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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Abyayala/« Le Venezuela est une menace pour le système néocolonial mondial »


26 mai 2019, Le Grand Soir https://www.legrandsoir.info/le-venezuela-est-une-menace-pour-le-systeme-neocolonial-mondial.html

Charles McKelvey

Mohsen Abdelmoumen : Vous avez écrit un livre très pertinent et important pour comprendre la révolution cubaine : The Evolution and Significance of the Cuban Revolution. À la lumière de votre livre, peut-on dire que la révolution cubaine a été très importante pour l’émancipation non seulement du peuple cubain mais de tous les peuples d’Amérique latine ?
Dr. Charles McKelvey : Je considère la révolution cubaine comme une révolution paradigmatique du tiers monde. Elle a le caractère double qui a essentiellement défini les mouvements et les révolutions du tiers monde : (1) une révolution anti-coloniale/néocoloniale qui cherche à libérer la nation de la domination impérialiste étrangère, et (2) une révolution de libération sociale, cherchant la transformation des institutions économiques, politiques et culturelles capitalistes. En outre, il s’agit d’une révolution du tiers monde avancée qui est le fruit de plusieurs facteurs : le caractère avancé des mouvements anti-impérialistes latino-américains en général, résultant du fait que le colonialisme européen moderne et l’impérialisme américain sont arrivés tôt en Amérique latine ; la présence d’une petite bourgeoisie radicalisée, en raison des conséquences négatives de la république néocoloniale de Cuba pour la classe moyenne ; et la présence de leaders charismatiques dotés d’une capacité exceptionnelle de compréhension, d’analyse et de leadership, notamment Martí dans les années 1890, Mella dans les années 1920, Guiteras dans les années 1930 et Fidel depuis les années 1950 jusqu’au début du XXIe siècle.

Je consacre environ la moitié de l’ouvrage au système mondial en cherchant à décrire le développement historique des structures mondiales de domination coloniale et néocoloniale. En plaçant la révolution cubaine dans un contexte historique et mondial, mon intention est de montrer que la révolution cubaine est une réponse intelligente et morale aux

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Equador/CIA PROCURA AFUNDAR CORREA

29 outubro 2012/Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Craig Murray*


Cerca de um mês atrás perguntei a um antigo colega no British Foreign and Commonwealth Office o que Hague [1] considerava como o fim do jogo no impasse quanto ao asilo de Julian Assange e quais eram as margens de manobra em termos de negociações. O meu amigo foi desdenhoso – a política era simplesmente esperar pela eleição presidencial no Equador, em Fevereiro. Os Estados Unidos e seus aliados estão confiantes em que Correa perderá e meu amigo e eu, tendo ambos sido diplomatas sénior durante muitos anos, entendemos o que os Estados Unidos estariam a fazer para assegurar esse resultado. Com Correa substituído por um presidente pró EUA, o asilo de Assange será retirado, a Polícia Metropolitana será convidada a entrar na Embaixada do Equador para removê-lo e Assange será enviado imediatamente para a Suécia de onde poderia ser extraditado para os Estados Unidos a fim de enfrentar acusações de espionagem e ajuda ao terrorismo.

Fico impressionado com a ingenuidade daqueles que perguntam porque os Estados Unidos não poderiam simplesmente pedir a extradição de Assange do Reino Unido. A resposta é simples – o governo de coligação. Acordos de extradição são tratados internacionais de governo a governo e a decisão sobre a sua aplicação é em última análise política e governamental – eis porque foi Teresa May [ministra do Interior da Grã-Bretanha] e não um juiz tomou as decisões finais e muito diferentes sobre [a extradição de] Babar Ahmad e [a não extradição de] Gary Mackinnon.

Apoiantes da CIA no Reino Unido têm argumentado enfaticamente que seria impossível à Suécia dar a garantia de que Assange não seria extraditado para os Estados Unidos, pelo que ele estaria preparado para retornar à Suécia para acabar com a tentativa patética de um golpe tramado aqui. De facto, como acordos de extradição são governamentais e não instrumentos judiciais, seria perfeitamente possível ao governo sueco dar aquela garantia. Aqueles que argumentam de outra forma, como Gavin Essler e Joan Smith aqui na Grã-Bretanha, não estão a ser verdadeiros – suspeito que a própria veemência deles indica que sabem disso.

A maior parte dos deputados liberais-democratas ficam felizes ao endossar a noção de que Assange deveria ser devolvido à Suécia para enfrentar acusações sexuais. Contudo, mesmo os reiteradamente humilhados deputados liberais-democratas revoltar-se-iam com a ideia de que Assange deveria ser enviado para enfrentar prisão perpétua em solitária nos Estados Unidos pelo trabalho da Wikileaks. Eis porque os Estados Unidos afastaram o pedido de extradição do Reino Unido, para evitar a perturbação que isto provocaria a Cameron. Não estou a especular, houve intercâmbios diplomáticos directos de nível muito alto acerca deste ponto entre Washington e Londres.

Confiavam em que o problema Correa logo estaria ultrapassado, mas depois disso o Departamento de Estado ficou chocado com o retorno de Hugo Chavez. Tal como Correa, altos diplomatas dos EUA convenceram-se – e convenceram La Clinton – de que Chavez ia perder. O furor com o retorno de Chavez levou a diktat de que o mesmo erro não devia ser cometido no Equador.

US$ 87 MILHÕES
As operações da CIA dentro do Equador são em todo caso muito menos perturbadas do que na Venezuela. Soube que o orçamento dos EUA, utilizando principalmente fundos da CIA, destinado a influenciar as eleições equatoriana, a partir do resultado venezuelano foram quase triplicados até atingirem 87 milhões de dólares. Uma quantia que acabará nos cofres da campanha de oposição e será utilizada para financiar, subornar ou chantagear os media e oficiais. Aguardem um certo número de escândalos mediáticos e denúncias de corrupção contra o governo de Correa nas próximas semanas.

