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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

BRICS, Russia/The Russian Masterpiece in Syria: Everyone Wins



Federico PIERACCINI*

“Moscow and Damascus have always maintained they are against any form of partition or illegal foreign presence in Syria.”

Moscow has managed to maintain contacts with all parties in the conflict, even in spite of its stance against partition and illegal foreign presence. Trilateral talks between Iran, Turkey and Russia occurred in Astana at Moscow’s urging. Putin managed to bring together in Sochi the Syrian government and opposition groups to discuss the future of Syria. In Geneva, Moscow mediated between Damascus and the international community, shielding Syria from the diplomatic skulduggery of the US and other enemies of Syria.

Turkey, solely as a result of its defeat in Syria, now finds itself in active dialogue with Moscow and Tehran. As Ankara experiences worsening relations with Washington and other European capitals, Moscow saw a great opportunity to bring Turkey closer to Damascus.

Russia’s operation was complicated and required a lot of patience; but thanks to negotiations supervised by Russia, together with the bravery and courage of Syrian soldiers, almost all

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A VERDADEIRA CRISE HUMANITÁRIA NÃO É ALEPO

24 outubro 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Uma retrospectiva da intervenção dos EUA no Médio Oriente desde o 11 de Setembro mostra uma implacável marcha em direcção à trágica perspectiva hoje colocada: o confronto militar com a Rússia, a segunda maior potência nuclear. A previsível eleição de Hillary Clinton será um passo mais em direcção a essa catástrofe.

Porque será que apenas ouvimos falar da “crise humanitária em Alepo” e não da crise humanitária em todo o resto da Síria, onde a perversão que governa Washington desencadeou os seus mercenários do ISIS para trucidarem o povo sírio? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária no Iémen onde os EUA e o seu vassalo saudita estão a massacrar mulheres e crianças? Porque será que não ouvimos falar da crise humanitária na Líbia onde Washington destruiu um país deixando o caos em seu lugar? Porque será que não ouvimos falar na crise humanitária no Iraque, que já se arrasta há 13 anos, ou a crise humanitária no Afeganistão, que já vai em 15 anos?

A resposta é que a crise em Alepo é a crise de Washington estar a perder os seus mercenários do ISIS perante o exército sírio e a força aérea russa. Os jihadistas enviados por Obama e pela assassina criatura Hillary (“We came, we saw, he died”; “Viemos, vimos, ele morreu”) para destruir a Síria

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

DONBASS October 11, 12, 13, 2016/News: 1- Operation “Boeing №2″…, 2- More than 15 foreign AFU mercenaries…, 3- Hospitals prepare for…, 4- DPR Security Ministry disclose…, 5- Donetsk Defense: Situation…

DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)

1- Operation “Boeing №2″ - The Ukrainian passengers are to be ready
2- More than 15 foreign AFU mercenaries killed, 25 got wounded trying to break through frontline in DPR
3- Hospitals prepare for reception of wounded on Kiev-controlled territory
4- DPR Security Ministry disclose data on Aydar fighter recruiting minors
5- Donetsk Defense: Situation Report, 12.10.16 (Video)

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1- Operation “Boeing №2″ - The Ukrainian passengers are to be ready
Tuesday, October 11, 2016 - 18:19, EDITORIAL DONi Donbass International News Agency https://dninews.com (Donbass)

The information that Kiev-Amman flight deviated from the route and was in the sky above Syria more than it was supposed is disturbing...

Reclamation of a lost status-quo by collective West in general and by the US in particular is possible only in case of Assad resignation. But the support provided by Russia to the leadership of Syria and the governmental troops reduce a coalition chances to minimum. Neither sanctions nor threats helped in making Putin to go back on his words and actions.

