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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

EUA E REINO UNIDO ‘DERROTARAM’ CRIPTOGRAFIA NA INTERNET



7 setembro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

 

Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”. Por Marcelo Justo, de Londres

 


Londres – Com a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos por um fio, com as queixas de Brasil e México a Barack Obama na cúpula do G20 e com o pano de fundo de uma investigação do Parlamento Europeu, o jornal The Guardian voltou a colocar o dedo na ferida publicando novas revelações sobre as agências de espionagem eletrônica dos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo o matutino britânico, a Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas. As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”.

Os documentos entregues ao The Guardian pelo ex-analista de inteligência da CIA, Edward Snowden, revelam que um programa criado há dez anos pela NSA conseguiu em 2010 a decodificação de material criptografado que tornou uma vasta quantidade de dados acessíveis e manuseáveis. O nome do programa é Bullrun em homenagem a uma famosa batalha da guerra civil dos Estados Unidos,

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Brasil/Obama responderá até quarta-feira sobre denúncias de espionagem, afirma Dilma



6 setembro 2013, Blog do Planalto http://blog.planalto.gov.br (Brasil)  

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6), em São Petersburgo, na Rússia, em entrevista coletiva após participar de reunião de cúpula do G20, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a responder ao governo brasileiro até quarta-feira (11) sobre as denúncias de espionagem. Obama e Dilma se reuniram na noite desta quinta-feira (5) antes do jantar de trabalho em homenagem aos chefes de Estado do G20.

Dilma afirmou que a denúncia de espionagem é incompatível com a convivência democrática entre países amigos e que Barack Obama assumiu responsabilida de direta e pessoal pela investigação e esclarecimento dos fatos. A presidenta afirmou que a realização da viagem de Estado para Washington, marcada para outubro, dependerá das condições políticas que serão criadas por Obama.

Brasil/Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, em São Petersburgo



6 setembro 2013, Portal do Planalto http://www2.planalto.gov.br

São Petersburgo – Rússia, 06 de setembro de 2013

Presidenta: Oi, gente. Tudo bom? Boa tarde. Então vamos para a nossa entrevista.

Jornalista: Podemos começar com três perguntas (...) assenhora avisou ao presidente Obama que não vai mais aos Estados Unidos? O que conversou ...

Presidenta: Vamos conversar sobre o presidente Obama. Como vocês viram, o presidente Obama marcou uma reunião comigo, logo após a primeira sessão do G20, entre a primeira sessão do G20 e o jantar. Nessa ocasião, nesse encontro, eu transmiti ao presidente Obama a posição brasileira sobre a questão das denúncias de espionagem. Qual era a posição brasileira? Primeiro, a minha indignação pessoal e a do conjunto do meu país com as denúncias de espionagens praticadas contra o governo, contra as embaixadas, contra empresas e cidadãos brasileiros pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Fiz ver a ele que esse tipo de relacionamento que nós tínhamos, que é baseado no fato de sermos grandes democracias nesta parte do mundo, é incompatível com um ato de espionagem ou atos de espionagem. Portanto, que era incompatível com a convivência democrática entre países amigos.

Ocorrer no Brasil era um fato gravíssimo. Por que é um fato gravíssimo ocorrer no Brasil? Porque o Brasil é uma forte, uma sólida e uma grande democracia. O Brasil vive há mais de 140 anos em harmonia e de forma pacífica com seus vizinhos lá da região. O Brasil é um país que não tem conflitos étnicos, não tem conflitos religiosos, não abriga grupos terroristas, e tem, na sua Constituição, expressamente, que nós vedamos o uso e a fabricação de armas nucleares. Portanto, que todas essas características jogavam por terra qualquer justificativa de que tais atos de espionagem seriam uma forma de proteção contra os terroristas. E só nos permitia uma conclusão: que essa espionagem, como não tinha nada a ver com segurança nacional, tinha a ver com fatores geopolíticos, tinha a ver com fatores estratégicos ou com fatores comerciais e econômicos e que isso era inadmissível, principalmente porque se tratava de países com uma tradição de relacionamento histórico.

E o fato de só poder ser esse interesse jogava por terra qualquer, qualquer alegação, qualquer alegação de segurança ou de qualquer outro aspecto ligado ao que geralmente se divulga, que é ligada à segurança, à proteção contra o terrorismo. E, portanto, afetava interesses econômicos brasileiros, afetava a soberania do país e afetava direitos chamados direitos humanos ou civis, e que era estarrecedor, partindo de um país que tinha na sua fundação, por característica principal esse respeito à liberdade e aos direitos humanos. Privacidade é um direito fundamental.

O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos, e que proporia para exame do Brasil, medidas para sanar o problema.

Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia, novamente ele reiterou que assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas.

Como eu disse que esse processo era um processo lento, que eu não queria esclarecimentos técnicos, não era só uma questão de desculpas, que era uma questão de não admissão desse nível de intrusão e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira.

Brasil/Lula: Obama deve desculpas ao mundo por violação de soberania



6 de Setembro de 2013,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Em entrevista na última quarta-feira (4), ao jornalista indiano Shobhan Saxena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as recentes descobertas sobre espionagens estadunidenses em diversos países do mundo. Lula afirmou que a primeira medida que se espera do presidente dos EUA, Barak Obama, é um pedido de desculpas "pela insensatez americana de achar que pode controlar as comunicações do mundo inteiro sem levar em conta a soberania de cada país".

