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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Fidel Castro: “ESTAMOS SOMETIDOS A UN ESPIONAJE TOTAL Y FEROZ”

3 agosto 2015, Cubadebate -- Contra el Terrorismo Mediático http://www.cubadebate.cu (Cuba)


En días recientes varios medios de comunicación se hicieron eco del anuncio del canal Discovery Channel, que pretende estrenar en el último trimestre del presente año el documental, “Castro: el hombre más vigilado del mundo”, con testimonios de espías estadounidenses, analistas de la CIA y agentes de la KGB soviética.

Es conocido que en la época de la Guerra Fría se creó la que considera la mayor red de espionaje y análisis para interceptar comunicaciones electrónicas del mundo, Echelon. Controlada por la comunidad UKUSA (EE.UU., Canadá, Reino Unido, Australia y Nueva Zelanda); puede capturar comunicaciones por radio y satélites, llamadas telefónicas, fax y correos electrónicos. Se estima que Echelon intercepta más de mil millones de comunicaciones por hora. También, que el 100 % de las comunicaciones que establece la región latinoamericana con el resto del planeta pasa por algún nodo de comunicaciones administrado directa o indirectamente por Estados Unidos.

Las revelaciones de Edward Snowden sobre los programas de espionaje masivo de la Agencia de Seguridad Nacional (NSA, por sus siglas en inglés) estadounidense confirman lo anterior.

Independientemente de la objetividad del proyectado documental sobre Fidel, sería una prueba más de lo denunciado desde mediados de los años 90 por el hombre más espiado

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Abya Yala, Patria Grande/Ecuador y Bolivia apuestan por una red de Internet regional



23 noviembre 2013, Hispan TV Nexo Latino http://www.hispantv.com (Espanhol) (Irán)

Bolivia y Ecuador, ante las claras muestras de espionaje cibernético de Estados Unidos, declararon el viernes su decisión de crear redes latinoamericanas de Internet con el fin de evitar que el tráfico pase por países involucrados en denuncias de espionaje cibernético como Estados Unidos.

El vicepresidente de Ecuador, Jorge Glas, adujo que la decisión de sus Gobiernos para promover la red regional de Internet se debe a que "hemos sido víctimas del más grosero espionaje no solo Latinoamérica sino el mundo entero".

“Queremos formular regulaciones que permitan protegernos contra este tipo de ataques de potencias sin escrúpulos, que

sábado, 23 de novembro de 2013

EUA tentam frear na ONU proposta de Brasil e Alemanha contra espionagem



21 novembro 2013, Opera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Novo documento secreto vazado aponta que Washington trabalha nos bastidores para alterar plano que impede espionagem extraterritorial

Os EUA trabalham nos bastidores para frear a proposta de Brasil e Alemanha contra espionagem, apresentada à ONU no começo de novembro. Segundo documento secreto de Washington vazado nesta quinta-feira (21/11) pelo portal The Cable, a NSA (Agência de Segurança Nacional) circula um comunicado a diversos países com o título: "O direito de privacidade na Era Digital - Segurança Nacional dos EUA".

No texto, Washington enaltece as negociações que estão em curso atualmente na ONU e pede que a proposta de Brasil e Alemanha seja alterada, pois "as referências ao direito de privacidade se referem explicitamente às obrigações dos estados-membro (da ONU) em atividades extraterritoriais", diz o documento. Em outros termos, os EUA querem alterar o projeto de regulação de espionagem em território estrangeiro sob a justificativa da segurança nacional.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

COMO O FBI USOU HACKERS EM SUA GUERRA SECRETA CONTRA O BRASIL



19 novembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil) 

Até a agência de espionagem canadense coletava informações sobre o Ministério das Minas e Energia do Brasil. Reportagem de Shobhan Saxena.  

Shobhan Saxena*

Primeiro,  a notícia que fez manchetes em todo o mundo na sexta-feira, 15 de novembro. Jeremy Hammond, membro do grupo de hackers LulzSec, foi condenado a 10 anos de prisão em Nova Iorque por uma juíza americana, por ter acessado ilegalmente os servidores da empresa de inteligência privada Strategic Forecasting (Stratfor), em dezembro de 2011. Nessa operação, ele alegadamente roubou milhões de e-mails, milhares de números de cartões de crédito, e destruiu as informações da empresa no processo. 