But also no one is ready to start waging a war against

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

BRICS, БРИКС/Quarenta milhões de russos tomam parte em ensaio de "desastre nuclear"

5 outubro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Tyler Durden

 

OS MEDIA OCIDENTAIS PRATICAMENTE IGNORARAM ESTA NOTÍCIA


Quando as relações entre a Rússia e os EUA se desintegram em consequência da escalada na guerra proxy na Síria, a qual culminou hoje com uma paralisação por Putin do esforço de limpeza do Plutónio em conjunto com os EUA, pouco antes de o Departamento de Estado dos EUA ter anunciado que cessaria negociações com a Rússia sobre a Síria, amanhã (5/Out) um número sem precedentes de 40 milhões de cidadãos russos, bem como 200 mil especialistas de "divisões de resgate de emergência" e 50 mil unidades de equipamentos começarão a tomar parte num ensaio com quatro dias de duração de defesa civil, evacuação de emergência e preparação para desastres, informou o ministro russo da Defesa Civil no seu sítio web. 

De acordo com o ministro, amanhã (5) de manhã haverá um ensaio de defesa civil por toda a Rússia envolvendo autoridades executivas federais, regionais e governos locais denominado "Organização da defesa civil durante grandes desastres naturais e causados pelo homem na Federação Russa em todos os territórios da Federação e perdurará até 7 de Outubro. Apesar de o ministro não ter especificado que espécie de "desastre causado pelo homem" ele imagina, este teria de ser substancial para 40 milhões de russos tomarem parte no ensaio de preparação de

GUERRA CONTRA A SÍRIA: DOIS LADOS PARTEM PARA O "PLANO B"

4 outubro 2016, Pravda.ru http://port.pravda.ru (Rússia)

Considerado o fracasso total da política dos EUA para mudar o regime na Síria e derrubar o presidente Assad, os EUA têm agora de fazer uma escolha fundamental: negociar ou subir a aposta. Aparentemente, Kerry e outros até tentaram negociar, mas o Pentágono decidiu de outro modo, e traiçoeiramente quebrou o compromisso que o país assumira e (ilegalmente) bombardeou forças sírias. Nesse ponto, Kerry, Power e os outros sentiram que não tinham escolha além de "unir-se" ao Pentágono e subir a aposta. +

30/9/2016, The Saker, Unz Review

Agora, os EUA "avisam" a Rússia de que a ofensiva de Aleppo prossegue e os EUA não voltarão às negociações. É ameaça das mais bizarras, considerando que os EUA não cumprem acordo e que os russos já concluíram que os EUA "não são capazes para acordos". A reação russa era previsível: Lavrov admitiu que já nem leva a sério o que os norte-americanos digam.

Certo. Os dois lados cansaram-se um dos outro. E o que se faz agora?

Os EUA enviarão mais armas para o Daech, inclusive MANPADs, TOWs e

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

BRICS, БРИКС /A volta da diplomacia: TERCEIRA SEMANA DA INTERVENÇÃO RUSSA NA SÍRIA

28.10.2015, Правда.Ру, Pravda.ru http://www.pravda.ru (Россия, Rússia)


O fim da lei internacional e da diplomacia

O fim da Guerra Fria foi festejado como uma nova era de paz e segurança, quando as espadas seriam convertidas em arados, ex-inimigos em amigos, e o mundo assistiria a uma nova aurora de amor, paz e felicidade universais. Claro, nada disso aconteceu. O que aconteceu foi que o Império Anglo-sionista autoconvenceu-se de que havia "vencido a Guerra Fria" e a partir de então estava no comando. De todo o planeta, nada menos que isso. E por que não? Havia construído por todos os cantos de 700 a 1.000 bases militares (dependendo de sua definição de "base") por todo o mundo, e dividira o globo em várias áreas de exclusiva responsabilidade sua chamadas "comandos". A última potência que havia acumulado em si toda a megalomania necessária para distribuir pedaços do planeta entre dois diferentes 'comandos' foi o Papado, em 1494, com o (mal)afamado "Tratado de Tordesilhas".

