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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Brasil/Cimi obtém status consultivo na ONU: "Denúncia das atrocidades contra os povos indígenas no Brasil atingirá outro patamar", diz presidente



1 julho 2016, Conselho Indigenista Missionário-CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) obteve status consultivo especial no Conselho Econômico e Social (ECOSOC) da Organizações das Nações Unidas (ONU). A entidade foi informada da decisão nesta semana. Após dois anos de análise de documentos e relatórios realizado pelo Comitê de ONGs, o ECOSOC aprovou a concessão. Ao conceder o status, o organismo internacional reconhece a competência especializada e a experiência prática da entidade na temática indígena, permitindo que ela contribua nos trabalhos das Nações Unidas.

Ao ser considerada uma entidade consultiva e de competências técnicas, o Cimi poderá ser requerido pelo Conselho da ONU, suas comissões ou por um de seus Estado membros que buscam informações especializadas ou pareceres sobre assuntos e situações relacionadas aos povos indígenas

sábado, 26 de setembro de 2015

‘LOS ESTADOS NO NOS QUIEREN’, AFIRMAN INDÍGENAS GUARANÍES DE CUATRO PAÍSES

24 setembro 2015, ADITAL Agencia de Información Fray Tito para América Latina (Brasil)


El sentimiento expresado por los Guaraníes, en el segundo día del IV Encuentro Continental, es una constatación de que no hay espacio para este pueblo en los Estados nacionales. Los Estados los tratarían como extranjeros, sin considerar su territorialidad, que es anterior a la existencia de los respectivos Estados, reconocida en las leyes nacionales e internacionales, pero no aplicada en las políticas públicas. El evento, que se realiza en el tekoha Ka’akupe, Municipio de Ruiz de Montoya, Provincia de Misiones, Argentina, reúne a cientos de Guaraníes de Bolivia, Brasil, Paraguay y Argentina.

La constatación del no lugar para los Guaraníes en los referidos Estados se expresaría en los innumerables casos de asesinatos que están ocurriendo, especialmente en el Estado de Mato Grosso do Sul [Brasil], en el no reconocimiento de las tierras y en la invasión de sus

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Brasil/TAMUATÉ-AKI MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA

2 dezembro 2014, Rede Gota (Brasil)

Querem mudar a constituição, liberar as Terras Indígenas para exploração de minério, energia, monocultura. Já imaginou o que isso representa?

Todo poder emana do povo em em seu nome deve ser exercido, vamos fazer valer a nossa Constituição.


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Brasil/E A LUTA CONTINUA: AUMENTAM AS AMEAÇAS AOS POVOS ORIGINÁRIOS DO BRASIL
30 janeiro 2015, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

O ano de 2015 apresenta graves ameaças e importantes desafios aos povos indígenas do Brasil. A vitória na batalha relativa à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00, no final de 2014, foi emocionante e enaltecedora, mas não decretou o fim dos ataques e da guerra imposta pelos ruralistas e demais inimigos contra os povos e seus direitos fundamentais.

Fortalecidos por vultosos financiamentos subsidiados com recursos públicos e abastecidos com doações milionárias de grandes corporações, inclusive multinacionais, o ruralismo saiu ainda maior das urnas em 2014. Sedentos, insaciáveis e raivosos, tudo indica que

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Brasil/ATY GUASU: INFORME SOBRE A REUNIÃO DAS LIDERANÇAS COM O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL



1 dezembro 2013, Facebook GUARANI/KAIOWÁ - Apelos pela Vida

Aty Guasu informa que no dia 29/11/2013, na aldeia Jaguapiru-Dourados-MS, ocorreu uma reunião das lideranças da Aty Guasu com os representantes Dr. Marcelo Veiga, representante do Ministério da Justiça, e Dr. Nilton é da Secretaria Geral da Presidência da República.

Na ocasião dessa reunião, nós, lideranças da Aty Guasu, mais uma vez ressaltamos e relatamos aos representantes do Governo Federal que as organizações dos fazendeiros, SOBRETUDO AGRONEGÓCIO (FAMASUL, ACRISSUL, APROSOJA) juntamente com os políticos anti-indígenas continuam financiando as violências, discriminação, racismo e ódio contra as vidas dos povos Guarani e Kaiowá no MS.

Destacamos que povo Guarani e Kaiowá apenas reivindica uma parcela de território tradicional. Além disso, mencionamos que o povo Guarani e Kaiowá é paciente e sempre respeita o Governo e Justiça do Brasil, por isso mesmo o povo aguarda pacientemente pela demarcação e posse de suas terras tradicionais, há mais de vinte (20) anos e trinta (30) anos, mas no último caso, quando não há paralisação da demarcação das terras, os Guarani e Kaiowá começaram a fazer reocupação das terras tradicionais.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Brasil/UM ANO APÓS A DRAMÁTICA CARTA DOS GUARANI KAIOWÁ NADA MUDOU



28 novembro 2013, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra--MST http://www.mst.org.br (Brasil)


Ruy Sposati
Do Cimi


Mais de um ano depois da dramática carta da aldeia-acampamento Pyelito Kue, na fronteira do Mato Grosso do sul com o Paraguai, os Guarani Kaiowá lançam novo documento denunciando a sistemática omissão do governo federal na demarcação das terras indígenas do Mato Grosso do Sul.

"Nós queremos que eles [governo brasileiro] cumpram a sua palavra. Eles falam que vão fazer. Nós já ficamos esperando. E eles não estão cumprindo, não estão chegando e não vem para demarcar a nossa terra", afirma o novo documento.

