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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Abya Yala*/A violência repressiva está varrendo a Bolívia. O regime de Áñez deve ser responsabilizado



Por Angela Davis, Noam Chomsky, Molly Crabapple, John Pilger e outros

Apelamos à comunidade internacional para que pare de apoiar este governo, que está cometendo alarmantes violações dos direitos humanos

Evo Morales -- Presidente da Bolívia do partido MAS (Movimento ao Socialismo, Movimento ao Socialismo) - foi forçado a renunciar em 10 de novembro, no que muitos observadores consideram um golpe. Após a renúncia de Morales, houve um crescente caos e violência. O que está acontecendo na Bolívia é altamente antidemocrático e estamos testemunhando algumas das piores violações dos direitos humanos nas mãos dos militares e da polícia desde a transição para o governo civil no início dos anos 80. Condenamos a violência nos termos mais fortes e exortamos os EUA e outros governos estrangeiros a deixarem imediatamente de reconhecer e fornecer qualquer apoio a esse regime. Instamos a mídia a fazer mais para documentar os crescentes abusos dos direitos humanos cometidos pelo Estado boliviano.

Em 10 de novembro, o vice-presidente de Morales e os chefes das duas câmaras do Congresso também renunciaram diante das ameaças de violência contra os principais funcionários do MAS, a menos que deixassem o cargo. A campanha de pressão incluiu a queima das casas dos funcionários do MAS e o seqüestro de parentes. Isso abriu o caminho para a ascensão à presidência de Jeanine Áñez (uma líder conservadora da oposição católica romana do nordeste da Bolívia, amplamente acusada de ter opiniões racistas) na

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Abya Yala, Chile/La carta de 206 profesores de Derecho: "Nos comprometemos a que ninguna violación de DD.HH. quedará impune"



Escrito por  Judith Schönsteiner*


“Ante la grave crisis política y social que vive Chile y las violaciones a los derechos humanos que se han producido”.

Así se titula la carta firmada hoy por 206 académicos -decanas y decanos- de las principales escuelas de derecho del país que reaccionaron ante los casos de abusos policiales y militares que se han conocido tras cinco jornadas de protestas en el país.

“Como profesoras y profesores de derecho de diversas facultades del país y de diversas posturas políticas no podemos guardar silencio ante la situación actual que vive nuestro país”, dice el encabezado de la misiva.

Acto seguido sostienen que “condenamos las graves violaciones a los derechos humanos que se han constatado en diversos lugares del país. Hemos tenido noticia de hechos gravísimos que, con el transcurrir de los días, muestran patrones comunes. Exigimos que

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Direitos Humanos/Assange na prisão é "tratado pior do que um assassino"


12 agosto 2019, Resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/pilger/assange_08ago19.html

por John Pilger


Julian Assange está a sofrer de uma saúde fraca em consequência do mau tratamento na prisão, de acordo com o jornalista John Pilger que recentemente visitou o fundador da WikiLeaks.

Ao descrever as condições "em deterioração" de Assange, Pilger afirmou que ele está a ser tratado "pior do que um assassino" no presídio de Belmarsh, em Londres.

"Ele está isolado,

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/Paulo Guedes: Um “liberal” à moda Pinochet


Publicado 03/07/2019 às 13:25 - Atualizado 03/07/2019 às 13:27, OutrasPalavras https://outraspalavras.net/direita-assanhada/um-liberal-a-moda-pinochet/

Outras Palavras, Direita Assanhada


Paulo Guedes é o ministro do ataque à Previdência, da destruição da indústria e da submissão aos EUA. Mas é também o ex-assessor da ditadura chilena que aprendeu a esconder este projeto por trás de gritos em defesa da família e da moral

1-Jair Bolsonaro, Presidente da República, tem declarado que “nada entende de economia”.

2-Segundo Bolsonaro, o economista Paulo Guedes seria o seu “Posto Ipiranga” para a Economia.

3-É uma “terceirização” inédita na História do Brasil, esta de transferir toda a responsabilidade para Paulo Guedes, ministro da Economia, para formular e executar a política econômica.

4-Guedes é um economista ultraneoliberal, cuja visão do Brasil e da economia brasileira é a visão do Mercado, simples para desafios tão complexos quanto os que apresentam as instituições sociais, econômicas e políticas brasileiras.

5-Guedes adotou, integralmente, o Projeto do Mercado para o Brasil.

6-O Projeto do Mercado para o Brasil é o projeto dos muito ricos, dos megainvestidores, das empresas estrangeiras, dos rentistas, dos grandes ruralistas, dos proprietários dos meios de comunicação de massa, dos grandes empresários, dos grandes banqueiros, e

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Mercosul, Brasil/Bolsonaro: Con su ofensa Bolsonaro rompe el silencio de los militares


31 de julio de 2019, Página 12 (Argentina) https://www.pagina12.com.ar/209384-con-su-ofensa-bolsonaro-rompe-el-silencio-de-los-militares?cx_testId=3&cx_testVariant=cx_1&cx_artPos=2#cxrecs_s


A pesar de las pruebas, negó que Fernando Santa Cruz Oliveira fuera asesinado por la dictadura

Las afirmaciones del mandatario pueden ser una confesión de quien tiene "conocimiento de lo que pasaba en los sótanos de la dictadura" planteó el hijo del desaparecido Santa Cruz Oliveira. Presentó el caso en la justicia. 

