Em Israel e nos territórios palestinos não é raro ver camisetas com a famosa fotografia de Che Guevara, tanto entre os jovens palestinos como entre jovens israelenses. Entretanto, a fotografia, colocada sobre uma bandeira vermelha com a legenda "Hasta la Victoria Siempre" em espanhol, suscitou uma raivosa oposição no parlamento do país, o Knesset.
O deputado fascista Mikhael Ben Ari, do partido "União Nacional", de extrema direita, fez uma exigência por escrito ao presidente do parlamento, Reuven Rivlin, do direitista Likud, para que ordene à bancada da Frente pela Paz e pela Igualdade - Partido Comunista de Israel, integrada por judeus e árabes, retirar da parede da sala de reuniões do partido a bandeira vermelha com a imagem e a legenda do heroico comandante.
"Guevara foi um inimigo do mundo livre, um comunista e um ateu cuja ideologia conduzia à anarquia. Em um discurso que pronunciou na ONU atacou acidamente o mundo livre, mas seu maior ataque foi contra o Estado de Israel", rosnou Ben Ari.
O fascista prosseguiu seu corolário de lamentos dizendo que "no mundo árabe, Guevara se converteu em um símbolo da luta contra o Estado de Israel, e que muitos dos que enfrentam os soldados judeus em Bilin e Nilin [dois povoados palestinos onde se fazem protestos todas as sextas contra o muro da ocupação] vestem a camiseta desse indivíduo".
Por causa disso, Ben Ari insta o presidente do Knesset a ordenar a retirada da bandeira da sala de reuniões do Hadash.
Muhamad Barakeh, deputado do Hadash, rebateu as aleivosias à imprensa local: "Um 'Bravo' para o Che. Se ele segue incomodando a fascistas e racistas, significa que sua luta continua e irá até a vitória, sempre!".
O deputado que instalou a bandeira de Che, Dov Khenin, respondeu ao jornal Maariv que não costuma "discutir com fascistas. A esse tipo de gente é preciso combater". (Fonte: Partido Comunista de Israel)
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Brasil/AVIGDOR: UM FASCISTA ENTRE NÓS
23 julho 2009/Vermelho http://www.vermelho.org.br
por Lejeune Mirhan*
Esteve entre nós brasileiros uma figura asquerosa, nefasta, um fascista e racista, que atende pelo nome de Avigdor Liebermann. Ele é o Chanceler de Israel, na coligação governista mais conservadora e direitista em 61 anos de existência. Pertence a um partido político que defende a subordinação dos palestinos ao estado de Israel, que estes jurem fidelidade e subserviência ao estado judeu! Pois, essa figura, passou pelo Brasil em um giro pela América Latina nos dias 21 e 22 de julho. Sobre essa visita é que quero falar hoje.
Omerttá: o pacto de silêncio da mídia
Todos nós sabemos que na máfia italiana, em especial na Sicilia existe um conceito chamado de omerttá. É um pacto de silêncio feito entre os mafiosos, em especial os que são presos. Não podem nunca abrir a boca, contar nada. Devem se calar para proteger a organização criminosa. O rompimento desse pacto do silêncio implica na morte, na execução sumária ou mesmo, se preso, em mortes na família.
A chegada de Liebermann ao Brasil foi cercada do maior silêncio, do maior sigilo jamais visto com a visita de um chefe de estado ao nosso país. Mas – atentem bem – ele não é chefe de estado. É um ministro de um governo apenas. As informações foram as mais desencontradas possíveis. Parece que – de forma proposital – a grande mídia escondeu ao máximo essa viagem para que manifestações de repúdio não fossem organizadas em nenhuma capital, em especial SP e Brasília.
Um silêncio profundo. Até se ele iria primeiro para Brasília para ser recebido por Lula e viria à Sampa primeiro e depois DF. Passamos – eu e várias outras pessoas – o dia 21 de julho, terça, o dia todo, desde cedo, na Internet, sites de notícias e de pesquisa na rede, procurando algo que nos indicasse a agenda dessa pessoa em nosso país. Nenhuma linha.
A primeira notícia, porém, nos chega ás 16h38, dando conta que Liebermann já tinha chegado a Sampa, sido recebido pelo governador Serra, almoçado na FIESP com empresários e a mesma noticia dava conta que ele havia chegado a Cumbica, Guarulhos, ás 6h30. Ora, dez horas se passaram e nenhum site noticioso deu uma linha sequer da sua agenda, cercada do maior mistério. Não posso conceber que jornalistas não cobriram a sua chegada desde o aeroporto e esperaram dez horas para fazer a primeira nota para a Internet, para os jornais on line.
