Noticias, artigos e análises sobre economia, politica e cultura dos países membros do Mercosul, CPLP e BRICS | Noticiero, articulos e analisis sobre economia, politica e cultura de los paises miembros del Mercosur, CPLP y BRICS
terça-feira, 23 de julho de 2019
Brasil/Bolsonaro é o racista-chefe da Ku Klux Klan e do lixo branco brasileiro
terça-feira, 7 de junho de 2016
Brasil/Africanos temem perda de espaço no novo governo brasileiro
quarta-feira, 25 de maio de 2016
NOVO ABALO POLÍTICO NO BRASIL: É HORA DA MÍDIA COMEÇAR A DIZER “GOLPE”?
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Um golpe dos donos de escravos no Brasil?/A Slavers’ Coup in Brazil?
A revista americana The Nation destaca que entre os grupos que buscam promover o golpe, há um pouco discutido: o das empresas que lucram com a escravidão
Um golpe dos donos de escravos no Brasil?
Entre os opositores da combatida – e ameaçada de perder o cargo – presidente do Brasil, Dilma Rousseff, existe um grupo com interesses comuns que se pensava haver perdido seu poder político há cerca de um século: os donos de escravos. Há alguns dias um artigo no The New York Times, que documentou os muitos crimes dos políticos envolvidos no processo de impeachment, disse o seguinte acerca de Beto Mansur, um ardoroso deputado em sua oposição ao Partido dos Trabalhadores (ou PT): “Ele é acusado de manter 46 trabalhadores em suas fazendas de soja no Estado de Goiás em condições tão deploráveis que os investigadores disseram serem eles tratados como escravos modernos.”
A escravidão não é, claro, o principal eixo de conflito entre o governo do PT e seus opositores. Outros – incluindo Mark Weisbrot, Glenn Greenwald, David Mirada, Andrew Fishman, Gianpaolo Baiocchi, Ben Norton e Dave Zirin – documentaram os muitos e diferentes interesses de classe e de status que se aliaram, usando o bordão da “anti-corrupção” tanto para desviar a atenção de sua própria
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Angola/RESPOSTA ENÉRGICA AO CAOS
6 janeiro 2015, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
Os africanos querem construir um continente de progresso e
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Brasil/AS ELEIÇÕES ATUAIS À LUZ DA HISTÓRIA ANTIPOVO
sábado, 3 de maio de 2014
SOMOS TODOS MACACOS
28 abril 2014,
Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Depois da enésima vez que jogaram bananas contra jogadores negros na Europa, Daniel Alves resolveu comer a banana e Neymar declarou: Somos todos macacos.
A Europa “civilizada” se enriqueceu às custas da escravidão e do seu corolário – a discriminação e a redução dos negros a “bárbaros”. Vieram com a cruz e a espada a “civilizar-nos”, isto é, destruir as populações nativas e submete-las ao jugo da dominação colonial. Tiraram milhões de africanos do seu mundo para trazê-los como animais a trabalhar como escravos para explorar as riquezas daqui e enviá-las para enriquecer a Europa “civilizada”.
Todo o movimento histórico da “liberdade, igualdade, fraternidade”, foi feito em função da libertação dos servos da gleba europeus, desconhecendo a escravidão que essa mesma Europa praticava. Ninguém – salvo o solitário Hegel – tomou conhecimento da Revolução Haitiana contra a dominação da França
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Brasil/CPT convida papa para conhecer realidade do camponês brasileiro
25 julho 2013, Brasil de Fato http://www.brasildefato.com.br
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Angola/GINGA, A INCAPTURÁVEL
Revista de História da Biblioteca Nacional http://www.revistadehistoria.com.br (Brasil)
Edição nº 85 - Outubro de 2012 http://www.revistadehistoria.com.br/secao/retrato/ginga-a-incapturavel-1
Poderosa rainha africana, Nzinga Mbandi resistiu à invasão portuguesa, guerreou e exerceu a diplomacia para se manter no poder por quase 40 anos
segunda-feira, 22 de abril de 2013
UNESCO lança livro sobre comércio de escravos
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Brasil/Juízes comemoram aprovação da PEC do Trabalho Escravo pela Câmara dos Deputados
São Paulo - A aprovação na Câmara dos Deputados da PEC 438/01, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, é o reconhecimento de que o problema existe...