Luiz Inácio Lula da Silva fustigó al "tirano" Jair Bolsonaro por sus declaraciones sobre un preso político desaparecido en 1974 cuando era parte de la resistencia a la dictadura . A pesar de la documentación y testimonios existentes el mandatario de extrema derecha negó que Fernando Santa Cruz Oliveira haya sido detenido y asesinado por el régimen, lo que dio lugar a una repulsa poco menos que unánime. Hasta derechistas que apoyan su gobierno tomaron distancia del presidente ante una de las afirmaciones más divorciadas de la realidad que haya pronunciado desde su toma de

terça-feira, 9 de julho de 2019

União Europeia/Novos hierarcas não eleitos da UE darão continuidade à desordem actual


04/Julho/2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/europa/escolhas_ue_03jun19.html

por John Laughland*

Apesar de tudo o que aconteceu na UE nos últimos cinco anos, os seus estados membros resolveram seleccionar quatro políticos que encarnam a continuidade total com todas as políticas que levaram a UE à desordem actual.

Nenhuma das recentes calamidades persuadiu o bloco a alterar, ainda que ligeiramente, a sua rota. Nem a ascensão de partidos anti-sistema na Itália, Alemanha, França, Finlândia e alhures. Nem a ascensão de forças [ditas] patrióticas na Polónia e na Hungria. E nem o Brexit, o qual em termos económicos é o equivalente à perda não de um estado membro mas sim de 20 – e que destruirá as actuais disposições orçamentais da UE.

Os quatro homens e mulheres cujas nomeações foram marteladas na terça-feira estão todos determinados a criar uns "Estados Unidos da Europa" (para citar a futura nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von de Leyen) e portanto a prosseguir exactamente com a mesma integração europeia que está a provocar tanta tensão interna em estados membros da UE e suas instituições. Além disso, três dos quatro vêm dos estados nucleares da UE, os membros fundadores originais em 1951, sem nenhum da "nova Europa" no Leste ou no Centro da mesma. É como se, neste tempo de crise profunda, a UE quisesse retornar às suas fontes de cerca de 70 anos atrás, ao invés de

terça-feira, 25 de junho de 2019

Brasil/Lula vai levar à ONU denúncia de pressões de militares e Bolsonaro para mantê-lo preso


25 de junho de 2019, 05:03 h, Brasil 247 https://www.brasil247.com (Brasil) https://www.brasil247.com/brasil/lula-vai-levar-a-onu-denuncia-de-pressoes-de-militares-e-bolsonaro-para-mante-lo-preso

 A defesa do ex-presidente Lula vai levar à ONU as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site The Intercept. Será mais uma denúncia no organismo internacional das manipulações ilegais do hoje ministro do governo de extrema-direita que resultaram na condenação do ex-presidente


247 - A defesa do ex-presidente Lula vai levar à ONU as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol reveladas pelo site The Intercept.

Será mais uma denúncia no organismo internacional das manipulações ilegais do hoje ministro do governo de extrema-direita que resultaram na condenação do ex-presidente.
  
A informação

domingo, 25 de setembro de 2016

Ecuador/NOVA OPERAÇÃO CONDOR TEM LULA E CRISTINA KIRCHNER COMO ALVOS

23 septiembre 2016, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Editorial do jornal El Telégrafo, do Equador

Querem ocultar as corrupções do presente, prendendo líderes populares da esquerda como banquete para a opinião pública, entorpecida pelo ódio à política.

É evidente que não se trata de uma simples coincidência. Se antes foram os grupos de conspiradores formados dentro das instituições militares latino-americanas os que protagonizaram os casos de tomada de poder derrubando governos legitimamente constituídos, agora são os aparatos judiciais e midiáticos os que lideram esta nova retomada do poder por parte dos setores empresariais, defensores do neoliberalismo, que desta vez atacam os governos progressistas que se constituíram no subcontinente.
 
Claro que, por trás dessa nova onda, impulsadas pelos mesmos de sempre, estão os mesmos objetivos de outrora, ainda que com novos métodos: desta ve, usam como arma a difamação, buscam o desprestígio, a constante condenação moral de tudo aquilo que fazem os líderes de governos progressistas, tentando sempre vinculá-los a atos de corrupção.
 
São as mesmas narrativas, criadas e difundidas pelos grandes meios de comunicação, que deformam

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Brasil/Conversa de Romero Jucá revela: golpe foi pacto para barrar Lava Jato



23 maio 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O jornal Folha de São Paulo publica nesta segunda-feira (23) trechos de uma conversa telefônica entre Romero Jucá, ocupante do Ministério do Planejamento, e Sérgio Machado, ex-presidente da Petrobras, em que os dois, citados na operação Lava Jato, discutem sobre a necessidade de afastar a presidenta Dilma para por fim as investigações. Jucá chega a afirmar: “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.

Nas informações publicadas pela Folha, a conversa ao telefone entre o senador licenciado, Romero Jucá, ocupando atualmente o ministério do Planejamento, e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, revela o interesse entre os interlocutores em acelerar o afastamento da presidenta Dilma Rousseff para barrar as investigações da operação Lava Jato. Ambos são citados na operação, sendo que Machado foi alvo de uma das fases e teve sua residência visitada por policiais federais. Romero, citado por delatores, chega a afirmar literalmente: “Com Dilma não dá”. E ambos são categóricos: “Tem que ter impeachment”. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, afirma Jucá.

Mais adiante, o diálogo entre os dois é mais revelador. Machado afirma: "Rapaz, a solução mais fácil era

NOVO ABALO POLÍTICO NO BRASIL: É HORA DA MÍDIA COMEÇAR A DIZER “GOLPE”?



23 maio 2016, The Intercept https://theintercept.com (Brasil)

(To read the English version of this article, click here.)

O país acordou hoje com a notícia das secretas e chocantes conversas envolvendo um importante ministro do recém-instalado governo brasileiro, que acendem uma luz a respeito dos reais motivos e agentes do impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff. As transcrições foram publicadas pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e revelam conversas privadas que aconteceram em março, apenas semanas antes da votação do impeachment na Câmara. Elas mostram explícita conspiração entre o novo Ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o antigo executivo de petróleo Sergio Machado – ambos investigados pela Lava Jato – a medida em que concordam que remover Dilma é o único meio para acabar com a investigação sobre a corrupção. As conversas também tratam do importante papel desempenhado pelas mais poderosas instituições nacionais no impeachment de Dilma, incluindo líderes militares do país.