Isso sem falar no aparato de segurança mobilizado pelo governo brasileiro em seu favor. Se os esquemas da polícia federal mobilizam de dois a quatro agentes para proteger chefes de estado – veja bem, chefes de estado – para Liebermann a PF destacou 15 agentes federais, nove carros da comitiva oficial, sendo que dois blindados. Mas a chefia das operações ficou à cargo do Shabak, Serviço de Inteligência e Segurança de Israel (diferente do Mossad, Serviço Secreto).
Agentes desse órgão de espionagem e repressão de Israel chegaram já desde o domingo – fala-se em pelo menos quatro – que vasculharam todos os locais onde ele cumpriria agenda em SP e DF. Na véspera, segunda, dia 20, chegaram outros quatro. Ou seja, o governo brasileiro e toda a mídia, tinha conhecimento do roteiro, da visita, dos locais de reuniões etc. Mas, sistematicamente, esconderam isso dos brasileiros. E o que é pior: é uma clara violação de nossa soberania, entregar a segurança de um ministro estrangeiro, à agentes policiais de outro país como foi o caso. Uma verdadeira aberração diplomática.
Essa figura, além de asquerosa e perniciosa, anti-semita (pois é, ser contra palestinos, que também são semitas, é ser anti-semita!), vai ficando cada vez mais isolado e criando problemas cada vez maiores ao primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, conhecido como Bibi. Ele vem sendo investigado por diversos órgãos na sua própria terra, Israel, por fraude e lavagem de dinheiro.
Possíveis objetivos da visita
Não se sabe ao certo. A grande mídia e a própria entrevista que o chanceler concedeu no dia 22 de julho, após a visita ao presidente Lula, o discurso oficial é de que ele viria para “alertar o Brasil sobre a aproximação com o Irã”, ao qual, como os EUA, Israel considera “terrorista”. E isso vale para os países da América Latina que ele pretende visitar depois do Brasil. Tudo cortina de fumaça.
Isso é dizer uma coisa para esconder outra. Mostrar o Irã como o maior perigo hoje é tática de Israel para não negociar com os palestinos o direito inalienável de seu Estado. Não há um pais no mundo hoje que não apoie essa proposta, da solução de dois estados. Na verdade, Israel veio para esse giro para quebrar o profundo isolamento político e diplomático a que estão submetidos desde a posse de Bibi há alguns meses.
Até os Estados Unidos já ordenaram que cessassem as ampliações e as construções de novas moradias e assentamentos nos territórios ocupados. Há dezenas de resoluções da ONU nesse sentido. Mas, Israel não cumpre nenhuma. E não há força política hoje no mundo que os obrigue a tanto. Nem a retórica e o discurso de Barak Obama. Aliás, se mostrando cada dia mais um governo de retórica do que de ações práticas e concretas.
De meu ponto de vista, há outros objetivos na “missão” do chanceler racista e fascista. Um deles seria contatar líderes da comunidade e empresários, de origens judaicas ou não, par que invistam em Israel, que enviem recursos para lá, pois a economia israelense vem sofrendo muito mais do que a maioria dos países, coma crise econômica.
Por fim, acho também que houve pedidos expressos para que o Brasil se empenhe em aprovar no Senado a proposta de Tratado de Livre Comércio do Mercosul com Israel. Tal tratado tem apoio mais explícito da Argentina e há pedidos do governo desse país para que o Brasil aceite o acordo. Todas as entidades representativas da sociedade brasileira condenam a assinatura desse acordo. Um dos poucos pontos de unanimidade entre estas entidades.
O governo Lula
Não me cabe dizer o que o governo Lula deve fazer ou não fazer com relação ao Estado de Israel. O pouco que sabemos é que o presidente desse país, Shimon Peres, chega ao Brasil em novembro e que Lula visitará Israel até o final do ano. Sabemos bem a força e as pressões que fazem os judeus sionistas em todo o mundo sobre todos os governos. Isso vale para os Estados Unidos como vale para o Brasil. Sabemos até mesmo a força que possuem na mídia em geral, grande imprensa, partidos políticos, parlamento no país. Assim, entendo até como natural que Lula receba essa figura controversa que, apesar de tudo, representa um governo legítimo eleito.
O Estado de Israel comercializa pouco com o Brasil. Não chega a dois bilhões de dólares. Os países árabes, com mais de 300 milhões de habitantes, comercializam cinco vezes mais, mas esse é um movimento que cresce a cada dia. O mais importante nesse processo é que o Brasil deixou claro a sua posição ao chanceler. De que apoia com firmeza a criação do Estado palestino e que não aceitará nenhuma pressão para que alguém de fora venha nos dizer como devemos nos relacionar com o Irã, um país amigo do Brasil, com quem temos boas relações e interesses comerciais.
