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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Moçambique/Hidrocarbonetos: mercado nacional deve beneficiar de parte significativa
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Vila de Ressano Garcia, em Moçambique, será importante centro de produção de energia da África Austral
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Moçambique/Produção de gás em Inhambane duplicou desde 2004
Maputo, Moçambique, 18 setembro 2008 - A produção de gás natural nos jazigos de Pande e Temane, em Inhambane, sul de Moçambique, duplicou desde que a sua exploração foi iniciada em 2004, anunciou quarta-feira em Maputo o vice-ministro da Planificação e Desenvolvimento.
Victor Bernardo disse que a produçao de gás aumentou de 53 milhões de gigajoules no primeiro ano de actividade para 104 milhões em 2007 e acrescentou que no primeiro semestre do ano a produção nas duas áreas atingiu 68 milhões de gigajoules.
A exploração e transporte de gás natural das jazidas “on-shore” de Pande e Temane foi entregue em 2004, por 25 anos, à petrolífera sul-africana Sasol.
Nesse ano foi inaugurado um gasoduto com 860 quilómetros de extensão ligando os poços em Moçambique à região industrial sul-africana de Secunda, um investimento de 1,2 mil milhões de dólares.
A maioria das acções do empreendimento que gere o gasoduto é detida pela Sasol, tendo o Estado moçambicano, através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), reservado para si uma posição de 14 por cento (dos 25 por cento disponíveis para accionistas moçambicanos).
A fundição de alumínio Mozal, a empresa Fosforeira, a Cimentos de Moçambique e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) são os principais clientes moçambicanos da Sasol.
Na ausência de indicações conclusivas sobre a existência de petróleo em Moçambique (existem algumas empresas em prospecção no centro e norte do país), as autoridades moçambicanas têm-se concentrado em explorar as reservas comprovadas de gás natural e viabilizar a pesquisa em áreas onde se supõe existirem jazidas.
Na semana passada, a ministra dos Recursos Minerais moçambicana, Esperança Bias, anunciou o início em breve da pesquisa de gás natural na bacia de Búzi (centro), depois de este bloco de pesquisa ter sido concessionado à empresa pública moçambicana ENH.
Paralelamente, a Sasol iniciou trabalhos de abertura de dois a três furos em águas profundas para prospecção e pesquisa de novas reservas de gás natural nos distritos de Machanga (província de Sofala, centro) e Vilanculo (Inhambane, sul), na costa este do arquipélago de Bazaruto, com uma área total de 11 mil quilómetros quadrados. (macauhub)
sábado, 9 de agosto de 2008
Moçambique/A partir de 2009 : Produção nacional reduz importações de gás doméstico
Moçambique vai iniciar, em meados do próximo ano, a produção de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), mais conhecido por gás doméstico ou de cozinha, através de um processo de condensação do gás natural de Temane.
A produção nacional daquele combustível, que visa reduzir a dependência das importações que o país tem que efectuar para prover o mercado daquele produto, será efectuada pela PETROMOC, em parceria com a multinacional sul-africana SASOL. Esta petroquímica explora as reservas de gás natural em Temane e Pande, ambas na província de Inhambane.
Numa primeira fase serão produzidas seis mil toneladas do produto, sendo que a capacidade da infra-estrutura a ser instalada é de condensar até 35 mil toneladas, mais do dobro das cerca de 14 mil que o país importa.
Casimiro Francisco, administrador-delegado da PETROMOC, que ontem revelou o facto ao nosso Jornal na vila de Songo, em Tete, apontou que a produção inicial de seis mil toneladas por ano poderá ser ultrapassada progressivamente com a alocação de mais fundos.
A fonte, que falava à margem do IV Conselho Coordenador do Ministério de Energia, que decorre em Tete, não revelou, entretanto, os montantes a serem investidos no projecto. “É um investimento conjunto com a SASOL e os valores estão ainda por acertar”, disse, reiterando que a produção arranca dentro de um ano.
A materialização deste projecto eliminará a dependência das importações para o abastecimento ao mercado moçambicano em gás de cozinha.
Ainda que não tenham sido avançados detalhes sobre este projecto sabe-se porém que a PETROMOC concluiu há algum tempo um estudo de viabilidade para o efeito.
Com a iniciativa de produção de GPL e tendo em conta os números actuais, o país vai reduzir as importações para quase metade. Ao longo dos anos e quando se alcançar as 35 mil toneladas da capacidade de produção a ser instalada, Moçambique estará também em condições de exportar gás de cozinha.
Entretanto, o IV Conselho Coordenador do Ministério da Energia terminou ontem, após ter analisado questões pontuais do sector, com destaque para as energias novas e renováveis (biocombustíveis, solar e eólica) bem como os megaprojectos como a barragem de Mpanda N’kua e a Central Térmica de Moatize. (José Chissano, no Songo)
domingo, 9 de dezembro de 2007
Moçambique/Região central de Moçambique deve conter hidrocarbonetos
Zacarias usava da palavra numa conferência de imprensa para assinalar o terceiro concurso internacional para a concessão de áreas de prospecção e pesquisa de petróleo na região central da bacia de Moçambique, nomeadamente na parte sul da província da Zambézia e Norte de Inhambane. O concurso, lançado simultaneamente em Maputo e em Londres para atingir a maior parte das companhias petrolíferas sediadas na Europa e no resto do mundo, abrange 61 mil quilómetros quadrados, subdivididos em nove áreas, sendo duas em terra e as restantes no mar.
Carlos Zacarias disse que o período para a apresentação de propostas é de seis meses, até Junho de 2008, devendo o Governo levar entre dois e três meses para decidir pela adjudicação das concessões.
As primeiras áreas localizam-se junto aos jazigos de Pande e Temane, no Norte da província de Inhambane, onde actualmente o gigante petroquímico sul-africano Sasol explora gás natural e produz condensados, daí alguma esperança em relação a uma provável ocorrência de petróleo.
A pesquisa e exploração de hidrocarbonetos em Moçambique recebeu nos últimos cinco a seis anos mais de 1,7 mil milhões de dólares , sendo 1,5 mil milhões para o projecto de gás de Pande/Temane, na província de Inhambane e o restante para a prospecção de petróleo.
Exitem neste momento pelo menos 10 contratos activos com igual número de empresas e entre as áreas já concessionadas para a pesquisa e prospecção de hidrocarbonetos destacam-se os blocos de Sofala.
Instado a fazer uma avaliação dos resultados até aqui obtidos, em função dos investimentos efectuados, Carlos Zacarias citou como exemplo o facto de Moçambique estar a explorar gás e condensados, para além das perfurações em curso no bloco Pande/Temane.
A principal zona de exploração é a da bacia do Rovuma, na fronteira com a Tanzânia, com a concessão de blocos a quatro empresas - Anadarko dos Estados Unidos da América, Artumas do Canadá, ENI da Itália e Norsk-Hydro da Noruega. (macauhub)