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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Brasil/‘GOLPE NO BRASIL É PARTE DE UM PROJETO DE RECOLONIZAÇÃO DA AMÉRICA LATINA’



2 maio 2016, Sul21 http://www.sul21.com.br (Brasil)

Marco Weissheimer




Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, precisou falar apenas um minuto no Senado brasileiro para sentir de perto a fúria da oposição que busca derrubar a presidenta Dilma Rousseff. O arquiteto e ativista argentino utilizou a palavra “golpe” para definir o que está acontecendo hoje no Brasil, o que levou a oposição a exigir do senador Paulo Paim (PT-RS), que presidia a sessão, a retirada da palavra dos anais da sessão, demanda que acabou atendida. “Não falei mais de um minuto. Eles me pediram para que eu fizesse uma saudação e eu expliquei por que estava aqui no Brasil, para apoiar a democracia, a continuidade constitucional e evitar a consumação de um golpe de Estado”, relata Esquivel em entrevista ao Sul21.

Na entrevista, o arquiteto e ativista argentino chama a atenção para o fato de que o que está acontecendo no Brasil não é um ponto fora da curva, mas sim parte de um projeto de recolonização da América Latina capitaneado pelos Estados Unidos. Para Esquivel, não há acasos em tudo o que

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Brasil/Nobel da Paz diz que impeachment de Dilma é golpe de Estado


28/04/2016, http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Ana Cristina Campos, Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff recebeu hoje (28) o apoio do ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, contra o processo de impeachment que tramita no Senado.

“Está muito claro que o que se está preparando aqui é um golpe de estado encoberto, o que nós chamamos de um golpe brando”, afirmou Esquivel, após o encontro no Palácio do Planalto.

Ele comparou o processo de impeachment de Dilma ao que ocorreu em Honduras e no Paraguai com as destituições dos presidentes Manuel Zelaya, em 2009, e Fernando Lugo, em 2012. “Agora, a mesma metodologia, que não necessita das Forças Armadas, está sendo utilizada

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

DE POL POT AO ISIS: O SANGUE NUNCA SECOU

20 novembro 2015, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Por John Pilger

Em 1969, ao transmitir ordens do presidente Richard Nixon para um bombardeamento "maciço" do Cambodja, Henry Kissinger, disse: "Qualquer coisa que voe sobre tudo o que se mova". Quando Barack Obama trava a sua sétima guerra contra o mundo muçulmano desde que recebeu o Prémio Nobel da Paz e François Holland promete um ataque "impiedoso" sobre os escombros da Síria, a histeria e as mentiras orquestradas fazem-nos quase nostálgicos da honestidade assassina de Kissinger. 

Como testemunha das consequências humanas da selvajaria aérea – incluindo a decapitação de vítimas, com suas partes a engrinaldarem árvores e campos – não fico surpreso pela reiteração do desprezo para com a memória e a história. Um exemplo impressionante foi a subida ao poder de Pol Pot e do seu Khmer Rouge, o qual tinha muito em comum com o actual Islamic Statein Iraq and Syria (ISIS). Também eles foram implacáveis medievalistas que principiaram como uma pequena seita. Também eles foram o produto de um apocalipse de fabricação americana, desta vez na Ásia. 

Segundo Pol Pot, seu movimento consistia em "menos de 5000 guerrilheiros fracamente armados inconstantes quanto à sua estratégia, tácticas, lealdade e líderes". Uma vez lançados os bombardeiros B-52 de Nixon e Kissinger, no âmbito da "Operação Menu", o supremo demónio do ocidente mal podia acreditar na sua sorte. Os americanos despejaram o equivalente a cinco Hiroshimas no Cambodja rural durante

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

PAPA FRANCISCO: É PRECISO IMPEDIR A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

20 setembro 2015, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Darío Pignotti, enviado especial a Havana


O papa adverte sobre Terceira Guerra Mundial e pede para que os EUA aprofundem relações com Cuba. Frei Betto quer Prêmio Nobel da Paz para Francisco.

Batinas ao vento. O papa Francisco perde seu solidéu por alguns segundos, ontem, às 16h04 hora de Havana, enquanto descia as escadas do avião, já em Cuba, no Aeroporto José Martí, em pleno início da temporada de chuvas e furacões.

Francisco falou com o presidente Raúl Castro medindo cada palavra, com parcimônia: ele tem consciência de que esta é uma viagem histórica. É possível que essa turnê por Cuba e Estados Unidos marque o fim da Guerra Fria norte-americana contra Cuba, um país castigado por sua obstinação em ser soberano.

O chefe de Estado do Vaticano renovou suas intenções de aprofundar a aproximação entre Havana e Washington, iniciada em dezembro do ano passado, quando Raúl e Barack Obama anunciaram o reinício dos vínculos diplomáticos.