Não tenho muitas referências acerca da política equatoriana e realmente não sei qual a probabilidade de Correa ser reeleito. Ignoro igualmente se qualquer dos partidos da oposição é decente e não nas mãos dos EUA. Mas sei que os EUA empenham-se muito em que Correa perca, estavam muito confiantes na sua derrota e agora já não estão. Do seu ponto de vista, o perigo é que ao elevar a aposta os seus esforços tornar-se-ão tão óbvios que o tiro sairá pela culatra devido a uma reacção nacionalista. A minha fonte estado-unidense, contudo, assegura que a administração Obama não utilizará realmente os fundos para incitar a outra tentativa de golpe militar contra Correa. Isso aparentemente foi descartado. Assange a ser expulso para os braços da CIA por uma ditadura militar recém instalada pode ser difícil de vender mesmo para os nossos pavorosos media de referência.

22/Outubro/2012
(1) William Hague, ministro dos Negócios Estrangeiros da Grã-Bretanha.

*Ex-embaixador britânico e activista de direitos humanos.

O original encontra-se em
http://www.craigmurray.org.uk/archives/2012/10/cia-look-to-swamp-correa/

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"SOBRE GOBIERNOS PROGRESISTAS LATINOAMERICANOS PENDE AMENAZA GOLPISTA DE UNOAMÉRICA, ORGANIZACIÓN SUPRANACIONAL MILITAR DE ULTRADERECHA"

15 diciembre 2011/Rebelión http://www.rebelion.org

Observatorio Sociopolítico Latinoamericano

Entrevista con la periodista argentina Stella Calloni

Fernando Arellano Ortiz

En América Latina se cierne una amenaza latente de sectores militares de ultraderecha que buscan reeditar la Operación Cóndor contra los gobiernos progresistas, la misma que en las décadas de los años 70 y 80 y con auspicio de Washington asoló a los países del Cono Sur, en el sentido de realizar un trabajo supranacional de desestabilización con los auspicios de dirigentes de la catadura del expresidente colombiano Álvaro Uribe Vélez, denuncia la periodista argentina, investigadora y activista de derechos humanos, Stella Calloni.

Con apoyo de la CIA, fundaciones norteamericanas, así como del neofranquista Partido Popular de España, la ultraderecha latinoamericana está empeñada a como dé lugar en propiciar golpes de Estado o crear circunstancias de choque en aquellos países de la región gobernados por líderes de izquierda. El foco fundamentalmente está dirigido contra los gobiernos de Hugo Chávez en Venezuela; Rafael Correa en Ecuador; Evo Morales en Bolivia; Cristina Fernández de Kirchner en Argentina; y Daniel Ortega en Nicaragua, al tiempo que lanza fuegos contra los presidentes Dilma Rousseff de Brasil y José Mujica del Uruguay, la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) y claro está, contra el Foro de Sao Paulo que reúne a los partidos de izquierda del hemisferio.

Calloni, experimentada investigadora de los horrores cometidos por las dictaduras militares de Suramérica, autora del libro Operación Cóndor, pacto criminal (Ediciones La Jornada, México 2001), señala que Unoaamérica (www.unoamerica.org) nació en Colombia en diciembre de 2008 y está integrado por militares acusados de violación de derechos humanos y comprometidos con las dictaduras latinoamericanas que buscan reeditar el trasnochado discurso anticomunista de la Guerra Fría.

En consonancia con Unoamérica, el expresidente Uribe Vélez creó recientemente su Fundación Internacionalismo Democrático (http://fidauv.org) y una de sus primeras tareas es trabajar por el desprestigio de los gobiernos de Chávez y Correa en Venezuela y Ecuador respectivamente.

La periodista y escritora argentina cuenta que al frente de la dirección de Unoamérica está el golpista venezolano Alejandro Peña Esclusa, actualmente en la cárcel por haberle encontrado en junio de 2010 en su residencia material explosivo y estar vinculado con el terrorista salvadoreño Francisco Chávez Abarca, deportado por autoridades de Caracas a Cuba en julio de ese año.

Para hablar sobre los planes de la ultraderecha latinoamericana que es un instrumento de Washington en la región y analizar la actual coyuntura política del continente, el Observatorio Sociopolítico Latinoamericano (www.cronicon.net) dialogó en Buenos Aires con Stella Calloni.

Al calor de un buen café en el Centro Cultural de la Cooperación Floreal Gorini, en plena Avenida Corrientes, la investigadora nos hizo un concienzudo análisis de la realidad latinoamericana y la injerencia estadounidense.

Calloni es una experimentada periodista, escritora y poeta. Fue corresponsal de guerra en Centroamérica y se especializó en política internacional. En su vasta obra publicada se incluyen crónicas, ensayos y libros entre otros como: Torrijos y el Canal de Panamá (1975); La guerra encubierta contra Contadora (1993); Nicaragua: el tercer día (1986); Panamá, pequeña Hiroshima (1992); Los años del lobo: Operación Cóndor (1999); Operación Cóndor, pacto criminal (2001); Argentina: de la crisis a la resistencia (2002); la invasión a Irak, guerra imperial y resistencia (2002); América Latina siglo XXI (2004); Evo en la mira. CIA y DEA en Bolivia (2009).

Actualmente es corresponsal del Cono Sur para el diario La Jornada de México y se desempeña como docente universitaria. Entre las múltiples distinciones que ha recibido se destacan el Premio Latinoamericano José Martí (1986); Premio Madres de Plaza de Mayo (1998); Premio Margarita Ponce Derechos Humanos de la Unión de Mujeres Argentinas y Premio Latinoamericano de Periodismo Samuel Chavkin, de la revista Nacla Report of the Americas de Nueva York, ambos en 2001; además del Premio Escuela de Comunicaciones de la Universidad de la Plata, Argentina (2002).

En función periodística ha recorrido prácticamente que toda América Latina así como varios países de Europa y África, por lo que sus análisis los hace a partir de palpar la realidad en el terreno. Es conferencista internacional sobre temas de geopolítica latinoamericana y derechos humanos.