A mídia norte-americana noticiou em detalhes a condenação de Hammond. Mas o que foi ignorado pela mídia foi a declaração de Hammond no Tribunal de Manhattan de que ele seguia as “instruções de um informante do FBI [Federal Bureau of Investigation] para invadir os websites oficiais de vários governos em todo o mundo”.

Em uma revelação chocante, Hammond disse ao tribunal que um colega hacker, conhecido como “Sabu”, deu a ele as listas de websites que eram vulneráveis a ataques, incluindo aqueles de muitos países estrangeiros. Em sua declaração, Hammond mencionou especificamente o Brasil, o Irã e a Turquia antes de a juíza Loretta Preska determinar que ele parasse de falar.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

UM MANIFESTO PELA VERDADE



8 novembro 2013, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Edward Snowden*


Num espaço de tempo muito breve o mundo aprendeu muito acerca de agências secretas irresponsáveis e acerca de programas de vigilância muitas vezes ilegais. Algumas dessas agências tentam, deliberadamente, ocultar a sua vigilância até mesmo de altos responsáveis e do público. Apesar de a NSA e o GCHQ (1) parecerem ser os piores transgressores – é isto que sugerem os documentos actualmente disponíveis – não devemos esquecer que a vigilância em massa é um problema global que precisa de soluções globais.

Tais programas não são uma ameaça apenas à privacidade, eles também ameaçam a liberdade de discurso e as sociedades abertas. A existência de tecnologia de espionagem não deveria determinar a política. Temos um dever moral de assegurar que nossas leis e valores

terça-feira, 5 de novembro de 2013

TODOS ALIADOS, A LA VEZ TRAIDORES Y VASALLOS



31 de octubre de 2013, Pagina12 http://www.pagina12.com.ar (Argentina)

 

El testimonio del jefe de la NSA desnuda la hipocresia de los servicios de espionaje de occidente

 

Después de las revelaciones sobre el espionaje con las que Washington gratificó a sus queridos aliados de Alemania, España y Francia, el imperio se lanzó al contraataque. Europa es socio en el espionaje, dijo el jefe de la NSA.

Por Eduardo Febbro
Desde París

Las bases del concurso están abiertas: ¿quién es más asustadizo o mentiroso o ladrón? Europa y Estados Unidos se desgarran en el inmenso cuadrilátero que se instaló con el espionaje a escala industrial y planetaria realizado por la Agencia de Seguridad Norteamericana, la NSA. Después de las sucesivas revelaciones sobre el espionaje con las que Washington gratificó a sus queridos aliados de Alemania, España y Francia, el imperio se lanzó al contraataque. El jefe de la NSA, el general Keith Alexander, dio vuelta el arma contra los denunciantes y acusó a sus amigos de Europa de ser los responsables tanto del espionaje de que son objeto sus ciudadanos como del envío a Washington de las informaciones recopiladas. Con el cinismo escénico al que ya nos tiene acostumbrados, el general Keith Alexander

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Indonesia se une a Brasil y Alemania contra espionaje de EEUU



4 noviembre 2013, Hispan TV Nexo Latino http://www.hispantv.com (Irán)

El espionaje de Estados Unidos crece en dimensiones, mientras Washington justifica sus actos con el pretexto de la seguridad nacional.

El ministro indonesio de Asuntos Exteriores, Marty Natalegawa, ha afirmado este lunes la intención de su Gobierno de sumarse a Brasil y Alemania para “copatrocinar” el proyecto de resolución de la ONU, que busca evitar el espionaje y las violaciones a la privacidad.

“Indonesia se une a Alemania y Brasil para copatrocinar la resolución en la Asamblea General de Naciones Unidas”, ha reiterado el canciller indonesio.

Se trata de un proyecto de declaración conjunta presentado el

"DARK MAIL ALLIANCE" PLANEIA MANTER A NSA FORA DA SUA CAIXA DE CORREIO



3 novembro 2013, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Ryan Gallagher*

O email pode estar em vésperas de uma remodelação radical – e a NSA não vai gostar disso.

Em 30 de Outubro, duas companhias americanas com um historial de oferta de comunicações privadas encriptadas, juntaram forças num lance sem precedentes para reagir à espionagem na Internet. Alguns dos principais criptógrafos do mundo estão por trás do fornecedor de comunicações seguras Silent Circle. E eles juntaram-se ao fundador da Lavabit, o fornecedor de email utilizado por Edward Snowden que recentemente resolveu encerrar a empresa a fim de resistir à vigilância. Eles denominaram "Dark Mail Alliance" a esta união de esforços. Durante meses, a equipe tem estado a trabalhar silenciosamente na reconstrução do email tal como o conhecemos – e afirmam que conseguiram um feito extraordinário.