Para deixar esse ponto muitíssimo claro, o Império decidiu usá-lo como exemplo, e disparou todo seu furioso poder contra a pequena Iugoslávia. Iugoslávia, membro fundador do Movimento dos Não Alinhados foi perversamente atacada e desmembrada, criando uma imensa onda de refugiados, a maioria dos quais sérvios, que o mundo democrático e civilizado resolveu ignorar. Mais que isso, o Império inventou outra guerra, daquela vez na Rússia, que pôs o regime semicomatoso de Eltsin contra o que adiante seria parte chave de al-Qaeda, ISIS e Daesh: os wahhabistas na Chechênia. Mais uma vez, muitas centenas de milhares de "refugiados invisíveis" resultaram também daquela guerra, mas também foram praticamente ignorados pelo mundo democrático e civilizado, especialmente os russos étnicos.

A Rússia precisou de toda uma década para afinal esmagar aquela insurgência Wahhabista-Takfiri , mas, afinal, a Rússia prevaleceu. E àquela altura os anglo-sionistas já haviam mudado a atenção para outro ponto: os "estados profundos" de EUA e Israel planejaram e executaram em conjunto a operação de 'falsa bandeira' conhecida como "o 11/9", que lhes deu a desculpa perfeita para declarar uma "guerra global ao terror" , a qual, basicamente, deu aos anglo-sionistas uma "licença para matar" universal à la 007, exceto que, nesse caso, o alvo não era uma pessoa, mas países inteiros.

Todos nós sabemos o que veio depois: Iraque, Afeganistão, Filipinas, Somália, Etiópia, Sudão, Iêmen, Mali, Paquistão, Síria, Líbia, Ucrânia -- em todos os cantos do mundo os EUA estavam em guerra, fosse oficialmente ou clandestinamente. O espectro ia de uma (tentada) completa invasão contra um país (Afeganistão), ao apoio a vários

terça-feira, 22 de setembro de 2015

BRICS, БРИКС/Rússia aumenta a pressão pelo fim à guerra contra a Síria

20setembro2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)


Fontes israelenses 
culpam Erdogan por estar propositalmente causando a atual onda de refugiados para o norte da Europa:

"Primeiro, a Turquia fez de tudo para bloquear as rotas marítimas usadas para a imigração ilegal para a Europa. Mas depois, quando a OTAN recusou-se a agir para derruba rAssad, e com o Estado Islâmico sem conseguir realizar o sonho de Erdogan de derrotar decisivamente o líder alawita, a Turquia decidiu dificultar as coisas para a Europa e enviou para lá parte dos refugiados. Ao longo dos últimos poucos meses, a Turquia deixou de impedir que refugiados se deslocassem para o ocidente. A fonte israelense disse que é bem possível que as mesmas forças de segurança turcas que ajudavam o Estado Islâmico estão facilitando a entrada ilegal de pessoas em países europeus.

Dia 11 de setembro, o ministro de Relações Exteriores da França Laurent Fabius suspendeu a consulesa honorária da França em Bodrum, ao saber que estava ajudando refugiados a sair ilegalmente da Turquia para a Europa. Em conversa filmada por câmera escondida do Channel 2 francês, a consulesa, que vendia aos que quisessem tentar chegar

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SERÃO OS MEDIA APENAS UMA OUTRA PALAVRA PARA CONTROLE?

7 fevereiro 2014, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

Por John Pilger*


Um inquérito recente perguntou ao povo britânico quantos iraquianos foram mortos devido à invasão do país em 2003. As respostas dadas foram chocantes. A maioria disse que menos de 10 mil haviam sido mortos. Estudos científicos informam que mais de um milhão de homens, mulheres e crianças iraquianos morreram num inferno desencadeado pelo governo britânico e seu aliado em Washington. Isso é o equivalente ao genocídio em Ruanda. E a carnificina prossegue. Implacavelmente. 

O que isto revela é como nós na Grã-Bretanha temos sido enganados por aqueles cujo trabalho é manter a informação correcta. O escritor e académico americano Edward Herman chama a isto "normalizar o impensável". Ele descreve dois tipos de vítimas no mundo das notícias: "vítimas valiosas" e "vítimas não valiosas". "Vítimas valiosas" são aquelas que sofrem nas mãos dos nossos inimigos: os tipos de Assad, Qadafi, Saddam Hussein. "Vítimas valiosas" qualificam para o que chamamos "intervenção humanitária". "Vítimas não valiosas" são aquelas que estorvam o caminho do nosso poder punitivo e aquelas dos "bons ditadores" que empregamos. Saddam Hussein foi outrora um "bom ditador" mas ficou arrogante e desobediente, tendo então sido despromovido a "mau ditador".
 

