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segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMO ACTUA A CONTRA-INSURREIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS

20 junho 2014, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


Entre as similitudes do fascismo clássico com os regimes de George W. Bush e Barack Obama, López y Rivas destaca a componente militarista das cruzadas neocoloniais actuais, a fé cega na tecnologia bélica, o favoritismo concedido às grandes corporações do chamado complexo militar-industrial, o ultranacionalismo, o racismo genocida que aniquila povos inteiros e o social darwinismo resultante da imposição a ferro e fogo das políticas neoliberais. 

Com base em dois manuais do Pentágono e num «guia cultural» das forças especiais dos Estados Unidos, Gilberto López y Rivas dá-nos uma obra [1] de grande actualidade que nos permite compreender, se também lermos as entrelinhas, o que se passou no quadro de uma falsa guerra às drogas durante o mandato de Felipe Calderón [N.do T.: presidente do México de 2006 a 2012], e o que está agora a acontecer em termos de segurança e violência, no regime autoritário de Enrique Peña Nieto.

O texto parte do conceito de «terrorismo global de Estado» para caracterizar a violenta política do capitalismo na sua actual fase, e mostra alguns traços neofascistas das guerras coloniais dos Estados Unidos e dos seus aliados europeus da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) nos começos do século XXI.

Para isso, o autor recorre a uma definição clássica de fascismo formulada em 1935 pela Internacional Comunista, que coloca ser «o fascismo no poder uma ditadura clara e terrorista dos elementos mais reaccionários, mais chauvinistas e mais imperialistas do capital financeiro».