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domingo, 8 de junho de 2014

Brasil/AS MALOCAS DA PRAÇA DE MAIO

2 junho 2014, Pátria Latinahttp://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Coluna de José Ribamar Bessa Freire

Na Argentina, elas foram reprimidas por baionetas quando indagaram, em 1977, pelos filhos presos. Os generais golpistas debocharam: "son las locas de Plaza de Mayo". Obstinadas, não desistiram. Desafiaram o terror e continuaram ocupando a Praça de Maio, desfilando o seu protesto semanal diante da Casa Rosada e da catedral até que, finamente, reconhecidas pela sociedade, contribuíram para o fim da ditadura e a prisão dos torturadores.

No Brasil, vários movimentos nos fizeram ouvir a voz de quem foi silenciado. No entanto, como ninguém entende línguas indígenas, nem se interessa por aprendê-las, não se escuta o clamor dos índios, seja de mães indígenas por seus filhos ou de índios por seus pais desaparecidos. Desta forma, os índios, sempre invisíveis na historia do Brasil, ficaram de fora das narrativas e não figuram nas estatísticas dos desaparecidos políticos. Na floresta, não há praças de maio.

Mas agora isso começa a mudar. Relatório do Comitê Estadual da Verdade do Amazonas, que será em breve publicado pela Editora Curt Nimuendajú, de Campinas (SP), dá voz aos índios e mapeia os estragos, comprovando que na Amazônia, mais do que militantes de esquerda, a ditadura eliminou índios, entre outros, Cinta-Larga e Surui (RO/MT), Krenhakarore na rodovia Cuiabá-Santarém, Kanê ou Beiços-de-Pau do Rio Arinos (MT), Avá-Canoeiro (GO), Parakanã e Arara (PA), Kaxinawa e Madiha (AC), Juma, Yanomami e Waimiri-Atroari (AM/RR).

O foco do primeiro relatório,

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Brasil/Indígenas dão continuidade a protestos interrompidos pela violência policial

29 maio 2014, ADITAL Agência Frei Tito para a America Latina http://www.adital.com.br (Brasil)

Natasha Pitts


As manifestações que tiveram início em Brasília (DF) na última segunda-feira, 26 de maio, e foram reprimidas violentamente pela polícia nesta terça-feira, 27, já recomeçaram. Cerca de 500 indígenas juntamente com entidades sociais de apoio estão cercando, desde as 8h desta quinta-feira, 29, o Ministério da Justiça a fim pressionar o ministro José Eduardo Cardozo. A intenção das lideranças indígenas é conseguir marcar uma audiência e apresentar suas demandas, que não são novas ou desconhecidas para o poder público. Os movimentos sociais também darão continuidade na sexta-feira, 30, às manifestações.
"Hoje, existem 36 procedimentos de demarcação parados só esperando para serem assinados, por isso, nesda Mobilização Nacional Indígena estão sendo reivindicadas as demarcações, a suspensão de

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Brasil/ATY GUASU: INFORME SOBRE A REUNIÃO DAS LIDERANÇAS COM O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDÊNCIA DO BRASIL



1 dezembro 2013, Facebook GUARANI/KAIOWÁ - Apelos pela Vida

Aty Guasu informa que no dia 29/11/2013, na aldeia Jaguapiru-Dourados-MS, ocorreu uma reunião das lideranças da Aty Guasu com os representantes Dr. Marcelo Veiga, representante do Ministério da Justiça, e Dr. Nilton é da Secretaria Geral da Presidência da República.

Na ocasião dessa reunião, nós, lideranças da Aty Guasu, mais uma vez ressaltamos e relatamos aos representantes do Governo Federal que as organizações dos fazendeiros, SOBRETUDO AGRONEGÓCIO (FAMASUL, ACRISSUL, APROSOJA) juntamente com os políticos anti-indígenas continuam financiando as violências, discriminação, racismo e ódio contra as vidas dos povos Guarani e Kaiowá no MS.

Destacamos que povo Guarani e Kaiowá apenas reivindica uma parcela de território tradicional. Além disso, mencionamos que o povo Guarani e Kaiowá é paciente e sempre respeita o Governo e Justiça do Brasil, por isso mesmo o povo aguarda pacientemente pela demarcação e posse de suas terras tradicionais, há mais de vinte (20) anos e trinta (30) anos, mas no último caso, quando não há paralisação da demarcação das terras, os Guarani e Kaiowá começaram a fazer reocupação das terras tradicionais.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Brasil/UM ANO APÓS A DRAMÁTICA CARTA DOS GUARANI KAIOWÁ NADA MUDOU



28 novembro 2013, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra--MST http://www.mst.org.br (Brasil)


Ruy Sposati
Do Cimi


Mais de um ano depois da dramática carta da aldeia-acampamento Pyelito Kue, na fronteira do Mato Grosso do sul com o Paraguai, os Guarani Kaiowá lançam novo documento denunciando a sistemática omissão do governo federal na demarcação das terras indígenas do Mato Grosso do Sul.

"Nós queremos que eles [governo brasileiro] cumpram a sua palavra. Eles falam que vão fazer. Nós já ficamos esperando. E eles não estão cumprindo, não estão chegando e não vem para demarcar a nossa terra", afirma o novo documento.