São Paulo - A aprovação na Câmara dos Deputados da PEC 438/01, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, é o reconhecimento de que o problema existe no Brasil moderno. A avaliação é do juiz do trabalho Renato Sant’Anna, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). “Agora é seguir lutando para extinguir essa praga social”, comentou Sant’Anna, que acompanhou a votação nesta desta terça-feira (22). A proposta permite a expropriação de imóveis rurais e urbanos onde a fiscalização encontrar exploração de trabalho escravo, destinando-os à reforma agrária e a programas de habitação popular.
Na votação por partido, apenas o PTB manifestou-se contrariamente ao texto por meio do líder, deputado Nelson Marquezelli (SP). Na votação nominal, a PEC recebeu 360 votos a favor, 29 contrários e 25 abstenções. Ao final da sessão, os parlamentares comemoraram a aprovação da proposta, cantando o Hino Nacional.
“A proposta é fundamental para resgatar a dignidade no mundo do trabalho e para acabar de vez com a essa vergonha que é o trabalho escravo contemporâneo”, afirmou Germano Siqueira, diretor de Assuntos Legislativos da Anamatra. “Mas, tão importante quanto à PEC, é conferir à Justiça do Trabalho a competência penal em relação à exploração do trabalho escravo”, disse, ao se referir à PEC 327/2009.
Para Renato Sant’Anna, “a adoção de políticas contrárias à exploração do trabalho humano, o que inclui a perda da propriedade utilizada indevidamente, devem ser pontos prioritários de um governo que se considere progressista e democrático”. O magistrado lembrou também que a proposta vai ao encontro dos princípios constitucionais e das normas internacionais do trabalho. “A proposta é compatível com os princípios da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho”, completou.
Diversos parlamentares, inclusive da oposição, manifestaram-se contra o trabalho escravo, a exemplo do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo. “O trabalho escravo é tudo aquilo que uma sociedade civilizada condena. O crime tem de ser combatido com toda força”, disse. Chinaglia ressaltou que a Constituição já garante o trânsito em julgado e a ampla defesa e, portanto, ninguém perderá a terra por arbítrio dos fiscais do trabalho. Falando pelo PSDB, o líder deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) ressaltou: “A proposta dá uma demonstração pra nós mesmos e para o mundo da compreensão da atividade produtiva no campo e na cidade”.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A ESCRAVIDÃO, O HOLOCAUSTO DOS NEGROS
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4 maio 2012/Pátria
Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)
27 março 2012/Pravda
Ru http://www.pravda.ru (Rússia)
Timothy Bancroft-Hinchey
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Muito se fala sobre o holocausto,
muito se escreveu sobre os atos chocantes de maldade, barbaridade, crueldade
contra vários grupos de pessoas desde os Estados Bálticos, até Europa
Oriental e Central e Alemanha. Mas por quê a Escravidão não ocupa um lugar
igual nos anais da depravação humana? 23 de março foi um dia de lembrança, um
dia de homenagem aos homens, mulheres e crianças que foram arrancadas de suas
casas, suas famílias e entes queridos. Onde estava este dia na mídia
internacional? Esquecido.
