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terça-feira, 23 de julho de 2019

PIRATARIA OU GUERRA?


23 julho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/irao/pirataria_guerra_18jul19.html

por Christopher Black*

O artigo 22 da Convenção sobre o Alto Mar de 1958, afirma:

'1. Excepto quando os actos de ingerência derivam dos poderes conferidos pelo tratado, quando um navio de guerra a encontra um navio mercante estrangeiro em alto mar não se justifica abordá-lo a menos que haja motivo razoável para suspeitar:
    (a) Que o navio esteja envolvido em pirataria; ou
    (b) Que o navio está envolvido no tráfico de escravos; ou
    c) Que, embora arvorando uma bandeira estrangeira ou recusando-se a mostrar a sua bandeira, o navio é, na realidade, da mesma nacionalidade do navio de guerra.

Prossegue afirmando que as embarcações navais de uma nação podem deter o navio de uma nação estrangeira se esse navio violou quaisquer leis ou regulamentos da nação à qual pertença a embarcação naval, caso seja encontrada nas águas territoriais daquela nação.

É claro que, no caso da abordagem e apresamento do petroleiro iraniano Grace 1, registado no Panamá, tal como muitos outros navios, ao largo da costa espanhola, próximo de Gibraltar, que a Grã-Bretanha não tinha o direito legal de ordenar aos seus fuzileiros navais que

sábado, 18 de abril de 2009

PELO FIM DO EMBARGO A CUBA




17 abril 2009/Fonte: Blog do Velho Comunista http://www.blogdovelhocomunista.blogspot.com

Original: AVAAZ Avaaz.org

Esta semana na Cúpula das Américas o Presidente Obama terá uma oportunidade única de rever a relação dos EUA com Cuba, virando a página em quase meio século de um embargo econômico falido.

Líderes latino-americanos, a ONU e até senadores e deputados dos EUA estão questionando o embargo que, por décadas, apenas prejudicou a população cubana. O Obama já anunciou que vai aliviar as restrições de viagem e facilitar o envio de dinheiro, porém é preciso fazer muito mais. Este é o momento certo para fazermos pressão, levando uma mensagem clara para a mídia internacional e os políticos americanos de que é preciso dialogar com o governo cubano e acabar com as políticas falidas do passado.

Nossa mensagem será levada a Trinidad e Tobago de uma forma que não poderá ser ignorada: em um gigantesco banner nos mastros de um barco. Assine a petição pedindo o fim do embargo, o número de assinaturas será colocado no barco, chamando a atenção de repórteres e líderes presentes na Cúpula.

Quando os EUA colocaram o embargo a Cuba em 1962 a justificativa era forçar a pequena ilha a se tornar democrática e respeitar direitos humanos. Quase meio século depois, este argumento se provou falho mostrando que o único prejudicado com o embargo é o povo cubano que está sendo privado de suprimentos agrícolas, medicamentos, tecnologias novas, informações e idéias.

Hoje vemos um sinal de esperança inédito, há realmente chances das relações EUA-Cuba mudarem. Por toda a América Latina, nossos líderes estão pedindo para o Presidente Obama abrir o diálogo com a ilha. Nos EUA, pesquisas recentes revelam que três quartos da população querem uma mudança na política de isolamento, até mesmo grupos conservadores de exilados cubanos nos EUA apóiam a mudança.

Agora que o Obama tomou o primeiro passo, é fundamental manifestarmos a opinião da sociedade civil. Se nós nos mantivermos calados o debate poderá ser ganho pelos demagogos que se beneficiam da polarização. Uma manifestação positiva e encorajadora da sociedade civil irá chamar a atenção da mídia, focando o debate na necessidade de uma nova era de relações justas e responsáveis entre Cuba, EUA e toda a América Latina.

Assine a petição agora acessando o link abaixo, e fique de olho no nosso barco este fim de semana em Trinidad e Tobago!