Agora diversos outros países e chefes de estado e de governo se recusaram a receber o polêmico chanceler. Barak Obama foi um deles, tal qual Nicolas Sarkozi, na França. Claro que não podemos comparar a força desses países com a do nosso país. No caso dos Estados Unidos, quem recebeu Avigdor foi a secretária de Estado, Hilary Clinton. A coletiva que deram juntos foi emblemática. Ela falava uma coisa ele desdizia de outro lado, contestando a posição da chefe da diplomacia estadunidense, que ficou muito irritada com isso. Ao término do evento, Hilary acabou tropeçando e caindo, quebrando o braço. Nos bastidores dizia-se que Liebermann a havia empurrado. Hoje a sua figura é tão controversa que o governo de Netanyahu resolveu ele próprio representar Israel na Assembleia da ONU em setembro, tamanha a rejeição mundial a essa pessoa.
Essa visita de Liebermann ocorre em momento delicado e especial. No mundo e no Oriente Médio. O clima segue tenso na região, pois não há perspectivas de paz. Os palestinos nem negociam mais, pois não há propostas concretas de solução para os seus problemas e suas reivindicações mais do que justas. A colonização esta em franca atividade. Agora mesmo o ex-primeiro Ministro, Ehud Barak, escreveu artigo no The Washington Post (1) defendendo abertamente a continuidade dos assentamentos e afirma que sempre teve apoio dos Estados Unidos para essas atitudes.
Acho que a diplomacia brasileira adotou uma posição extremamente pragmática ao receber persona tão não grata como essa controversa figura, que chegou a defender o uso de armas nucleares contra os palestinos na Faixa de Gaza nos ataques de dezembro e janeiro passado. E isso deve ter sempre limites. Essa atitude pode irritar parceiros muito mais importantes e estratégicos, como os países árabes e ficarmos isolados da imensa comunidade árabe e seus descendentes no Brasil.
Também quero registrar que lamento que apesar do pacto de silêncio da mídia acerca da agenda da visita, nós, participantes de entidades representativas de partidos políticos e de todos os segmentos sociais no Brasil não tenhamos conseguido fazer sequer uma manifestação, ainda que pequena, de protesto contra essa visita.
Nota
(1) “Discussão sobre assentamentos é inútil”, publicada domingo no Estadão do dia 19 de julho, domingo, página A18.
*Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological
por Lejeune Mirhan*
Esteve entre nós brasileiros uma figura asquerosa, nefasta, um fascista e racista, que atende pelo nome de Avigdor Liebermann. Ele é o Chanceler de Israel, na coligação governista mais conservadora e direitista em 61 anos de existência. Pertence a um partido político que defende a subordinação dos palestinos ao estado de Israel, que estes jurem fidelidade e subserviência ao estado judeu! Pois, essa figura, passou pelo Brasil em um giro pela América Latina nos dias 21 e 22 de julho. Sobre essa visita é que quero falar hoje.
Omerttá: o pacto de silêncio da mídia
Todos nós sabemos que na máfia italiana, em especial na Sicilia existe um conceito chamado de omerttá. É um pacto de silêncio feito entre os mafiosos, em especial os que são presos. Não podem nunca abrir a boca, contar nada. Devem se calar para proteger a organização criminosa. O rompimento desse pacto do silêncio implica na morte, na execução sumária ou mesmo, se preso, em mortes na família.
A chegada de Liebermann ao Brasil foi cercada do maior silêncio, do maior sigilo jamais visto com a visita de um chefe de estado ao nosso país. Mas – atentem bem – ele não é chefe de estado. É um ministro de um governo apenas. As informações foram as mais desencontradas possíveis. Parece que – de forma proposital – a grande mídia escondeu ao máximo essa viagem para que manifestações de repúdio não fossem organizadas em nenhuma capital, em especial SP e Brasília.
Um silêncio profundo. Até se ele iria primeiro para Brasília para ser recebido por Lula e viria à Sampa primeiro e depois DF. Passamos – eu e várias outras pessoas – o dia 21 de julho, terça, o dia todo, desde cedo, na Internet, sites de notícias e de pesquisa na rede, procurando algo que nos indicasse a agenda dessa pessoa em nosso país. Nenhuma linha.
A primeira notícia, porém, nos chega ás 16h38, dando conta que Liebermann já tinha chegado a Sampa, sido recebido pelo governador Serra, almoçado na FIESP com empresários e a mesma noticia dava conta que ele havia chegado a Cumbica, Guarulhos, ás 6h30. Ora, dez horas se passaram e nenhum site noticioso deu uma linha sequer da sua agenda, cercada do maior mistério. Não posso conceber que jornalistas não cobriram a sua chegada desde o aeroporto e esperaram dez horas para fazer a primeira nota para a Internet, para os jornais on line.
