast.”

Syria may be the biggest defeat for the CIA since Vietnam.

Yet that hardly begins to tell the whole story.

Allow me to briefly sketch in broad historical strokes how we got here.

It began with an intuition I felt last month at the tri-border point of Lebanon, Syria and Occupied Palestine; followed by a subsequent series of conversations in Beirut with first-class Lebanese, Syrian, Iranian, Russian, French and Italian analysts; all resting on

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

BRICS, БРИКС/Rússia alerta sobre milhares de soldados estrangeiros no EI

9 novembro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Moscou, (Prensa Latina) -- O vice-ministro russo de Defesa Anatoli Antónov afirmou nesta quarta (04) que nas tropas do Estado islâmico (EI) na Síria e Iraque combatem entre 20 mil e 30 mil estrangeiros, muitos procedentes de seu país e do continente asiático.


Ao intervir na terceira Reunião de titulares de Defesa da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e seus sócios de diálogo, inaugurada na segunda-feira em Kuala Lumpur, Antónov advertiu que a maioria desses terroristas estrangeiros procedem da região Ásia-Pacífico.

O vice-ministro alertou sobre o perigo que representa que esses extremistas "voltem a suas casas com esse potencial de violência e extremismo", sigam promovendo as ideias radicais e

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС, Rússia/PUTIN ESTÁ DERROTANDO MAIS QUE O ISIS NA SÍRIA

19 outubro2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

F. William Engdahl
New Eastern Outlook, 15.10.2015

Video: PUTIN EXPLICA COMO OS ESTADOS UNIDOS CRIARAM O ISIS Fonte: Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Há pouco mais de um ano, em julho de 2014, a Rússia e o presidente Vladimir Putin eram o foco das atenções na Europa e nos EUA, acusados - sem nem sombra de prova - de terem derrubado um avião civil da Malásia, desarmado, sobre o leste da Ucrânia. Os russos só pensariam em restaurar a União Soviética, no apoio que davam ao referendo proposto aos cidadãos da Crimeia para que escolhessem se reintegrar à Federação Russa, em vez de serem incorporados à Ucrânia. Washington e a União Europeia (UE) atacavam a Rússia com sanções. As pessoas falavam de nova Guerra Fria. Hoje o quadro mudou, e muito profundamente. É Washington quem está na defensiva, com o que os EUA têm feito na Síria e no Oriente Médio já exposto como ações criminosas, inclusive a geração da recente 'crise dos refugiados' na Alemanha e em grandes partes da UE.

Como estudioso de política e economia internacionais durante praticamente toda a minha vida adulta, devo dizer que me parecem notáveis a compostura e o controle emocional que Vladimir Putin e o governo russo têm manifestado, diante dos alucinados ataques ad hominem de gente como Hillary Clinton, que comparou Putin a Adolf Hitler.

Mas é preciso muito mais que compostura e autocontrole para arrancar o mundo da beira, ou como alguns poderiam dizer, já do início da 3ª Guerra Mundial. Aí, é preciso ação brilhante e direta. E então, aconteceu algo extraordinário, nos poucos dias depois do discurso do presidente Vladimir Putin na Assembleia Geral da ONU, dia 28 de setembro em New York.

O que Putin disse...
O que Putin disse na Assembleia Geral da ONU deve ser considerado, para pôr sob foco mais claro o que a Rússia fez nos dias imediatamente posteriores. Primeiro, Putin pôs perfeitamente às claras o que significa a lei internacional por trás da Carta da ONU, e que a Rússia

domingo, 18 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС/DEEM BOM-DIA AOS MEUS MÍSSEIS CRUZADORES

14 outubro 2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Pepe Escobar
Asia Times, 12/10/2015

O Novo Grande Jogo na Eurásia avançou saltos e saltos semana passada, depois que a Rússia disparou 26 mísseis cruzadores, do Mar Cáspio, contra 11 alvos no ISIS/ISIL/Daesh por toda a Síria e destruiu todos. Esses ataques do mar foram a primeira vez, que se saiba, em que foram usados operacionalmente os mísseis cruzadores estado-da-arte SSN-30A Kalibr.

