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sexta-feira, 17 de julho de 2015

'REVELAR ORIGEM DA DÍVIDA GREGA PROVOCARIA REVOLUÇÃO FINANCEIRA MUNDIAL'

15 julho 2015, Carta Maior cartamaior.com.br (Brasil)

Vanessa Martina Silva -- Opera Mundi


Membro da comissão que auditou parte da dívida pública grega, Maria Lúcia Fattorelli questiona: é 'rídiculo' culpar Atenas pela crise europeia

A pressão realizada pelos credores europeus para que a Grécia aceitasse o acordo para um resgate financeiro foi, na verdade, uma tentativa de impedir que se conheçam as origens “ilegais e ilegítimas” da dívida, uma vez que isso provocaria “uma revolução no sistema financeiro mundial”. É o que defende Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal, que fez parte, no início do ano, das primeiras atividades da comissão internacional que realizou a auditoria da dívida grega, a convite da presidente do Parlamento grego, Zoe Konstantopoulou.

As conclusões iniciais a que o levantamento, do qual Fattorelli fez parte nas primeiras sete semanas de investigação, revelam que “os mecanismos inseridos nesses acordos [de resgate do país] eram para beneficiar os bancos e não a Grécia. (…) A questão é: por que eles [troika] têm que jogar tão pesado?”. Ela responde: “Porque a Grécia pode revelar o que está por trás. A tragédia da Grécia esconde o segredo dos bancos privados. Ela poderia colocar a nu as estratégias utilizadas para salvar bancos e colocar em risco

terça-feira, 23 de junho de 2015

Grécia/Maria Lucia Fattorelli discursa na abertura da Comissão de Auditoria da Dívida Grega no Parlamento Helênico, em 4/4/2015

22 junho 2015, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

Publicado em 19/4/2015
Tradução para o português: Rafael Machado

Maria Lúcia Fattorelli*

Maria Lucia Fattorelli discursa na abertura da Comissão de Auditoria da Dívida Grega no Parlamento Helênico, em 4 de Abril de 2015.

Boa Tarde a todos!

Para mim, é uma grande honra poder participar desse momento histórico. Agradeço a Presidenta do Parlamento Grego, Zoe Konstantopoulou, por me convidar para integrar a Comissão de Auditoria da Dívida Grega.

Minhas origens são populares. Venho da sociedade civil da América do Sul (Brasil), e por 15 anos coordeno o movimento pela Auditoria Cidadã da Dívida, lutando pela auditoria da dívida pública do meu país: um dos países mais ricos (sétima maior economia mundial), mas que também convive com uma desigualdade social das mais tristes. E nas últimas décadas, a principal responsável por isso tem sido a dívida; e é por isso que temos que lutar pela sua auditoria.

Então, em primeiro lugar, quero parabenizar -- através das figuras de Zoe Konstantopoulou e Sofia Sakorafa --, o povo grego em função do que estamos começando aqui hoje: A instalação de uma comissão pela auditoria da dívida pública pelo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A AUDITORIA É LEGÍTIMA: EQUADOR TEM DIREITO

