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terça-feira, 23 de julho de 2019

PIRATARIA OU GUERRA?


23 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/irao/pirataria_guerra_18jul19.html

por Christopher Black*

O artigo 22 da Convenção sobre o Alto Mar de 1958, afirma:

'1. Excepto quando os actos de ingerência derivam dos poderes conferidos pelo tratado, quando um navio de guerra a encontra um navio mercante estrangeiro em alto mar não se justifica abordá-lo a menos que haja motivo razoável para suspeitar:
    (a) Que o navio esteja envolvido em pirataria; ou
    (b) Que o navio está envolvido no tráfico de escravos; ou
    c) Que, embora arvorando uma bandeira estrangeira ou recusando-se a mostrar a sua bandeira, o navio é, na realidade, da mesma nacionalidade do navio de guerra.

Prossegue afirmando que as embarcações navais de uma nação podem deter o navio de uma nação estrangeira se esse navio violou quaisquer leis ou regulamentos da nação à qual pertença a embarcação naval, caso seja encontrada nas águas territoriais daquela nação.

É claro que, no caso da abordagem e apresamento do petroleiro iraniano Grace 1, registado no Panamá, tal como muitos outros navios, ao largo da costa espanhola, próximo de Gibraltar, que a Grã-Bretanha não tinha o direito legal de ordenar aos seus fuzileiros navais que

domingo, 24 de agosto de 2014

Palestina Ocupada/GAZA, COM O GÁS NA MIRA

July 24, 2014, Global Research http://www.globalresearch.ca (Canada)



Para compreender melhor uma das razões do ataque israelense contra Gaza é necessário se ir em profundidade, exatamente a 600 metros abaixo do nível do mar, a  30 Km da costa litoral. Lá, nas águas territoriais palestinianas encontra-se um grande depósito de gás natural, Gaza Marinha, estimado em 30 bilhões de metros cúbicos, num valor de bilhões de dólares. Outros depósitos de gás e petróleo, de acordo com um mapa estabelecido pela U.S. Geological Survey (agência governamental dos Estados Unidos), encontram-se em terra firme, em Gaza e na Cisjordânia.

Em 1999, com um acordo assinado por Yasser Arafat, a Autoridade Palestiniana confiou a exploração da Gaza Marinha a um consórcio formado pelo “British Group” e “Consolidated Contractors” (companhia particular palestiniana), com respectivamente 60% e 30% das ações, nas quais o Fundo de Investimento da Autoridade Palestiniana tem um porcentagem de 10%. Dois poços de petróleo foram abertos, Gaza Marinha-1 e Gaza Marinha-2. Mas eles nunca jamais entraram em função, porque foram bloqueados por Israel, que queria todos os dividendos desse gás confiscados.