O Pentágono só pôde mesmo lançar olhar enviesado, sobre o ombro, acompanhando o voo dos mísseis Kalibr -- que acertam alvos localizados a 1.500km de distância. Aí está. Mensagem curta, clara, compacta de Moscou, dirigida ao Pentágono e à OTAN. Querem meter-se conosco, caras? Talvez, quem sabe, com aqueles porta-aviões enormes e pesadões?

Mais que isso, além de implantar o que é uma zona de exclusão aéreade facto sobre a Síria e o sul da Turquia, o cruzador Moskva, da Marinha Russa, que transporta 64 mísseis S-300 mar-ar, está agora ancorado em Latakia.

As proverbiais fontes anônimas nos EUA entraram em surto de hiperatividade, espalhando 'noticiário' segundo o qual os russos tiveram quatro mísseis que 'perderam o rumo' e caíram no Irã. O Alto Comando da Rússia riu delas: todos os mísseis atingiram o alvo, dentro do raio previsto de 2,40m em torno do ponto demarcado.

O Pentágono nem sabia que o Kalibr pode ser disparado de

terça-feira, 29 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/AO VIVO, DE NEW YORK, "PUTIN O GRANDE"!

24/9/2015, Pátria Latinahttp://www.patrialatina.com.br (Brasil)


É o suspense geopolítico máximo da temporada: será que o presidente Barack Obama dos EUA finalmente decidirá conversar com o presidente Vladimir Putin da Rússia, ou nessa 6a-feira ou durante a Assembleia Geral da ONU, semana que vem em New York?

O dramático movimento dos russos na Síria, que virou o jogo – não só entrega de armas, mas a real possibilidade de real intervenção pela Força Aérea da Rússia – deixou todos zonzos na área da Avenida 
Beltway.

O ministro de Relações Exteriores da Síria Walled Muallem 
disse claramente ao jornal RT que o envolvimento direto dos russos na luta contra ISIS/ISIL/Daesh e os tais "moderados" (como os neoconservadores dos EUA os tratam) da Frente al-Nusra, codinome Al-Qaeda na Síria, é ainda mais importante que as armas fornecidas.

Washington, entrementes, permanece enredada num buraco negro geopolítico, para tudo que tenha a ver com a estratégia de Putin. A resposta do governo Obama está conectada como os dois lados de uma dobradura a como será recebido em todo o mundo o discurso de Putin na ONU, e a como se desenrolará a diplomacia frenética relacionada ao teatro de guerra na Síria.

É ingenuidade interpretar o avanço militar dos russos como mero show de força, convite aos norte-americanos para

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Siria/O DEPOIMENTO ASSUSTADOR DE UMA BRASILEIRA FUGITIVA DO TERROR

20 setembro 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Mario Cajé, no Opera Mundi

“O país era seguro, próspero. A gente podia andar na rua com joias sem medo [...] a educação era ótima. Depois, morrer com um tiro na cabeça era lucro”. Confira a seguir o depoimento assustador (e surpreendente) de uma brasileira que fugiu da guerra civil na Síria.

Depois de mais de quatro anos de guerra civil na Síria, o mundo parece, finalmente, ter despertado para a gravidade da situação dos refugiados. A imagem do menino Aylan Kurdi, de três anos, sem vida, em uma praia turca, se tornou símbolo de um povo que peregrina sem destino. A supervisora de vendas Luiza Silva*, de 38 anos, não conhece o drama humanitário do país só por fotos ou vídeos. “Cheguei a pensar em tirar a minha vida e a dos meus filhos para acabar com o sofrimento”, confessa.