A tecnologia recém desenvolvida foi concebida de modo a parecer como um email comum, com um interface que inclui todas as pastas habituais – inbox, mail enviado e rascunhos, de modo que os utilizadores da tecnologia Dark Mail serão capazes de comunicarem-se com segurança. A encriptação, baseada num protocolo de mensagem instantânea da Silent Circle denominado SCIMP, aplicar-se-á tanto ao conteúdo como aos metadados da mensagem e também aos seus anexos. E as chaves secretas geradas para encriptar as comunicações serão efémeras, o que significa que serão eliminadas após

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Portugal e Espanha entre os países em quem a NSA mais confia para partilhar dados



31 outubro 2013, Público http://www.publico.pt (Portugal)


Documento obtido por Edward Snowden reforça a ideia de que as secretas de alguns países europeus mantêm uma colaboração próxima com a Agência de Segurança Nacional dos EUA.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana inclui Portugal numa lista de 20 países com quem mantém ou pretende manter uma "colaboração focada" para a partilha de informações, ao lado de Espanha, onde foram interceptados dados sobre dezenas de milhões de chamadas telefónicas.

Um documento secreto da NSA, obtido pelo analista informático Edward Snowden e divulgado pelo jornal espanhol El Mundo, mostra que os serviços secretos americanos dividem os países que consideram aliados em quatro grupos, consoante as suas relações de proximidade, confiança e capacidade dos respectivos serviços de espionagem.

No primeiro lote estão apenas quatro países: Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido. Juntamente com os EUA, estes cinco países são designados Five Eyes (Cinco Olhos), fruto de um acordo de cooperação em vigor há décadas, com implicações políticas e militares.

Com esses quatro países, Washington mantém uma "colaboração abrangente", resultado de "um historial de confiança devido aos sacrifícios e riscos assumidos na aliança com os Estados Unidos", lê-se no documento, intitulado Sharing Computer Network Operations Cryptologic Information With Foreign Partners (Partilha de informação codificada em redes de computadores com parceiros estrangeiros). São também países que "já provaram ter a mais próxima e abrangente aliança política e militar" com os EUA.

O documento inclui num segundo nível de colaboração outros 20 países, entre os quais Portugal, Espanha, Itália, Japão ou Coreia do Sul.

Sem estabelecer qualquer distinção entre estas duas dezenas de nações (a lista é apresentada por ordem alfabética), a NSA coloca Portugal no grupo de "aliados seguros",

Abya Yala, Patria Grande, Venezuela/Mercosul condena espionagem global dos Estados Unidos



31 outubro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
 

O Mercosul condenou a "espionagem global" dos Estados Unidos a líderes de vários países e organizações internacionais, insistindo na necessidade de garantir a segurança das telecomunicações na região e combater as ações que ameaçam a soberania.

Em reunião em Caracas, países do Mercosul rechaçam atitudes do governo dos EUA.

A condenação foi feita nesta quarta-feira (30), em Caracas, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores de países membros do Mercosul, na qual participaram a Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela e que foi encerrada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"Ratificou-se a condenação da espionagem global realizada pelo governo dos Estados Unidos e foram abordadas as medidas necessárias que devem tomar os governos e os setores da nossa sociedade",

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasil/UE BAIXA A CABEÇA PARA OS EUA. ÚNICA REAÇÃO FORTE PARTIU DE DILMA



26 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Cúpula da União Europeia limitou-se a manifestar preocupação com espionagem dos Estados Unidos. Única medida forte até agora partiu do governo do Brasil.

Eduardo Febbro

Paris - Que susto! Os europeus por pouco se enojaram dos Estados Unidos, mas no final se acalmaram. Os espiões de Washington podem dormir tranquilos. As galinhas põem ovos, a União Europeia um punhado de palavras onde fica retratada sua assombrosa, pusilânime e temerosa posição ante os Estados Unidos. Os serviços de inteligência norte-americanos interceptaram na França mais de 70 milhões de comunicações entre dezembro e janeiro de 2013, grampearam o telefone celular da chanceler alemã Angela Merkel, além de outras incontáveis interceptações de todos os tipos de que foram alvo os demais membros da União Europeia.

