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quinta-feira, 4 de junho de 2015

DESIGUALDADE DIMINUI NA AMÉRICA LATINA E AUMENTA EM PAÍSES RICOS

21 maio 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira (21) aponta que a desigualdade social diminuiu na maioria dos países da América Latina, em especial no Brasil. Segundo o estudo, a desigualdade de renda atingiu níveis recordes na maioria dos países da OCDE.

As pessoas que fazem parte do grupo dos 10% mais ricos agora ganham 9,6 vezes a mais na comparação com os 10% mais pobres. Na década de 80 essa relação era de 7 vezes.

"Chegamos a um ponto de inflexão. A desigualdade nos países da OCDE está em seu nível mais alto desde que os registros começaram", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, no lançamento do relatório em Paris. "A evidência mostra que a alta desigualdade é ruim para o crescimento. O caso para a ação política é tanto econômico como social. Por não abordar a desigualdade, os governos estão cortando o tecido social dos seus países e prejudicando o seu crescimento econômico a longo prazo."

O relatório destaca a necessidade de abordar as condições de trabalho. A crescente proporção de

sábado, 8 de novembro de 2014

Angola/Relatório revela progressos na área dos direitos humanos

7 novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao

O Relatório de Angola sobre a aplicação dos Direitos Humanos, apresentado em Outubro no segundo Ciclo do Grupo de Trabalho sobre o Exame Periódico Universal (UPR), foi aprovado agora, em Genebra.

Das intervenções dos representantes dos 101 Estados participantes durante a avaliação foram emitidas 226 recomendações, 192 das quais aceites pela delegação angolana, chefiada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Mangueira.

A secretária de Estado para a Promoção da Mulher referiu, após a adopção do Relatório, que

terça-feira, 29 de julho de 2014

ECONOMIA DE ANGOLA É DAS MAIS PUJANTES

28 julho 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Adriano de Melo

O Secretário Executivo da Comissão Económica para a África das Nações Unidas, Carlos Lopes, diz que Angola tem uma das economias mais pujantes de África, embora ainda dependa muito das suas exportações petrolíferas.

Sobre a situação em África defende uma aposta na indústria transformadora. Carlos Lopes publicou 20 livros, como autor ou organizador, e 180 artigos académicos. Foi o impulsionador do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano da África Austral, com prefácio de Nelson Mandela.

Jornal de Angola - Qual o contributo da economia angolana no crescimento económico do continente africano?

Carlos Lopes -
 A economia angolana é uma das mais pujantes do planeta e continua a crescer consideravelmente. As economias africanas já ultrapassaram o dobro do seu Produto Interno Bruto, desde o princípio do século. Angola já faz parte

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Brasil/OS POTENCIAIS DOS PROGRAMAS ANTIPOBREZA

17 fevereiro 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

Demos os primeiros passos e já falam em esgotamento do modelo, muitos com a esperança que se esgote, e com as vistas postas nas eleições. A comprovação estaria no “pibinho”. Tirou-se 36 milhões de pessoas da miséria, ampliou-se um pouco a profundidade do mercado consumidor, e agora teríamos de buscar outros caminhos. Na realidade não há esgotamento, e os potenciais do desenvolvimento decente e sustentável continuam centrados na redução da miséria, na inclusão produtiva, na elevação da massa salarial e dos direitos sociais.

Entre 1991 e 2010 o aumento da renda familiar per capita medido pelo IDH nos 5.565 municípios do país, esforço conjunto das Nações Unidas, IPEA, FJP e IBGE, foi de 346 reais. Isto representa muito para os mais pobres, mil reais por mês para uma família de três pessoas, mas é suficiente?

O estudo também mostra que neste período tivemos no Brasil um ganho médio de 9 anos de expectativa de vida, passando de 65 para 74 anos, o que representa um resultado espetacular em tão curto período. Mas outros países estão acima de 80 anos.
 
A educação foi a que mais avançou, com o IDHM (Indicador de Desenvolvimento Humano Municipal) passando do trágico 0,28 em 1991 para 0,64 em 2010. Foi o maior avanço em termos de ritmo, mas ainda é o que é o nosso pior indicador, pelo trágico que era o ponto de partida. Neste indicador de educação, um componente é que a população de 18 a 20 anos com ensino médio completo passou de 13% para 41%, um gigantesco avanço, mas também um imenso atraso a recuperar.