Ele classificou como 'muito graves' a espionagem dos Estados Unidos aos e-mails e telefonemas da presidenta Dilma Rousseff, mas disse que não opinará sobre o modo que a mandatária brasileira deve agir em torno da questão

"Nós, que passamos a vida inteira lutando por soberania, lutando por democracia, nós não podemos admitir, a pretexto nenhum, que um país se dê o luxo de ficar tentando gravar, copiar e-mails, telefonemas de um país como fizeram com a Dilma. Acho que a resposta americana não pode ser uma resposta via diplomacia porque a espionagem não foi via diplomacia. Espionagem foi espionagem. Cabe ao Obama humildemente pedir desculpas à presidenta Dilma e pedir desculpas ao Brasil",

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasil/Dilma cancela viagem de equipe responsável por preparar visita aos EUA



5 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cancelou o envio – a Washington (Estados Unidos) – da equipe formada por funcionários da Presidência da República, responsável por preparar a primeira visita com honras de Estado. Os brasileiros viajariam no sábado (7). A equipe, formada por seguranças, diplomatas e funcionários do cerimonial deveria ficar em Washington por cinco dias, preparar a agenda de compromissos e verificar as instalações.

Eles são responsáveis pela organização da logística da viagem, como hospedagem, transporte, rotas seguras que devem ser percorridas pela presidenta da República. Viagens de Dilma ao exterior e internas no Brasil todas são antecedidas por uma equipe precursora.

No último dia 2, Dilma sinalizou a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita, marcada para 23 de outubro. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais dela e de assessores, a presidenta avalia a situação.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Brasil/Explicações dos Estados Unidos sobre espionagem foram falsas, diz ministro



3 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (3) que não se sustentam as respostas que os Estados Unidos deram, até o momento, ao Brasil sobre as denúncias de espionagem, incluindo de dados pessoais da presidenta da República, Dilma Rousseff, e de assessores diretos. “Todas as explicações dadas, desde o início desses episódios, revelaram-se falsas, tanto as que recebemos da embaixada norte-americana e que as nossas equipes receberam na visita aos EUA”, disse o ministro.

Na avaliação de Bernardo, a denúncia de espionagem é um “embaraço que eles [EUA] nos causam, assim como estão causando para outros países, como México, Alemanha, França”. Ele disse também que o governo brasileiro não tem a “ilusão” de achar que os norte-americanos iriam espionar dados nacionais por achar que “tem alguém tramando ataques”.

“Isso é espionagem de caráter comercial, industrial, é interesse [dos EUA] em saber questões sobre o pré-sal e outras de peso econômico e comercial. Portanto, é mais grave do que parecia à primeira vista”, disse, ao participar do lançamento do livro Segredos do Conclave, do jornalista Gerson Camarotti.

Para o ministro, a situação

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Brasil cobra explicação por escrito dos EUA sobre espionagem de dados de Dilma



2 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)  

Brasil manifesta indignação e cobra explicações formais dos EUA sobre espionagem de Dilma e autoridades


Renata Giraldi  e Carolina Sarres
Repórteres da Agência Brasil


Brasília – O governo do Brasil reiterou hoje (2) a indignação às autoridades dos Estados Unidos em meio às denúncias de espionagem de agências norte-americanas sobre dados da presidenta Dilma Rousseff e assessores, conforme divulgado ontem (1º) no programa Fantástico, da TV Globo. Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luiz Alberto Figueiredo Machado (Relações Exteriores) reiteraram ser inadmissível aceitar qualquer tipo de violação, mas evitaram mencionar futuras providências que deverão ser tomadas contra os Estados Unidos.

Cardozo e Figueiredo cobraram dos Estados Unidos explicações, por escrito e formais, sobre as denúncias. “A violação da soberania não pode acontecer sob nenhum pretexto, quando a violação se dá não para investigar ilícitos”, disse Cardozo, lembrando que a indignação foi exposta aos norte-americanos. “Nós confrontamos com aquilo que foi revelado.”

Em seguida, o ministro da Justiça reiterou que “a violação da soberania não pode acontecer sob nenhum pretexto”. Segundo ele, a situação se agrava quando a violação ocorre “sob o ponto de vista político e empresarial”. “Isso fica, sem sombra de dúvidas, piorada”.

Brasil/"Foi uma conversa que ele entendeu o que foi dito", diz chanceler



2 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Brasil espera explicação sobre espionagem americana nesta semana


Renata Giraldi e Carolina Sarres
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou hoje (2) o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para prestar esclarecimentos sobre as denúncias de espionagem à presidenta Dilma Rousseff e assessores, conforme notícia do programa Fantástico, da TV Globo, de ontem (1º). Na conversa, Figueiredo cobrou explicações “formais e por escrito” dos norte-americanos, até o final desta semana.

“Convoquei o embaixador dos Estados Unidos ao meu gabinete e disse a ele da indignação do governo brasileiro, dos fatos constantes, dos documentos revelados, das violações das correspondências da senhora presidenta”,

Brasil/Dilma avalia possibilidade de adiar visita aos EUA; chanceler evita comentar



2 setembro 2013, Agência Brasil http://agenciabrasil.ebc.com.br (Brasil)

Renata Giraldi e Carolina Sarres
Repórteres da Agência Brasil

Brasília –  A presidenta Dilma Rousseff examina a possibilidade de adiar ou até mesmo cancelar a visita como chefe de Estado aos Estados Unidos, em 23 de outubro. A visita será a primeira de Dilma com honras de chefe de Estado ao país. Em meio às denúncias de espionagem, envolvendo dados pessoais da presidenta e de assessores, a presidenta está avaliando as alternativas. Oficialmente, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, evitou comentar o tema.

“Não vou tratar [hoje] sobre a viagem da presidenta [aos Estados Unidos, em outubro]”, disse Figueiredo, que convocou entrevista coletiva ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para anunciar