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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Mercosul, Brasil/A soberania queima junto com a Amazônia e a venda da Petrobrás – Dilma Rousseff


27 08 2019, Tlaxcala (México) http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=26833
Tlaxcala, a rede internacional de tradutores pela diversidade linguística

Dilma Rousseff
 

A devastação da floresta amazônica é uma face assustadora da destruição da soberania nacional. É um crime de lesa-pátria cometido pelo governo Bolsonaro. A derrubada de árvores e as queimadas, sob a inoperância tolerante do governo,  representam uma agressão à soberania nacional tão grave como a venda de empresas públicas estratégicas brasileiras como a Petrobrás, prevista para ocorrer até 2022. A catástrofe ambiental e as privatizações são perigosas, porque algumas decisões econômicas podem ser revistas e revogadas, mas a extinção da maior floresta tropical do mundo e a venda da sétima empresa de petróleo do planeta são irreversíveis.

Não é coincidência que, num mesmo dia, o governo neofascista tenha acusado organizações sociais que defendem a Amazônia de autoras dos incêndios florestais e anunciado a privatização de 17 empresas públicas, acenando ainda com a venda da Petrobras, a maior empresa brasileira. Trata-se de um projeto de destruição do Brasil – tanto de suas empresas quanto de suas riquezas naturais.

A defesa da Amazônia ganhou caráter de urgência, questão imediata a ser

quinta-feira, 20 de março de 2014

Paraguai/Silêncio oficial sobre militares dos EUA no país

19 março 2014, Oátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Assunção (Prensa Latina) -- O governo paraguaio mantém absoluto silêncio sobre o pedido de explicação feito pelo Senado sobre a presença de militares estadunidenses no departamento de San Pedro, no norte do país.

A Câmara Alta aprovou há cinco dias um pedido de relatório ao Poder Executivo apoiando assim uma solicitação do senador Sixto Pereira, pertencente à Frente Guasú, coalizão de partidos e organizações sociais.

Demonstraram ter uma preocupação no mesmo sentido também

sábado, 14 de março de 2009

Paraguay/Lugo defende “rosto humano” ao Mercosul

Organizado conjuntamente pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), o primeiro dos seis Diálogos Sociais do Mercosul reúne diferentes denominações religiosas do continente.

12 março 2009/Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br

Daniel Cassol, correspondente em Assunção (Paraguai)

Presidente temporário do Mercosul, o dirigente paraguaio Fernando Lugo deu início nesta quarta-feira (11), em Assunção, a uma série de encontros com organizações sociais dos países integrantes do bloco econômico com o objetivo de “dar um rosto humano” ao Mercosul, conforme o lema de sua gestão.
“Ainda em minha vida de cidadão, não comprometido com a questão presidencial, me perguntava se o Mercosul, que tem uma fachada de um edifício economicista e aduaneiro, poderia consolidar-se como uma associação de culturas de diferentes povos”, afirmou o presidente paraguaio na abertura do encontro, que termina nesta quinta.
Organizado conjuntamente pelo Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), o primeiro dos seis Diálogos Sociais do Mercosul reúne diferentes denominações religiosas do continente. A abertura do evento contou com a participação do frade dominicano Frei Betto e do teólogo Leonardo Boff. Os quatro eixos do encontro discutem a relação com o Estado, a cidadania religiosa, a defesa do meio-ambiente e a redução da pobreza na América Latina.
“Vivemos num continente onde a religiosidade exerce um papel cultural hegemônico em toda a população e há uma diversidade religiosa muito grande. É preciso valorizar este perfil e criar condições de diálogo para que as denominações religiosas possam cooperar com a sociedade política, com os projetos de políticas públicas e com a melhoria das condições de vida do povo”, disse Frei Betto.
De acordo com o reverendo Juan Gatinoni, diretor da CLAI, é a primeira vez que a entidade protagoniza um diálogo no âmbito oficial do Mercosul. Ele acredita que a presença de governos progressistas no continente permite maior participação da sociedade civil nos rumos do bloco. “Estes governos progressistas podem receber a maior quantidade de opiniões para implementar medidas políticas que possam ajudar a reduzir as diferenças entre ricos e pobres e proteger o meio-ambiente”, afirmou.
Outros três encontros entre as denominações religiosas acontecem no Uruguai, em abril, e no Brasil e na Argentina, em maio. Até o mês de julho, quando Fernando Lugo entregará a presidência temporária do Mercosul para seu colega uruguaio Tabaré Vasquez, o CLAI pretende formalizar propostas a serem remetidas aos presidentes do bloco.
Além das expressões religiosas, os demais diálogos sociais promovidos por Lugo reunirão jovens, trabalhadores, parlamentares e sociedade do Mercosul. O tema da energia, caro ao presidente paraguaio devido às negociações com Brasil e Argentina, também terá um encontro especial. De acordo com Lugo, mais de 80 organizações sociais estão participando na organização dos diferentes diálogos.
“O Mercosul não deve ser simplesmente uma publicação quadriculada, com taxas e tarifas, se não deve ser o horizonte de melhores dias para seus únicos destinatários, os homens e mulheres que habitam nossos países”, finalizou o presidente.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/agencia/internacional/lugo-defende-201crosto-humano201d-ao-mercosul