Isso sem falar no aparato de segurança mobilizado pelo governo brasileiro em seu favor. Se os esquemas da polícia federal mobilizam de dois a quatro agentes para proteger chefes de estado – veja bem, chefes de estado – para Liebermann a PF destacou 15 agentes federais, nove carros da comitiva oficial, sendo que dois blindados. Mas a chefia das operações ficou à cargo do Shabak, Serviço de Inteligência e Segurança de Israel (diferente do Mossad, Serviço Secreto).
Agentes desse órgão de espionagem e repressão de Israel chegaram já desde o domingo – fala-se em pelo menos quatro – que vasculharam todos os locais onde ele cumpriria agenda em SP e DF. Na véspera, segunda, dia 20, chegaram outros quatro. Ou seja, o governo brasileiro e toda a mídia, tinha conhecimento do roteiro, da visita, dos locais de reuniões etc. Mas, sistematicamente, esconderam isso dos brasileiros. E o que é pior: é uma clara violação de nossa soberania, entregar a segurança de um ministro estrangeiro, à agentes policiais de outro país como foi o caso. Uma verdadeira aberração diplomática.
Essa figura, além de asquerosa e perniciosa, anti-semita (pois é, ser contra palestinos, que também são semitas, é ser anti-semita!), vai ficando cada vez mais isolado e criando problemas cada vez maiores ao primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, conhecido como Bibi. Ele vem sendo investigado por diversos órgãos na sua própria terra, Israel, por fraude e lavagem de dinheiro.
Possíveis objetivos da visita
Não se sabe ao certo. A grande mídia e a própria entrevista que o chanceler concedeu no dia 22 de julho, após a visita ao presidente Lula, o discurso oficial é de que ele viria para “alertar o Brasil sobre a aproximação com o Irã”, ao qual, como os EUA, Israel considera “terrorista”. E isso vale para os países da América Latina que ele pretende visitar depois do Brasil. Tudo cortina de fumaça.
Isso é dizer uma coisa para esconder outra. Mostrar o Irã como o maior perigo hoje é tática de Israel para não negociar com os palestinos o direito inalienável de seu Estado. Não há um pais no mundo hoje que não apoie essa proposta, da solução de dois estados. Na verdade, Israel veio para esse giro para quebrar o profundo isolamento político e diplomático a que estão submetidos desde a posse de Bibi há alguns meses.
Até os Estados Unidos já ordenaram que cessassem as ampliações e as construções de novas moradias e assentamentos nos territórios ocupados. Há dezenas de resoluções da ONU nesse sentido. Mas, Israel não cumpre nenhuma. E não há força política hoje no mundo que os obrigue a tanto. Nem a retórica e o discurso de Barak Obama. Aliás, se mostrando cada dia mais um governo de retórica do que de ações práticas e concretas.
De meu ponto de vista, há outros objetivos na “missão” do chanceler racista e fascista. Um deles seria contatar líderes da comunidade e empresários, de origens judaicas ou não, par que invistam em Israel, que enviem recursos para lá, pois a economia israelense vem sofrendo muito mais do que a maioria dos países, coma crise econômica.
Por fim, acho também que houve pedidos expressos para que o Brasil se empenhe em aprovar no Senado a proposta de Tratado de Livre Comércio do Mercosul com Israel. Tal tratado tem apoio mais explícito da Argentina e há pedidos do governo desse país para que o Brasil aceite o acordo. Todas as entidades representativas da sociedade brasileira condenam a assinatura desse acordo. Um dos poucos pontos de unanimidade entre estas entidades.
O governo Lula
Não me cabe dizer o que o governo Lula deve fazer ou não fazer com relação ao Estado de Israel. O pouco que sabemos é que o presidente desse país, Shimon Peres, chega ao Brasil em novembro e que Lula visitará Israel até o final do ano. Sabemos bem a força e as pressões que fazem os judeus sionistas em todo o mundo sobre todos os governos. Isso vale para os Estados Unidos como vale para o Brasil. Sabemos até mesmo a força que possuem na mídia em geral, grande imprensa, partidos políticos, parlamento no país. Assim, entendo até como natural que Lula receba essa figura controversa que, apesar de tudo, representa um governo legítimo eleito.
O Estado de Israel comercializa pouco com o Brasil. Não chega a dois bilhões de dólares. Os países árabes, com mais de 300 milhões de habitantes, comercializam cinco vezes mais, mas esse é um movimento que cresce a cada dia. O mais importante nesse processo é que o Brasil deixou claro a sua posição ao chanceler. De que apoia com firmeza a criação do Estado palestino e que não aceitará nenhuma pressão para que alguém de fora venha nos dizer como devemos nos relacionar com o Irã, um país amigo do Brasil, com quem temos boas relações e interesses comerciais.