O papa pediu a Raúl e Obama que sejam capazes de dar “um exemplo de reconciliação para o mundo inteiro, um mundo que precisa de reconciliação em meio a esta Terceira Guerra Mundial”.

A referência à Terceira Guerra Mundial não constava no texto original, foi incluída pelo papa após reflexão durante o voo que saiu de Roma.

Sem dúvidas esta é a viagem mais importante de Francisco desde o começo do seu papado, iniciado no dia

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

AINDA OS REFUGIADOS*

11 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia. E esses pirómanos não descansam.

A crise dos refugiados, de que tanto se tem falado, não começou agora. A novidade que acordou a comunicação social está apenas no facto de essa crise ter chegado à Europa. Para os países devastados pelas guerras imperialistas, e para os seus países limítrofes, a crise existe há já muitos anos. Se há hoje mais refugiados do que em qualquer outro momento desde a II Guerra Mundial (como afirma a ONU), tal deve-se ao facto de que todos os anos cresce a lista dos países destruídos pelas políticas de guerra e rapina dos EUA, da NATO e das potências da União Europeia.

Segundo o Anuário Estatístico de 2010 da agência da ONU para os refugiados (não palestinos) UNHCR, havia no final desse ano cerca de 34 milhões de refugiados e deslocados (fora ou dentro dos países de origem). Dos cerca de 10,5 milhões de refugiados externos, 80% eram acolhidos por países em vias de desenvolvimento e

segunda-feira, 23 de março de 2015

OBAMA DÁ A RAZON A MADURO


Hai uns días, en 9 de marzo, o premio Nobel da Paz, Barack Obama, asinou o decreto polo que se inicia máis unha guerra económica contra a América Latina. Fíxoo enviando unha carta ao Congreso na que anunciaba a aplicación, contra Venezuela, da lei estadounidense de facultades económicas para casos de emerxencia internacional, amparándose nunha situación que identificou como de «inusual e extraordinaria ameaza á seguranza nacional e á política exterior dos Estados Unidos». As declaracións non tardaron a ser cualificadas de «moi duras» por parte do secretario xeral da Organización de Estados Americanos, José Miguel Insulza, e evidentemente a ser descualificadas polo goberno de Caracas.

Unha lei para intervir países

A aplicación da lei de facultades económicas para casos de emerxencia internacional non é, sen dúbida, unha acción menor. Non se trata, só, de se atribuir a dubidosa lexitimidade de sancionar economicamente funcionarios dun Estado estranxeiro. Antes ao contrario, constitúe unha chamada á

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

UM MANIFESTO PELA VERDADE



8 novembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Edward Snowden*


Num espaço de tempo muito breve o mundo aprendeu muito acerca de agências secretas irresponsáveis e acerca de programas de vigilância muitas vezes ilegais. Algumas dessas agências tentam, deliberadamente, ocultar a sua vigilância até mesmo de altos responsáveis e do público. Apesar de a NSA e o GCHQ (1) parecerem ser os piores transgressores – é isto que sugerem os documentos actualmente disponíveis – não devemos esquecer que a vigilância em massa é um problema global que precisa de soluções globais.

Tais programas não são uma ameaça apenas à privacidade, eles também ameaçam a liberdade de discurso e as sociedades abertas. A existência de tecnologia de espionagem não deveria determinar a política. Temos um dever moral de assegurar que nossas leis e valores

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LUTHER KING TINHA UM SONHO. OBAMA TEM UM DRONE



4 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Muita gente em todas as partes do mundo se iludia com a eleição de Obama em 2008. Também pudera: depois dos anos tenebrosos com Bush, qualquer coisa seria um alívio. Obama então apresentou um cardápio sedutor de promessas que, sabia-se, eram inaplicáveis para o establishment norte-americano. E ele logo se revelou uma farsa. Por Jeferson Miola


A cada dia se conhece com melhores detalhes a espionagem que os EUA promovem no Brasil e em outros países. Uma ação que agride as soberanias das nações e que tem antes estratégicos interesses comerciais e econômicos que qualquer preocupação com a segurança contra o terrorismo.

E a cada dia fica mais notável o quão abjeto é o papel desempenhado por Obama, somente equiparável àquele desempenhado pelos poderosos mais abomináveis da história humana.

Obama é prova do desvirtuamento do Prêmio Nobel da Paz. Ele é o Senhor das Guerras. O senhor de todas as guerras; o promotor das guerras que destroem nações, culturas, vidas e futuro. Guerras feitas em nome do domínio e da expansão do poder imperial dos EUA no mundo, mas cinicamente batizadas de “humanitárias”. A espionagem é a dimensão cibernética da guerra total que Obama promove.