Mas a vida dela no Oriente Médio nem sempre foi assim. Luiza, que recebeu o nome árabe de Amhasam, ainda guarda na memória as imagens de uma outra Damasco, de uma outra Síria, muito diferente do cenário de devastação em que já morreram 240 mil pessoas, de acordo com o relatório

sábado, 19 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/RÚSSIA EXPÕE A ESTRATÉGIA CLANDESTINA DOS EUA NA SÍRIA

16 setembro 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

MK Bhadrakumar, Indian Punchline
O problema dos refugiados sírios vinha amadurecendo lenta e continuadamente e teria sido o pretexto perfeito para uma 'intervenção humanitária' comandada pelos EUA ["Bombardear para Proteger"] na Síria.  Mas a Rússia chegou antes, e o róseo plano norte-americano pode ter gorado.

As políticas dos EUA para o Oriente Médio vêm-se mantendo obcecadamente fixas em 'mudança de regime' na Síria há pelo menos uma década, desde a invasão do Iraque em 2003. (A agenda neoconservadora original planejava 'mudar' regimes no Iraque, Irã e Síria, mas deu em nada, quando os campos de matança no Iraque começaram a ditar a geopolítica.)

Não é difícil entender e acreditar que a inteligência russa, sim, pôs fim à trama diabólica dos EUA para criar um fato consumado em solo, na Síria. O pacto 
faustiano entre Washington e a Turquia e a autorização do presidente Barack Obama para ataques aéreos na Síria (inclusive contra o Exército Árabe Sírio), o frenesi com que Grã-Bretanha e Austrália uniram-se às missões de bombardeios norte-americanos contra a Síria, declarações da OTAN, os incansáveis esforços dos EUA, por baixo dos panos, para minar o trabalho de Moscou para iniciar e pôr em andamento um processo de paz entre os próprios sírios – de todos os lados abundavam os indícios daquele sinistro plano político-militar.

Mas o suspense subiu à estratosfera, quando a inteligência russa entrou claramente em cena. Numa rara cena de 'revelação', domingo à noite, durante 
entrevista ao canal estatal de televisão– provavelmente pré-arranjada deliberadamente – o ministro de Relações Exteriores da Rússia semeou 'pistas' crucialmente importantes sobre a agenda norte-americana clandestina para a Síria escondida

terça-feira, 13 de maio de 2014

SÍRIA, 2014: "O IRÃ E O PRESIDENTE ASSAD VENCERAM A GUERRA"

13 maio 2014, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)

Muitos já dizem que a estratégia ocidental na Síria encorajou radicais e saiu-lhe pela culatra, fazendo aumentar a ameaça contra a segurança da Europa, agora que os jihadistas começam a fugir da Síria para seus países de origem. Altos funcionários iranianos dizem que "Os norte-americanos só falavam de substituir Assad, mas... por quem? A única coisa que conseguiram foi encorajar grupos radicais, e tornar as fronteiras muito menos seguras." 

O Irã e o presidente Bashar al-Assad, íntimo aliado dos iranianos venceram a guerra na Síria, e a campanha orquestrada pelos EUA em apoio à tentativa da oposição para derrubar o regime sírio fracassou completamente -- disseram ao Guardian vários altos funcionários iranianos.

Em séries de entrevistas em Teerã, altos funcionários, dos que modelam a política externa iraniana, dizem que a estratégica do ocidente na Síria pouco fez além de estimular radicais, gerar e alimentar o caos e, feitas as contas certas, saiu-lhes pela culatra, agora que as forças do governo sírio, comandandas pelo presidente Assad, já assumem total controle da situação em campo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

SUPPRESSING THE TRUTH ON SYRIA: MOTHER AGNES MARIAM AND BRITAIN’S SELF PROCLAIMED “ANTIWAR MOVEMENT”



Global Research, November 27, 2013


Here’s what it looks like when a respected reporter tweets about his blackmail note to an established anti-war organization regarding the organization’s upcoming conference in a tweet on November 15:

I’ve informed organizers of @STWuk that I will not participate in their conference if Mother Agnes is on the platform.