Agora diversos outros países e chefes de estado e de governo se recusaram a receber o polêmico chanceler. Barak Obama foi um deles, tal qual Nicolas Sarkozi, na França. Claro que não podemos comparar a força desses países com a do nosso país. No caso dos Estados Unidos, quem recebeu Avigdor foi a secretária de Estado, Hilary Clinton. A coletiva que deram juntos foi emblemática. Ela falava uma coisa ele desdizia de outro lado, contestando a posição da chefe da diplomacia estadunidense, que ficou muito irritada com isso. Ao término do evento, Hilary acabou tropeçando e caindo, quebrando o braço. Nos bastidores dizia-se que Liebermann a havia empurrado. Hoje a sua figura é tão controversa que o governo de Netanyahu resolveu ele próprio representar Israel na Assembleia da ONU em setembro, tamanha a rejeição mundial a essa pessoa.
Essa visita de Liebermann ocorre em momento delicado e especial. No mundo e no Oriente Médio. O clima segue tenso na região, pois não há perspectivas de paz. Os palestinos nem negociam mais, pois não há propostas concretas de solução para os seus problemas e suas reivindicações mais do que justas. A colonização esta em franca atividade. Agora mesmo o ex-primeiro Ministro, Ehud Barak, escreveu artigo no The Washington Post (1) defendendo abertamente a continuidade dos assentamentos e afirma que sempre teve apoio dos Estados Unidos para essas atitudes.
Acho que a diplomacia brasileira adotou uma posição extremamente pragmática ao receber persona tão não grata como essa controversa figura, que chegou a defender o uso de armas nucleares contra os palestinos na Faixa de Gaza nos ataques de dezembro e janeiro passado. E isso deve ter sempre limites. Essa atitude pode irritar parceiros muito mais importantes e estratégicos, como os países árabes e ficarmos isolados da imensa comunidade árabe e seus descendentes no Brasil.
Também quero registrar que lamento que apesar do pacto de silêncio da mídia acerca da agenda da visita, nós, participantes de entidades representativas de partidos políticos e de todos os segmentos sociais no Brasil não tenhamos conseguido fazer sequer uma manifestação, ainda que pequena, de protesto contra essa visita.
Nota
(1) “Discussão sobre assentamentos é inútil”, publicada domingo no Estadão do dia 19 de julho, domingo, página A18.
*Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ato de intelectuais do Brasil pedirá cessar-fogo em Gaza
12 janeiro 2009/Agência Estado
Com 905 mortos e 4 mil feridos até hoje, o conflito na Faixa de Gaza será debatido amanhã por intelectuais, políticos e defensores dos direitos humanos, que lançarão o Manifesto pela Paz e o Diálogo em Gaza. O ato, a ser realizado a partir das 14 horas no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, será promovido pela Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos (CTV), instituição que luta contra violações praticadas por representantes do Estado encarregados do controle da violência.
A declaração pública, que será aberta a adesões, reivindicará do governo brasileiro que defenda a visita imediata à região do relator para a Situação de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Richard Falk. O País faz parte do conselho. A CTV "crê ser oportuno o apoio da sociedade civil brasileira ao cessar-fogo, à proteção das populações civis e ao acesso à ajuda humanitária, essenciais à retomada do diálogo na região".
Confirmaram presença no ato o chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, José de Albuquerque e Silva; o professor, jurista e ativista da área de direitos humanos Fábio Comparato, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Cândido (PT); e a cientista política Maria Victoria Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP (Feusp).
Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o País quer participar, de forma ativa, dos debates sobre a ofensiva israelense para que se possa achar "o caminho da paz" na região. Lula voltou a pedir uma conversação de urgência com vários países para discutir o conflito. Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, encontrou-se com o presidente da Síria, Bachar Al-Assad, em Damasco.
Com 905 mortos e 4 mil feridos até hoje, o conflito na Faixa de Gaza será debatido amanhã por intelectuais, políticos e defensores dos direitos humanos, que lançarão o Manifesto pela Paz e o Diálogo em Gaza. O ato, a ser realizado a partir das 14 horas no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, será promovido pela Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos (CTV), instituição que luta contra violações praticadas por representantes do Estado encarregados do controle da violência.
A declaração pública, que será aberta a adesões, reivindicará do governo brasileiro que defenda a visita imediata à região do relator para a Situação de Direitos Humanos nos Territórios Palestinos no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Richard Falk. O País faz parte do conselho. A CTV "crê ser oportuno o apoio da sociedade civil brasileira ao cessar-fogo, à proteção das populações civis e ao acesso à ajuda humanitária, essenciais à retomada do diálogo na região".
Confirmaram presença no ato o chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores, José de Albuquerque e Silva; o professor, jurista e ativista da área de direitos humanos Fábio Comparato, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Cândido (PT); e a cientista política Maria Victoria Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP (Feusp).
Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o País quer participar, de forma ativa, dos debates sobre a ofensiva israelense para que se possa achar "o caminho da paz" na região. Lula voltou a pedir uma conversação de urgência com vários países para discutir o conflito. Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, encontrou-se com o presidente da Síria, Bachar Al-Assad, em Damasco.
Brasil/Amorim defende aplicação de resolução da ONU em Gaza
13 janeiro 2009/Agência Estado
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro que o Brasil defende a aplicação imediata da Resolução 1.860 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza. A afirmação foi feita em entrevista coletiva em Jerusalém, horas após o chanceler se reunir com o premiê palestino, Salam Fayad, em Ramallah, Cisjordânia.
Em uma missão diplomática que busca aumentar o peso do Brasil em questões de política internacional para além da América Latina, Amorim afirmou que é necessário um cessar-fogo urgente para evitar que civis continuem morrendo nos bombardeios israelenses. "Precisamos demonstrar solidariedade para com os palestinos (de Gaza), que são os que mais têm sofrido", afirmou, para acrescentar que isso é um consenso entre grande parte da comunidade internacional.
"Israel tem percebido a pressão internacional", afirmou o ministro. Segundo ele, até mesmo os Estados Unidos não vetaram a resolução na ONU, o que deixa claro um desconforto americano com as ações israelenses em Gaza. Na avaliação do chanceler, no longo prazo, Israel não pode viver em uma realidade hostil e, por esse motivo, deve lutar pela paz.
O encontro com Fayad ocorreu um dia após Amorim se reunir com o presidente sírio, Bashar Assad, em Damasco, e com a chanceler israelense, Tzipi Livni, em Jerusalém. Ele não se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, pois este viajou para Jordânia, próximo destino do chanceler brasileiro, antes de ir para o Egito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, deixou claro que o Brasil defende a aplicação imediata da Resolução 1.860 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza. A afirmação foi feita em entrevista coletiva em Jerusalém, horas após o chanceler se reunir com o premiê palestino, Salam Fayad, em Ramallah, Cisjordânia.
Em uma missão diplomática que busca aumentar o peso do Brasil em questões de política internacional para além da América Latina, Amorim afirmou que é necessário um cessar-fogo urgente para evitar que civis continuem morrendo nos bombardeios israelenses. "Precisamos demonstrar solidariedade para com os palestinos (de Gaza), que são os que mais têm sofrido", afirmou, para acrescentar que isso é um consenso entre grande parte da comunidade internacional.
"Israel tem percebido a pressão internacional", afirmou o ministro. Segundo ele, até mesmo os Estados Unidos não vetaram a resolução na ONU, o que deixa claro um desconforto americano com as ações israelenses em Gaza. Na avaliação do chanceler, no longo prazo, Israel não pode viver em uma realidade hostil e, por esse motivo, deve lutar pela paz.
O encontro com Fayad ocorreu um dia após Amorim se reunir com o presidente sírio, Bashar Assad, em Damasco, e com a chanceler israelense, Tzipi Livni, em Jerusalém. Ele não se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, pois este viajou para Jordânia, próximo destino do chanceler brasileiro, antes de ir para o Egito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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La UNASUR y la escalada israelí
Susana Merino *
6 enero 2009/ADITAL http://www.adital.com.br
Agencia de Información Fray Tito para América Latina
Adital - Los doce países que a fines de 2004 conformaron la UNASUR -Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela-, cuyos principios incluyen promover "iniciativas sobre temas de interés regional o internacional" y consolidar "mecanismos de cooperación con otros grupos regionales, Estados y otras entidades internacionales" con el objeto de "profundizar la cooperación" con otras áreas geográficas, no pueden, no deben permanecer indiferentes ante el cruento e incalificable drama que asola al pueblo palestino.
Su acta fundacional expresa claramente que "Los Estados Miembros reforzarán la práctica de construcción de consensos en lo que se refiere a los temas centrales de la agenda internacional y promoverán iniciativas que afirmen la identidad de la región como un factor dinámico en las relaciones internacionales" principios sobre los que en su corta vida ya ha dado muestras de solidaridad, en varias oportunidades, especialmente en la demostrada con Bolivia a principios del año pasado.
Frente a una situación internacional, que desborda los límites de lo humanamente tolerable, en que los gobiernos del mundo permanecen hieráticos acusando apenas tibias e intrascendentes reacciones frente al despiadado, desembozado y desmedido ataque israelí a un pueblo agotado por años de acoso, de hostigamiento y de humillación dentro de los magros límites impuestos por la prepotencia del imperio del poder y del dinero, ha llegado sin duda el momento en que la UNASUR se convierta en un verdadero vocero del sentimiento de este continente en que la tolerancia y la convivencia constituyen su más genuina y ya por varios decenios demostrada aspiración.