LA INVASIÓN SILENCIOSA DE E.U. A AMÉRICA LATINA

- ¿Usted considera que se ha reconfigurado de una manera más sutil la injerencia de los Estados Unidos, o sigue manteniendo la misma estrategia de finales del siglo XX para dominar a los pueblos?

- Si ellos en todos sus documentos de política exterior comenzaron a considerar que había que tener de presente la Doctrina Monroe ("América para los americanos") equivale a señalar que ella sigue siendo la base de muchas cosas de lo que hacen, con algo mucho más grave y es que ahora se ha transformado en "el mundo para los americanos". Todo eso, más la reconfiguración que tiene lugar después del atentado a las Torres Gemelas, que es un hecho que no sabemos aún quién lo hizo, porque podrán decir lo que digan, pero pruebas no hay de ninguna especie, es como si usted me dijera que alguien me puede dar a mi una prueba de que la persona que mataron en Pakistán era Bin Laden. No hay pruebas, no existen y lo que diga Estados Unidos para mí no tiene ninguna veracidad porque ha mentido eternamente. Después de que se configura esa doctrina de seguridad hemisférica también empieza la nueva doctrina de guerra preventiva, de guerra sin fronteras y sin límites, desconociendo las soberanías nacionales, al tiempo que pone en marcha otra vertiente de trabajo que es sutil: el envío de todas esas fundaciones que nacieron durante el esplendor conservador de Reagan para evitar la presencia directa de la CIA, sobre todo después de 1975 cuando se formó la Comisión Church en el Senado estadounidense que investigó el papel de esta agencia de inteligencia en el golpe de Estado en Chile, lo que motivo que se renovara en los años 80 la estrategia de conflictos y de guerra de baja intensidad que tiene como base lo que es la contrainsurgencia que en el lenguaje norteamericano es el permiso abierto para todo tipo de ilegalidad en el plano militar, político, cultural, social, económico, etc. Cuando ya se recicla para el periodo de los años 90 se conforman la NED, la National Endowment for Democracy, fundación para la democracia, pero habría que preguntarnos qué tipo de democracia; la USAID, la agencia internacional para el desarrollo que nunca ha tenido ese papel sino que uno sabe que donde se encuentra este organismo hay una interferencia directa de Estados Unidos y la CIA está detrás. Con ello lograron la invasión silenciosa en América Latina. Yo pude palparlo directamente en el propio terreno, en Bolivia, y observé cómo trabajan estas fundaciones que a su vez crean ONGs que cumplen un papel clave en lo que es la guerra de baja intensidad, es decir, desestabilización de gobiernos, intromisión en lugares, trabajo con grupos indígenas como en el caso boliviano en que han buscado un líder indígena para hacerlo figura con el propósito de reemplazar a Evo Morales. Infortunadamente los gobiernos son muy débiles todavía en Latinoamérica y no tienen la suficiente claridad en el sentido de que hay que detener este intervencionismo que pueden llevar a situaciones muy complicadas, de hecho en el golpe de Estado en Venezuela estaban la NED, la USAID y otras fundaciones inclusive socialdemócratas de Europa que quedaron metidas dentro del esquema internacional de la CIA.

LA ULTRADERECHA MILITAR LATINOAMERICANA

- ¿Y en el golpe de Estado en Honduras contra el presidente José Manuel Zelaya?

- En Honduras también y en este país centroamericano intervino además una fundación que se llama Unoamérica, sobre la cual Colombia tiene que tener mucho cuidado y puesta la mirada sobre sus actuaciones. Esta es una fundación que nació en Colombia con un grupo de militares de la ultraderecha y con varios de los exmilitares de todas las dictaduras de América Latina.

- ¿Y cuál es el propósito?

- El propósito es prácticamente ejecutar la Operación Cóndor llevada a otro plano. Si bien la Operación Cóndor no se puede repetir como tal, en lo que coincide Uno América es en el trabajo supranacional para poder moverse sin ningún límite en los distintos países. Estos militares de ultraderecha sostienen lo mismo que en la época del Plan Cóndor en el sentido de que así como en el Cono Sur había que combatir a la coordinadora guerrillera que se había integrado en los años 70, ahora hay que enfrentar tanto a los gobiernos de izquierda que pertenecen al Foro de Sao Paulo como a la Unasur, a la que consideran igualmente una organización supranacional, y por lo tanto ellos deben actuar para evitar el comunismo, porque hablan del comunismo como si fuera la Guerra Fría. Y por eso han nucleado a lo peor que encuentran de militares involucrados en las dictaduras latinoamericanas y realizan un trabajo especial dentro de los grupos de seguridad de los ejércitos y las policías, reciclando el discurso anticomunista del pasado. Hacen un trabajo de zapa en las Fuerzas Militares de la región porque tienen sus viejas conexiones y por eso jugaron un papel determinante en el golpe de Estado en Honduras. Alejandro Peña Esclusa que hoy está detenido en Venezuela y que es el presidente de Unoamérica, fue condecorado por Roberto Micheletti por su colaboración efectiva para dar el golpe. Uno América provee mercenarios, hace contrainsurgencia para las necesidades de la CIA, se mueve por toda América Latina, varios de sus integrantes estuvieron en Bolivia metidos en el golpe de Estado que se le quiso dar a Evo Morales y sobre todo en el intento que hubo de asesinarlo.

- ¿Conociendo la catadura de un expresidente colombiano como el tan cuestionado Álvaro Uribe Vélez, qué papel juega él en Uno América de acuerdo con sus investigaciones?

- Varios de los militares que hacen parte de Unoamérica, según los registros que tengo, apoyan a los grupos paramilitares en Colombia y son muy cercanos a Uribe. En Argentina tenemos ya la lista de los vinculados a esa fundación, la cual la encabeza el coronel del grupo de caras-pintadas, Jorge Mones Ruiz, así como hay militares de la ultraderecha boliviana, uruguaya, ellos buscaron los remanentes de las viejas dictaduras latinoamericanas y se apoyan políticamente en los grupos ultraderechistas de la región.