As transcrições estão cheias de declarações fortemente incriminatórias sobre os reais objetivos do impeachment e quem está por trás dele. O ponto chave da conspiração é

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Perú/EL DIA DE LA VERGUENZA NACIONAL

28 agosto 2015,NuestraBandera https://nuestrabandera.lamula.pe (perú)

Por Gustavo Espinoza M.*

Si el 9 de octubre se celebró durante varios años en el Perú el Día de la Dignidad Nacional como una manera de recordar la fecha en la que las tropas acantonadas en el norte y comandadas por el general Fermín Málaga Prado recuperaron los yacimientos de La Brea y Pariñas y la Refinería de Talara, expulsando a la IPC; el 1 de septiembre bien podría considerarse el Día de la Vergüenza Nacional.

Y es que ésa será en el Perú, una fecha para el recuerdo. Está previsto el arribo del Portaviones “George Washington”, del que desembarcarán 3,200 Infantes de Marina, que -- enviados por los Estados Unidos -- tendrán la tarea de “ayudar al Perú” en la lucha contra el terrorismo y el narcotráfico.

La injerencia militar yanqui en nuestro suelo, no es nueva. Se dio antes, en distintas etapas de nuestra historia. En 1965 -- aún se recuerda -- el gobierno de Fernando Belaúnde Terry programó la llamada “Operación Ayacucho”, considerada una “acción contrainsurgente” cuando asomaran en el país brotes guerrilleros liderados por Luis de la Puente y sus compañeros.

En esos años -- no hay que olvidarlo -- se dispuso el bombardeo con Napalm de aldeas peruanas. Aunque nunca se reportó oficialmente el número de bajas civiles que produjo el hecho, la destrucción de poblaciones y el incendio de inmensas zonas forestales; permite suponer la consumación de ingentes daños a la vida y al eco sistema, de los que el gobierno de entonces nunca quiso hacerse responsable. Hubo “asistencia militar” USA, pero no tropa.

Fueron aviones de los Estados Unidos los que actuaron en esa circunstancia. Su presencia,

terça-feira, 7 de abril de 2015

Brics contra o uso de internet para fins militares

6 abril 2015, Gazeta Russa http://gazetarussa.com.br/brics (Rússia)
Российская газета http://rg.ru (Россия)

TASS

Países exigem internacionalização da gestão da rede, atualmente sob controle dos EUA.

Os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) querem a democratização da atividade da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), declarou o embaixador do Ministério das Relações Exteriores e coordenador do grupo do Brics, Vadim Lukov.

“Queremos a internacionalização da rede de gestão da internet, que até hoje está sob o controle dos Estados Unidos, embora a Icann

sábado, 14 de março de 2015

Brasil/MST emite nota ao povo brasileiro sobre ameaças contra Stédile

12 março 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O MST emitiu nesta quarta-feira (12) uma nota ao povo brasileiro sobre as ameaças que circulam na internet contra o dirigente nacional do movimento, João Pedro Stédile. Nesta terça-feira (11) o guarda municipal de Macaé, Paulo Mendonça, publicou em sua conta pessoal no Facebook um anúncio onde pede “Stédile vivo ou morto” e oferece recompensa de R$10 mil. A incitação ao crime foi encaminhada às autoridades pertinentes. 


Leia na íntegra a carta do MST: 

NOTA AO POVO BRASILEIRO 

Circula pelas redes sociais da internet um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. Em outras palavras, está incentivado e prometendo pagar para matar uma pessoa, no caso João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST. 

Há indícios que a ação criminosa partiu da conta pessoal no facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ). E foi, imediatamente, reproduzida pela maioria das redes sociais que

segunda-feira, 26 de maio de 2014

NOVO CICLO NA GUINÉ-BISSAU

23 maio 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)


Há uma grande esperança de que, depois das recentes eleições legislativas e presidenciais, o processo de transição na Guiné-Bissau termine e se inicie uma era de normalidade constitucional, em que as instituições passem a funcionar nos termos do que estabelecem as leis do país.

Realizado o processo eleitoral, a comunidade internacional espera que os políticos e os militares guineenses estejam à altura dos desafios que decorrem da escolha livre e ordeira do povo da Guiné-Bissau, em eleições consideradas transparentes, ordeiras e credíveis por observadores de diferentes organizações, nomeadamente a União Africana,

quinta-feira, 20 de março de 2014

Paraguai/Silêncio oficial sobre militares dos EUA no país

19 março 2014, Oátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Assunção (Prensa Latina) -- O governo paraguaio mantém absoluto silêncio sobre o pedido de explicação feito pelo Senado sobre a presença de militares estadunidenses no departamento de San Pedro, no norte do país.

A Câmara Alta aprovou há cinco dias um pedido de relatório ao Poder Executivo apoiando assim uma solicitação do senador Sixto Pereira, pertencente à Frente Guasú, coalizão de partidos e organizações sociais.

Demonstraram ter uma preocupação no mesmo sentido também

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Perfil: PIEDAD CÓRDOBA E A LUTA PELA PAZ NA COLÔMBIA

25 abril 2010/Vermelho http://www.vermelho.org.br

Depois de sofrer violência, discriminação e de também ter sido sequestrada - no caso dela, pelos paramilitares de direita - a senadora colombiana Piedad Córdoba dedicou-se a lutar pela libertação dos reféns que ainda existem em seu país.

As imagens de Piedad Córdoba que o mundo conhece mostram a senadora colombiana, de 55 anos, embarcando em helicópteros brasileiros e partindo rumo a lugares perdidos na selva colombiana, enquanto jornalistas de meio mundo ficam olhando para o céu. Ela volta algumas horas depois, em companhia de reféns libertados.