Es imposible aceptar que quienes nos representan y declaran el propósito de construir un bloque regional capaz de contar con el respeto de la comunidad internacional, omita en esta primera e impostergable oportunidad transcontinental pronunciarse como tal en una tan cruenta y acuciante situación. La UNASUR no puede, no debe mantenerse indiferente ante el imparable genocidio del pueblo palestino. Este conjunto de países que aunque en mucho menor medida ha sufrido y aún sufre lamentablemente en algunas de sus regiones el ensañamiento de la violencia, pero cuya vocación es sin duda la de superar las dificultades y construir un mundo en paz, debe dar muestras urgentes y fehacientes de que sus principios no son simplemente retóricos sino que nacen del profundo convencimiento de solo la paz puede garantizar la supervivencia de la humanidad en nuestro ya bastante maltratado planeta.
Es esta una convocatoria a los máximos dirigentes y gobernantes de esta región de la tierra para que sin dilaciones se pronuncien unánimemente por una inmediata solución del conflicto que desde hace ya sesenta años provocara la unilateral decisión de Inglaterra conocida como Declaración Balfour [1] de 1917 y la determinación y el posterior impulso del sionismo liderado por el austro-húngaro Theodore Herlz con la anuencia de otros países europeos, de instalar en tierras palestinas un "hogar nacional para el pueblo judío" que devino en estado teocrático y racista y cuyas dolorosas consecuencias han venido manifestándose sin pausa desde entonces.
Ha llegado pues el momento de que la UNASUR asuma la inclaudicable responsabilidad de mostrar al mundo que es capaz de erigirse en ejemplo de coherencia, de sólidas y pacíficas convicciones, de unanimidad frente a la inoperancia y la insensible senectud del viejo continente, declarando su rechazo y condena al agresivo unilateralismo israelí, responsable máximo de uno de los episodios más funestos y sanguinarios de nuestro tiempo.
Nota:
[1] Declaración que incluía el siguiente párrafo "nothing shall be done which may prejudice the civil and religious rights of existing non-Jewish communities in Palestine, or the rights and political status enjoyed by Jews in any other country" que como todas las posteriores decisiones de Naciones Unidas han sido permanentemente desoídas, ignoradas e irrespetadas por el Estado de Israel.
* Arquitecta argentina, editora del informativo semanal "El Grano de Arena" de ATTAC Internacional
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=36727
Al publicar en medio impreso, haga el favor de citar la fuente y enviar copia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará – Brasil
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6 enero 2009/ADITAL http://www.adital.com.br
Agencia de Información Fray Tito para América Latina
Adital - Los doce países que a fines de 2004 conformaron la UNASUR -Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Surinam, Uruguay y Venezuela-, cuyos principios incluyen promover "iniciativas sobre temas de interés regional o internacional" y consolidar "mecanismos de cooperación con otros grupos regionales, Estados y otras entidades internacionales" con el objeto de "profundizar la cooperación" con otras áreas geográficas, no pueden, no deben permanecer indiferentes ante el cruento e incalificable drama que asola al pueblo palestino.
Su acta fundacional expresa claramente que "Los Estados Miembros reforzarán la práctica de construcción de consensos en lo que se refiere a los temas centrales de la agenda internacional y promoverán iniciativas que afirmen la identidad de la región como un factor dinámico en las relaciones internacionales" principios sobre los que en su corta vida ya ha dado muestras de solidaridad, en varias oportunidades, especialmente en la demostrada con Bolivia a principios del año pasado.
Frente a una situación internacional, que desborda los límites de lo humanamente tolerable, en que los gobiernos del mundo permanecen hieráticos acusando apenas tibias e intrascendentes reacciones frente al despiadado, desembozado y desmedido ataque israelí a un pueblo agotado por años de acoso, de hostigamiento y de humillación dentro de los magros límites impuestos por la prepotencia del imperio del poder y del dinero, ha llegado sin duda el momento en que la UNASUR se convierta en un verdadero vocero del sentimiento de este continente en que la tolerancia y la convivencia constituyen su más genuina y ya por varios decenios demostrada aspiración.
Es imposible aceptar que quienes nos representan y declaran el propósito de construir un bloque regional capaz de contar con el respeto de la comunidad internacional, omita en esta primera e impostergable oportunidad transcontinental pronunciarse como tal en una tan cruenta y acuciante situación. La UNASUR no puede, no debe mantenerse indiferente ante el imparable genocidio del pueblo palestino. Este conjunto de países que aunque en mucho menor medida ha sufrido y aún sufre lamentablemente en algunas de sus regiones el ensañamiento de la violencia, pero cuya vocación es sin duda la de superar las dificultades y construir un mundo en paz, debe dar muestras urgentes y fehacientes de que sus principios no son simplemente retóricos sino que nacen del profundo convencimiento de solo la paz puede garantizar la supervivencia de la humanidad en nuestro ya bastante maltratado planeta.