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Manifesto respalda decisão equatoriana

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina http://www.adital.com.br

2 dezembro 2008

Adital - Cerca de 500 pessoas, entre intelectuais, artistas e lutadores sociais, de mais de 24 países já assinaram o Manifesto pelo Equador e pela Constituição de uma Rede Mundial contra a Dívida Ilegítima. A iniciativa é conseqüência das revelações feitas pelo informe de uma auditoria realizada nas contas públicas do Equador, que mostraram irregularidades na aquisição de empréstimos estrangeiros. Com isso, as organizações sociais pretendem respaldar a decisão do presidente Rafael Correa de interromper o pagamento da dívida.
No documento, os manifestantes recordam que a América Latina e o Caribe continuam pagando tributos coloniais. Segundo eles, as dívidas contraídas ilegalmente acabam por enfraquecer a soberania dos povos, obrigando-os a entregar suas riquezas: "Dívidas odiosas contraídas pelas ditaduras, feitas para subjugar e reprimir, combinam-se com dívidas expansivas que paradoxalmente quanto mais se pagam, mais crescem. As dívidas não foram contraídas pelos povos, mas sim contra eles".
De acordo com o manifesto, a IV Frota, o Plano Colômbia, a Iniciativa Mérida e os Comandos Sul e Norte são tidos como os antigos navios canhoneiros que impunham os empréstimos quando das Guerras de Independência, porém encobertos por sutis mecanismos financeiros. Dessa forma, os manifestantes acreditam que dívidas contraídas assim são ilegítimas e já foram pagas várias vezes.
A decisão do governo equatoriano, tomada no dia 20 de novembro deste ano, é qualificada como um ato "da maior transcendência histórica", ao se propor a julgar os responsáveis por contrai-la e a usá-la em nome do povo. "Diante da crise financeira e da recessão econômica provocada pela voracidade das corporações transnacionais, que agora querem fazer que nossos povos a paguem, é indispensável estender em nível mundial o rechaço definitivo ao pagamento da dívida ilegítima", afirmam.
Por fim, os assinantes do manifesto se comprometem a promover a criação de uma Rede Mundial contra a Dívida ilegítima e os Tributos Coloniais, em coordenação com todas as atividades existentes contra o pagamento da dívida. Entre as personalidades que já assinaram o documento, encontram-se o Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel; o dominicano Frei Betto; o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein; o escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Para aderir ao manifesto, escreva para anacecena@gmail.com

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil
Para receber o Boletim de Notícias da Adital escreva a adital@adital.com.br