No entanto, quando as luzes das câmeras se apagam, o país que deveria lhe agradecer pelo trabalho e pelos esforços não apenas deixa de fazê-lo como também, em várias ocasiões, retribui o favor com insultos e desqualificações.

Iván Cepeda Castro é o porta-voz do Movice (Movimento das Vítimas de Crimes de Estado) e foi eleito recentemente para o Congresso. Conhece Piedad desde a época em que ela e seu pai mantinham uma íntima relação pessoal e de trabalho.

"Esta relação com meu pai", conta Iván, "foi muito significativa para ela e, de algum modo, transformou sua visão da realidade do país. Por muito tempo eles compartilharam projetos de defesa dos direitos humanos no parlamento e, quando mataram meu pai, foi um golpe muito duro para ela, não só em termos políticos, mas também pessoais. A busca de justiça pela morte de meu pai nos aproximou muito. Minha amizade com Piedad nasce como uma herança de meu pai, que ao longo dos anos fortificamos e estreitamos."

Os ataques a Piedad, segundo Iván, se explicam pelo fato de a senadora ter desafiado a crença de que somente pela via militar, com a guerra, é possível pôr fim ao conflito colombiano.

"A busca de negociações e acordos é uma postura que se defende com relativa facilidade em um momento de consenso social sobre a paz, mas é muito difícil de defender em momentos nos quais a sociedade dá preferência a uma ideologia de segurança quase dogmática, que acredita apenas na guerra e na opção militar", conta.

E completa: "Creio que parte da virtude e da novidade política da posição de Piedad Córdoba reside no fato de ela ter desafiado essa política de segurança democrática, criando a possibilidade de uma prática humanitária em condições muito adversas, uma prática que levou à libertação, até agora, de 14 pessoas."

A definição de Piedad Córdoba como uma mulher que conseguiu desafiar e vencer as adversidades é compartilhada por Olga Amparo Sanchez, diretora da Casa da Mulher de Bogotá e amiga da senadora desde os tempos de universidade.

"É uma mulher que encarna o grande esforço necessário na Colômbia para romper múltiplas formas de discriminação, tanto por sua condição de mulher e de afrodescendente quanto pelo perfil de opositora com convicções políticas alternativas. Por isso acredito que Piedad é uma mulher que venceu e vence a cada dia a discriminação e o preconceito. Este valor e sua inesgotável capacidade criativa de gerar iniciativas políticas que resultem em espaços novos, de encontrar saída para os problemas da Colômbia, são as características que mais me motivam a respeitá-la e admirá-la".

O jornalista Hollman Morris, que acompanhou durante anos o trabalho da senadora na área social, declarou ao Opera Mundi: "Piedad Córdoba é uma pessoa capaz de gerar dinâmicas com suas ações políticas, o que permite que suas posições e iniciativas ocupem o centro do debate político. Isso vale não só para sua dedicação à busca da paz na Colômbia, mas também no âmbito dos direitos humanos. Piedad é uma das poucas figuras políticas da Colômbia que promoveram grandes processos legislativos e debates políticos favoráveis aos setores mais excluídos. Isso apesar de pertencer ao Partido Liberal, que faz parte do establishment político do país."


Violência

Piedad é também uma vítima da violência estatal e paramilitar na Colômbia - e sofreu esta violência de várias formas. Em 1999, a senadora foi sequestrada pelo chefe paramilitar Carlos Castaño, que só a libertou graças a uma forte pressão internacional. Ela decidiu viver um período no Canadá que definiu como exílio. Assim que voltou à Colômbia, foi alvo de dois atentados, o que a obrigou a separar-se da família, que por isso ainda vive naquele país.

"Acredito que a partida para o Canadá foi o momento mais difícil", diz Olga. "Ela teve de deixar tudo para trás e, sem ajuda do Estado e de seu partido, cuidar dos filhos em uma situação muito difícil, abandonando suas causas e lutas. Até hoje Piedad vive uma vida de grandes sacrifícios, quase sempre confinada em casa. Não é fácil para ela, que tanto ama a música, a dança, e é uma excelente dançarina de salsa. Mas isso, ou simplesmente ir a um restaurante ou supermercado, são atividades que hoje ela não pode se dar o luxo de praticar. Ela teve de eliminá-las de sua vida por segurança, por causa da perseguição da imprensa e da pressão do governo. Aprendeu a lidar com a situação com sua própria força, renunciando até mesmo a uma escolta do Estado. É uma mulher forte, mas também muito sensível, capaz de superar essas situações - que não deixam de lhe causar muita dor. Para mim, o que lhe dá força para continuar é ter um objetivo muito claro, que hoje é o de libertar os reféns".

Repúdio e simpatia
Iván explica desta forma a rejeição de alguns setores da opinião pública: "Trata-se de uma série de campanhas midiáticas artificiais de deslegitimação e difamação, que em alguns contextos levaram a golpes muito baixos contra ela, por sua condição racial e de mulher, como no famoso voo Bogotá-Caracas no qual alguns passageiros insultaram e quase a agrediram fisicamente. Mas não é verdade que Piedad seja uma mulher repudiada pela sociedade colombiana. O que ocorre é que alguns meios de comunicação e alguns ideólogos do governo de Uribe exageram esses ataques na tentativa de transformá-los em crença social. Assim como há esse tipo de reação, há manifestações de ampla simpatia e respaldo".