— jeremy scahill (@jeremyscahill) 15 Novembre 2013

The reporter is Jeremy Scahill, who was booked as the keynote speaker and to show his film “Dirty Wars” (based on his book “Dirty Wars”) at the November 30 International Anti-War Conference in London, put on by Stop the War Coalition (STWuk), which was first organized in 2001 in opposition to an American attack on Iraq. More than 12 years later, the coalition notes dryly on its webpage for the conference, “We need more effective anti war resistance internationally. This conference is a chance to analyse, build links and lay plans.”

Scahill’s threat to boycott the conference soon became moot the following day, when the dreaded Mother Agnes withdrew from participation. Her letter read, in part:

“It has come to my attention that my participation in your conference has become a matter of serious contention, even prompting some other speakers to consider withdrawing. This is apparently due to a campaign of cruel and unsubstantiated accusations which seek to work against my efforts and those of the Musalaha (Reconciliation) Initiative in Syria.

“The basis of our work toward peace is reconciliation and forgiveness. This means extending an olive branch to

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

NO MÉDIO ORIENTE, ERGUEM-SE VOZES CRISTÃS CONTRA A INTERVENÇÃO NA SÍRIA



8 setembro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

David Métreau

A ameaça de uma escalada militar na agressão imperialista contra a Síria defronta-se com uma crescente oposição e repúdio por parte da opinião pública mundial e dos mais diversos sectores e instituições. Poderá dizer-se que, de forma muito mais clara do que em ocasiões recentes, a manipulação da máquina mediática global do imperialismo não só não surte efeito como suscita um efeito contrário.

A perspectiva de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos, Reino Unido e França na Síria, com ou sem um mandato da ONU, continua a dar que falar.
Representantes das igrejas cristãs do Médio Oriente expressam a sua oposição a este ataque estrangeiro planeado contra o regime de Assad.

Monsenhor Antoine Audo,
Bispo caldeu de Alepo

«Se houvesse uma intervenção militar, isso significaria o risco de uma guerra mundial. (…) O conflito só pode ser resolvido por um verdadeiro diálogo entre as diferentes partes. Que a intervenção do Papa seja o primeiro passo para prevenir o confronto, e que a população seja livre de se deslocar, viajar, comunicar, trabalhar… O país inteiro está em guerra! (…) Os sírios esperam por uma força internacional que ajude a estabelecer o diálogo e não a guerra.»

Monsenhor Louis Raphaël I Sako
Patriarca de Babilónia dos Caldeus em Bagdad

«A intervenção militar contra a Síria seria um infortúnio. (…) Seria o mesmo que provocar uma erupção num vulcão. A explosão atingiria o Iraque, o Líbano, a Palestina, e talvez alguém pretenda isso mesmo! (…) O Ocidente justificou a intervenção contra Saddam Hussein acusando-o de possuir armas de destruição em massa. Mas estas armas nunca foram encontradas! (…) A oposição a Assad está dividida, os vários grupos combatem-se entre si. As milícias da jihad multiplicam-se… Qual seria o destino deste país, depois de uma tal intervenção?»

Padre Jacques Mourad, responsável pela comunidade de Deir Mar Musa, na Síria
«Estamos numa fase de sofrimento extremo. Esperamos que os países ocidentais tomem uma posição justa face a esta terrível crise na Síria. A posição correcta significa rejeitar todas as formas de violência, silenciar as armas, não apontar uns contra outros, defender e proteger os direitos humanos.»

Irmã Houda Fadoul, responsável pela comunidade das mulheres de Deir Mar Musa
«Nós não podemos aceitar ou apreciar uma intervenção armada por parte de potências estrangeiras. Continuamos a nossa missão que é oferecer a Deus um culto espiritual, sobretudo para educar os jovens no diálogo e na paz. Acreditamos que hoje, mesmo no quadro deste conflito impiedoso, a oração ainda é um meio poderoso para resistir ao mal e o único instrumento que alimenta a esperança.»

