19
agosto 2013, ODiario.infohttp://www.odiario.info/
(Portugal)
Ainara
Lertxundi*
Dick
Emanuelsson tem feito, como correspondente para a América Latina, a cobertura
do conflito na Colômbia no decurso de quase três décadas. Viveu de perto os
processos de Casa Verde, San Vicente del Caguán e o que actualmente se
desenvolve em Cuba. Em 2005 teve de deixar a sua casa de Bogotá devido a
ameaças de morte. Os serviços secretos tinham uma pasta com 476 folios sobre a
sua pessoa.
Casa
Verde, San Vicente del Caguán e Havana. Três processos de negociações entre as
FARC-EP e o Governo colombiano que fazem parte da dilatada trajetória
profissional do jornalista sueco Dick Emanuelsson como correspondente para
América Latina. Em mais de uma ocasião penetrou nas montanhas colombianas para
entrevistar a guerrilha, tem investigado a morte de sindicalistas às mãos de
paramilitares e retratado a situação do campesinato.
Visitando Euskal Herria, Emanuelsson veio à redacção de GARA para relatar a sua experiência em Colômbia e as suas impressões sobre as conversações de Havana.
¿Como
realiza um jornalista o seu trabalho sabendo que está sendo espiado e que essa
vigilância pode pôr em perigo as suas fontes?
Quando
cheguei à Colômbia e me registei como jornalista, um colega disse-me ‘Dick, tem
muita cautela