- ¿Geopolíticamente hablando, en las actuales circunstancias cuáles son los aliados más importantes de Estados Unidos en América Latina?

- Geopolíticamente mientras está la invasión silenciosa, por arriba están mandando tropas y el portaviones de Estados Unidos en la región obviamente es Colombia con todas sus bases militares y sus estructuras, además el golpe de Honduras conservó la base de Palmerola y las nuevas como la base de Gracia de Dios que les permite controlar a Nicaragua.

- Aquí en Argentina existe el convencimiento de que en Colombia están operando las siete bases que en el gobierno de Uribe Vélez se entregó al Comando Sur de los Estados Unidos. Sin embargo la Corte Constitucional prohibió la utilización de esas bases. ¿Según sus investigaciones, dichas bases militares en la práctica están operando?

- En la realidad están ahí. Es algo muy similar con lo que ocurre con la base Mariscal Estigarribia de Paraguay o la base de Palmerola en Honduras. Ahí lo que hay son pistas donde pueden aterrizar aviones grandes como han hecho en Colombia. Esas bases no están ocupadas permanentemente por soldados norteamericanos porque ellos nunca se meten en lugares cerrados. Ahora, Estados Unidos no necesitan enviar soldados para poner a funcionar las bases militares sino que las tienen a su entera disposición. Obviamente tienen todo preparado por si acaso necesitan mandar tropas. O como ocurría en Bolivia, en que metían una estructura de la DEA dentro de una base, que utilizaron cuando quisieron matar a Evo Morales en la época en que era diputado. Algo así están haciendo en Colombia.

JUAN MANUEL SANTOS Y SY RELACIÓN CON EL MOSSAD

- En Colombia también operan el Mossad (agencia de seguridad israelí) y el Mi6 (servicio de inteligencia inglés). ¿En otros países latinoamericanos también operan?

- El Mossad está en Paraguay, Bolivia, Venezuela y Guatemala. En Venezuela su presencia es muy fuerte y en Colombia opera hace muchos años, incluso antes de que llegara su agente Yair Klein que entrenaba y traía desde Jamaica armas para los grupos paramilitares. El problema es que el Mossad hoy en día tiene más fuerza que la CIA, varios de sus miembros se infiltran en las comunidades judías de los países latinoamericanos, pero además hacen presencia en Irak y en Libia. En las tareas y en la dirección de todas las movidas de guerra sucia el Mossad es clave. En el caso colombiano el presidente Santos es hijo del Mossad y él no puede separarse de Israel. No hay que olvidar el papel que jugó Santos en el ataque a Sucumbíos cuando se violó la soberanía ecuatoriana para atacar el campamento de Raúl Reyes. Me acuerdo la sonrisa de hiena de Santos cuando mataron a ese jefe guerrillero. Yo no creo que Santos quiera la paz en Colombia como Israel tampoco la quiere, él lo que desea únicamente es terminar a como dé lugar a un grupo político-militar insurgente.

- ¿Y en México, cuya situación social es muy explosiva?

- En esta ocupación geopolítica con el Plan Colombia que es un plan de recolonización del continente se ha pasado al Plan Mérida de México. Este plan es un calco del Plan Colombia y de hecho en seis años México ha caído en una violencia atroz. En ese lapso tenemos el mismo número de muertos que en Colombia y a eso hay que añadirle la destrucción del campo mexicano y de la cultura profunda de los pueblos con el Tratado de Libre Comercio que tiene con Estados Unidos y Canadá.

DESINFORMACIÓN, ARMA DE GUERRA

- Hablemos de otro aspecto fundamental para aconductar a los pueblos que es la guerra mediática…

- La guerra mediática es parte del proyecto contrainsurgente. La desinformación es un arma de guerra hoy, se utiliza para armar un proyecto de guerra como pasó en Irak con el invento de las armas de destrucción masiva, o con lo que ocurrió en Libia, en donde nunca hubo un bombardeo de Gadafi contra la población civil, lo cual está totalmente probado. Para controlar el mundo necesitan controlar la información.

- Usted ha denunciado el aprovechamiento de las mafias durante la etapa de esplendor del neoliberalismo…

- Uno de los aspectos que tenemos que identificar en este periodo histórico es la presencia mafiosa en los gobiernos. Estados Unidos está bajo el poder de mafias, siempre las ha usado para sus juegos. Necesitan de la mafia, no pueden sobrevivir a este esquema sin ella. ¿Quién recibe la droga en Estados Unidos? ¿Dónde se recibe? Resulta que vienen a matar del lado de México pero por qué no se dedican a pescar del otro lado a quienes reciben la droga. ¿Por qué los aviones cargados de droga llegaban a las bases del Comando Sur en la Florida? Y no era Manuel Antonio Noriega quien la mandaba porque él no tenía ninguna capacidad de operar en el Comando Sur. Mintieron de una forma descarada en la invasión a Panamá y me di cuenta de todo lo que montaron porque yo estaba allí. La génesis de todas las intervenciones tiene una mentira detrás y un aparato de desinformación, que ahora les resulta más fácil porque controlan todo.

EL LIDERAZGO DE CHÁVEZ

- Si bien hay una matriz de manipulación mediática, buena parte de la gente en América Latina ya no cree, y eso uno lo observa en países como Venezuela, Ecuador, Bolivia, Argentina, Uruguay… ¿No lo ve así?

- Lo que ocurre es que no entendieron que el proceso neoliberal iba a traer una realidad social terrible y la gente empezó a tener una mirada distinta. Eso ocurrió en países como Venezuela con Chávez cuyo pueblo pasó a ser pensante y consciente.

- Hablando de Venezuela, usted estuvo recientemente en Caracas. ¿Cómo está el liderazgo de Chávez, tiene posibilidad de reelegirse en octubre de 2012?

