Bashar al-Assad aponta extremistas da Al-Qaeda como
peças-chave para compreensão do conflito interno no país e vê caso do pretexto
criado por potências do Ocidente para guerra
de Damasco (Síria)
Na
iminência de um ataque bélico comandado pelos Estados Unidos, o presidente da
Síria Bashar al-Assad fala sobre a delicada situação que vive seu país. Assad
ressalta desde vultoso influxo de “rebeldes” islâmicos que vêm de outros países
– estimados em dezenas de milhares –, até a possibilidade de ter o seu território
atacado por forças da OTAN.
Sobre o
ataque químico em que a mídia ocidental o denuncia como mandante do assassinato
de centenas de civis, ele se defende, pontuando que se trata de uma jogada
política que tenta legitimar uma intervenção militar. “E que país usaria armas
químicas em áreas na qual estão suas próprias forças? É ridículo! São acusações
completamente politizadas e vêm na sequência e como reação contra os avanços
que o Exército Sírio alcançou contra os terroristas”, argumenta Assad. Abaixo a
entrevista.
Sr.
Presidente, a questão mais premente no mundo hoje é a situação atual na Síria.
Que partes do país continuam sob controle dos rebeldes?
Bashar
al-Assad: De nosso
ponto de vista, não se trata de rotular algumas áreas como controladas pelos
terroristas. Não estamos lidando com uma ocupação convencional, que permita que
se contextualizem as coisas desse modo. Estamos combatendo contra terroristas
infiltrados em algumas áreas, cidades, áreas periféricas de cidades. Eles
atacam, vandalizam, destroem infraestrutura e matam civis inocentes,
simplesmente porque a população os denuncia. O exército se mobiliza para essas
áreas com as forças de segurança e agentes policiais para erradicar os
terroristas; os que sobrevivem, mudam-se para outras áreas. Portanto, a
essência de nossa ação é conter terroristas.
Enfrentamos
o desafio, que complica a situação, de um influxo de grande número de
terroristas que vêm de outros países – estimados em dezenas de milhares de
terroristas, pelo menos. Enquanto continuarem a receber ajuda financeira e
militar, nós continuaremos a atacá-los. Posso confirmar que não houve nenhum
caso que o Exército Sírio tenha planejado desalojar terroristas de uma dada
locação, e não tenha sido bem sucedido.
A maioria
dos terroristas que nos atacam são Takfiris, que adotaram a doutrina da
al-Qaeda, além de um pequeno número de bandidos comuns.
