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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Abya Yala*/Confirmado: se jodió el Perú


07 de julio de 2019, Pagina 12 https://www.pagina12.com.ar (Argentina) https://www.pagina12.com.ar/204518-confirmado-se-jodio-el-peru


En su nuevo libro, Atilio Borón desmonta el pensamiento de Mario Vargas Llosa

La conversión de Mario Vargas Llosa al liberalismo como una fe ciega tuvo una expresión concreta y reciente en La llamada de la tribu, su autobiografía intelectual. En El hechicero de la tribu, Atilio Boron recorre las fuentes de ese libro y el derrotero político de Vargas Llosa desde los años 60. Y lo hace en la convicción de que es necesario deconstruir la ideología del más influyente intelectual orgánico de la derecha en habla hispana.

Más allá de las frecuentes apariciones en las que Vargas Llosa ha llegado a acostumbrarnos a sus bravuconadas neoliberales, tanto en los periódicos como en eventos siempre amplificados hasta el acople por la llamada “prensa hegemónica”, el Nobel peruano ha publicado recientemente un opúsculo en donde presenta su “autobiografía intelectual” de corte liberal. Se trata de La llamada de la tribu, un recorrido por las lecturas que de alguna manera vendrían a explicar cómo fue posible que el autor de La ciudad y los perros, luego de haber sido un ferviente defensor de la Revolución Cubana, haya terminado convirtiéndose en “Jorge Mario Pedro, marqués de Vargas Llosa” según reza el título nobiliario concedido por Juan Carlos I, rey de España. “¿Cómo fue posible que ese muchacho tan talentoso y crítico de la realidad de Nuestra América, militante del PC de su país, derrapó para convertirse en el más descollante intelectual orgánico y paradigmático del neoliberalismo?”, se pregunta

terça-feira, 19 de abril de 2016

Brasil/OS ANTECEDENTES DA TORMENTA INDICAM POR ONDE RECOMEÇAR



19 abril 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

por Saul Leblon, Jornalista

Um golpe não começa na véspera; tampouco tem desdobramentos plenamente identificáveis na manhã seguinte.

Uma derrota progressista pode ser devastadora para o destino de uma nação, a sorte do seu povo e a qualidade do seu desenvolvimento.

Mas a resistência que engendra pode inaugurar um novo marco de consciência política.

Pode redefinir a correlação de forças, as formas de luta e de organização e coloca-las num patamar mais avançado, mas não menos abrangente.

Apesar dos votos dedicados à família, a Deus e até a um torturador – Bolsonaro ofereceu sua escolha a Brilhante Ustra e ao golpe de 64 – a transparência da história pulsou forte no Brasil nesta noite de 17 de abril de 2016.

Guardadas sóbrias exceções, os que condenaram Dilma filiam-se a agendas e

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NOVE CHAVES SOBRE O FASCISMO

26 fevereiro 2014,Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Luis Britto García, na Agência Venezuelana de Notícias

Hollywood representa o fascismo como uma quadrilha de mal encarados em uniformes, agitando bandeiras e gritando palavras de ordens. A realidade é mais perversa.

1. De acordo com Franz Leopold Neuman, em “Behemoth: Estrutura e prática do nacional-socialismo, 1933-1944”, o fascismo é a cumplicidade absoluta entre as grandes empresas e o Estado. Quando os interesses do grande capital tornar-se a política, o fascismo está próximo. Não é por acaso que surgiu em resposta à Revolução Comunista da União Soviética.

2. O fascismo nega a luta de classes, mas é o braço armado do capital nesse disputa. Aterroriza a baixa classe média e os segmentos marginalizados, com o medo da crise econômica, dos trabalhadores e da esquerda, alistando paramilitares para enfrentar com a força bruta os socialistas e os movimentos sociais.

Mussolini foi apoiado pela fábrica Ansaldo e pelo Serviço Secreto Inglês; Hitler foi financiado pelas indústrias de armas do Ruhr; Franco teve apoio de latifundiários e industriais; Pinochet teve ajuda dos EUA e da oligarquia chilena.

3. A crise econômica, filha do capitalismo, é a própria mãe do fascismo. Apesar de estar do lado vencedor na 1ª Guerra Mundial, a Itália foi destruída fora dele, de modo que a classe média ficou em ruínas e participou maciçamente da Marcha sobre Roma de Mussolini.

Nas eleições de maio de 1924, Hitler ganhou apenas 6,5% dos votos. Em dezembro daquele ano, apenas 3%. Mas em 1928, quando a grande crise capitalista explode, teve 2,6%. Ficou com 18,3%, em 1930. Em 1932, teve 37,2 %, chegando ao poder e anulando o restante dos partidos.

Mas o fascismo não remedia a crise, agrava. Durante o governo Mussolini,

domingo, 17 de março de 2013

Vaticano/UMA MULTINACIONAL

14 março 2013, Avante! http://www.avante.pt (Portugal)

Filipe Diniz

Toda a gente opina sobre a questão do novo Papa. Para quem está de fora, suscita uma certa perplexidade que a generalidade das opiniões seja acerca de questões que não pareceriam propriamente ser do foro de uma instituição religiosa: actividades bancárias obscuras, escândalos de diverso tipo, intrigalhada de todo o género.

É tal a predominância desses temas que os textos mais interessantes são aqueles que não estão com rodeios, mesmo que o façam com ironia. É o caso de um («Pope, CEO», «The Economist», 9.03.2013) que começa com o seguinte e lapidar parágrafo: «A Igreja católica romana é a mais antiga multinacional do mundo. É também, em muitos aspectos, a de maior sucesso, com 1,2 mil milhões de clientes, dezenas de milhões de voluntários, uma rede de distribuição global, um logotipo universalmente reconhecível, um polimento sem rival no lobbying e, suscitando os melhores auspícios para o futuro, uma actuação de sucesso junto dos mercados emergentes».

Para o autor do artigo esta multinacional, se tem problemas, só precisa de seguir o exemplo das outras multinacionais para os ultrapassar. Se estão a braços com escândalos, montam uma campanha de relações públicas para convencer os seus clientes e empregados de que os estão a resolver. Se há a questão das operações bancárias obscuras, é subcontratar as actividades como fazem a IBM e a Ford, em vez de ter um banco próprio («o único no mundo que tem máquinas multibanco com instruções em latim»). E se querem consolidar o sucesso nos mercados emergentes, têm que instalar quartéis-generais nos locais, como fez por exemplo a Cisco criando uma nova sede em Bangalore.

Este artigo, sob a sua inteligente ironia, coloca reflexões bem interessantes. Uma delas é como é que uma estrutura ainda profundamente formatada – segundo a observação de Gramsci – pelo papel dos eclesiásticos enquanto intelectuais orgânicos do mundo feudal, e que mantém a sua hierarquia (com os seus «príncipes») estruturada ainda sobre esse modelo, permanece a «multinacional de maior sucesso» na fase imperialista do capitalismo? A resposta talvez esteja exactamente aí: esse sucesso não resulta das suas formas organizativas, mas de uma milenar aliança histórica com as classes dominantes.