Citando um episódio específico para exemplificar, ele continua: "Lembro-me perfeitamente do momento em que acompanhamos a libertação do ex-deputado Sigfrido Lopez, do departamento de Valle. Quando chegamos à praça central de Cáli, havia uma manifestação com milhares de pessoas. Não conseguíamos chegar à tribuna por causa da quantidade de demonstrações de respeito, admiração e carinho por Piedad. Ela é uma mulher admirada e respeitada por muitos setores da sociedade. A população e seus votos comprovam isso." (Fonte: Opera Mundi)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

GOLPE DE ESTADO EN VENEZUELA: 48 HORAS DE DICTADURA




Chávez regresó al poder el 13 de abril de 2002, sólo dos días desde que fuera derrocado.(Foto: Archivo)

48 horas que estremecieron a Venezuela, 48 horas de dictadura de extrema derecha. Hace 7 años, el pueblo venezolano fue victima de una conspiración entre tres ejes: Militares, Empresarios y Medios de Comunicación Social. Este trío logró derrocar por dos días al Gobierno del presidente socialista, Hugo Chávez.

Maya Monasterios Vitols

10 abril 2009/TeleSUR http://www.telesurtv.net

Venezuela: 11 de abril de 2002. En el país suramericano reina el caos. Hugo Chávez, líder popular progresista había renunciado a sólo cuatro años desde su elección, o al menos eso era lo que afirmaban los medios de comunicación privados y el alto mando militar.
Chávez, quien es reconocido por ser un gran orador, en esta oportunidad no había dicho ni una palabra. En su última alocución, en cadena nacional unas horas antes, Chávez había mandado a activar el Plan Ávila, un plan especial de las Fuerzas Armadas venezolanas cuando hay una conmoción interna que amenaza la estabilidad y seguridad nacional.
La cadena era transmitida a pantalla dividida por las emisoras privadas de alcance nacional, en un lado aparecía Chávez y en el otro, los disturbios en el centro de la ciudad capital. Esta acción fue totalmente ilegal, pues en Venezuela está prohibida la interrupción de una transmisión oficial. Ante esto, el gobernante ordena la salida del aire de los cuatro canales comprometidos con el golpe: Globovisión, Venevisión, Radio Caracas Televisión (RCTV) y Televen.
Pero con lo que no contaba el Gobierno era con el plan alterno de estos medios, que cinco minutos después retomaron su señal vía satélite, con una menor calidad.
Un día más tarde, Pedro Carmona Estanga, hasta ese momento presidente de la patronal Federación de Cámaras Empresariales y Asociaciones de Comercio (Fedecamaras), se autojuramentó presidente de Venezuela, disolvió a todos los poderes constituidos, derogó la Constitución de 1999, 49 leyes habilitantes, se dio a sí mismo poderes supra constitucionales, suspendió los convenios de cooperación de Venezuela con Cuba y hasta le cambió el nombre al país.
Algo estaba claro, en Venezuela estaba en proceso un Golpe de Estado. De las barriadas más humildes de Caracas y de otras ciudades como Maracay (centro norte), entre el pueblo sintió una corazonada, que después se transformaría en una manifestación callejera sin precedentes: Pedían el regreso de Chávez, elegido con la mayor votación de la historia electoral de Venezuela.
Pero ¿Qué pasaba?. En apariencia nada, pues en las televisoras privadas transmitían dibujos animados o películas estadounidenses, mientras cientos de personas se concentraban en varios puntos de Caracas.
"No he renunciado al poder legítimo que el pueblo me dio", escribió Chávez desde su cautiverio.
De parte del nuevo "gobierno de transición", como fue definido por sus creadores, Carmona daba declaraciones a la cadena de noticias estadounidense CNN, donde decía que en el país todo estaba en completa calma y reinaba la normalidad.
Pese a que las cadenas nacionales, que en los días anteriores bombardearon constantemente a los venezolanos con mensajes políticos y que de pronto simplemente callaron, los venezolanos fueron descubriendo la verdad por las transmisiones de televisoras extrajeras en las cuales otras voces como la del fiscal general Isaías Rodríguez o de la ex esposa de Chávez, Marisabel Rodríguez, denunciaban los planes golpistas y el secuestro del líder revolucionario, quien estaba siendo torturado para obligarlo a dimitir.
Desde una remota isla venezolana, La Orchila, el legítimo presidente, Hugo Chávez, estaba preso e incomunicado. Como después se comprobaría, a través de una nota de su puño y letra, no había renunciado, pese a los pedidos de varios generales rebeldes y al anuncio del Alto Mando Militar.
"No he renunciado al poder legítimo que el pueblo me dio", escribió Chávez en una rudimentaria nota en una base naval de Turiamo, al norte del país, desde donde fue trasladado a La Orchila.
Meses más tarde, Chávez relataría que los generales implicados en la conspiración lo amenazaron con bombardear el Palacio de Miraflores con aviones de guerra, tal y como lo hicieran los militares chilenos aquel 11 de septiembre de 1973, en el que murió el presidente socialista Salvador Allende.
"No te inmoles Hugo", ha relatado Chávez en varias oportunidades, al recordar la llamada telefónica que recibió la noche del 11 de abril de 2002 del presidente cubano, Fidel Castro.
De hecho, Fidel Castro, en el libro "Biografía a dos voces", del escritor francés Ignacio Ramonet, confirmó la llamada y confesó que incluso, los militares insurrectos habían ordenado a un pelotón en la isla La Orchila que fusilaran a Chávez, pero que se negaron y amenazaron con amotinarse.
"No te inmoles, Hugo; no hagas como Allende, que era un hombre solo; tú tienes una gran parte del Ejército, no dimitas, no renuncies", le aconsejó en esa oportunidad.
"Chávez no sabe lo que está pasando en Caracas ni en el país. Ya han intentado fusilarlo, pero el pelotón de soldados encargado de disparar se ha negado y ha amenazado con amotinarse. Muchos de los militares que custodian a Chávez están dispuestos a defenderlo y a evitar que lo asesinen", agregó el ex presidente cubano en el libro.
Estando en la remota isla venezolana, Chávez recibió la visita del fallecido Arzobispo de Caracas, Rosalío Castillo Lara, quien en vida fuera un fuerte opositor. La misión de Lara, según Fidel Castro, era chantajear al presidente venezolano para que dimita "Para evitar una guerra civil".
Para hacer tiempo, Chávez finge estar escribiendo un borrador de declaración, que al final, según el político cubano, lo que contenía era el juramento de que nunca renunciaría.
