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quinta-feira, 25 de julho de 2019
CPLP, Timor-Leste/Fretilin kritika akordu fronteira tasi nian ho Austrália tanba fó liu poder ba Canberra
terça-feira, 31 de março de 2009
Alkatiri disse aos chefes das empresas petrólíferas que o gás do Sunrise tem de ser canalizado para Timor-Leste
Comunicado à Imprensa
24 de Março de 2009 - Dili, Timor Leste
O secretário – geral da FRETILIN e ex-primeiro-ministro, Dr. Mari Alkatiri, disse hoje a uma delegação de executivos de alto nível de varias empresas parceiras do Greater Sunrise que o gás do Greater Sunrise tem de ser canalizado e transformado em Timor Leste.
O Dr. Alkatiri também avisou que a AMP, o Governo de Gusmão, comprometeu as negociações do Sunrise ao fazer negociações secretas com terceiros que não estavam ligados às empresas do Greater Sunrise.
O Dr. Alkatiri falou aos jornalistas, depois da reunião de hoje, em Dili, com os representantes das empresas parceiras do Sunrise, Woodside, Shell, Osaka Gas and Conoco Philips.“Os Governos vêm e vão mas nós, timorenses, vamos continuar a fazer forca para exercer o nosso direito de processar o gás do Sunrise em Timor. Este foi o objectivo das nossas negociações, que resultou na assinatura do tratado entre o Governo da Austrália e o de Timor, “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor”, em Janeiro de 2006”, disse Mari Alkatiri.
O tratado “Certos Arranjos Marítimos relacionados com o Mar de Timor” é especificamente acerca do Sunrise. Se o Sunrise não fôr em frente então as negociações entre os dois países voltam à estaca zero. As companhias de petróleo sabem disso. E eu disse às companhias exactamente isto”, disse Alkatiri.
Desde a assinatura do tratado a questão de onde o gás será canalizado e processado continua por ser resolvido.
Alkatiri disse que o progresso neste assunto foi estagnado devido à incompetência do primeiro-ministro de facto, Xanana, nas negociações, e também a sua falta de vontade em construtivamente e transparentemente negociar com os principais interessados no Greater Sunrise, nomeadamente as empresas parceiras e o Governo Australiano.
“De forma como as coisas estão a decorrer agora o gasoduto e o processamento em Timor Leste do gás do Sunrise, em gás natural liquidificado, não irá ocorrer nos próximos cinco anos. As negociações estão estagnadas. Gusmão cortou totalmente com os principais parceiros interessados na opção de trazer o gasoduto para Timor Leste . Ele tem ignorado os legítimos interesses dos parceiros e está envolvido em “acções clandestinas” ou tácticas de “guerrilha” ao negociar com terceiros”, disse Alkatiri.
O Dr. Alkatiiri acrescentou ainda que “Não há nada de errado em envolver terceiros que possam estar interessados no desenvolvimento do Sunrise. Nós estávamos bastante avançados nas negociações e na implementação de um estudo independente antes de Agosto de 2008.”
“Contudo, acordos secretos não são a melhor maneira de o fazer. Esses acordos são tão secretos que ao povo timorense e aos seus representantes no Parlamento tem repetidamente sido negado o acesso aos detalhes destes acordos.” Acrescentou o Dr. Alkatiri.
Em Junho de 2008, o secretario de estado de facto dos recursos naturais, Alfredo Pires, confirmou ao Parlamento que foram assinados acordos com um consorcio que envolveu a Coreia do Sul e um Chinês com interesses petrolíferos e, confirmou também o envolvimento da Malásia no estudo do gasoduto, mas que ele não iria dar detalhes ou cópias dos acordos porque estes eram “confidenciais”.
“Tudo isto vai contra o regime transparente que nós construímos enquanto fomos Governo”, disse Alkatiri.
“Nós não temos nenhuma maneira de saber se o que foi acordado tinha em vista os interesses de Timor Leste e também se foi legal ou contratualmente apropriado”, adiantou ainda Alkatiri.