A humanidade se lembra, justamente, das atrocidades do passado, garantindo que ficam nas páginas mais negras da história e fazendo com que as gerações futuras obrigatoriamente se apercebem quão baixo o ser humano pode afundar-se, garantindo que nunca maus esses terríveis atos de crueldade podem acontecer novamente. Muito foi dito e escrito sobre o holocausto judeu, mas sobre o holocausto africano – Escravidão? Embora não haja registros exatos, foram feitas tentativas para documentar o número médio de escravos arrancados da África e levados para as Américas pelos ingleses, portugueses, espanhois, holandeses, franceses e dinamarqueses. O número oficial é 10 a 11 milhões. Mas vamos pesquisar mais ... Estimativas credíveis (1) postulam 54 milhões como a cifra de pessoas transportadas contra a sua vontade entre 1666 e 1800. Se levarmos em consideração que o comércio quadruplicou entre 1810 e 1860, e apenas nos EUA, então o valor total seria algo em torno de 200 milhões de pessoas traficadas. Acrescente a isso o efeito sobre as famílias e vemos que este episódio mais terrível de nossa história coletiva é, em termos comparativos, praticamente ignorado. Forçados a ficar deitados, cabeça contra pé, presos aos seus lugares, sem quaisquer estruturas de higiene ou saneamento, eles chegaram ao destino até seis meses depois num mar de excremento. Ou mortos. E este foi apenas o começo de um pesadelo que em muitos casos viram os escravos tratados como animais, ou pior, obrigados a dormir em condições insalubres e apertadas. As punições incluíram serem fechados por trás de uma porta pesada, sem espaço para se movimentar durante até três dias, com insetos e escorpiões rastejando por todo o corpo; ser privado de comida e água; ser espancado; ser chicoteado; ser “saqueado” - colocado dentro de um saco, amarrada no pescoço e sendo arrastado ao redor do perímetro da fazenda atrás de um cavalo; ser preso com um anel ao redor do pescoço ou tornozelo; ser atirado para uma masmorra; orelhas cortadas; ossos quebrados; amputação de membros; olhos arrancados; ser enforcado; castração; ser queimado; ser assado. Por quê? Por comer um pedaço de cana de açúcar, por exemplo. Hoje, 2012, 400.000 pessoas por ano continuam a ser vítimas de escravidão, é por isso que esta coluna raramente é escrita no "Dia da ONU", porque eu considero que todos os dias sejam dias de luta contra a escravidão. Na Mauritânia, um escravo negro pode ser comprado por 11 euros e no Sudão, por 64 Euros. Na Índia, Paquistão, Nepal e Bangladesh, o comércio de escravos continua a processar 25 milhões de euros por ano. 27 milhões de pessoas vivem hoje em condições de escravidão. E não é só em longínquos países como Bangladesh, Sudão ou Mauritânia. De acordo com estatísticas elaboradas por pesquisadores nos Estados Unidos da América (2), "A Agência Central de Inteligência (CIA) estima que 50.000 pessoas são traficadas para, ou transitado através, dos EUA anualmente como escravas sexuais, domésticas, trabalhadores na indústria têxtil, ou escravos agrícolas";
"Entre 100.000 e 300.000
crianças nos EUA estão em risco de tráfico para exploração sexual a cada ano
"... 2,8 milhões de crianças nos EUA vivem nas ruas e um terço delas são
atraídas para a prostituição dentro de 48 horas depois de sair de casa. Casos
de escravidão foram relatados em 90 cidades nos EUA.
Então, não vamos varrer a escravidão por baixo do tapete, não vamos perpetuar a noção de que isso aconteceu no passado e não continua no presente. Continua, sim e os meios de comunicação internacionais devem assumir a causa, que é uma imensa mancha sobre a identidade coletiva da humanidade. (1) http://academic.udayton.edu/race/02rights/slave04.htm (2) http://www.gchope.org/human-slavery-statistics.html |
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Brasil/Pacto contra escravidão se abre para adesões internacionais
24 maio 2011/Reporter Brasil http://www.reporterbrasil.com.br
Empresas são chamadas a cortar relações comerciais - diretas ou indiretas, através das cadeias produtivas de fornecedores ou da importação direta de produtos - com empregadores envolvidos em casos de trabalho escravo
Por Maurício Hashizume
Brasília (DF) - As portas do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo estão abertas para empresas estrangeiras que queiram agir no combate à prática criminosa. O documento com os marcos para a adesão de companhias não brasileiras foi apresentado no IV Seminário Internacional da iniciativa, ocorrido na capital federal na última quinta-feira (19).
Agentes são chamados a cortar relações comerciais - diretas ou indiretas, seja através das cadeias de suprimentos de seus parceiros fornecedores ou da importação direta de produtos - com empregadores específicos envolvidos em casos de escravidão, sem que sejam adotadas barreiras setoriais que podem trazer prejuízos indiscriminados e injustos.