No entanto, ao final da cúpula realizada em Bruxelas entre os 28 chefes de Estado e o governo da UE não saiu mais do que uma “preocupação” e uma proposta franco-alemã para negociar, no prazo de um ano, um acordo de boa conduta e de cooperação entre os serviços de inteligência norte-americanos, franceses e alemães. Os demais países da UE que quiserem poderão se somar à iniciativa. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, foram os mais firmes em suas posições. Ao lado do silêncio e da covardia dos outros membros do grupo, Hollande e Merkel tinham uma auréola de subversivos.

“A confiança foi seriamente danificada e precisa ser reconstruída”, disse a chanceler alemã quando começou a cúpula.

COMO A AGÊNCIA DE SEGURANÇA NACIONAL DOS EUA INVADIU AS REDES DE TELECOMUNICAÇÕES NA AMÉRICA LATINA



28 outubro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Wayne MADSEN, Strategic Culture
http://www.strategic-culture.org/news/2013/10/26/how-nsa-penetrated-latin-america-telecommunications-networks.html

Entreouvido na Vila Vudu: 
Por algum estranhíssimo fenômeno, sempre inexplicado e, pior, pressuposto não existente, os ‘jornalistas’ brasileiros [só rindo!] em todas as redes de televisão e rádio, dizem “Ene Ece A” [NSA], sempre que falam da National Security Agency – Agência de Segurança Nacional – dos EUA. A tal “Ene Ece A”, assim, é convertida, num passe de mágica, em algo que ninguém nem sabe o que seja. E fica tudo por isso mesmo.

Para piorar, os autoproclamados ‘grandes’ ‘jornais’ brasileiros [só rindo!], escrevem “Agência Nacional de Segurança”, o que a tal agência NÃO É, posto que ela é Agência [federal] de Segurança Nacional dos EUA.

Quem duvide, pode conferir todinho o Grupo GAFE:  
n’O Globo, em http://oglobo.globo.com/mundo/brasil-alemanha-vao-apresentar-resolucao-antiespionagem-na-onu-10550018;  
 na revista-aquela, em http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nsa-espionou-os-telefones-de-35-lideres-mundiais;  
na Folha de S.Paulo, em http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/10/1361972-conversa-off-the-record-de-ex-diretor-da-nsa-com-jornalistas-termina-no-twitter.shtml e  
n’O Estado de S.Paulo, em http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,obama-e-hollande-discutem-espionagem-da-nsa-na-franca,1088391,0.htm.  
Diga-se, a favor da revista-aquela que ela, pelo menos, não distorce também o nome da Agência de Segurança Nacional dos EUA
 (os demais ‘jornais’ brasileiros distorcem  também isso).  
Mas cá na Vila Vudu, só dizemos e escrevemos tudo: “Agência de Segurança Nacional dos EUA”.  
Com isso, cuidamos de informar que sempre que se ler ou ouvir falar de “Ene Ece A”, em português do Brasil, trata-se do interesse da segurança nacional dos EUA, contra os interesses da segurança nacional de todas as demais nações do mundo, no resto do planeta. 

***************

Graças aos documentos expostos por Edward Snowden, ex-analista [terceirizado] da Agência de Segurança Nacional dos EUA, as atividades de um ramo pouco conhecido da comunidade de inteligência dos EUA, o Serviço de Coleta Especial [Special Collection Service (SCS)], vão afinal se tornando mais conhecidas.

Uma organização híbrida, composta, na maioria, por pessoal da

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Brasil/Dilma critica EUA na ONU e propõe governança global para internet



24 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. Para o The Guardian, a presidenta brasileira fez o maior ataque de um chefe de Estado à prática, acusando a NSA de violar a legislação internacional. Por Najla Passos, de Brasília. 

Brasília -- A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. “Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo entre nações amigas”, afirmou perante os líderes de países que compõe o organismo internacional.

Dilma Rousseff lembrou que as recentes revelações sobre as atividades de espionagem da Agência de Segurança Norte-americana (NSA) provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial, e em especial no Brasil, em que cidadãos, empresas, representações diplomáticas e até a própria presidência da republico foram alvos da interceptação ilegal de dados.

“Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania.

Brasil/DISCURSO DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA, DILMA ROUSSEFF, NA ABERTURA DO DEBATE GERAL DA 68ª ASSEMBLEIA-GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS



24 setembro 2013 às 11h35 Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)
  
Nova Iorque-EUA, 24 de setembro de 2013

Embaixador John Ashe, Presidente da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas,
Senhor Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas,
Excelentíssimos Senhores Chefes de Estado e de Governo,
Senhoras e Senhores,

Permitam-me uma primeira palavra para expressar minha satisfação em ver um ilustre representante de Antígua e Barbuda – país que integra o Caribe tão querido no Brasil e em nossa região – à frente dos trabalhos desta Sessão da Assembleia-Geral.