Gregório III Laham, patriarca greco-católico melquita de Antioquia
«Este ataque planeado pelos EUA é um acto criminoso que só vai causar mais vítimas, além dos milhares de vidas que foram perdidas nos dois anos de guerra. Isto irá destruir a confiança do mundo árabe para com o Ocidente. A voz dos cristãos é a do Santo Padre. Neste momento temos de ser pragmáticos. A Síria precisa de estabilidade e um ataque armado contra o governo não tem nenhum sentido.»

Cardeal Leonardo Sandri, perfeito da Congregação para as Igrejas Orientais
«Que a razão superior da paz e da vida para o Oriente Médio prevaleça sobre qualquer outro interesse ou ressentimento. Que a justiça, a reconciliação e o respeito solidário dos direitos pessoais e sociais, e também religiosos, de todos quantos fazem parte da população do Médio Oriente, sejam colocados antes de qualquer outra razão, para a comunidade internacional. (…) Nestes tempos repletos de angústia, intensificam-se as orações pela situação na Síria, uma situação que se agravou no contexto já de si delicado do Médio Oriente, com feridas ainda abertas, no Egipto, no Iraque e outras áreas (…). Que a violência acabe : que Deus todo-poderoso possa iluminar a consciência dos responsáveis console todas as dores na nossa caridade.»

D. Maroun Lahham, vigário do Patriarcado Latino de Jerusalém para a Jordânia
«É triste, desde logo, para a Síria, não queríamos que o cenário do Iraque se repetisse. Também é triste para a Jordânia, já temos quase um milhão de sírios aqui, se houver guerra, haverá mais centenas de milhares. Especialmente porque a Jordânia é um país pequeno e será afectada pelo que se passa na Síria. Estou muito pessimista e espero o pior. Não podemos prever a reacção da Síria, nem a do Hezbollah, nem do Irão ou de Israel. (…) Rezem pela paz na Terra Santa e para que ela possa passar desses momentos de calvários a alguns vislumbres de ressurreição.»

Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém
«Os nossos amigos no Ocidente e nos EUA não foram atacados pela Síria . Com que legitimidade se atrevem a atacar um país? Quem os nomeou como polícias da democracia no Médio Oriente? (…) Quem já pensou sobre as consequências de tal guerra para a Síria e países vizinhos? Há necessidade de aumentar o número de mortos em mais de cem mil? É preciso ouvir todas aquelas almas que vivem na Síria e choram a sua dor que dura há dois anos e meio. Alguém já pensou nas mães, nas crianças, nas pessoas inocentes? E os países que atacariam a Síria já pensaram que os seus cidadãos em todo o mundo, que as suas embaixadas e consulados podem ser alvo de ataques e atentados em retaliação? (…) Haveria retaliações particularmente fortes que poderiam envolver toda a região.»

Hilarion, metropolita de Volokolamsk, Presidente do Departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa
«Estou profundamente preocupado com os planos de intervenção militar na Síria. Mais uma vez, como foi o caso com o Iraque, os EUA agem como carrascos internacionais, de forma absolutamente unilateral, sem a aprovação da ONU, querem decidir o destino de uma nação com milhões de pessoas. Mais uma vez, milhares de vidas serão sacrificadas no altar de uma democracia imaginária. E ninguém se preocupa com a situação dos cristãos, que poderão tornar-se reféns da situação e as principais vítimas de forças extremistas radicais, que com a ajuda dos Estados Unidos, chegarão ao poder. Acredito que a comunidade internacional deve fazer todo o possível para impedir que os acontecimentos tenham um tal desenvolvimento.»

Tradução de André Rodrigues

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

OBAMA ENFRENTA SITUAÇÃO EMBARAÇOSA COM AMÉRICA LATINA NO G-20



5 setembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Na Cúpula do Grupo dos 20 (G-20) que começa nesta quinta-feira (5), em São Petersburgo, na Rússia, o presidente estadunidense, Barack Obama, vai encarar os líderes latino-americanos em um momento político extremamente embaraçoso para o governo dos EUA, por conta de seu plano de ataque contra a Síria e os recentes escândalos de espionagem.