- Sí, sí, tiene posibilidad de reelegirse, incluso ha aumentado los índices de popularidad y de apoyo a su gobierno. Veo que hay una gran conciencia en la gente respecto de los alcances positivos del proceso político que lidera Chávez. Las cosas y los grandes avances que se han hecho en Venezuela no se difunden pero hay una recuperación del sentido de patria, de defensa, de dignidad, y la enfermedad de Chávez produjo un apresuramiento en las bases para solidificar la unidad y la organización.

- ¿Procesos integracionistas que se están dando en Latinoamérica como Unasur y la Celac constituyen una piedra en el zapato para Washington?

- Sí, cualquier cosa que sea unidad e integración es una piedra en el zapato. La unidad africana y la intención que tenía Gadafi de concretar una moneda común en África molesta a Estados Unidos. Son cosas que no pueden aceptar. Ahora tienen una América Latina con unos países modelo de algo distinto. Al principio no le daban importancia porque siempre Estados Unidos lograba interferir, por ejemplo, en procesos como Mercosur, pero ahora la cosa es a otro precio y en esto Chávez ha tenido una presencia histórica porque ha sido la cabeza para producir una federación distinta. Esta nueva integración política y comercial de los países de América Latina es algo terrible para Estados Unidos y sobre todo lo hechos que van produciendo presidentes como Hugo Chávez y Evo Morales. En el caso de Bolivia, Morales sacó a la CIA y a la DEA. Desde que la DEA salió de Bolivia, y esto para los colombianos es esencial, el país dejó de tener una violencia del pico que tenía antes, dejó de morir gente por la supuesta guerra contra el narcotráfico. La embajada norteamericana contaba con una oficina en la casa de gobierno junto a la del presidente de Bolivia. Cuando Evo Morales subió al poder preguntó por una puerta cerrada junto a su despacho que conducía a las oficinas de la DEA y de la CIA. Para que nos demos cuenta hasta dónde llegó la injerencia norteamericana sin que los países de América Latina lo hayan sabido.

EL BLOQUEO A CUBA, DELITO DE LESA HUMANIDAD

- Hablemos de Cuba. Hoy la revolución cubana no es ninguna amenaza para los Estados Unidos, ¿sin embargo en pleno siglo XXI cómo se explica que Washington siga manteniendo el bloqueo económico a la isla? ¿No es acaso un delito de lesa humanidad?

- Claro, es un delito de lesa humanidad. Además, todo lo que ha producido el bloqueo, lo que han causado las agresiones como la guerra química y biológica contra Cuba, la cifra de enfermos, el número de muertos por el dengue hemorrágico, más la invasión a Bahía Cochinos, está reconocido por el propio Congreso de los Estados Unidos. Es que Cuba sigue siendo un ejemplo de cómo poder resistir a noventa millas del imperio para mantener una revolución que no quiere salir del socialismo. En contraste, Estados Unidos quedó en manos de una mafia que ellos mismos crearon. Una mafia cubana que cuenta con senadores, representantes, gobernadores, alcaldes, todos con un pasado espantoso y con relaciones profundas con el narcotráfico. Han tratado de destruir por todos los medios a Cuba, el bloqueo lo han hecho incluso más fuerte pero no han podido asfixiarla y no creo que lo logren.

AMÉRICA LATINA Y SU MEJOR MOMENTO HISTÓRICO

- A excepción de países como México, Colombia, Chile y algunas naciones centroamericanas, América Latina está pasando por un buen momento histórico, ¿no cree?

- América Latina está pasando por su mejor momento históricamente, ante todo ha logrado salvarse de la crisis económica y mostrar ante el mundo que el remedio que están utilizando en Europa no sirvió para nada acá, por lo que podemos decir que estamos a la vanguardia de la resistencia, con liderazgos como los de Chávez, Kirchner, Evo, Correa que brotaron dentro del juego electoral que Estados Unidos imponía como salvación. ¿Cuántas tropas van a necesitar para poder controlar el mundo? Lo cierto es que Estados Unidos va camino al hundimiento. Y en relación con América Latina hay que decir que nuestros gobiernos no pueden mostrar ni un poquito de debilidad, porque cualquier hendidura de debilidad da pie para que se meta ese poder imperial, tenemos todo para evitarlo y una muestra de ello es en lo que ha quedado la OEA que ya no tiene voz, está hablando como un afónico porque Unasur la reemplazó y eso que aún no es un aparato sólido.

Fuente: http://www.cronicon.net/paginas/edicanter/Ediciones66/nota1.htm

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MENSAGEM DA AMÉRICA LATINA AO MUNDO ÁRABE


Legenda da foto: Hoje presidenta do Brasil, Dilma Rousseff foi torturada em 1970 pela junta militar que governava o país [Ricardo Amaral]

10 dezembro 2011/Instituto João Goulart http://www.institutojoaogoulart.org.br (Brasil)

Pepe Escobar, Al-Jazeera, Qatar


Olhem bem essa foto de 1970.

Essa moça de 22 anos está diante de um bando de inquisidores subtropicais, para ser interrogada.

Foi torturada com choques elétricos e sofreu simulação de afogamento – práticas que, para Dick Cheney, são apenas “interrogatório estimulado” – durante 22 dias.

E não cedeu.

Hoje, essa mulher, Dilma Rousseff, é presidenta do Brasil – aquele perene “país do futuro”, a 7ª maior economia do mundo (à frente de Grã-Bretanha, França e Itália), país-membro dos BRICS, mestre de um soft power que vai além da música, do futebol e da alegria de viver.

Essa foto acaba de ser divulgada, como parte de uma biografia de Rousseff, exatamente quando o Brasil afinal cria uma Comissão da Verdade, para saber o que realmente aconteceu durante a ditadura militar (1964-1985). A Argentina já fez esse trabalho, bem antes do Brasil – julgando e punindo os inquisidores de uniforme sobreviventes.

Esse sábado, Rousseff estará em Buenos Aires, para a cerimônia de posse de Cristina Kirchner, reeleita presidenta da Argentina. Esses dois países chaves da América do Sul têm mulheres na presidência. Contem lá àquele Tantawi da junta que governa o Egito – ou àqueles exemplares paradigmáticos de democracia da Casa de Saud.