Conte, Excelência, com o apoio permanente de meu Governo.

Permitam-me também, já no início da minha intervenção, expressar o repúdio do governo e do povo brasileiro ao atentado terrorista ocorrido em Nairóbi. Expresso as nossas condolências e a nossa solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Quênia.

O terrorismo, onde quer que ocorra e venha de onde vier, merecerá sempre nossa condenação inequívoca e nossa firme determinação em combatê-lo. Jamais transigiremos com a barbárie.

Senhor Presidente,

Quero trazer à consideração das delegações uma questão a qual atribuo a maior relevância e gravidade.
Recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial.

No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão. Dados pessoais de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação. Informações empresariais – muitas vezes, de alto valor econômico e mesmo estratégico - estiveram na mira da espionagem. Também representações diplomáticas brasileiras, entre elas a Missão Permanente junto às Nações Unidas e a própria Presidência da República tiveram suas comunicações interceptadas.

Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o Direito Internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo, entre nações amigas. Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança dos cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país.

Pior ainda quando empresas privadas estão sustentando essa espionagem.

Não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo.

O Brasil, senhor presidente, sabe proteger-se.  Repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas.

Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do Direito Internacional. Vivemos em paz com os nossos vizinhos há mais de 140 anos.

Como tantos outros latino-americanos, lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade - não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações.

Estamos, senhor presidente, diante de um caso grave de violação dos direitos humanos e das liberdades civis; da invasão e captura de informações sigilosas relativas as atividades empresariais e, sobretudo, de desrespeito à soberania nacional do meu país.

Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão.

Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.

O Brasil, senhor presidente, redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da interceptação ilegal de comunicações e dados.

Meu governo fará tudo que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e de todos os cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade de nossos trabalhadores e de nossas empresas.

O problema, porém, transcende o relacionamento bilateral de dois países. Afeta a própria comunidade internacional e dela exige resposta. As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Este é o momento de criarmos as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.

A ONU deve desempenhar um papel de liderança no esforço de regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias e a importância da internet, dessa rede social, para construção da democracia no mundo.

Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados que por ela trafegam.

Precisamos estabelecer para a rede mundial mecanismos multilaterais capazes de garantir princípios como:

1 - Da liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos.

Brasil/Na ONU, Dilma propõe governança global para internet


24 de setembro de 2013 às 11:11 Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (24), durante discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados.

Dilma afirmou que as recentes revelações sobre as atividades de uma rede global de espionagem eletrônica provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial. No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois dados pessoais de cidadãos e da própria presidenta da República foram indiscriminadamente objeto de interceptação.

“Lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações”, disse.

Dilma propôs a implementação de mecanismos multilaterais capazes de garantir os seguintes princípios: Liberdade de expressão, privacidade do individuo e respeito aos direitos humanos;

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EUA E REINO UNIDO ‘DERROTARAM’ CRIPTOGRAFIA NA INTERNET



7 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”. Por Marcelo Justo, de Londres

 


Londres – Com a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos por um fio, com as queixas de Brasil e México a Barack Obama na cúpula do G20 e com o pano de fundo de uma investigação do Parlamento Europeu, o jornal The Guardian voltou a colocar o dedo na ferida publicando novas revelações sobre as agências de espionagem eletrônica dos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo o matutino britânico, a Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”.

Os documentos entregues ao The Guardian pelo ex-analista de inteligência da CIA, Edward Snowden, revelam que um programa criado há dez anos pela NSA conseguiu em 2010 a decodificação de material criptografado que tornou uma vasta quantidade de dados acessíveis e manuseáveis. O nome do programa é Bullrun em homenagem a uma famosa batalha da guerra civil dos Estados Unidos,

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Brasil/Obama responderá até quarta-feira sobre denúncias de espionagem, afirma Dilma



6 setembro 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)  

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6), em São Petersburgo, na Rússia, em entrevista coletiva após participar de reunião de cúpula do G20, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) sobre as denúncias de espionagem. Obama e Dilma se reuniram na noite desta quinta-feira (5) antes do jantar de trabalho em homenagem aos chefes de Estado do G20.