Jubileu Sul/Brasil *

16 dezembro 2008/[ADITAL] Agência de Informação Frei Tito para a América Latina

Tradução: ADITAL www.adital.com.br

Carta da Assembléia Nacional da Rede Jubileu Sul Brasil
A Rede Jubileu Sul Brasil, reunida em Assembléia Geral, em Salvador, Bahia, de 10 a 12 de dezembro de 2008, reafirma seu apoio à decisão soberana do governo do Equador, bem como dos movimentos e organizações sociais do país, de levar adiante as conclusões da Comissão de Auditoria Integral do Crédito Público (CAIC), que podem trazer como consequência o não pagamento das dívidas ilegítimas. O fazemos tomando como base os princípios de justiça.
A auditoria é um instrumento fundamental para descobrir a verdade sobre o processo de endividamento público com base em documentos e provas; é um procedimento soberano, digno e responsável para com um povo que, historicamente, tem carregado o peso das dívidas.
A decisão de questionar o empréstimo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Brasil à Odebrecht para a construção da hidrelétrica de San Francisco é uma consequência direta do fato de que em junho, a menos de um ano antes de sua inauguração, o dique teve que sair de operação devido a graves falhas técnicas. O incidente não somente colocou em perigo o abastecimento de energia para o Equador, como também poderia ter causado graves desastres sócio-ambientais e irrecuperáveis impactos causados pela construção. Nesse contexto, as conclusões e recomendações da CAIC, que encontrou inúmeras ilegalidades e ilegitimidades nos contratos analisados, serviram para reforçar a ação equatoriana de defesa de seus direitos e patrimônio. O governo do Equador tem o direito legítimo de questionar a natureza dessa dívida e o governo brasileiro tem a obrigação de fiscalizar e, eventualmente, julgar a Odebrecht e o BNDES.
A criação da CAIC foi uma resposta do governo equatoriano às demandas dos movimentos sociais do país e sua experiência é uma colaboração sem precedentes à luta mundial contra a dominação da dívida imposta a nossos povos e países. Sua composição plural e seu caráter participativo e transparente são a fonte de sua legitimidade. Seus resultados podem ser o passo inicial para que os governos de todos os países do Sul, sobretudo nesse momento de crise, de maneira coordenada e soberana, avancem na suspensão do pagamento das dívidas ilegítimas e exijam a restituição e reparações daquilo que já foi cobrado injustamente.
Nesse sentido, exortamos aos demais governos da região e do mundo, especialmente ao governo brasileiro, respaldar a ação soberana do governo equatoriano e a empreender iniciativas similares. Esperamos que os resultados da Auditoria realizada pelo Equador, junto à ação coordenada de outros países, sejam uma contribuição significativa para a construção de um sistema financeiro autônomo que elimine o endividamento ilegítimo e esteja ao serviço dos povos e da natureza. É hora de recuperar o controle de nossos recursos.

Salvador, 12/12/2008

*********

Leia mais
Nota em defesa do Movimento pela Auditoria da Dívida
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36334
Relatório revela irregularidade na dívida externa
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36141
Manifesto por Equador
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36301

* Jubileu Sul/Brasil

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=36547

Ao publicar em meio impresso, favor citar a fonte e enviar cópia para: Caixa Postal 131 - CEP 60.001-970 - Fortaleza - Ceará - Brasil

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Manifesto respalda decisão equatoriana

Agência de Informação Frei Tito para a América Latina http://www.adital.com.br

2 dezembro 2008

Adital - Cerca de 500 pessoas, entre intelectuais, artistas e lutadores sociais, de mais de 24 países já assinaram o Manifesto pelo Equador e pela Constituição de uma Rede Mundial contra a Dívida Ilegítima. A iniciativa é conseqüência das revelações feitas pelo informe de uma auditoria realizada nas contas públicas do Equador, que mostraram irregularidades na aquisição de empréstimos estrangeiros. Com isso, as organizações sociais pretendem respaldar a decisão do presidente Rafael Correa de interromper o pagamento da dívida.
No documento, os manifestantes recordam que a América Latina e o Caribe continuam pagando tributos coloniais. Segundo eles, as dívidas contraídas ilegalmente acabam por enfraquecer a soberania dos povos, obrigando-os a entregar suas riquezas: "Dívidas odiosas contraídas pelas ditaduras, feitas para subjugar e reprimir, combinam-se com dívidas expansivas que paradoxalmente quanto mais se pagam, mais crescem. As dívidas não foram contraídas pelos povos, mas sim contra eles".
De acordo com o manifesto, a IV Frota, o Plano Colômbia, a Iniciativa Mérida e os Comandos Sul e Norte são tidos como os antigos navios canhoneiros que impunham os empréstimos quando das Guerras de Independência, porém encobertos por sutis mecanismos financeiros. Dessa forma, os manifestantes acreditam que dívidas contraídas assim são ilegítimas e já foram pagas várias vezes.
A decisão do governo equatoriano, tomada no dia 20 de novembro deste ano, é qualificada como um ato "da maior transcendência histórica", ao se propor a julgar os responsáveis por contrai-la e a usá-la em nome do povo. "Diante da crise financeira e da recessão econômica provocada pela voracidade das corporações transnacionais, que agora querem fazer que nossos povos a paguem, é indispensável estender em nível mundial o rechaço definitivo ao pagamento da dívida ilegítima", afirmam.
Por fim, os assinantes do manifesto se comprometem a promover a criação de uma Rede Mundial contra a Dívida ilegítima e os Tributos Coloniais, em coordenação com todas as atividades existentes contra o pagamento da dívida. Entre as personalidades que já assinaram o documento, encontram-se o Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel; o dominicano Frei Betto; o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein; o escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Para aderir ao manifesto, escreva para anacecena@gmail.com

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