Na Indonésia, o general Suharto era um "bom ditador", pouco importando a sua carnificina de cerca de um milhão de pessoas, ajudada pelos governos da Grã-Bretanha e América. Ele também liquidou um terço da população de Timor Leste com a ajuda de caça britânicos e metralhadoras britânicas. Suharto foi mesmo saudado em Londres pela rainha e quando morreu pacificamente na sua cama, foi louvado como alguém esclarecido, um modernizador, um de nós. Ao contrário de Saddam Hussein, ele nunca se tornou arrogante.
 

Quando viajei no Iraque na década de 1990, os dois principais grupos muçulmanos, os xiitas e os sunitas, tinham suas diferenças mas viviam lado a lado, casavam-se mesmo entre si e consideravam-se com orgulho como iraquianos. Não havia Al Qaida, não havia jihadistas. Nós arrebentámos tudo aquilo em 2003 com "pavor e choque". E hoje sunitas e xiitas estão a combater-se por todo o Médio Oriente. Este assassínio em massa está a ser financiado pelo regime na Arábia Saudita que decapita pessoas e discrimina mulheres. A maior parte dos sequestradores do 11/Set vieram da Arábia Saudita. Em 2010, a Wikileaks divulgou um telegrama enviado a embaixadas dos EUA pela secretária de Estado Hilary Clinton. Ela escreveu isto: "A Arábia Saudita permanece um apoio financeiro crítico para a Al Qaeda, os Talibans, al Nusra e outros grupos terroristas... no mundo inteiro". E ainda assim os sauditas são nossos valiosos aliados. Eles são bons ditadores. Os membros da casa real britânica visitam-nos frequentemente. Nós lhes vendemos todas as armas que eles querem.
 

Utilizou a primeira pessoa do plural, "nós" e "nosso" de acordo com locutores e comentadores que frequentemente utilizam o "nós", preferindo não distinguir entre o poder criminoso dos nossos governos e nós, o público. Todos nós somos assumidos como partes de um consenso: Conservadores e Trabalhistas, a Casa Branca de Obama também. Quando Nelson Mandela morreu, a BBC foi a correr a David Cameron, depois a Obama. Cameron, que foi à África do Sul no 25º ano do aprisionamento numa viagem que equivalia ao apoio ao regime do apartheid, e Obama que recentemente derramou uma lágrima na cela de Mandela em Robben Island – ele que preside as jaulas de Guantanamo.
 

O que lamentavam eles quanto a Mandela? Evidentemente, não a sua extraordinária vontade de resistir a um regime opressivo cuja perversão os governos dos EUA e Grã-Bretanha apoiaram anos a fio. Ao invés disso, estavam gratos pelo papel crucial que Mandela desempenhou na supressão de um levantamento dos negros na África do Sul contra a injustiça da política branca e do poder económico. Isto foi certamente a única razão porque foi libertado. Hoje o mesmo poder económico implacável é apartheid de uma outra forma, fazendo da África do Sul a sociedade mais desigual da terra. Alguns chamam a isto "reconciliação".
 

Todos nós vivemos numa era de informação – ou assim nos dizemos um ao outro quando acariciamos nossos smart phones como contas de um rosário, com as cabeças inclinadas, verificando, monitorando, tweetando. Estamos ligados; enviamos mensagens; e o tema dominante das mensagens é nós mesmos. A identidade é o espírito da época. Há muito tempo, em "Admirável mundo novo", Aldous Huxley previu isto como o meio final de controle social porque era voluntário, viciante e amortalhado em ilusões de liberdade pessoal. Talvez a verdade seja que vivemos não numa era de informação mas numa era dos media. Tal como a memória de Mandela, a maravilhosa tecnologia dos media foi sequestrada. Desde a BBC até a CNN, a câmara de eco é vasta.
 