"Chávez trata de ganar tiempo con el obispo. Hace borradores de una declaración. Teme que una vez la carta escrita, se las arreglen para eliminarlo. No piensa renunciar. Declara que tendrán que matarlo antes. Y que no habrá entonces solución constitucional", afirmó.
Desde las sombras
Otros aprehendidos públicamente fueron el ministro del Interior, Ramón Rodríguez Chacín, o el parlamentario Tarek William Saab, ambos apresados en sus viviendas por fuerzas policiales de municipios comprometidos con los golpistas, ahora autoridad, en medio de turbas de opositores que a gritos pedían la expulsión de los funcionarios.
Los demás aliados de Chávez, entre ellos el para entonces vicepresidente Diosdado Cabello, tuvieron que ocultarse, para planificar una estrategia.
Uno de estos héroes de las sombras fue José Vicente Rangel, en ese entonces ministro de la Defensa, y quien jugó un papel primordial en la organización del rescate militar y la recuperación del hilo constitucional.
En entrevista exclusiva vía correo electrónico con el sitio en Internet de TeleSUR, Rangel como encargado de resguardar la soberanía y defensa de Venezuela, articulaba junto a los oficiales leales estrategias de resistencia contra la nueva dictadura.
"Participé en la articulación de la resistencia a través de los contactos con oficiales leales", recuerda el también periodista, defensor de los derechos humanos y quien luego fue nombrado como vicepresidente desde 2002 a 2007.
Al ser cuestionado sobre qué hubiese ocurrido si los golpistas de ese 11 de abril lograban sus objetivos, José Vicente Rangel fue claro: "Una guerra civil cruenta y larga".
Sin apoyo
El gobierno de Pedro Carmona estaba en el poder, pero no logró respaldo internacional de peso. Estados Unidos (EE.UU.) y España, gobernados en ese momentos por los conservadores, George W. Bush y José María Aznar, afirmaron en un comunicado conjunto su "interés y preocupación" por los "acontecimientos" que ocurrían en Venezuela, y aunque no reconocieron oficialmente al Gobierno de facto expresaron su "deseo de que la excepcional situación que experimenta Venezuela conduzca en el plazo más breve a la normalización democrática plena".
En Latinoamérica, el presidente de El Salvador, Francisco Flores, tuvo varios gestos de su reconocimiento al nuevo gobierno y el presidente de Colombia, Andrés Pastrana, llamó por teléfono a Carmona.
Otros gobiernos que apoyaron a Carmona fueron Ecuador, Costa Rica y Nicaragua, intentaron frustradamente dentro de la Organización de Estados Americanos (OEA) que la entidad reconociera oficialmente a la nueva administración.
Frente a esto, los países del Grupo de Río, condenaron la ruptura del orden constitucional en Venezuela, y pidieron al secretario general de la OEA, el colombiano César Gaviria, convocar a una reunión con carácter de urgencia del consejo Permanente del organismo, para analizar la situación y definir la posición al respecto.
El presidente argentino Eduardo Duhalde, el vicepresidente nicaragüense José Mauricio Rizo, el primer ministro de Belice, Said Misa, Cuba, México, Chile y Brasil, a través de su cancillería, condenaron el hecho.
"México y Chile impidieron en abril de 2002 que prosperaran iniciativas de Estados Unidos, España, Colombia y El Salvador para que tuviera éxito el golpe de Estado contra el presidente venezolano, Hugo Chávez", explicó un tiempo más tarde el ex canciller mexicano, Jorge Castañeda.
El precio de la lealtad
El 12 de abril, la sede de la embajada cubana en Caracas fue víctima del asedio y actos vandálicos por parte de un grupo de opositores venezolanos extremistas y disidentes cubanos en el país, quienes irrespetando la normativa sobre los convenios internacionales de delegaciones diplomáticas extranjeras como la inmunidad diplomática, donde se considera a las embajadas como parte territorial del país que representan, además de algunos de los derechos humanos de los residentes en el recinto.
Se dice que hubo violación de los derechos fundamentales del personal diplomático porque los atacantes abrieron las alcantarillas y cortaron los servicios de electricidad y agua al interior de la sede.
Otros daños materiales fueron la destrucción de vehículos, además de la intimidación por parte de las personas que participaron de la agresión, la que según Cuba, fue comandada por el disidente cubano Salvador Romaní, conocido opositor al gobierno de La Habana.
"Este señor (Romaní) llama a las 8:00 de la mañana el día 12 para informar, a la persona que le salió por teléfono, que se dirigía con un grupo de gente a tomar la embajada por asalto", relató poco tiempo después a un diario venezolano el embajador cubano en Caracas, Germán Sánchez.
Luego de varias llamadas a la alcaldía del municipio Baruta, en cuya jurisdicción está la embajada, contó Sánchez, fueron enviados sólo dos policías.
"El jefe de operaciones de la Alcaldía, me imagino que bajo el conocimiento, con la autorización y dirección del alcalde, mandó dos policías para proteger la embajada de una agresión. ¡Dos policías contra el centenar de personas, ávidas de venganza y rencor, ciegas de rabia e ira! Las autoridades estaban, literalmente, con los brazos cruzados", recordó Sánchez.
Algunas horas más tarde se presentó el para entonces alcalde del municipio Baruta, ahora gobernador del estado Miranda, Henrique Capriles Randonski, para pedir a Sánchez entrar al edificio y verificar que no se encontraran refugiados en su interior funcionarios del depuesto gobierno de Chávez, en especial, buscaban a quien por ley debía reemplazarlo, el vicepresidente Diosdado Cabello.
"Y mientras, los policías no hacían nada. Destruían los carros, los lanzaron dentro de la embajada, les cortaron la electricidad y el agua, pusieron en riesgo sus vidas", añade el funcionario cubano.
Radonski sería juzgado por su responsabilidad en estos hechos en 2004, pero fue absuelto en 2006. Pero el proceso contra el actual gobernador mirandino fue reabierto en octubre de 2008.
Todos estos sucesos fueron transmitidos por la televisión privada nacional. El canal del Estado, Venezolana de Televisión (VTV), no pudo, pues desde hacía horas había sido tomado por la fuerza por el gobernador de Miranda, el opositor, Enrique Mendoza, quien poco antes había amenazado en televisión con sacar del aire a la planta.