Os dados aí estão, o Brasil acordou mesmo, e está avançando a passos largos, mas ainda está a anos luz das necessidades para um país minimamente equilibrado, para uma vida digna no andar de baixo, e um luxo menos espalhafatoso no andar de cima. Não há dúvida de que a injeção de recursos na base da sociedade foi essencial para este despertar, pois a partir de um certo nível de falta de recursos a pobreza se transforma também em falta de oportunidade, na chamada armadilha da pobreza. Esta armadilha está sendo rompida.

O entusiasmo inicial de quem olha apenas para o PIB, que chegou a dar um salto muito expressivo, é míope, por olhar essencialmente para o consumo imediato e de fortes repercussões no mercado, com a compra, por exemplo, da linha branca e de carros. Uma família ter geladeira significa que a comida que pode ser guardada, que o remédio não estraga. O carro não é o problema que se proclama – parece até divertido os mais aquinhoados acharem um acinte pobre ter carro - pois o problema está na ausência de transporte público para os deslocamentos de milhões se dirigindo para basicamente os mesmos destinos nos mesmos horários em transporte individual. O uso do carro para deslocamentos familiares diversificados não é a questão central, e sim a insuficiente presença do sistema público de transporte de massa. 

É este segmento de expansão do acesso ao básico que está diminuindo. Na análise da PNAD de 2012 sobre a posse de bens duráveis, “Em 98,7% dos domicílios particulares permanentes investigados em 2012 havia fogão. Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os percentuais dos que tinham esse bem superou 99%. Nas Regiões Norte e Nordeste essas proporções foram, respectivamente, de 97,3% e 97,5%. A pesquisa confirmou o avanço na posse de alguns bens duráveis de 2011 para 2012, tais como: geladeira (de 95,8% para 96,7%); máquina de lavar roupa (de 51,0% para 55,0%) e televisão (de 96,9% para 97,2%).(...) Em 2012, os percentuais de domicílios em que ao menos um morador possuía carro ou motocicleta para uso pessoal foram de 42,4% (26,7 milhões de unidades) e 20,0% (12,6 milhões de unidades), respectivamente.” (PNAD 2012, IBGE, p. 72)

Esta inclusão pelos bens duráveis deve sem dúvida continuar, pois não se concebe um domicílio sem geladeira, e muito menos sem luz, que era uma dimensão trágica de milhões de pessoas antes do Luz para Todos. Mas o impacto desta linha de atividades deve tornar-se menor, pelo nível alcançado. O importante aqui, é que conforme avança o nível de renda e a sociedade passa a ter acesso ao essencial, gera-se uma diversificação de demanda. Não é o volume de atividades que diminui, tanto assim que temos o menor desemprego da história, mas a sua composição que se desloca.

As pessoas passam a ter necessidade de melhorar o entorno da casa, em particular com saneamento, urbanização decente, infraestruturas de bairro, o conjunto das coisas que não se resolvem por consumo individual, e sim por consumo coletivo. Uma família não resolve sozinha a questão do esgoto ou dos alagamentos. E consumo coletivo exige políticas públicas. Um sistema de esgoto instalado gera muito bem-estar nas famílias, coisa que não é medida pelo PIB, e inclusive pode diminuí-lo ao reduzir as doenças e hospitalizações. Calcula-se que um real investido em saneamento reduz em 4 reais os gastos com saúde.
 
Economizar dinheiro racionaliza a composição dos nossos gastos, mas não aumenta o PIB. Aliás o que aumenta o PIB é jogar pneus e fogões velhos nos rios e córregos, pois isto obriga a contratar empresas para o desassoreamento, o que “ativa” a economia. Além do tamanho do PIB, aliás perfeitamente razoável na conjuntura (2,3%), temos de olhar para a qualidade do PIB.
As áreas como saúde e educação tornaram-se eixos muito mais importantes do gasto das famílias. Grande parte deste esforço passa sob forma de consumo coletivo através de serviços públicos – é o imposto convertido em renda familiar de forma indireta – e não tem impactos imediatos de aumento do PIB. O investimento que fazemos na educação dos jovens hoje é essencial, mas irá se reverter em melhor produtividade sistêmica dentro de dez ou quinze anos, quando este jovem se tornar mais produtivo.

As grandes infraestruturas que são objeto hoje de importantes investimentos têm características semelhantes. Uma ferrovia que reduz o custo tonelada-quilómetro do transporte de produtos representa hoje um sacrifício, mas amanhã significará maior produtividade e aumento do PIB. Investimentos também mobilizam recursos e aumentam o PIB, mas ainda sem os impactos de dinamização do conjunto de atividades produtivas de uma região que rompe o seu isolamento. É preparar o amanhã.

