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domingo, 17 de maio de 2015

“LULISMO VIVE SEU MOMENTO MAIS DIFÍCIL, MAS NÃO PODEMOS AINDA DECRETAR SEU FIM”

13 maio 2015, Correio da Cidadania http://www.correiocidadania.com.br (Brasil)

Escrito por Valéria Nader* e Gabriel Brito, da redação colaborou Raphael Sanz   

Os poucos meses que já se passaram nesse segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o quarto sob o comando do Partido dos Trabalhadores, podem trazer sensações tão díspares quanto intensas. De um lado, a briga de facções que se instalou entre o governismo, envergonhado e tacanho, e forças oposicionistas, oportunistas e golpistas. De outro, a apatia de setores médios da população e a revolta entre forças políticas e sociais progressistas.

O cenário não poderia ser muito diferente para um governo que se elegeu sob marketing eleitoral mentiroso e que, nem bem iniciado o segundo mandato, parecia velho. Para complicar, um governo que, nesse exato momento, dá mostras de nem mesmo estar governando de fato.

Para ajudar a compreender essa intrincada conjuntura política nacional, o Correio da Cidadania entrevistou André Singer, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e autor de importantes obras de interpretação sócio-política da realidade nacional, dentre elas, aquelas que se destinam ao entendimento do fenômeno chamado de ‘lulismo’.

Singer ressalta a fraqueza política do atual governo – algo que teria suas sementes já em 2012, desde que as pressões por um ajuste recessivo se reforçaram, ameaçando o ensaio desenvolvimentista do começo do primeiro mandato da presidente Dilma. “Olhando pelo ângulo da pressão do capital, era praticamente certo que seria feito o que estamos vendo agora. Surpreendente é que, durante a