"Aquí no nos estamos chupando los dedos, ni somos ningunos pendejos. El Canal 8 va en las próximas horas fuera del aire. Se las echaron de arrechos para sacar del aire a las televisoras comerciales. A esa basura, que se llama el canal 8, la vamos a sacar fuera del aire", fustigó ese día.
¿Por qué?
Varias son las causas que intentan explicar el golpe. Según la oposición y los medios de comunicación social privados contrarios a la administración de Caracas, nunca hubo un derrocamiento, ni gobierno de facto, simplemente hubo un "vacío de poder" que fue rellenado.
Curiosamente, la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela prevé este "vacío", para lo cual activa una línea de sucesión tres altos funcionarios: El vicepresidente, en su ausencia, el presidente de la Asamblea Nacional, si éste no está, le correspondería al presidente del Tribunal Supremo de Justicia. Ninguno de ellos fue convocado por la oposición.
Una las tesis manejadas por el gobierno de Venezuela es el control del petróleo.
Rangel opina que el golpe de Estado contra el gobierno de Chávez puede explicarse por las ambiciones de Estados Unidos para recuperar el control de la empresa petrolera venezolana, Petróleos de Venezuela (Pdvsa).
"Se pagó el precio de la poca experiencia de gobierno. Algo que ahora se tiene. Sobre las causas hay muchas, pero la más importante para mi fue la conjura montada por el gobierno norteamericano para recuperar el control de nuestra industria petrolera", dijo Rangel.
Y es que, precisamente unos meses antes del golpe, el gobierno de Caracas había nombrado a una nueva junta directiva en Pdvsa, distinta a los gerentes que durante años la administraron y defendieron la privatización de una de las empresas energéticas más ricas del mundo.
Entonces empezó una campaña, apoyada por los medios televisivos e impresos de circulación nacional, el favor de la "meritocracia", sobre la que supuestamente siempre habían descansado las bases de la empresa.
Otro factor que influyó en los planes conspirativos fue la aprobación de 49 leyes habilitantes por parte del Ejecutivo, a través de un poder dado por la Asamblea Nacional, llamado Ley Habilitante. Esta norma le permite aprobar leyes de interés nacional sin necesidad de que pasen por debates y votaciones a la que estaría sometida en el Parlamento. La idea era, según el Gobierno, agilizar la salida de leyes cuya aplicación era de suma importancia.
Entre las directrices aprobadas en ese momento destacan la Ley de Reforma Agraria, que prohíbe entre otras cosas el latifundio y la ociosidad de tierras, y la ley Orgánica de Hidrocarburos Líquidos. Las dos legislaban sobre importantes recursos económicos, que tradicionalmente habían sido administrados por las clases empresariales o élites políticas.
Sangre necesaria
Cuando cientos de opositores concentrados en Pdvsa Chuao, al este de Caracas, aceptaron desviar su "marcha pacífica" hacia Miraflores para exigirle al presidente Chávez que renunciara, no podían imaginar lo que allí iba a ocurrir.
En cuestión de minutos, en pleno centro de Caracas, cercanos al palacio presidencial, 19 personas, murieron, casi todas con tiros fulminantes en la cabeza. Los caídos no fueron exclusivos de la oposición, pues en las inmediaciones de Miraflores, desde hacía días un grupo de afectos al gobierno de Chávez, se encontraban concentrados.
Esa misma tarde, efectivos de la Casa Militar (guardia presidencial) y de la Disip (policía política), arrestaban a siete presuntos francotiradores en el Hotel Ausonia, contiguo a la sede presidencial. El 12 de abril, al día siguiente de consumado el golpe, los sospechosos fueron dejados en libertar, sin restricciones, por un juez temporal.
Aunque aún no se conoce a ciencia cierta la identidad de los tiradores, algunos medios de comunicación social publicaron versiones. El portal español Rebelión, a mediados de junio de 2002, aseguró que el equipo estaba conformado por dos extranjeros y cinco venezolanos.
"Los cuerpos policiales y de inteligencia lograron identificar a las personas que dispararon desde el hotel Ausonia, en el centro de Caracas, contra los manifestantes opositores y seguidores de Chávez el 11 de abril, a partir de rastros e informaciones recabadas en el establecimiento, aeropuertos y oficinas de identificación. Se trata de cinco ciudadanos venezolanos, uno colombiano y otro estadounidense radicado en el país, quienes abandonaron el país a mediados de abril, pero son buscados por la Interpol en toda América Latina", relató el diario.
La teoría de los francotiradores puestos por los golpistas cobró vida cuando el ex corresponsal de CNN en Venezuela para esa fecha, Otto Neustald, reveló meses después en un foro ante estudiantes de comunicación social en la venezolana ciudad Maracay, que él mismo había grabado horas antes del que cayera el primer muerto un video, que transmitieron los medios en plena masacre, donde los altos mandos militares leían un comunicado donde ya se hablaba de muertos y se desconocía la autoridad del presidente.
Neustald afirmó que se filmaron varios ensayos antes de grabar el vídeo definitivo, los cuales se grabaron "dos horas antes de producirse los primeros muertos". En estos ensayos el vicealmirante Héctor Ramírez Pérez afirma que "está masacrando a personas inocentes con francotiradores. Para este momento van seis muertos y decenas de heridos en Caracas".
El canal Venevisión, propiedad de Gustavo Cisneros, transmitió una y otra vez imágenes de los supuestos asesinos: un grupo de concejales del partido de gobierno que disparaban hacia un punto que en la grabación nunca determinan con exactitud.
A estos hombres, a los que se les llevó a la justicia y fueron absueltos, los medios de comunicación los bautizaron como "los pistoleros de Puente Llaguno", pues fue desde esa infraestructura que descargaron sus armas.
Como después lo explicarían ellos mismos, y quedaría registrado en grabaciones desde otros ángulos, los concejales disparaban hacía un contingente de la Policía Metropolitana (PM), en ese momento bajo las órdenes de Alfredo Peña, ex alcalde Mayor, opositor, aunque llegó al cargo con el apoyo de Chávez.
En el documental, "Puente Llaguno: Claves de una masacre", del director Ángel Palacios, se muestra que llamados "pistoleros" disparaban hacia una zona despejada, a la que no llegó nunca la marcha opositora y lo hacían para defenderse de las balas provenientes tanto de francotiradores como de la PM.