“Mas esta é a maneira como Gusmão faz as coisas; secretamente e com desdém para com o papel de fiscalização do Parlamento. A impunidade tornou-se no modus operandi de Gusmão.”
“Não houve concursos públicos ou outros processos competitivos, ou outro processo licitório aberto e competitivo como é exigido pela nossa legislação. Em vez disso, sem ter falado com os parceiros, a administração de Gusmão deu direitos do mercado do gás do Sunrise a uma t erceira parte; mas a que preço e com que lucro ou beneficio e em que termos?”, disse Alkatiri.
“O direito de construir uma unidade de transformação do LNG foi também garantido, mas a que retorno e qual o benefício para Timor, nós não sabemos. O que é que estas entidades receberam em troca de serem parte deste “exército fantasma” de Xanana e da sua “ clandestina campanha de guerrilha” contra as entidades do Sunrise?”, perguntou o Dr. Alkatiri.
O Sr. Gusmão parece gostar de atropelar a Constituição no Estado de Direito, mas depois dele e dos seus amigos saírem deste Governo outros terão de enfrentar a difícil tarefa de reconstruir a soberania deste pais, que está em risco, e a qual parece que ele vai deixar em farrapos,” avisou o Dr. Alkatiri.
Alkatiri disse que a FRETILIN irá sempre lutar pelo direito de processar o gás do Sunrise, em Timor Leste.
“A FRETILIN notificou previamente as companhias de que não reconhece a legitimidade do Governo de facto da AMP. Eles foram todos notificados que nós teremos de ter uma obrigação legal e constitucional de rever caso a caso e depois decidir se concordamos em ficar vinculados aos supostos acordos da AMP”, disse Alkatiri.
“A nossa atitude vai depender de se os supostos acordos irão passar os testes de transparência legal ou comercial e ainda se tem eficácia jurídica. Nós devemos isso ao nosso povo, aos interesses deste e ao Estado de Direito Democrático,” concluiu o Dr. Alkatiri.
Para mais informações, contacte com José Teixeira pelo telefone +61 438 114
960
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Timor-Leste/Government unable to champion onshore LNG plant from Greater Sunrise – Mari Alkatiri
Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (FRETILIN)
Media Release, September 23, 2008
(
The de facto AMP government lead by Xanana Gusmão is showing itself to be totally incapable to provide the legal, technical and economic arguments that can convince the Greater Sunrise joint venture partners that a pipeline to Timor-Leste and an onshore LNG processing plant is the best and most viable option for the field's development, said the former Timorese Prime Minister Dr Alkatiri today.
Dr Alkatiri negotiated both the
"I think that the media reports of a site location decision by the
"But they are uncomfortable about other noise coming from the Timor-Leste side that may lead them to question whether or not this Timor-Leste government knows the ground rules for the legal and technical process which will guide the discussions on which will be the best and most viable option for developing the Greater Sunrise field. I am worried by statements from people like the de facto Prime Minister and his Secretary of State for Natural Resources that it is a matter for the two governments to discuss. This is just wrong," stressed Dr Alkatiri.
In recent media reports following Mr Gusmão's visit to
"This is wrong because the Treaty documents set out the criteria, the process and the mechanism for joint decision making. The developers of Greater Sunrise will present a proposal to the Sunrise Treaty Commission which will decide whether or not the development plan meets the technical and economic criteria set out by the treaty. Its not for the two government's to negotiated as this de facto government thinks," added Dr Alkatiri.
"Then you add the suspicion arising from the government's signing of hitherto secret agreements with international oil companies who have no legal stake in the Greater Sunrise field. According to the explanation given by the Secretary of State during recent parliamentary hearings, this secret agreement purports to give them rights to market the gas from the field which they do not have, but in fact rests with the downstream contractors. I think we have a very volatile mix that will place in jeopardy Timor-Leste's chances of getting a pipeline and LNG plant on our shores. This is a goal we all share and we support any government that tries to achieve that. But we have an obligation to speak out when we see actions that could jeopardize our chances," Dr Alkatiri stressed.