Ao aceitar o Prémio Nobel da Literatura em 2005, Harold Pinter falou acerca de uma "manipulação do poder à escala mundial, se bem que mascarando-o como uma força para o bem universal, um brilhante, mesmo esperto, acto de hipnose com grande êxito". Mas, disse Pinter, "isto nunca aconteceu. Nada alguma vez aconteceu. Mesmo enquanto estava a acontecer não estava a acontecer. Não importava. Não era de interesse".
 

Pinter referia-se aos crimes sistemáticos dos Estados Unidos e a uma censura não declarada por omissão – isto é, excluir informação crucial que possa ajudar-nos a dar sentido ao mundo.
 

Hoje a democracia liberal está a ser substituída por um sistema no qual o povo responde a um estado corporativo – não o inverso como deveria ser. Na Grã-Bretanha, os partidos parlamentares são devotados à mesma doutrina de cuidar dos ricos e combater os pobres. Esta negação da democracia real é uma mudança histórica. Eis porque a coragem de Edward Snowden, Chelsea Manning e Julian Assange é tamanha ameaça para os poderosos e inimputáveis. E é uma lição para aqueles de nós que pretendem manter as coisas claras. O grande repórter Claud Cockburn disse isto bem: "Nunca acredite em qualquer coisa até que seja oficialmente negada".
 

Imagine se as mentiras dos governos houvessem sido adequadamente desafiadas e reveladas quando eles secretamente preparavam-se para invadir o Iraque – talvez um milhão de pessoas estivesse viva hoje.

* Transcrição da participação de Pilger na edição especial do programa "Today", da BBC Radio 4, em 2/Janeiro/2014, editada pelo artista e músico Polly Harvey. Pode ouvir a transcrição acima aqui . 

O original encontra-se em johnpilger.com/articles/is-media-just-another-word-for-control 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Portugal/Ataque de Israel à Síria: A verdadeira face da agressão contra o povo sírio



7 maio 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)  

O Conselho Português para a Paz e Cooperação condena veementemente os ataques do exército israelita à Síria, que constituem uma inaceitável agressão à soberania e ao povo sírio, uma flagrante violação do direito internacional e o mais completo desrespeito pelos princípios da Carta da Nações Unidas.

Esta nova agressão de Israel à Síria vem mostrar que o que está efectivamente a acontecer na Síria é uma guerra de agressão instigada, fomentada e apoiada do exterior, nomeadamente

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Brasil/Síria: Entidades brasileiras reúnem propostas em solidariedade




10 abril 2012, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Diversas entidades brasileiras, partidos políticos, centrais sindicais e movimentos de todos os setores da sociedade brasileira reuniram-se na sede do Centro Cultural Árabe-Sírio de São Paulo nesta terça-feira (9), para a reunião de solidariedade à Síria, com o cônsul-geral sírio Dr. Ghassan Obeid.

Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho

A reunião contou com cerca de 40 pessoas e partiu da análise sobre a situação atual da Síria e a marcha de solidariedade realizada em São Paulo em 23 de março, em que compareceram cerca de 200 pessoas.

O cônsul sírio iniciou a reunião saudando o apoio manifestado pelos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em sua última cimeira, realizada em março em Durban (na África do Sul). O agrupamento defendeu a soberania síria, a integridade territorial e a promoção de um diálogo nacional interno sem a ingerência estrangeira, que ameaça uma intervenção militar.

A crise na Síria já dura dois anos, e o cônsul fez uma atualização da situação interna desenvolvida pela violência armada, financiada, patrocinada e organizada por atores regionais e internacionais. Entre estes, foram destacados mais uma vez os papeis da Arábia Saudita, do Catar, da Turquia e dos Estados Unidos, em sua tradição imperialista e de ingerência.

A constante referência ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, como um "ditador" é um instrumento dos atores que buscam legitimar essa ingerência na política interna da Síria, e a desinformação midiática tem sido meio fundamental para esse esforço, inclusive no Brasil.