Para muitos, é estranho ver pleno emprego e forte avanço da qualidade de vida das famílias, frente a um PIB relativamente menor. Mas não há paradoxo, apenas uma mudança da composição inter-setorial das nossas atividades. A atividade econômica é muito mais do que shopping, linha branca e automóvel. Quanto mais avança a sociedade, maior é a proporção de consumo de bens imateriais como educação, saúde e cultura, e maior é a presença das atividades públicas. Sai simplesmente mais barato ter sistemas universais e gratuitos, e a universalização é essencial para a redução das desigualdades.

O Brasil está mudando, e rapidamente. Olhar com lentes antigas não ajuda. Está aumentando a dimensão das políticas sociais no conjunto das atividades econômicas do país, a economia criativa e o conhecimento em geral estão passando a ocupar o centro das atividades, infraestruturas integradoras estão redesenhando as relações entre os territórios. Não basta olhar para a linha branca e o Bolsa Família. O perfil de consumo está mudando. A convergência do aumento dos salários, da expansão da previdência, de inúmeros programas como Pronaf, Pronatec, Prouni, Territórios da Cidadania – são cerca de 150 programas de inclusão ao todo – está gerando uma nova realidade. Frente às necessidades, é muito pouco. Frente ao passado, é um despertar, e o caminho da inclusão, como vetor de dinamização do desenvolvimento, continua central.

*Ladislau Dowbor é professor da PUC-SP nas áreas de economia e administração, e consultor de várias agências das Nações Unidas. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Brasil/Megaoperação das Forças Armadas leva médicos aos rincões do país



29 outubro 2013, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

O objetivo é distribuir os 2.182 médicos estrangeiros que aderiram à segunda etapa do programa Mais Médicos em 783 municípios das 27 unidades da federação. (Marcio Vieira/ATN)

Najla Passos/Carta Maior

Brasília - Está em curso uma das maiores operações logísticas já realizada pelas Forças Armadas brasileira. O objetivo não é deslocar tropas ou transportar armas, mas distribuir os 2.182 médicos estrangeiros que aderiram à segunda etapa do programa Mais Médicos em 783 municípios das 27 unidades da federação.

A previsão do Ministério da Saúde (MS) é que, a partir de 4/11, quando eles estiverem em atuação junto aos 1,9 mil profissionais que aderiram à primeira fase do programa, 13 milhões de brasileiros estarão cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), grande parte deles moradores dos 700 municípios brasileiros que, até então, não contavam com nenhum médico.

Nesta etapa, foram contemplados

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

AngolaPIB "per capita" mais do que duplica em cinco anos

Luanda, Angola, 11 agosto 2008 - O Produto Interno Bruto "per capita" de Angola passou de 1500 dólares em 2002 para 3500 dólares em 2007, afirmou o director do gabinete de estudos do Ministério das Finanças, Manuel da Costa, citado pelo Jornal de Angola.

Entre 2004 e 2007, a economia angolana registou um crescimento de 92,4 por cento em termos reais e, num horizonte de apenas quatro anos, a economia quase duplicou o valor do seu Produto Interno Bruto (PIB), tendo uma taxa média anual de variação real de aproximadamente 17,8 por cento.

Só em 2007, a economia angolana absorveu 24,6 mil milhões de dólares em investimentos públicos e privados, o que representa aproximadamente o triplo do ano anterior, em que o mercado recebeu 8,6 mil milhões de dólares.

Deste montante, o Governo investiu 7,4 mil milhões, contra 5,8 mil milhões no ano anterior, enquanto o sector privado investiu 17,2 mil milhões contra 1,2 mil milhões de dólares de 2006.

Em termos de afectação de recursos por sector, 27,3 por cento da despesa total do Orçamento Geral do Estado/2005 foi para o sector social e em 2007 esse valor aumentou para 35,5 por cento.

Em termos de variação real, disse, de 2004 a 2005 a despesa para o sector social aumentou 121,6 por cento, de 2005 a 2006 aumentou 48,9 por cento, e de 2006 a 2007 aumentou 34,9 por cento.