AFP

Barack Obama, vai encarar os líderes latino-americanos em um momento político extremamente embaraçoso para o governo dos EUA, por conta de seu plano de ataque contra a Síria e os recentes escândalos de espionagem.

Na chegada ao aeroporto de Pulkovo, a mandatária argentina, Cristina Kirchner, deu o primeiro alerta repudiando de maneira rotunda o projeto de agressão contra Damasco, defendido veementemente pelo presidente que já foi premiado com um Nobel da Paz.

“Não achamos que as mortes se resolvam com mais mortes”, afirmou a presidenta em declarações à televisão pública russa logo que desembarcou no país. Cristina, que preside também o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) até finais de 2014, enfatizou que o tema da intervenção militar ainda não aparece na agenda oficial da Cúpula do G-20, mas ela acredita que isso irá caracterizar a atmosfera no Palácio de Constantino, sede do encontro.

“Trata-se de uma situação de gravidade institucional global", comentou em referência à decisão da Casa Branca de atacar o governo do presidente Bashar al-Assad, "com base em um pretexto não confirmado pela principal estrutura jurídica da ONU”, disse Cristina.

As discussões em torno de mais uma intervenção militar dos EUA no Oriente Médio, e suas possíveis consequências, é que devem prevalecer nos encontros bilaterais entre os líderes. No entanto, outro assunto delicado para Obama em São Petersburgo será a resposta que dará à presidenta brasileira, Dilma Rousseff, sobre as denúncias de espionagem dos serviços especiais de Washington contra ela e assessores de seu governo.

Essas denúncias de espionagem pela NSA (agência de segurança dos EUA) podem ser o foco principal de conversas entre Dilma e Barack Obama. O Planalto não descarta cancelar a visita aos EUA, prevista para outubro. A presidente estuda um comunicado conjunto com os Brics contra "ações que afetam a soberania dos países". Para agradar a presidenta, Obama cogita dar apoio à pretensão brasileira de ocupar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

A chancelaria brasileira exigiu no começo desta semana uma resposta por escrito dos Estados Unidos sobre essas acusações, e o próprio titular das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, convocou o embaixador Thomas Shannon para expressar o mal-estar de seu governo. Fontes do gabinete brasileiro informaram que até o momento todas as justificativas apresentadas por Washington foram falsas.

Em uma onda expansiva, o México também reagiu às revelações da imprensa brasileira de que

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Robert Fisk: O VERDADEIRO ALVO DO OCIDENTE É O IRÃ, E NÃO A SÍRIA


2 setembro 2013, Carta maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

O Irã está profundamente envolvido na proteção ao governo sírio. Além disso, uma vitória de Bashar representa uma vitória do Irã. E vitórias do Irã não podem ser toleradas pelo Ocidente. O artigo é de Robert Fisk, do Independent

Antes que comece a guerra ocidental mais idiota na história do mundo moderno – eu me refiro, é claro, ao ataque à Síria que todos nós vamos ter que engolir – podemos dizer que os mísseis que esperamos ver cruzando os céus de uma das cidades mais antigas das humanidade não têm nada a ver com a Síria.

Eles têm como objetivo atacar o Irã. Eles pretendem atacar a república islâmica agora que ela tem um presidente novo e vibrante

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Síria: AS ARMAS QUÍMICAS FORAM FORNECIDAS PELOS SAUDITAS



2 setembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

– "Rebeldes" e residentes locais em Ghouta acusam o príncipe saudita Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo ligado à al-Qaida

por Dale Gavlak e Yahya Ababneh*

Ghouta, Síria – Quando a maquinaria para uma intervenção militar dos EUA na Síria ganha ritmo após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e seus aliados podem estar a visar o culpado errado.