Essas coisas demoram...

Os egípcios talvez não saibam que os brasileiros tiveram de esperar 21 anos para livrarem-se de uma ditadura militar. Equivalentes de Dilma, a que não quebra e que se vê na foto dos anos 1970s, hoje da geração Google, estão lutando por melhor democracia, do Cairo a Manama, de Aleppo ao leste da Arábia Saudita.

Liberdade é o nome que se dá ao que resta quando já nada se tem a perder – além de tempo, muito tempo. No Brasil, uma verdadeira democracia estava começando a avançar, quando, em 1964, foi esmagada por um golpe militar ativamente supervisionado por Washington. O coma durou duas longas décadas.

Então, nos anos 1980s, os militares decidiram dar um pequeno passo, numa transição em ritmo de lesma, “lenta, gradual e segura” (segura para eles mesmo, claro) na direção de alguma democracia. Mas foi a rua – ao estilo da Praça Tahrir – que finalmente fez a coisa andar adiante.

O fortalecimento das instituições democráticas demorou mais uma década – e incluiu impeachment, por corrupção, de um presidente eleito. E passaram mais oito anos, para que um presidente eleito – o presidente Lula, imensamente popular, que Obama reverenciou como “o cara” – abrisse o caminho para Dilma Roussef.

A estrada foi longa, até que um dos países mais desiguais do mundo – governado por séculos por uma elite arrogante e corrupta, que só tinha olhos para o Norte rico – afinal consagrasse a luta pela inclusão social como questão essencial da política nacional.

O progresso no Brasil foi semelhante ao de várias outras partes da América do Sul.

Semana passada alcançou-se um clímax parcial, quando a nova Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe (conhecida pela sigla CELAC, em espanhol), reuniu-se em Caracas. A CELAC começou como ideia luminosa ante a emergência – num novo sistema-mundo, como diria Immanuel Wallerstein – de uma nação latino-americana integrada, baseada na justiça, no desenvolvimento sustentável e na igualdade. Dois homens foram essencialmente importantes nesse processo: o presidente Lula do Brasil e o presidente Hugo Chavez da Venezuela. A visão desses dois convenceu todos, do presidente Pepe Mugica do Uruguai, ex-guerrilheiro, ao presidente do Chile, Sebastian Piñera, banqueiro.

Assim, hoje, em meio à crise agônica que consome o Norte Atlanticista, a América Latina surge como possibilidade de uma verdadeira ‘terceira via’ (que nada tem a ver com o que Tony Blair inventou).

Enquanto a Europa – onde o Deus Mercado governa – constrói meios para miserabilizar cada vez os povos europeus, a América Latina acelera no seu impulso rumo a inclusão social cada vez mais ampla.

E, enquanto virtualmente todas as latitudes, do Norte da África ao Oriente Médio sonham com democracia, a América Latina pode, realmente exibir os frutos, duramente buscados, de suas conquistas democráticas.

Não percam o foco, não esperem presentes caídos do céu

A CELAC é aposta poderosa nas possibilidades do diálogo sul-sul. Será dirigida, nesse estágio inicial, por Chile, Cuba e Venezuela.

Pepe Mugica, presidente do Uruguai e ex-líder dos guerrilheiros Tupamaro, disse, muito claramente em Caracas, que a estrada, até que se alcance o sonho da integração latino-americana não será um mar de rosas. Inúmeras batalhas ideológicas ainda terão de ser lutadas, antes que tome forma algum projeto político e econômico amplo.

A CELAC complementa a UNASUR – União Latino-americana – que o Brasil domina. A UNASUR também está começando; por hora, é, essencialmente, um fórum.

E há também o MERCOSUL – mercado comum de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, ao qual, em breve, a Venezuela também se integrará. Em Caracas, Dilma e Cristina selaram a futura integração com Chavez.

O principal parceiro comercial do Brasil é a China; antes, foram os EUA. Em breve, a Argentina alcançará a posição de segundo principal parceiro comercial do Brasil – deixando os EUA para trás. O comércio dentro do MERCOSUL está crescendo rapidamente – e mais ainda crescerá com a incorporação da Venezuela.

Não que faltem obstáculos no caminho da integração. O Chile prefere acordos bilaterais. O México olha, sempre antes, para o norte – por causa do NAFTA. E a América Central está convertida em virtual satrapia dos EUA, por causa do CAFTA.

Mesmo assim, a UNASUR acaba de aprovar projeto estratégico crucialmente importante em termos geopolíticos: uma rede de 10 mil quilômetros de fibra ótica, administrada por empresas estatais locais, para livrar-se da dependência dos EUA.

Atualmente, nada menos que 80% do tráfego internacional de dados na América Latina viajam pelos cabos submarinos até Miami e a Califórnia – duas vezes a porcentagem da Ásia e quatro vezes a da Europa.

As taxas cobradas pela Internet na América Latina são três vezes mais caras que nos EUA. Nessas condições, é difícil falar de soberania e integração.

Washington – que exporta três vezes mais para a América Latina que para a China– está e terá de continuar focada em outros pontos: na Ásia, continente ao qual o governo Obama tanto se empenha para vender a agenda do “Século do Pacífico”.

A verdade é que Washington – como as várias direitas latino-americanas – nada tem a propor aos povos da América Latina, nem em termos políticos nem em termos econômicos. Portanto, cabe aos latino-americanos aperfeiçoar suas democracias, fazer avançar a integração regional e construir modelos de democracia social que se possam apresentar como alternativas ao velho neoliberalismo hardcore.

Por um desses truques do Anjo da História, de Walter Benjamin, talvez seja hora, agora, de os latino-americanos partilharem sua experiência com os irmãos e irmãs do Oriente Médio, no sul global.