Por isso, as entidades presentes na reunião, assim como o cônsul Obeid, fizeram diversas referências à necessidade de apoio explícito ao povo e ao governo da Síria, que já tem realizado esforços por um debate político amplo e nacional. O diplomata informou, por exemplo, que o novo parlamento conta com a participação de 22 partidos polítcos, num aumento evidente da participação e da representação política, pois até recentemente havia oito partidos representados.

Outro exemplo da realização de debates políticos internos e de esforços nacionais pelo diálogo foi a nova Constituição, "estabelecida em meio à crise", de acordo com o cônsul, o que demonstra o compromisso do governo com a negociação, contra a violência instigada desde o exterior.

"A linguagem atual da violência não é a que o governo quer; chamamos até os que estão armados para o diálogo, mas a Arábia Saudita, o Catar e o Kwait não querem que isso aconteça, querem mais derramamento de sangue para dominar a Síria. Felizmente, e graças aos reais amigos da Síria, isso não vai acontecer", disse o cônsul.

Obeid agradeceu as declarações da presidenta brasileira Dilma Rousseff sobre a soberania síria e a necessidade de um diálogo nacional, ressaltando os aspectos positivos das resoluções do Brics sobre a Síria.

O cônsul lembrou também sobre os planos do governo sírio de realizar eleições parlamentares no final de 2013, e eleições presidenciais em 2014, conforme o previsto na Constituição síria. O mandato presidencial naquele país é de sete anos, e a primeira vez que al-Assad foi eleito foi em 2000, com amplo apoio popular, que se manteve nas eleições de 2007.

Solidariedade ao povo sírio
As entidades presentes na reunião falaram da necessidade de um apoio humanitário e explícito à população síria, que vive em contexto de violência armada desde 2011, ameaçada principalmente por grupos de mercenários de diversas nacionalidades, autores de atentados terroristas frequentes.

A participação direta de países como os Estados Unidos no financiamento desses grupos, ou seja, a sua participação em atos de terrorismo, foi levantada como um paradoxo a ser ressaltado. Uma vez mais, o país que oficializou em discurso inflamado a suposta "luta contra o terrorismo" global tem mostrado dupla moral, apoiando grupos que usam o mesmo método de violência contra governos que não se submetem às políticas imperialistas ocidentais.

Neste sentido, as entidades debateram a necessidade de maior divulgação do que acontece na Síria em sentido crítico, nas páginas das mesmas entidades e com a criação de um jornal dedicado a esse aspecto, assim como a divulgação da causa a outras entidades e partidos brasileiros de relevo. Além disso, também foi proposta a elaboração de um manifesto (intitulado "Somos Todos Sírios") e, mais importante, o estabelecimento oficial de um Comitê de Solidariedade à Síria.

Para isso, definiu-se a realização da próxima reunião no dia 6 de maio, data simbólica para os sírios por ser o "dia dos mártires" no país, ou seja, dos combatentes mortos durante as lutas contra o domínio francês. Está previsto o lançamento oficial do Comitê durante a reunião, assim como a publicação do seu manifesto contra o imperialismo, a ingerência na política interna, o terrorismo e pelo respeito à soberania síria.

Estiveram presentes as seguintes entidades e instituições:

Partido Comunista do Brasil (PCdoB); Partido Pátria Livre (PPL); Força Sindical; Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e de Luta pela Paz (Cebrapaz) e Conselho Mundial da Paz (CMP); Federação das Entidades Árabe-Palestinas do Brasil (Fepal); Federação das Entidades Árabes (Fearab América e SP), Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM); Portal Vermelho, Sociedade Beneficente Islâmica de SP, Instituto Paulo Freire, Conselho de Representantes dos Empregados da Companhia de Engenharia de Tráfego, Grupo de Trabalho Árabe/Centro de Estudo de Oriente Médio, Centro Islâmico do Brasil (CIB), Revista Sawtak, Centro Cultural Árabe-Sírio, Partido Comunista Libanês (PCL) e Partido Socialista Árabe Sírio (Al Baath).