A entrega do Nobel da Paz a ele é desmoralizante, feita para legitimar sua condição de gendarme do mundo. A concessão desse título não deixa de ser uma espécie de condecoração do crime. Com estilo e glamour.

Como observa o filósofo norte-americano Cornel West, “os legados de Luther King e Obama são o oposto. Um é sigilo, falsidade e drones. O outro, sonhos, verdade e justiça. Luther King disse ‘I have a dream’ [Eu tenho um sonho], enquanto Obama diz ‘I have a drone’ [Eu tenho um drone]” [Entrevista FSP, 24/08/2013].

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PRÉMIO NOBEL DA PAZ PARA SNOWDEN



14 julho 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)


Propomos Edward Snowden para o Prémio Nobel da Paz, em virtude da sua luta não-violenta a favor dos direitos fundamentais. Entre estes, é essencial o direito de expressar-se livremente em todo o mundo, sem a vigilância do Grande Irmão. Afirmamos a estreita ligação entre os direitos fundamentais e a paz, aqueles e esta pré-requisitos para a "fraternidade entre as nações" a que Alfred Nobel se refere no seu testamento. Snowden, denunciando a submissão dos novos media à política imperial e fautora do caos e da guerra, deu um grande contributo para a paz no mundo e a fraternidade entre os povos. Revelou à opinião pública internacional a existência de um sistema generalizado de escutas das comunicações privadas na Internet – e não só – conduzido secretamente pelo governo dos EUA através do programa de vigilância PRISM. Estas revelações, nunca desmentidas, foram consideradas credíveis pelos mais importantes jornais internacionais. Induziram governos, como o da Alemanha, a pedir oficialmente, através do Ministério da Justiça, esclarecimentos às autoridades dos EUA. Estas últimas decidiram entretanto acusar o jovem ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança (National Security Agency, NSA) de espionagem, furto e utilização ilegal de bens governamentais, compelindo-o a uma precária condição de fugitivo enquanto se desenrola uma "campanha de pressão em toda a linha" – como a define o New York Times – visando convencer os governos progressistas da América Latina a não lhe concederem asilo político.

Convictos de que a independência dos novos media constitui uma questão fundamental da nossa época e de que, tal como vertido no artigo 12 de Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), "nenhum indivíduo poderá ser submetido a interferências arbitrárias na sua vida privada, na sua família, na sua casa e na sua correspondência, nem à lesão da sua honra e da sua reputação", pedimos aos membros do Comité Nobel que confiram a Edward Snowden o Prémio Nobel da Paz, em linha com uma tradição que frequentemente atribuiu o justo reconhecimento a personalidades que levaram a cabo lutas não-violentas visando o respeito pelos direitos humanos. Os Estados Unidos da América souberam abolir a escravatura, e depois disso reconheceram, embora com um grave atraso relativamente a muitos outros países, os direitos civis da população afro-americana, processo que culminou no facto de terem hoje um presidente afro-americano. Um enorme progresso. Chegou agora o momento, para aquela que é ainda a primeira potência económica e militar à escala mundial, de renunciar a uma política de controlo imperial.

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O original em italiano encontra-se em snowdennobel.altervista.org/... e a versão em português em snowdennobel.altervista.org/...



sábado, 13 de agosto de 2011

Argentina/Conductor Barenboim to be Nobel nominee


Argentine-Israeli conductor Daniel Barenboim uses his fame to promote
peace between Israel and its neighbors. [AFP/File Maxi Failla]

11 agosto 2011, Shalom 1492 http://www.shalom1492.blogspot.com

Fonte: Ma´an News Agency http://www.maannews.net (Palestina)

Buenos Aires (AFP) -- Argentine-Israeli conductor Daniel Barenboim will be nominated for a Nobel Peace Prize for using music to bring peace to the Middle East, supporters announced Wednesday.

An official announcement about the 69-year-old musician's nomination will take place on August 17 at the Academia Argentina de Letras language academy in Buenos Aires.

Around 2,500 people in Argentina have expressed their support for the nomination.

Former president of Uruguay Julio Maria Sanguinetti and writer Juan Jose Sebreli were among those promoting the nomination.

Along with his friend, late Palestinian intellectual Edward Said, Barenboim brought together young Arabs, Israelis and Iranians to form an orchestra in 1999, the West-Eastern Divan Orchestra, which tours the world.

"Music cannot solve conflicts but music has the ability to make people interested and passionate about the same thing," Barenboim said Tuesday before his orchestra performed a concert in South Korea.

Since 1992, Barenboim has been a conductor at the Staatsoper in Berlin, one of three opera houses in the German capital.

Born in Buenos Aires in 1942 to Jewish parents of Russian origin, the musician uses his international fame to promote peace between Israel and its neighbors, especially the Palestinians.

Barenboim also has Spanish citizenship and a Palestinian passport.

Argentina currently has five Nobel Laureates.