Que a estrada é longa, é. Começa com uma moça de 22 anos, que não baixou a cabeça frente à ditadura e aos ditadores.
E é caminho adiante, sem volta.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Venezuela/Chávez: Esta es la hora de la independencia definitiva de la patria venezolana

5 julio 2011/TeleSUR http://www.telesurtv.net

El presidente venezolano, Hugo Chávez, afirmó este lunes desde el emblemático Balcón del Pueblo, en el Palacio de Miraflores, que “esta es la hora de la independencia definitiva de la patria”, en un corto discurso pronunciado ante miles de ciudadanos que desde tempranas horas salieron a las calles para festejar su retorno a la nación suramericana.

“Todo lo que va a ocurrir debajo del sol tiene su hora y su momento, esta es la hora de la vida, esta es la hora definitiva de la independencia definitiva de la patria venezolana”, aseveró.

En su primer discurso tras su llegada de Cuba, el líder venezolano recalcó que “se ha iniciado el retorno” y envió un saludo, además del agradecimiento a todos los que lo apoyaron y acompañaron durante su percance de salud.

“Gracias por hacerme llegar ese baño de amor tan especial, no sólo desde Venezuela, sino desde muchas partes del mundo”, expresó.

Al salir al Balcón de Pueblo lo primero que hizo el Gobernante fue levantar la bandera venezolana, besarla y entonar las notas del Himno Nacional en compañía de la multitud.

"Viva Venezuela, viva la Revolución Bolivariana, viva el pueblo venezolano, viva la unión de América Latina, viva Fidel (Castro), viva Cuba, Viva la vida (...) Viva Chávez", exclamó.

El discurso representó además un acto acto de bienvenida para el Gobernante venezolano, que desde tempranas horas era esperado por miles de ciudadanos que querían expresarle su solidaridad y apoyo.

Chávez hizo un recuento de cómo fue todo el proceso de recuperación y luego resaltó que tras haber superado “la primera etapa”, ha alcanzado la energía para superar ”todas las batallas que vienen”.

“Comenzamos a pensar y a hacer un gran esfuerzo, cuidando el mínimo detalle para recuperar fuerzas y estado de salud necesario, primero para poder viajar en avión las tres horas necesarias (desde Cuba) y luego para acompañarlo con esta pasión patria en la fiesta de la independencia, la fiesta de la patria”, aseveró.

A su vez hizo un llamado para que en el marco de 5 de julio, día en el que se cumplen los 200 años de la República “sigamos poniendo la piedra fundamental de la libertad venezolana y la unidad suramericana (...) Vacilar es perdernos”, agregó.

Por último, explicó que el permiso médico para mantener su alocución fue de 30 minutos y se despidió enfatizando que será su pueblo el que lo acompañará en su plena recuperación.

El jefe de Estado de Venezuela arribó sorpresivamente a su país a las 03H40 locales (08H10 GMT) de este lunes.

Chávez expresó en entrevista telefónica para la estatal VTV que nunca se fue del puesto de mando en su nación pese a las dos intervenciones quirúrgicas a las que fue sometido en La Habana, capital de Cuba.

Tras su llegada, el mandatario afirmó sentirse “bien y feliz” y además de reiterar que estará en el puesto de mando, fue enfático en aseverar que será muy disciplinado con su tratamiento médico.

En este sentido, informó que no podrá estar presente en los actos del Bicentenario de la Independencia que se efectuarán este martes en la nación suramericana pero recalcó que este impedimento no le restará entusiasmo para seguir trabajando por el bienestar del país.

“Estoy controlando mi horario médico, estoy ahora disciplinado como un cadete (...) Yo creo que mañana (5 de julio) no podré acompañarlos en los actos oficiales pero estaré aquí en el puesto de mando, porque nunca me he ido, siempre estaré con ustedes”, exclamó.

El líder venezolano fue operado exitosamente el pasado 10 de junio en La Habana, Cuba, de un absceso pélvico y luego de una lesión cancerígena.

Tras un mensaje difundido la semana pasada sobre su estado de salud, Chávez recibió el apoyo de diversos actores internacionales, entre ellos la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) y distintos Gobiernos de todo el mundo que auguraron su recuperación plena.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fidel Castro: MENSAJE AL PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA

14 diciembre 2009/Cubadebate Contra el Terrorismo Mediático http://www.cubadebate.cu

Querido Hugo:

Hoy se cumplen 15 años de nuestro encuentro en el Aula Magna de la Universidad de La Habana, el 14 de diciembre de 1994. La noche antes te había esperado en la escalerilla del avión que te trajo a Cuba.

Conocía de tu levantamiento en armas contra el gobierno pro yanki de Venezuela. A Cuba habían llegado noticias de tus ideas cuando guardabas prisión, y al igual que nosotros, te consagrabas a la profundización del pensamiento revolucionario que te llevó al levantamiento del 4 de febrero de 1992.

En el Aula Magna, de forma espontánea y transparente, vertiste las ideas bolivarianas que llevabas dentro, y te condujeron, en las condiciones específicas de tu país y de nuestra época, a la lucha por la independencia de Venezuela contra la tiranía del imperio. Después del esfuerzo de Bolívar y demás colosos que llenos de sueños lucharon contra el yugo colonial español, la independencia de Venezuela era solo ridícula apariencia.

Ningún minuto de la historia es igual a otro; ninguna idea o acontecimiento humano puede ser juzgado fuera de su propia época. Tanto tú, como yo, partimos de conceptos que fueron evolucionando a lo largo de milenios, pero tienen mucho de común con la historia lejana o reciente en la que la división de la sociedad en amos y esclavos, explotadores y explotados, opresores y oprimidos fue siempre antipática y odiosa. En la época actual constituye la mayor vergüenza y la principal causa de la infelicidad y el sufrimiento de los seres humanos.

Cuando la productividad del trabajo, apoyada hoy en la tecnología y la ciencia, se multiplicó por decenas y en algunos aspectos cientos y hasta miles de veces, tales y tan injustas diferencias debían desaparecer.

Tú, yo y con nosotros millones de venezolanos y cubanos compartimos esas ideas.

Tú partiste de los principios cristianos que te inculcaron y un carácter rebelde; yo, de las ideas de Marx y un carácter también rebelde.

