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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

OS NOVOS JUDEUS

3 agosto 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)

Daniel Aarão Reis*

Dizem os jornais do sistema que 90% dos israelitas apoiam a acção genocida do seu governo. Até pode ser que assim seja, num Estado em cuja população é sistematicamente incutida a ideologia racista do “povo eleito” e do seu direito divino ao “Grande Israel”. E se assim é, mais um motivo para saudar fraternalmente os 10% que não apoiam tal acção criminosa. Neles reside uma pequena parte da esperança de que um dia seja encontrada uma solução justa para a causa do martirizado povo palestino. Essa causa é hoje uma prioridade para toda a humanidade progressista e amante da paz.

“Há um fosso ético entre o nome do nosso exército, Forças de Defesa de Israel, e o que fazem os soldados. Eu e meus amigos fomos mobilizados para empreender ações “preventivas” na Cisjordânia, mas o que fazíamos nada tinha de preventivo.”

Segundo Yehuda Shaul, ex-oficial do exército israelense e autor destas palavras, o chefe do estado-maior, Moshe Yaalon, exortava os soldados a “queimar a consciência palestina”.

De acordo com testemunhas, os soldados patrulham as ruas e penetram ao acaso nas casas, a qualquer hora do dia ou da noite. Revistam tudo e todos, encostam as pessoas na parede e tiram fotos. Ninguém fica de fora: homens e mulheres, velhos e crianças.

domingo, 20 de julho de 2014

ISRAEL, PALESTINA E A ESTRATÉGIA DE BDS

13 julho 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


É necessário ampliar ainda mais a denúncia dos crimes que o Estado fascista e racista de Israel comete, com a permanente cobertura, apoio e cumplicidade dos EUA. Mas o facto de o sionismo empreender a ferro e fogo a consolidação de um Grande Israel em que a discriminação racial constitui um elemento central não deve conduzir a um paralelo imediato com o regime do apartheid. O caminho seguido por Israel é muito pior do que esse.

O sofrimento ocasionado pelas acções de Israel nos Territórios Ocupados tem causado séria preocupação pelo menos entre alguns israelitas. Durante muitos anos Gideon Levy, colunista de Haaretz, tem sido um dos mais abertos, escrevendo que “haveria que condenar e castigar Israel por tornar insuportável a vida sob a ocupação, [e] pelo facto de um país que afirma figurar entre as nações mais ilustradas continuar a abusar de um povo inteiro, noite e dia”.

Tem sem dúvida razão, e haveria que acrescentar alguma coisa mais: haveria também que condenar e castigar os Estados Unidos por proporcionar apoio militar, económico, diplomático e ideológico decisivo a estes crimes. Na medida em que o continue a fazer, há poucas razões para esperar que Israel suavize as suas brutais medidas políticas.

Um distinto especialista académico israelita, Zeev Sternhell, escreve, analisando a maré nacionalista reaccionária do seu país, que “a ocupação

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Papa pede aos bispos do Brasil que se interessem pela Síria



28 outubro 2013, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil) 

O papa Francisco enviou, por meio da Nunciatura Apostólica em Brasilia, uma carta a todos os bispos do Brasil, pedindo que acompanhem a situação da Síria.

Dermi Azevedo

O papa Francisco acaba de enviar, por meio da Nunciatura Apostólica em Brasilia, uma carta a todos os bispos do Brasil, pedindo que não deixem de acompanhar, como algo de interesse prioritário, a situação política da Síria.

O Papa manifesta sua preocupação como as milhares de familias que fogem do território sírio para os países vizinhos e que enfrentam a fome a e precariedade do atendimento.

Paralelamente, Francisco reuniu-se com os dirigentes na Companhia de Jesus, que é a sua ordem religiosa, para pedir que colaborem na divulgação mundial da posição do Vaticano, inteiramente contrária a qualquer ameaça de intervenção de potências estrangeira em território sírio.

Em suas publicações, como é o caso da revista francesa Études,