Frente às declarações públicas de fazendeiros sobre financiamento de seguranças privados para reagir às retomadas indígenas, os Kaiowá de Pyelito Kue afirmam que não desistirão da luta pela demarcação de Pyelito, e que não esperarão mais "de braços cruzados", afirma a comunidade na nova carta. "Nós gritamos que esgotou a nossa paciência (...). Imediatamente precisamos ocupar de volta nosso tekoha".

Os indígenas exigem a presença da Força Nacional e da Polícia Federal para garantir sua segurança, mas concluem: "se houver algum pedido de liminar ou reintegração de posse, já vamos deixar bem claro que a guerra será declaratoriamente (sic)".

Nada mudou
Dois anos após a retomada de 1 hectare de seu território tradicional, pouca coisa mudou na vida da comunidade. Continuam sem escola, sem saúde e sem terra para plantar, confinados entre fazendas de gado, debaixo de barracos de lona.

Em 8 de janeiro, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou as conclusões dos estudos de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, que abrange os Tekohá - terras tradicionais - Mbarakay e Pyelito Kue, reconhecendo como de ocupação tradicional do povo Guarani Kaiowá uma área de 41,5 mil hectares.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Brasil/A NECESSIDADE DE UM NOVO PACTO SOCIAL COM OS ÍNDIOS





Não é nenhuma novidade, são mais de 500 anos de opressão e perpetuação do genocídio indígena. Antes era marcado pela ocupação bandeirante e a colonização, hoje o agronegócio e os grandes empreendimentos são os principais agentes desse modelo de desenvolvimento que aniquila o modo de viver da população nativa brasileira. Os exemplos são muitos, todos em nome da modernização e o progresso da civilização nacional. Embora a nossa constituição reconheça em seu artigo 231 a organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, além dos direitos originários sobre suas terras, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens, não é isso que vemos na prática. O Brasil é também signatário da Convenção dos Povos Indígenas e Tribais, conhecida como Convenção OIT 169, mas na realidade vemos que tanto as leis nacionais quanto internacionais não são respeitadas quando olhamos para a vida dessas populações.

Esse cenário é composto por práticas centralizadoras, corporativistas, clientelistas, patrimonialistas e autoritárias que marcam a relação do aparato estatal com esses povos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brasil/‘Y-JUCA-PIRAMA - O ÍNDIO: AQUELE QUE DEVE MORRER’



4 junho 2013, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Ivo Lesbaupin


Este é o título do "documento de urgência” assinado por um grupo de bispos e missionários divulgado em 1973. Estávamos no quarto ano do governo Médici, o pior período da ditadura civil-militar de 1964. O documento era uma denúncia da política indigenista do regime que, imbuído de uma concepção desenvolvimentista, de "Brasil Grande”, queria a todo custo construir o conjunto de estradas que atravessaria a Amazônia, a Transamazônica. Várias destas estradas cortavam terras indígenas. O governo lidou com este empecilho passando por cima dos povos indígenas que ousaram se contrapor a tais obras.

Os autores do documento afirmam: "Essa calamidade, porém, se justifica dentro da visão do sistema "pois o Parque Nacional do Xingu não pode impedir o progresso do país”, como afirmou o presidente da FUNAI, General Bandeira de Mello (Revista Visão, 25/04/1971)”. E mais adiante: "Referindo-se às diretrizes da FUNAI para 1972, (o General) voltou a ressaltar que o índio não pode deter o desenvolvimento” (O Estado de São Paulo, 26/10/1971).

A história parece estar se repetindo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Brasil/Marcha iniciada hoje (3) no Mato Grosso do Sul reivindica reforma agrária e fim dos conflitos de terra


3 junho 2013, 3 junho 2013, Conselho Indigenista Missionário -- CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)

Tatiana Félix

Indignados com o descaso do governo frente a tantos conflitos de terra envolvendo povos indígenas e quilombolas, e cansados da ausência de políticas de reforma agrária no Mato Grosso do Sul, movimentos sociais resolveram levantar suas bandeiras de luta e levar essas reivindicações para as estradas com a realização da Marcha dos Povos da Terra, iniciada nesta segunda-feira (3).

A atividade, que dá início às Jornadas Unitárias de Luta, começou na manhã de hoje no município de Anhanduí e já reúne cerca de 400 participantes. A expectativa é que pelo menos mil pessoas se somem à marcha que chegará à capital do estado, Campo Grande, entre quarta e quinta-feira.

Brasil/Antropólogos brasileiros divulgam Manifesto sobre demarcação de terras indígenas



3 junho 2013, Conselho Indigenista Missionário -- CIMI http://www.cimi.org.br (Brasil)

De maneira flagrantemente parcial, a mídia brasileira tem criminalizado a regularização fundiária de terras habitadas por populações indígenas no país. Para resumir os alarmantes argumentos, a ideia mais comum veiculada é a de que esses processos são artifícios fraudulentos, que transformariam "terras produtivas” e de "gente que trabalha”, em "reservas indígenas”. Para bom entendedor, meia palavra basta, como é de domínio popular.

O que se anuncia é que terras "produtivas” serão tornadas "improdutivas” e, paralelamente a isso, "gente que trabalha” será como que "substituída” por "gente que não trabalha”, isto é, "índios” – como se os índios não trabalhassem ou produzissem. 

Esta metamorfose perversa é atribuída, em muitos casos, a um suposto concerto criminoso de forças nacionais e internacionais que atuariam em proveito próprio, tendo pouca ou nenhuma relação com os legítimos ocupantes das terras.

Não é de hoje que este tipo de conjunção suspeita de ideias aparece na opinião pública ou mesmo em documentos e outras manifestações formais relacionados a trâmites legais ou matérias igualmente cruciais à existência das populações indígenas.