http://www.telesurtv.net/noticias/entrev-reportajes/index.php?ckl=233

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Bolivia/La Unasur evidencia que en Pando hubo masacre y alista informe para fin de mes

Agencia Boliviana de Información http://www.abi.bo

La Paz, 4 noviembre 2008 (ABI) - La Comisión Especial de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) informó este martes que, por la magnitud de los datos recolectados y los testimonios directos, se evidenció que fue una masacre lo sucedido el 11 de septiembre pasado en Porvenir (Pando), y que el informe final con los detalles correspondientes se prevé que esté listo a fines de noviembre.

"Efectivamente, nosotros consideramos que hubo una masacre", declaró el jurista argentino Rodolfo Mattarollo, quien encabeza la Comisión de la Unasur que investiga los hechos acontecidos en Pando.

Sin embargo, Mattarollo explicó que las características (de la masacre), el marco de esa situación y la calificación de esa violación de los derechos humanos la darán a conocer en el informe que elevará a la Presidencia pro Témpore de la Unasur.

La Unasur en la investigación que realiza sobre los hechos sangrientos, visitó las regiones, se entrevistó con testigos (parte y contraparte), se reunió con los bolivianos que se encuentran en Brasilea y el domingo, al mediodía, concluyó la recolección de datos en Pando.

Asimismo, estuvo en la cárcel de San Pedro, de La Paz, en donde se reunió con el ex prefecto Leopoldo Fernández durante tres horas y media.

"Dialogamos con él, nos dio su versión de los hechos, su visión de la situación política de Bolivia (...) Las conclusiones yo no las voy a adelantar en este momento, pero les puedo asegurar que nos ha parecido importante esa entrevista, como también haber entrevistado este martes en Viacha a las personas que están detenidas (confinadas). Todo esto forma parte de esa actitud de imparcialidad que ha sido una característica de nuestro trabajo", explicó.

Respecto a la masacre, Mattarollo señaló que es un término muy preciso en el derecho internacional de los derechos humanos, al igual que en las Naciones Unidas en donde existe procedimientos especiales.

"El relator especial de Naciones Unidas sobre esta temática considera masacre a la privación ilegal de la vida de tres o más personas en el mismo acto, en el mismo acontecimiento, y aquí estamos evidentemente ante un fenómeno de esa naturaleza", mencionó.

La comisión de la Unasur, al evidenciar que el 11 de septiembre en la población del Porvenir, ubicada a 30 kilómetros de Cobija (capital de Pando) hubo una masacre, coincidió con varios informes de Derechos Humanos, Defensor del Pueblo, autopsias de la Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FLECC), un Juez y testimonios de las víctimas que determinan que los sucesos sangrientos son producto de una masacre.

A fines de septiembre, misiones humanitarias, Derechos Humanos, Defensor del Pueblo, Cruz Roja, militares, parlamentarios, Iglesia Católica, Fundación Jubileo, investigadores de la FELCC y fiscales, que se constituyeron en la región para investigar los hechos sangrientos, determinaron que hubo masacre y producto de ello fallecieron 18 personas, la mayoría campesinos.

Ante ello, Mattarollo señaló que la Comisión que preside se va a expresar de acuerdo a una convicción moral a la que llegue a través del análisis de todo el material recogido.

"Lo que nos importa fundamentalmente es el material que nosotros hemos logrado obtener en testimonios directos de los más diversos sectores, y esa va a ser la fuente principal de nuestra actividad junto a los peritajes y la documentación que obtengamos. En función de esas fuentes, nosotros sacaremos nuestras conclusiones y probablemente vamos a señalar las responsabilidades", manifestó.

Respecto al tiempo que va a demorar la presentación del informe final, el representante de la Comisión de la Unasur explicó que tendrá características de celeridad.

En nuestros planes, antes de fin de este mes o a fines de este mes, en términos de semanas puede estar listo ese informe", declaró.

El Comisionado también abrió la posibilidad, tomando en cuenta una serie de circunstancias, que haya más víctimas de las que se conoce hasta ahora.

"Se ha pasado de una lista de varias decenas de víctimas a una de 18 digamos, me refiero a muertos, nosotros pensamos que puede haber más por las circunstancias del río, personas que pueden haber sido arrastradas por la corriente y que no han sido encontrados sus cuerpos", señaló Mattarollo.

http://www.abi.bo/index.php?i=noticias_texto_paleta&j=20081104213810&l=200811040019_Mattarollo_(der.)_lidera_la_comisi%F3n_de_investigadores_de_la_Unasur_(ABI).