Dilma afirmou que a denúncia de espionagem é incompatível com a convivência democrática entre países amigos e que Barack Obama assumiu responsabilida de direta e pessoal pela investigação e esclarecimento dos fatos. A presidenta afirmou que a realização da viagem de Estado para Washington, marcada para outubro, dependerá das condições políticas que serão criadas por Obama.

Brasil/Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, em São Petersburgo



6 setembro 2013, Portal do Planalto http://www2.planalto.gov.br

São Petersburgo – Rússia, 06 de setembro de 2013

Presidenta: Oi, gente. Tudo bom? Boa tarde. Então vamos para a nossa entrevista.

Jornalista: Podemos começar com três perguntas (...) assenhora avisou ao presidente Obama que não vai mais aos Estados Unidos? O que conversou ...

Presidenta: Vamos conversar sobre o presidente Obama. Como vocês viram, o presidente Obama marcou uma reunião comigo, logo após a primeira sessão do G20, entre a primeira sessão do G20 e o jantar. Nessa ocasião, nesse encontro, eu transmiti ao presidente Obama a posição brasileira sobre a questão das denúncias de espionagem. Qual era a posição brasileira? Primeiro, a minha indignação pessoal e a do conjunto do meu país com as denúncias de espionagens praticadas contra o governo, contra as embaixadas, contra empresas e cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Fiz ver a ele que esse tipo de relacionamento que nós tínhamos, que é baseado no fato de sermos grandes democracias nesta parte do mundo, é incompatível com um ato de espionagem ou atos de espionagem. Portanto, que era incompatível com a convivência democrática entre países amigos.

Ocorrer no Brasil era um fato gravíssimo. Por que é um fato gravíssimo ocorrer no Brasil? Porque o Brasil é uma forte, uma sólida e uma grande democracia. O Brasil vive há mais de 140 anos em harmonia e de forma pacífica com seus vizinhos lá da região. O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas, e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares. Portanto, que todas essas características jogavam por terra qualquer justificativa de que tais atos de espionagem seriam uma forma de proteção contra os terroristas. E só nos permitia uma conclusão: que essa espionagem, como não tinha nada a ver com segurança nacional, tinha a ver com fatores geopolíticos, tinha a ver com fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos e que isso era inadmissível, principalmente porque se tratava de países com uma tradição de relacionamento histórico.

E o fato de só poder ser esse interesse jogava por terra qualquer, qualquer alegação, qualquer alegação de segurança ou de qualquer outro aspecto ligado ao que geralmente se divulga, que é ligada à segurança, à proteção contra o terrorismo. E, portanto, afetava interesses econômicos brasileiros, afetava a soberania do país e afetava direitos chamados direitos humanos ou civis, e que era estarrecedor, partindo de um país que tinha na sua fundação, por característica principal esse respeito à liberdade e aos direitos humanos. Privacidade é um direito fundamental.

O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos, e que proporia para exame do Brasil, medidas para sanar o problema.

Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia, novamente ele reiterou que assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas.

Como eu disse que esse processo era um processo lento, que eu não queria esclarecimentos técnicos, não era só uma questão de desculpas, que era uma questão de não admissão desse nível de intrusão e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira.

Brasil/Lula: Obama deve desculpas ao mundo por violação de soberania



6 de Setembro de 2013,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em entrevista na última quarta-feira (4), ao jornalista indiano Shobhan Saxena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes descobertas sobre espionagens estadunidenses em diversos países do mundo. Lula afirmou que a primeira medida que se espera do presidente dos EUA, Barak Obama, é um pedido de desculpas "pela insensatez americana de achar que pode controlar as comunicações do mundo inteiro sem levar em conta a soberania de cada país".

Ele classificou como 'muito graves' a espionagem dos Estados Unidos aos e-mails e telefonemas da presidenta Dilma Rousseff, mas disse que não opinará sobre o modo que a mandatária brasileira deve agir em torno da questão

"Nós, que passamos a vida inteira lutando por soberania, lutando por democracia, nós não podemos admitir, a pretexto nenhum, que um país se dê o luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mails, telefonemas de um país como fizeram com a Dilma. Acho que a resposta americana não pode ser uma resposta via diplomacia porque a espionagem não foi via diplomacia. Espionagem foi espionagem. Cabe ao Obama humildemente pedir desculpas à presidenta Dilma e pedir desculpas ao Brasil",

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasil/Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA



5 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cancelou o envio – a Washington (Estados Unidos) – da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7). A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações.

Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.

No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidenta avalia a situação.