Es esta una convocatoria a los máximos dirigentes y gobernantes de esta región de la tierra para que sin dilaciones se pronuncien unánimemente por una inmediata solución del conflicto que desde hace ya sesenta años provocara la unilateral decisión de Inglaterra conocida como Declaración Balfour [1] de 1917 y la determinación y el posterior impulso del sionismo liderado por el austro-húngaro Theodore Herlz con la anuencia de otros países europeos, de instalar en tierras palestinas un "hogar nacional para el pueblo judío" que devino en estado teocrático y racista y cuyas dolorosas consecuencias han venido manifestándose sin pausa desde entonces.
Ha llegado pues el momento de que la UNASUR asuma la inclaudicable responsabilidad de mostrar al mundo que es capaz de erigirse en ejemplo de coherencia, de sólidas y pacíficas convicciones, de unanimidad frente a la inoperancia y la insensible senectud del viejo continente, declarando su rechazo y condena al agresivo unilateralismo israelí, responsable máximo de uno de los episodios más funestos y sanguinarios de nuestro tiempo.
Nota:
[1] Declaración que incluía el siguiente párrafo "nothing shall be done which may prejudice the civil and religious rights of existing non-Jewish communities in Palestine, or the rights and political status enjoyed by Jews in any other country" que como todas las posteriores decisiones de Naciones Unidas han sido permanentemente desoídas, ignoradas e irrespetadas por el Estado de Israel.
* Arquitecta argentina, editora del informativo semanal "El Grano de Arena" de ATTAC Internacional
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Comunistas de Israel destacan labor del presidente Chávez
Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) http://www.abn.info.ve
Tel Aviv, 12 enero 2009 (ABN) - El Partido Comunista de Israel envió recientemente un mensaje al presidente venezolano, Hugo Chávez, mediante el cual agradecen la postura del gobierno bolivariano ante la asesina ofensiva del ejército de Israel contra el pueblo palestino de la Franja de Gaza.
“El suyo es un ejemplo a imitar” señalan los comunistas en referencia a la actitud del presidente Chávez y a la expulsión del embajador de Israel de Venezuela.
En el mensaje, enfatizan que es de imitar el ejemplo de Venezuela “no solamente por otros gobiernos latinoamericanos. Esta debe ser la postura de todos los estados en nuestra región, el Medio Oriente”.
La misiva finaliza con las palabras: “queremos también expresar, una nueva vez, nuestra admiración por la labor cumplida en vuestro país y enviarle un saludo de solidaridad con el camino emprendido para garantizar la independencia y la justicia social”.
El Gobierno bolivariano expulsó al embajador de Israel en Venezuela, Shlomo Cohen, y otros seis funcionarios diplomáticos de esa nación como muestra del rechazo a la incursión militar de Israel en la Franja de Gaza.
Los comunistas israelíes convocaron la pasada semana en Tel Aviv una movilización para condenar el ataque sionista a Gaza, de la que participaron más de 150 mil manifestantes.
“El suyo es un ejemplo a imitar” señalan los comunistas en referencia a la actitud del presidente Chávez y a la expulsión del embajador de Israel de Venezuela.
http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=164797&lee=16
Tel Aviv, 12 enero 2009 (ABN) - El Partido Comunista de Israel envió recientemente un mensaje al presidente venezolano, Hugo Chávez, mediante el cual agradecen la postura del gobierno bolivariano ante la asesina ofensiva del ejército de Israel contra el pueblo palestino de la Franja de Gaza.
“El suyo es un ejemplo a imitar” señalan los comunistas en referencia a la actitud del presidente Chávez y a la expulsión del embajador de Israel de Venezuela.
En el mensaje, enfatizan que es de imitar el ejemplo de Venezuela “no solamente por otros gobiernos latinoamericanos. Esta debe ser la postura de todos los estados en nuestra región, el Medio Oriente”.
La misiva finaliza con las palabras: “queremos también expresar, una nueva vez, nuestra admiración por la labor cumplida en vuestro país y enviarle un saludo de solidaridad con el camino emprendido para garantizar la independencia y la justicia social”.
El Gobierno bolivariano expulsó al embajador de Israel en Venezuela, Shlomo Cohen, y otros seis funcionarios diplomáticos de esa nación como muestra del rechazo a la incursión militar de Israel en la Franja de Gaza.
Los comunistas israelíes convocaron la pasada semana en Tel Aviv una movilización para condenar el ataque sionista a Gaza, de la que participaron más de 150 mil manifestantes.
“El suyo es un ejemplo a imitar” señalan los comunistas en referencia a la actitud del presidente Chávez y a la expulsión del embajador de Israel de Venezuela.
http://www.abn.info.ve/noticia.php?articulo=164797&lee=16
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