O engajamento das filiais brasileiras, a organização de processos para checar o cumprimento dos marcos do trabalho decente (com obrigações contratuais, cobranças, avaliações de risco e transparência), o suporte a campanhas de informação sobre o tema e o apoio a programas de geração de oportunidades de renda também fazem parte da convocação.
Sucessivos rastreamentos de cadeias produtivas a partir de empregadores envolvidos em casos de escravidão realçam o risco de existência da conexão entre compradores de fora do país e essa produção "suja", manchada pelo desrespeito ao direito ao trabalho digno.
A internacionalização aumenta o potencial do pacto, que se tornou uma referência de comprometimento do setor privado, avalia Caio Magri, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Juntamente com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Instituto Observatório Social (IOS) e a ONG Repórter Brasil, o Instituto Ethos compõe o Comitê de Coordenação e Monitoramento do acordo.
Caio ressalta que os participantes do acordo reagiram quando foram chamados a se posicionar e que as pesquisas referentes às cadeias produtivas propiciaram acúmulo significativo para a base de conhecimentos na área.
Ele sublinha que o exercício do diálogo em busca de melhorias tem sido constantemente praticado pelo conjunto de participantes do Pacto Nacional, que vem inspirando tanto a adoção de políticas corporativas contra a escravidão como o aperfeiçoamento de políticas públicas com o mesmo fim. Esses e outros pontos positivos, projeta o gerente do Instituto Ethos, asseguram a credibilidade e utilidade da ferramenta para além das fronteiras brasileiras.
Referência
A abertura para adesão internacional amplia o alcance da experiência brasileira - considerada pela OIT como uma das mais avançadas do mundo em termos de envolvimento do empresariado. A relevância do compromisso está presente não apenas em relatórios globais do órgão ligado às Nações Unidas (ONU), como também já vem servindo como exemplo de boas práticas, por meio de programas de cooperação Sul-Sul apoiados pelo governo brasileiro, a outras nações da América Latina e da Ásia.
Segundo Laís Abramo, diretora do Escritório da OIT no Brasil, a relevância da iniciativa reside na existência de um trabalho de monitoramento, avaliação e intercâmbio de informações para a implementação de ações concretas, muito além das intenções registradas no papel. No próximo dia 20 de junho, o Pacto Nacional será apresentado nos Estados Unidos para membros do governo e representantes de corporações.
Outro traço que distingue o compromisso, completa Aparecido Donizeti da Silva, do IOS, é a valorização do ponto de vista dos trabalhadores. De acordo com ele, nem sempre as mesas de negociações que envolvem governos e setores econômicos acolhem a posição dos empregados. A pluralidade de integrantes, adiciona, tem ajudado companhias privadas dispostas a assumir a tarefa de intervir em suas respectivas matrizes produtivas, enfrentando possíveis resistências internas e externas.
Na avaliação do sociólogo norte-americano Kevin Bales, reconhecido especialista na questão do trabalho escravo contemporâneo, o Pacto Nacional reforça o papel do Brasil como pioneiro no combate ao crime. "Nos EUA, estamos literalmente há mais de 200 anos tentando fazer um pacto assim. Sonhamos com isso", declarou Kevin, que é fundador e presidente da ONG Free The Slaves e deu palestra no seminário realizado no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
"Por meio dos produtos, o trabalho escravo toca as nossas vidas", sustentou o sociólogo. Uma imagem de jovens estudantes reunidos no intervalo das aulas foi utilizada pelo palestrante para mostrar a variedade de itens (telefones celulares, camisas de algodão, café com açúcar etc.) que podem ter alguma ligação com o trabalho escravo contemporâneo. À plateia do evento que marcou o 6º aniversário do Pacto, Kevin compartilhou ainda experiências como a do International Cocoa Initiative, que tem obtido resultados de uma perspectiva mais setorial centrada no cacau. "Acredito, e estou sendo muito sincero, que o mundo tem muito a aprender com o Brasil. E que o Brasil também tem um pouco a aprender com o mundo".