Entrevistas com pessoas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência humanitária Médicos Sem Fronteiras disseram que pelo menos 355 pessoas morreram na semana passada devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem indicar isso.

Os EUA, Grã-Bretanha e França bem como a Liga Árabe acusaram o regime sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, o qual atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria como punição por executar um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e outros não estão interessados em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a dizer que a culpa de Assad era "um julgamento ... já claro para o mundo".

Contudo, das numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta, combatentes rebeldes e suas famílias, emerge um quadro diferente.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

«QUÍMICOS» PASSAM PELAS BRECHAS DO «EIXO» OCIDENTAL CONTRA A SÍRIA



29 agosto 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Finian Cunningham*

«O resultado de investigações independentes e o que se descobre nelas sobre massacres na Síria, jamais chegam às primeiras páginas dos veículos da imprensa-empresa ocidental. A névoa inicial criada pelas manchetes pejorativas e vastíssima desinformação «midiática» deixa, como planejado, uma impressão residual de culpa contra o governo de Assad.

O suposto ataque, semana passada, com armas químicas, em três subúrbios de Damasco segue o mesmo padrão. Washington capitaneou o ocidente na condenação do governo sírio, sem contudo oferecer qualquer prova. Mas a pergunta realmente interessante, agora, é: qual o contexto político significativo, desta vez?»

Padrão recorrente ao longo da crise síria é a coincidência entre massacres de origem suspeita e momentos em que há mudança no contexto político. É importante ter isso em mente ao avaliar relatos publicados semana passada de um massacre, com uso de armas químicas,

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Síria/“O QUE DIRÃO AO PRÓPRIO POVO SOBRE A INTERVENÇÃO MILITAR?”



27 agosto 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Bashar al-Assad aponta extremistas da Al-Qaeda como peças-chave para compreensão do conflito interno no país e vê caso do pretexto criado por potências do Ocidente para guerra

de Damasco (Síria)

Na iminência de um ataque bélico comandado pelos Estados Unidos, o presidente da Síria Bashar al-Assad fala sobre a delicada situação que vive seu país. Assad ressalta desde vultoso influxo de “rebeldes” islâmicos que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares –, até a possibilidade de ter o seu território atacado por forças da OTAN.

Sobre o ataque químico em que a mídia ocidental o denuncia como mandante do assassinato de centenas de civis, ele se defende, pontuando que se trata de uma jogada política que tenta legitimar uma intervenção militar. “E que país usaria armas químicas em áreas na qual estão suas próprias forças? É ridículo! São acusações completamente politizadas e vêm na sequência e como reação contra os avanços que o Exército Sírio alcançou contra os terroristas”, argumenta Assad. Abaixo a entrevista.

Sr. Presidente, a questão mais premente no mundo hoje é a situação atual na Síria. Que partes do país continuam sob controle dos rebeldes?
Bashar al-Assad: De nosso ponto de vista, não se trata de rotular algumas áreas como controladas pelos terroristas. Não estamos lidando com uma ocupação convencional, que permita que se contextualizem as coisas desse modo. Estamos combatendo contra terroristas infiltrados em algumas áreas, cidades, áreas periféricas de cidades. Eles atacam, vandalizam, destroem infraestrutura e matam civis inocentes, simplesmente porque a população os denuncia. O exército se mobiliza para essas áreas com as forças de segurança e agentes policiais para erradicar os terroristas; os que sobrevivem, mudam-se para outras áreas. Portanto, a essência de nossa ação é conter terroristas.

Enfrentamos o desafio, que complica a situação, de um influxo de grande número de terroristas que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares de terroristas, pelo menos. Enquanto continuarem a receber ajuda financeira e militar, nós continuaremos a atacá-los. Posso confirmar que não houve nenhum caso que o Exército Sírio tenha planejado desalojar terroristas de uma dada locação, e não tenha sido bem sucedido.

A maioria dos terroristas que nos atacam são Takfiris, que adotaram a doutrina da al-Qaeda, além de um pequeno número de bandidos comuns.