No período de 2006/2007, a despesa para a educação aumentou 53 por cento, enquanto que para a saúde aumentou 62 por cento, facto que permitiu melhorar os indicadores de desenvolvimento humano, como a esperança de vida à nascença, o índice de educação e a taxa de alfabetização.
(macauhub)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Brasil atinge alto desenvolvimento humano, mas segue atrás dos principais vizinhos

Marco Antônio Soalheiro, repórter da Agência Brasil
Brasília, 27 novembro 2007 - O Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2007/2008, lançado hoje (27) em Brasília pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), revela que pela primeira vez em sua história o Brasil entra no grupo de países classificados na categoria Alto Desenvolvimento Humano, ainda que continue distante do patamar de outras nações em desenvolvimento, como Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Cuba e México.
Para o assessor especial do Pnud, Flávio Comim, o quadro inusitado deve ser encarado pelo governo brasileiro como motivo de comemoração e de alerta.
"O fator simbólico reflete um esforço feito, mas é também um convite para se definir estratégias com velocidade que permitam ao Brasil chegar na mesma posição dos latino-americanos que seguem à frente."
Os números do relatório se referem a dados consolidados de 2005. Em uma variação de 0 a 1, o Brasil alcançou 0,800 no relatório, índice considerado o marco para se falar em alto desenvolvimento humano (o índice da Islândia, país que lidera o ranking, é de 0,968).
A melhora foi puxada por crescimentos específicos detectados a partir da revisão de métodos de cálculo. Em termos reais, a expectativa de vida passou de 71,5 anos, em 2004, para 71,7, em 2005. A renda per capita experimentou acréscimo de US$ 77,00, saltando de US$ 8.325,00 para US$ 8.402,00. Um destaque positivo do Brasil, segundo o documento, é a taxa de matrícula escolar (87,5% das pessoas com até 22 anos) situar-se entre as 36 mais altas do mundo.
A despeito dos avanços, no ranking geral de desenvolvimento humano o Brasil caiu do 69° para o 70° lugar. Ultrapassou a ilha caribenha de Dominica, e foi superado por Arábia Saudita e Albânia, que apresentaram avanços mais significativos em educação e expectativa de vida, respectivamente.
Flávio Comim lista cinco aspectos a serem priorizados: a redução de pobreza, de desigualdade, de mortalidade infantil e materna, e a ampliação do saneamento básico, presente em 75% do país. A mortalidade infantil chega a 99 para cada 1.000 nascidos vivos ( índice típico de países africanos), entre os 20% mais pobres .
Mas o maior vilão do desenvolvimento humano no Brasil é mesmo a desigualdade de renda, segundo o coordenador do relatório do Pnud, Kevin Watkins. " No Brasil a renda média é sete vezes maior que no Vietnã, mas os 20% mais pobres daqui têm renda inferior aos de lá", exemplificou. A renda média dos mais ricos brasileiros é, conforme o Pnud, 21,8 vezes superior à dos mais pobres.
Apesar das ressalvas, Watkins, na condição de observador internacional, reconhece que os programas sociais de transferência no Brasil (como Bolsa Família e Bolsa Escola) já começaram a reduzir a pobreza extrema e favorecer os mais necessitados: "O Brasil está demonstrando, nos últimos quatro anos, com novas políticas públicas, que pode combinar crescimento e distribuição de renda. Mas muito mais pode ser feito. O bem estar de um país se mede pela condição de seu povo, e não pelo tamanho do PIB ou das exportações."
Para Watkins, os pré-requisitos fundamentais para resultados mais significativos em desenvolvimento humano seriam melhorar a distribuição das terras e de crédito, cobrar impostos com mais eficiência e ampliar o espaço das camadas marginalizadas na formulação de políticas públicas. O Relatório de Desenvolvimento Humano é traduzido em mais de 100 línguas e lançado todos os anos em mais de 100 países, desde 1990.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/11/26/materia.2007-11-26.0310084972/view