Outras três iniciativas norte-americanas voltadas à transparência global e responsabilidade empresarial tocante às cadeias produtivas foram abordadas por Andrea Cuba Sanchez, da OIT em Washington (EUA). Assinada pelo governador Arnold Schwarzenegger em 30 de setembro do ano passado, a Lei Californiana de Transparência da Cadeia Produtiva (SB 657) estabelece que corporações com faturamento bruto global superior a US$ 100 milhões por ano que atuam no estado passem a divulgar o que estão fazendo para garantir que não há trabalho escravo em suas cadeias produtivas.
No interior da Lei Dodd-Frank (de reforma de Wall Street e de proteção aos consumidores), guiada no sentido de implementar maior transparência no setor financeiro após a crise que se agravou entre 2008 e 2009, há seções específicas que exigem que as empresas com ações no mercado divulguem com detalhes a origem caso utilizem em qualquer parte de sua cadeia produtiva matérias-primas minerais oriundas da República Democrática do Congo e de outros nove países africanos vizinhos. Diversas pesquisas, relatórios e alertas internacionais vêm associando o comércio desses minerais com estupros em massa, assassinatos e casos de tortura que desentabilizam a região e já resultaram na morte de milhões de pessoas.
Em adição, a legislação ratificada pelo presidente norte-americano Barack Obama cobra ainda que empresas petroleiras e mineradoras deem publicidade ao volume de tributos pagos a governos dos países em que atuam.
Há também, paralelamente, uma iniciativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que ainda está buscando definir diretrizes para eliminar o trabalho infantil e o trabalho forçado no setor.
Monitoramento
Dados extraídos do processo de dois anos de acompanhamento também foram apresentados aos participantes do IV Seminário Internacional. Os objetivos voluntários firmados pelos cerca de 180 signatários atuais aparecem divididos em quatro dimensões: de monitoramento propriamente dito, normativa, de treinamento e de comunicação.
Marco Sayão Magri, do IOS, explicou que o volume de questionários respondidos foi menor em 2011, em comparação com 2010, em decorrência das fusões (em setores como o de frigoríficos, por exemplo) e a priorização de empresas e associações setoriais (em detrimento de outros tipos de entidades organizações sociais que aderiram ao compromisso).
A representatividade dos signatários, sublinhou Marco, pode ser aferida por meio da constatação de que, das dez maiores empresas do Brasil, quatro são signatárias do Pacto Nacional. Além disso, parte substantiva das companhias comprometidas atuam em setores-chave para o enfrentamento à escravidão como agropecuária, mineração e vendas no varejo.
Entre os que gravaram suas posições na plataforma digital de monitoramento, 81% declararam que estão aptas a realizar a suspensão imediata do contrato em caso de envolvimento de algum parceiro comercial na "lista suja" do trabalho escravo. O monitoramento por meio de outras auditorias como SA 8000 ou ISO 14001 é realizado por 59% das empresas.
Preocupam especialmente os números relativos a intermediários e fornecedores indiretos. Um total de 57,9% não estendem as exigências quanto à qualidade comprovada do processo produtivo a intermediários e/ou fornecedores indiretos. O controle sobre fornecedores pontuais, que são acionados esporadicamente, não ultrapassa o patamar de 48%.
No aspecto normativo, 72% das empresas responderam que dispõem de cláusulas contratuais com fornecedores e/ou clientes que estabelecem restrições à utilização de mão de obra escrava. No levantamento anterior, em 2010, esse índice mesmo índice alcançava somente 67%.
Quanto ao treinamento, o que se verificou, mais uma vez, foi que a sensibilidade ao tema verificada entre funcionários dedicados à responsabilidade social não vem sendo transferida a contento para outros departamentos cruciais como os de compra e venda. São muito raros ainda os programas de reintegração social e produtiva dos trabalhadores libertados. Apenas 35% alegam apoiar alguma ação com essa finalidade.
Resultados alarmantes também foram detectados no campo da comunicação. Projetos e campanhas de informações a trabalhadores vulneráveis foram ignorados por 71% dos signatários. É grande o percentual (67%) dos que não colaboram com esferas governamentais para políticas públicas.
Leia, na íntegra, o documento sobre o Compromisso Internacional
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