Hay principios éticos universalmente admitidos que son válidos tanto para un cristiano, como para un marxista.

Desde ese punto de partida, las ideas revolucionarias se enriquecen constantemente con el estudio y la experiencia.

Es conveniente señalar que nuestra sincera y revolucionaria amistad surge cuando tú no eras Presidente de Venezuela. Nunca te solicité nada. Cuando el movimiento bolivariano obtiene la victoria en las elecciones de 1999, el petróleo valía menos de 10 dólares el barril. Lo recuerdo bien porque me invitaste a tu toma de posesión.

El apoyo tuyo a Cuba fue espontáneo, como lo fue siempre nuestra cooperación con el hermano pueblo de Venezuela.

En pleno Período Especial, cuando la URSS se derrumbó, el imperio endureció su brutal bloqueo contra nuestro pueblo. En un momento determinado los precios del combustible se elevaron y nuestros suministros se dificultaban. Tú garantizaste el abastecimiento comercial seguro y estable a nuestro país.

No podemos olvidar que después del golpe político contra la Revolución Bolivariana en abril del 2002, y tu brillante victoria frente al golpe petrolero a fines de ese mismo año, los precios se elevaron por encima de 60 dólares el barril, nos ofreciste entonces suministro de combustible y facilidades de pago. Bush era ya Presidente de Estados Unidos y fue el autor de aquellas ilegales y traidoras acciones contra el pueblo de Venezuela.

Recuerdo cuánto te indignó que exigiera mi salida de México como condición para aterrizar en ese sufrido país, donde tú y yo asistíamos a una conferencia internacional de Naciones Unidas en la que también él debía participar.

A la Revolución Bolivariana no le perdonarán nunca su apoyo a Cuba cuando el imperio imaginó que nuestro pueblo, después de casi medio siglo de resistencia heroica, caería de nuevo en sus manos. En Miami, la contrarrevolución reclamaba tres días de licencia para matar revolucionarios, tan pronto se instaurara el gobierno de transición en Cuba que Bush exigía.

Han transcurrido 10 años de ejemplar y fructífera cooperación entre Venezuela y Cuba. El ALBA nació en ese período. Había fracasado el ALCA -promovido por Estados Unidos- pero el imperio está de nuevo a la ofensiva.

El golpe de Estado en Honduras y el establecimiento de siete bases militares en Colombia, son hechos recientes ocurridos con posterioridad a la toma de posesión del nuevo Presidente de Estados Unidos. Su predecesor había restablecido ya la IV Flota, medio siglo después de finalizada la última contienda mundial y no existía ni Guerra Fría, ni la Unión Soviética. Son obvias las intenciones reales del imperio, esta vez, bajo la sonrisa amable y el rostro afroamericano de Barack Obama.

Daniel Ortega explicó ayer cómo el golpe en Honduras determinó el debilitamiento y la conducta de los miembros del Sistema de la Integración Centroamericana.

El imperio moviliza tras si a las fuerzas derechistas de América Latina para golpear a Venezuela, y con ella, a los Estados del ALBA. Si de nuevo se apodera de los cuantiosos recursos petroleros y gasíferos de la Patria de Bolívar, los países del Caribe anglófono y otros de Centroamérica perderán las generosas condiciones de suministro que hoy le ofrece la Venezuela revolucionaria.

Hace unos días, después del discurso pronunciado por el presidente Barack Obama, en la escuela militar de West Point, para anunciar el envío de 30 mil soldados a la guerra de Afganistán, escribí una Reflexión en la que calificaba de acto cínico aceptar el Premio Nobel de la Paz cuando ya había adoptado esa decisión.

El pasado 10 de diciembre, al pronunciar en Oslo el discurso de aceptación, hizo afirmaciones que constituyen un ejemplo de la lógica y el pensamiento imperialista. “…soy responsable por desplegar a miles de jóvenes a pelear en un país distante. Algunos matarán. A otros los matarán.”, afirmó, tratando de presentar como una “guerra justa” la brutal carnicería que lleva a cabo en aquel distante país, donde la mayoría de los que perecen, son pobladores indefensos de las aldeas donde estallan las bombas lanzadas por aviones no tripulados.

Después de esas frases, pronunciadas entre las primeras, dedica más de 4 600 palabras a presentar su carnicería de civiles como guerra justa. ”En las guerras de hoy -afirmó- mueren muchos más civiles que soldados”.

Sobrepasan el millón de civiles no combatientes que han muerto ya en Iraq y Afganistán y en la frontera de Pakistán.

En ese mismo discurso elogia a Nixon y a Reagan, como personajes ilustres, sin detenerse a recordar que uno lanzó más de un millón de toneladas de bombas sobre Vietnam, y el otro hizo estallar por medios electrónicos el gasoducto de Siberia bajo la apariencia de un accidente. Fue tan fuerte y destructiva la explosión que los equipos monitores de las pruebas nucleares lo registraron.

El discurso pronunciado en Oslo se diferencia del de West Point, porque el pronunciado en la academia militar estaba mejor elaborado y declamado. En el de la capital Noruega, el rostro del orador expresaba la conciencia de la falsedad de sus palabras.

Tampoco el momento y las circunstancias eran iguales. Oslo, se ubica en las proximidades de Copenhague. En este punto, tiene lugar la importantísima Conferencia sobre el Cambio Climático, donde sé que tú y Evo piensan asistir. En aquel lugar se libra en estos momentos la batalla política más importante de la historia humana. Allí se puede apreciar en toda su magnitud, cuánto daño ha ocasionado el capitalismo desarrollado a la humanidad. Hoy, ésta debe luchar desesperadamente no solo por la justicia, sino también por la supervivencia de la especie.

Seguí de cerca la reunión del ALBA. Los felicito a todos. Disfruté mucho al ver tantos y tan queridos amigos elaborando ideas y luchando unidos. Los felicito a todos.

¡Hasta la victoria siempre!

Un fuerte abrazo

Fidel Castro Ruz

Diciembre 14 de 2009