Angola, Moçambique e Guiné-Bissau entre os 16 piores países

(27 novembro 2007)
Angola, Moçambique e Guiné-Bissau desceram na tabela do Índice de Desenvolvimento Humano elaborada pelas Nações Unidas, encontrando-se entre os 16 piores classificados dos 177 países analisados por esta organização. O Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, que, no relatório deste ano se baseia em números de 2005, avalia os países não apenas pelo seu Produto Interno Bruto mas também a partir de indicadores de bem-estar, como a esperança de vida, a educação e a saúde.
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Guiné-Bissau desceu duas posições em relação ao ano passado e é o País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) pior classificado, no 175º lugar.
Segue-se Moçambique no posto 172 (desceu quatro lugares) e Angola no 162 (desceu um lugar), países que estão no grupo de desenvolvimento humano baixo. Nos países de língua portuguesa, depois de Portugal, que ocupa a posição 29º, o melhor classificado é o Brasil no último lugar (70º) do grupo de desenvolvimento humano elevado, tendo perdido um lugar em relação ao ano passado.
Pelo meio, estão englobados no grupo de desenvolvimento humano médio São Tomé e Príncipe, que subiu cinco posições e ocupa este ano o 123º lugar, e Cabo Verde, que figura no 102º lugar, depois de ter subido quatro postos. Angola e Moçambique são os PALOP com menor esperança de vida à nascença: 41,7 e 42,8 anos, respectivamente.
Segue-se a Guiné-Bissau (45,8), São Tomé e Príncipe (64,9), Cabo Verde (71) e Brasil (71,7).
O relatório revela ainda que Angola é o PALOP com a taxa de escolarização combinada dos ensinos primário, secundário e superior mais baixa, com apenas 25,6 por cento da população a ter frequentado a escola.
Depois de Angola, surge a Guiné-Bissau, com 36,7 por cento, Moçambique (52,9 por cento), São Tomé e Príncipe (65,2 por cento) e Cabo Verde (66,4 por cento). No Brasil são 87,5 por cento.
Nos adultos com mais de 15 anos, Moçambique tem apenas 38,7 por cento de taxa de alfabetização, seguindo-se Angola (67,4 por cento), São Tomé e Príncipe (84,9 por cento), Cabo verde (81,2 por cento) e o Brasil (88,6 por cento). O Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD deste ano é intitulado "Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade Humana num Mundo Dividido" é apresentado hoje em Brasília, no Brasil. (Notícias Lusófonas)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Mercosul/Movimentos sociais lançam 2ª Carta sobre o Banco do Sul

Agência Adital/1 novembro 2007

A organização Jubileu Sul apresentou, nesta quarta-feira (31/10), a 2ª Carta Aberta sobre o Banco do Sul, redigida pelos Movimentos Sociais, para que mais organizações somem sua adesão. O documento será entregue aos presidentes da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, os prováveis assinantes da criação do Banco.
Na carta, os assinantes dizem que "a decisão tomada de criar o Banco do Sul pode representar um enorme passo e oportunidade não só para a América do Sul, como para América Latina e o Caribe, assim como também, outras regiões do Hemisfério Sul".

Como forma de ajudar na criação de um Banco que beneficie de fato os países do Sul, os assinantes apresentam uma séria de proposições, que expressam as aspirações de amplos setores das sociedades destes países. Uma delas é que o Banco se oriente a promover uma nova matriz de desenvolvimento, no qual "o desenvolvimento econômico e tecnológico sejam concebidos como meios para o objetivo maior que á o desenvolvimento humano e social".

Os assinantes propõem também que o Banco represente uma nova arquitetura financeira latino-americana e caribenha, que inclua um Fundo do Sul, com função de Banco Central continental. A idéia é que seja trabalhado o estabelecimento de uma moeda regional para os intercâmbios intra-regionais.

O Banco deve também servir como um equipamento para a superação das dívidas históricas, traduzidas nas desigualdades sociais e os danos ambientais que têm se perpetuado há mais de cinco séculos no continente. Para os assinantes, o Banco deve ser um espaço de participação popular, com direção de forma igualitária entre os países membros, institucionalizando e mantendo o princípio igualitário de "um sócio um voto" em todos seus níveis de decisão colegiada.

Sobre os empréstimos, as organizações propõem que sejam destinados à promoção de uma integração regional genuinamente cooperativa, atendendo ao desenvolvimento local autogestionário e impulsionando o intercâmbio comercial eqüitativo e solidário entre setores da sociedade como agricultores familiares, pequenos produtores, setor de economia social solidária e comunidades indígenas e tradicionais.

As organizações expressaram preocupação pela forma como estão fazendo as negociações para a criação do Banco. Segundo elas, não são transparentes nem participativa, além de não haver debate público ou consulta à sociedade. "[Isto] pode indicar que estamos em frente a algo que pode ser o mesmo que havia antes". De acordo com a carta, lhes preocupam também "os sucessivos adiamentos da assinatura do ato de fundação, que podem indicar a existência de indefinições significativas".

Centenas de redes, organizações e movimentos sociais, sindicatos e acadêmicos da América Latina, Caribe e Europa já haviam assinado a 1ª Carta, enviada em junho deste ano aos ditos presidentes, durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul, realizado no Paraguai.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=30372