Dr Alkatiri repeated his offer that FRETILIN have always been ready, willing and able to contribute with their extensive experience in negotiating these resource-related matters, through an appropriate inclusive and consultative body established for this specific purpose.
"That is how we were able to negotiate the outcomes we did during our government against the odds. We included everyone, civil society, opposition in parliament, the president, everyone," he said in closing.
Contact:
Jose Teixeira +670 728 7080
Nilva Guimaraes +670 734 0389
sábado, 23 de junho de 2007
Timor-Leste / FRETILIN indica medidas para futura protecção da soberania sobre o petróleo
O Secretário-Geral da FRETILIN, Dr Mari Alkatiri, que foi também Primeiro-Ministro e Ministros dos Recursos Naturais, Minerais e Políticas Energéticas, do primeiro governo constitucional de Timor-Leste, disse que a FRETILIN irá promover, no parlamento e quando formar o Governo, duas medidas para assegurar que o povo de Timor-Leste receberá benefícios máximo das reservas de gás e petróleo do país.
Mari Alkatiri disse hoje que a FRETILIN queria que a exploração onshore e offshore de petróleo e gás fosse reservada para a companhia nacional, e que o gás do campo offshore do Greater Sunrise que fosse processado em Timor-Leste.
“Nos próximos parlamento e governo, a FRETILIN irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance, e sob a constituição, para assegurar que a riqueza dos recursos naturais de Timor-Leste seja explorada de forma sustentável, para o benefício máximo de Timor-Leste e do seu povo”, disse Mari Alkatiri.
Alkatiri afirmou que o governo da FRETILIN tem lutado sempre para trazer a conduta e a Planta LNG do Greater Sunrise para Timor-Leste.
“Temos defendido que ter o gasoduto e a Planta LND do Gretar Sunrise para onshore Timor-Leste é direito absoluto e soberano de Timor-Leste. Temos insistido sempre que Timor-Leste, como um estado soberano, decidirá o que irá acontecer à nossa parte dos recursos do Greater Sunrise. Os futuros governo e parlamento da FRETILIN continuarão sempre a pôr em primeiro lugar os nossos interesses nacionais – foi por isso que lutamos por tanto tempo, de forma dura, pela nossa independência. Somente defendendo tais posições é que poderemos alcançar resultados justos para o nosso povo.”
No dia 30 de Maio de 2007, a imprensa Australiana relatou comentários públicos do Ministro dos Recursos Naturais australiano, Sr. Ian McFarlane, afirmando que estava optimista em relação aos procedimentos do Greater Sunrise, mas que: “A Austrália perdeu o seu lugar na fila onde já se encontra Brwose, Pluto, e também já se encontra o Projecto Chevron na Ilha Barrow, em Western Australia.” “Os proponentes do Sunrise irão cooperar com o pedido Timorense.” “Assim que tal for feito, Sunrise será um grande projecto para avançar.”
“Este é o resultado directo dos esforços e persistência, sobre este assunto, do primeiro governo constitucional, que liderei. O meu governo sempre defendeu os direitos do povo timorense para que o gasoduto e a Planta de LNG sejam trazidas para onshore de Timor-Leste, e agora vemos os resultados da nossa persistente defesa dos nossos direitos. Mas, outros partidos e líderes não partilham o nosso compromisso de que poderíamos alcançar tal objectivo. Quando o governo da FRETILIN necessitou do seu apoio para negociar sobre este assunto com a Austrália e com as companhias de petróleo e gás, eles limitavam-se a criticar o nosso trabalho. Eles não conseguem ter uma visão e aperceberem-se de que o seu apoio poderia ajudar o governo a obter resultados que trariam grandes benefícios para o futuro do nosso povo e da nossa nação. Agora, o nosso povo pode ver por eles próprios que temos sempre governado para os interesses do nosso povo e da nossa nação”, afirmou Mari Alkatiri.