Pelo fim do embargo à Cuba

Com esperança,

Luis, Alice, Paula, Graziela, Ben, Raj, Iain, Ricken, Brett, Paul, Margaret, Pascal, Taren e toda a equipe Avaaz

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SOBRE A AVAAZAvaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas. Telefone: +1 888 922 8229 ou +55 21 2509 0368 (Brasil).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Brasil/Cuba é oficialmente o mais novo integrante do Grupo do Rio

Mylena Fiori, enviada Especial

16 dezembro 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Costa do Sauípe (BA) - Uma rápida reunião extraordinária do Grupo do Rio, no começo da noite de hoje (16), oficializou a entrada de Cuba no Grupo do Rio, aprovada em reunião ministerial no México, no dia 13 de novembro. O país não integra organismos multilaterais regionais desde os anos 60, quando foi expulso da Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Não sei o que pensarão vocês, mas para nós é um momento transcendental de nossa história. Em um rápido filme na minha cabeça passam centenas de cenas diferentes, milhares de rostos de companheiros que não estão mais nessa luta”, disse o presidente cubano, Raúl Castro, para, sem seguida, fazer um retrospecto de história da revolução cubana, da perseguição americana e do sofrimento do povo cubano com o embargo imposto pelos Estados Unidos há 50 anos.

Castro aproveitou a ocasião para defender o fim da Organização dos Estados Unidos (OEA), da qual os Estados Unidos fazem parte. “Não podemos, com ou sem americanos, ingressar na OEA. Essa sigla deve desaparecer. Respeitamos vocês que seguem pertencendo à OEA, mas nós pertenceremos ao Grupo do Rio”, disse.

Ao final da reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saudou o “ retorno” de Cuba e disse que a entrada de Cuba no Grupo do Rio é conseqüência da mudança do perfil político e ideológico da América Latina, citando a eleição dos presidentes de esquerda da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo, da Argentina, Nestor Kirchner e Cristina Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet.

“Tudo o que aconteceu na América Latina foi em apenas oito anos de vida política, em oito anos aconteceu essa mudança extraordinária na nossa querida América Latina", afirmou Lula.
“Isso culmina com esse pequeno grande gesto, graças a essa mudança do perfil político e ideológico da nossa América Latina a gente pode fazer essa pequena reparação aos companheiros de Cuba, trazê-los primeiro ao grupo do Rio, para depois levá-los para muito mais longe, junto com os latino-caribenhos”, afirmou Lula, lamentando a ausência de Fidel Castro.

Com o ingresso de Cuba, o grupo passa a contar com 19 países latino-americanos mais a Comunidade do Caribe (que reúne outros 14 países-membros e mais seis associados).

Amanhã (17), durante a sessão final da Cúpula América Latina e do Caribe para o desenvolvimento e a Integração, deve ser aprovado pelos 33 países da região uma declaração especial pedindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à Cuba pelo governo norte-americano.
O projeto do documento, ao qual Agência Brasil teve acesso, pede a imediata suspensão da aplicação das medidas adotadas nos últimos cinco anos pelos Estados Unidos com o objetivo de “fortalecer e aprofundar sua política de bloqueio econômico, financeiro comercial contra Cuba”.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/16/materia.2008-12-16.5992932595/view

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Angola/Nações Unidas: José Eduardo dos Santos solicita fim do embargo americano a Cuba

Nova Iorque, 26 setembro 2007 (Dos enviados especiais) – O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, considerou hoje, em Nova Iorque, ser "imperioso" que se ponha fim definitivo ao embargo económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.


Esta medida, segundo o presidente José Eduardo dos Santos, que discursava na abertura da 62ª Assembleia Geal das Nações Unidas, a decorrer até 03 de Outubro do próximo, "viola os princípios do direito internacional e os artigos 1 e 2 da Carta da ONU".


"Angola espera que a ONU se pronuncie a este respeito, fiel ao ponto principal da sua carta, segundo a qual toda a acção deve ser resultado de debate e de decisão colectiva, excluindo, portanto, o unilateralismo", asseverou.


Referiu que os desafios que ainda existem por enfrentar necessitam de um "diálogo construtivo" entre todos os países envolvidos, em especial dos chefes de Estado e de Governo, que terão de superar eventuais divergências e entraves e encontrar uma via entre o possível e o desejável, entre a audácia e o realismo.


A necessidade de se pôr fim ao embargo económico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba figura, entre outros pontos, na agenda de trabalhos, desta Assembleia Geral das Nações Unidas. (AngolaPress)