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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Brasil/IMPEACHMENT DO PROCESSO CIVILIZATÓRIO



14 abril 2016, Plataforma Politica Social http://plataformapoliticasocial.com.br (Brasil)

Eduardo Fagnani*
Publicado no Le Monde Diplomatique

O aprofundamento das políticas econômicas de “austeridade” pós-golpe requer a radical supressão de direitos sociais e trabalhistas. Nesse caso, um dos focos é acabar com a cidadania social conquistada pela Constituição de 1988, marco do processo civilizatório brasileiro.

O objetivo de construir uma sociedade civilizada, democrática e socialmente justa deveria ser um dos núcleos de um projeto nacional. A Constituição de 1988 representa um marco do processo civilizatório do país. Pela primeira vez em mais de cinco séculos, ela assegurou formalmente a cidadania plena (direitos civis, políticos e sociais) para todos os brasileiros. O novo ciclo democrático inaugurado por ela, associado aos avanços sociais obtidos na década passada, contribuiu para a melhoria do padrão de vida da população, especialmente dos mais pobres.

Não obstante, o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo. Essa marca tem raízes históricas ditadas pela industrialização tardia, pela curta e descontinuada experiência democrática e, especialmente, pelo longo passado escravocrata, cujo legado foi uma massa de analfabetos sem cidadania. Em pleno século XXI, o país

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Brasil/MST lança nota sobre conjuntura política nacional e reforma agrária

14 de setembro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Vermelho) 
O MST defende a retomada do desenvolvimento nacional e os cumprimento 
dos acordos firmados com relação à reforma agrária

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra lançou uma nota de análise da conjuntura política nacional onde repudia a ofensiva da direita e reivindica direitos para os trabalhadores sem agredir a constitucionalidade do mandato da presidenta Dilma.


Integrante da Frente Brasil Popular, o MST exige o cumprimento dos acordos firmados pelo governo federal em 2014 com relação à reforma agrária e pede aprofundamento das mudanças, com saídas à esquerda para a crise política. A entidade também defende a soberania nacional, a retomada do desenvolvimento e as reformas estruturantes. 

Leia a nota na íntegra:

Posição do MST frente à luta política e a situação da reforma agrária

1. A sociedade brasileira tem construído a democracia nas contradições da luta de classes. Ainda temos muito que avançar, mas não permitiremos nenhum retrocesso nos direitos conquistados na luta do nosso povo.

2. Nos somamos à construção da Frente Brasil Popular, e a todas as iniciativas de lutas da classe trabalhadora brasileira, em defesa de seus direitos e das causas nacionais, como a mobilização prevista para dias 2 e 3 de outubro, em defesa de

domingo, 17 de maio de 2015

“LULISMO VIVE SEU MOMENTO MAIS DIFÍCIL, MAS NÃO PODEMOS AINDA DECRETAR SEU FIM”

13 maio 2015, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Valéria Nader* e Gabriel Brito, da redação colaborou Raphael Sanz   

Os poucos meses que já se passaram nesse segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o quarto sob o comando do Partido dos Trabalhadores, podem trazer sensações tão díspares quanto intensas. De um lado, a briga de facções que se instalou entre o governismo, envergonhado e tacanho, e forças oposicionistas, oportunistas e golpistas. De outro, a apatia de setores médios da população e a revolta entre forças políticas e sociais progressistas.

O cenário não poderia ser muito diferente para um governo que se elegeu sob marketing eleitoral mentiroso e que, nem bem iniciado o segundo mandato, parecia velho. Para complicar, um governo que, nesse exato momento, dá mostras de nem mesmo estar governando de fato.

Para ajudar a compreender essa intrincada conjuntura política nacional, o Correio da Cidadania entrevistou André Singer, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e autor de importantes obras de interpretação sócio-política da realidade nacional, dentre elas, aquelas que se destinam ao entendimento do fenômeno chamado de ‘lulismo’.

Singer ressalta a fraqueza política do atual governo – algo que teria suas sementes já em 2012, desde que as pressões por um ajuste recessivo se reforçaram, ameaçando o ensaio desenvolvimentista do começo do primeiro mandato da presidente Dilma. “Olhando pelo ângulo da pressão do capital, era praticamente certo que seria feito o que estamos vendo agora. Surpreendente é que, durante a

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DEMITAM-NOS!

26 novembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Daniel Vaz de Carvalho

Temos de remover os economistas (neoliberais e neoclássicos) das suas posições de poder e influência. Tira-los dos bancos centrais, ministérios, comunicação social, universidades, onde quer que eles estejam e espalhem a sua perniciosa ignorância. Eles não fazem a mínima ideia do que estão a falar e fazem por ignorar toda a evidência que contradiz as suas teorias. (p.2-3)

De acordo com o mito capitalista todo o progresso está dependente dos capitalistas. Eles são os únicos capazes de conduzirem a iniciativa e os grandes esquemas. (…) Sem eles nós cairíamos na estagnação e as nossas sociedades colapsariam na anarquia. Todos os déspotas, monarcas e imperadores através dos tempos venderam esta história. (p.133)
in Sack the economists 
[1]

1- O pensamento neoliberal: uma pseudo ciência económica 
Os economistas a que Geoff Davies se refere são os neoliberais e os neoclássicos. Trata-se de uma obra que à semelhança de outros trabalhos, por exemplo de Mike Whitney, Michael Hudson, Paul Craig Roberts, James Petras, J. Stiglitz, só mencionando não marxistas, não deixam pedra sobre pedra do edifício neoliberal, o capitalismo atual, na sua fase senil, incapaz de dar solução aos problemas que cria.

Para G. Davies o pensamento neoliberal “está centrado no mercado “livre” e no

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOVE CHAVES SOBRE O FASCISMO

26 fevereiro 2014,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Luis Britto García, na Agência Venezuelana de Notícias

Hollywood representa o fascismo como uma quadrilha de mal encarados em uniformes, agitando bandeiras e gritando palavras de ordens. A realidade é mais perversa.

1. De acordo com Franz Leopold Neuman, em “Behemoth: Estrutura e prática do nacional-socialismo, 1933-1944”, o fascismo é a cumplicidade absoluta entre as grandes empresas e o Estado. Quando os interesses do grande capital tornar-se a política, o fascismo está próximo. Não é por acaso que surgiu em resposta à Revolução Comunista da União Soviética.

2. O fascismo nega a luta de classes, mas é o braço armado do capital nesse disputa. Aterroriza a baixa classe média e os segmentos marginalizados, com o medo da crise econômica, dos trabalhadores e da esquerda, alistando paramilitares para enfrentar com a força bruta os socialistas e os movimentos sociais.

Mussolini foi apoiado pela fábrica Ansaldo e pelo Serviço Secreto Inglês; Hitler foi financiado pelas indústrias de armas do Ruhr; Franco teve apoio de latifundiários e industriais; Pinochet teve ajuda dos EUA e da oligarquia chilena.

3. A crise econômica, filha do capitalismo, é a própria mãe do fascismo. Apesar de estar do lado vencedor na 1ª Guerra Mundial, a Itália foi destruída fora dele, de modo que a classe média ficou em ruínas e participou maciçamente da Marcha sobre Roma de Mussolini.

Nas eleições de maio de 1924, Hitler ganhou apenas 6,5% dos votos. Em dezembro daquele ano, apenas 3%. Mas em 1928, quando a grande crise capitalista explode, teve 2,6%. Ficou com 18,3%, em 1930. Em 1932, teve 37,2 %, chegando ao poder e anulando o restante dos partidos.

Mas o fascismo não remedia a crise, agrava. Durante o governo Mussolini,