Mari Alkatiri disse também que ele e o governo da FRETILIN têm sempre feito clara a sua visão, aos stakeholders, de que a exploração e o desenvolvimento do petróleo e gás onshore deverá ser reservado para a companhia nacional de petróleo de Timor-Leste.
“O actual Ministro para os Recursos Naturais, Minerais e Política Energética, José Teixeira, publicou para opinião pública, há cerca de três meses, um esboço de uma proposta de lei para o estabelecimento de uma companhia nacional de petróleo e regular a indústria downstream. Teixeira disse-me que o governo tem recebido muitas opiniões da sociedade civil, indústrias e outros stakeholders. O governo irá agora produzir outro esboço que irá incorporar todas as preocupações e sugestões recebidas dos grupos da sociedade Cilvil de Timor-Leste. O segundo esboço será então publicado para opinião e consulta pública e será o próximo governo a levar em frente. A FRETILIN quer que estas leis melhorem o modelo de transparência e progresso, já reforçado nas leis actuais, que tem sido aplaudido pela comunidade internacional. A FRETILIN não pretende acabar, de forma alguma, com a transparência nas medidas do sector petrolífero que já são parte das nossas leis. A FRETILIN põe as leis em primeiro lugar.
“Estabelecer uma companhia nacional de petróleo é uma forma para assegurar que mantemos controle dos nossos recursos, para o nosso povo. É também uma forma de envolver sectores nacionais de investimento privados como parte. Outro objectivo é para controlar o processo e a utilização dos nossos recursos, de forma a criar outras indústrias e mais emprego. Isto será feito através de regulamentos apropriados para a indústria downstream, de forma a garantir que o processo ocorrerá em Timor-Leste, e não em qualquer outro sítio. Mas, nós demos trabalhar muito para trazer o gás do campo do Greater Sunrise para Timor-Leste, para garantir um rápido desenvolvimento da indústria downstream.”
Mari Alkatiri disse também que o parlamento e o próximo governo da FRETILIN irão fazer tudo ao seu alcance para garantir as medidas de defesa e de transparência das leis de petróleo na constituição, para proteger a riqueza de Timor-Leste para as gerações futuras. A maioria parlamentar e o governo da FRETILIN têm feito tudo para assegurar que os recursos naturais, particularmente o petróleo, continuem sob o controle do povo timorense.
“A nossa Lei de Exploração Petrolífera foi aprovada sem qualquer voto conta, e a Lei do Fundo de Petróleo foi aprovada com unanimidade, depois de uma consulta pública e análise. Isto demonstra o consenso entre todos os partidos e o nosso povo, em relação a estas leis. A FRETILIN compromete-se a proteger esse consenso alcança nestas leis,” disse Alkatiri.
“As Leis de Exploração de Petróleo têm sido elogiadas como estando entre as leis mais modernas, transparentes e progressivas, do mundo, incorporando os padrões de melhor prática mundial.
“As leis permitem a retenção de posse nacional e interesse nacional ao providenciar transparência e defesas apropriadas para uma Companhia Nacional de Petróleo (prioridade do Estado ou partilhada pelo estado e privado) participar em ambas operações downstream e upstream.
“Eu fui Ministro no governo da FRETILIN que foi principal responsável pela elaboração destas leis. Eu assisti a volta inaugural de ofertas. Timor-Leste tem atribuído Production Sharing Contracts para áreas de exploração offshore à companhias internacionais de renome, seguindo ofertas (bidding) internacionais transparentes e competitivas. Resistir à pressão por parte de muitos para conceder os contractos sem passar por um processo internacional competitivo. A nossa resistência teve como resultado Timor-Leste ter ficado reconhecido pela sua transparência na indústria petrolífera. Estou muito orgulhos pelo o que conseguimos alcançar. Devemos continuar a construir, a partir do que já foi alcançado, para proteger os nossos recursos para o nosso povo.”