Frente às declarações públicas de fazendeiros sobre financiamento de seguranças privados para reagir às retomadas indígenas, os Kaiowá de Pyelito Kue afirmam que não desistirão da luta pela demarcação de Pyelito, e que não esperarão mais "de braços cruzados", afirma a comunidade na nova carta. "Nós gritamos que esgotou a nossa paciência (...). Imediatamente precisamos ocupar de volta nosso tekoha".

Os indígenas exigem a presença da Força Nacional e da Polícia Federal para garantir sua segurança, mas concluem: "se houver algum pedido de liminar ou reintegração de posse, já vamos deixar bem claro que a guerra será declaratoriamente (sic)".

Nada mudou
Dois anos após a retomada de 1 hectare de seu território tradicional, pouca coisa mudou na vida da comunidade. Continuam sem escola, sem saúde e sem terra para plantar, confinados entre fazendas de gado, debaixo de barracos de lona.

Em 8 de janeiro, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou as conclusões dos estudos de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, que abrange os Tekohá - terras tradicionais - Mbarakay e Pyelito Kue, reconhecendo como de ocupação tradicional do povo Guarani Kaiowá uma área de 41,5 mil hectares.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Brasil/Terena: Ônibus escolar indígena é incendiado em Miranda



28 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

Inserido por: Administrador em 28/11/2013.
Fonte da notícia: Assessoria Cimi/MS

 

Ruy Sposati, de Campo Grande (MS)



Um ônibus que realizava transporte de alunos Terena foi incendiado, na madrugada desta quinta-feira, 28, em Miranda (MS), região do Pantanal. O ônibus levava diariamente cerca de 30 estudantes do ensino fundamental e médio de toda a terra indígena Cachoeirinha. O veículo estava vazio. Ninnguém ficou ferido. Indígenas temem que o ataque esteja relacionado às ameaças de fazendeiros da região.

O veículo estava estacionado na frente da casa do motorista, que presta depoimento à Polícia Civil na manhã de quinta. Segundo informações colhidas por lideranças de Cachoeirinha, o responsável pelo veículo acredita que o ônibus tenha sido intencionalmente incendiado com

Brasil/CNBB divulga nota sobre Povos Indígenas e Agricultores



27 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, durante entrevista coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira, 27 de novembro, uma nota oficial sobre Povos Indígenas e Agricultores. No texto, os bispos se unem "à angústia dos povos indígenas e agricultores diante da inércia do governo federal e dos respectivos governos estaduais em solucionar verdadeira e definitivamente os crescentes conflitos fundiários".

De acordo com a CNBB, "o momento é crítico e exige urgente e efetiva ação por parte do governo brasileiro em defesa da vida, da justiça e da paz entre indígenas e agricultores no país".

A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 27 de novembro de 2013

Nota da CNBB sobre Povos Indígenas e Agricultores

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Brasil/Acusados de “guerrilheiros” pela Justiça, indígenas Guarani afirmam que irão resistir contra nova reintegração de posse em Yvy Katu



25 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)

Fonte da notícia: Assessoria Cimi/MS


Há 45 dias acampados em seu próprio território, os Guarani Ñandeva não dão sinal de que irão ceder às pressões de fazendeiros e às reintegrações de posse contra as ocupações de 14 propriedades que incidem sobre a Terra Indígena Yvy Katu. Localizada entre municípios de Japorã e Iguatemi, fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, a área foi declarada como terra indígena em 2005 pelo governo federal.

Segundo a comunidade, 100% dos 7,5 mil hectares antes ocupados por fazendas está sob o controle dos Guarani. Os fazendeiros utilizavam a terra para criação de gado, que já foi retirado das fazendas pelos proprietários. Estradas e vicinais estão sob o controle dos indígenas. Ao menos duas vezes por semana, famílias e lideranças de todas as áreas retomada se reúnem em assembleias para discutir o dia-a-dia dos acampamentos, compartilhar informações e notícias de jornais locais, e decidir os rumos da luta pela demarcação de Yvy Katu.

Veja galeria de fotos da retomada de Yvy Katu http://www.flickr.com/photos/agenciaporantim/sets/72157637606322724/

Os guerreiros se alinham com suas crianças, arcos, flechas, facões, maracás e lanças; as mulheres com suas taquaras e bebês a tira-colo; as crianças com espadas de brinquedo e galões de água. Uma Nãndesy abençoa a cada um dos indígenas enfileirados, bem como suas armas tradicionais e seus pés. Muitos vestem máscaras, por temer se tornarem alvo de ameaças e ataques individuais dos “seguranças" contratados por fazendeiros.

Em meio a um longo discurso em Guarani durante uma assembleia na última sexta-feira, 22, o trecho em português gritado por uma mulher de 65 anos sintetizou com clareza a posição unânime da comunidade em resistir, sob quaisquer circunstâncias: “Estou aqui com meu povo. Nós somos 5 mil. Aqui tem homens, mulheres, crianças. Nós vamos ficar aqui. Nós não vamos sair. Que venham 20, 40, 200, 1000 tratores. Vocês querem nos matar e nós estamos prontos para morrer. Essa é a minha palavra”.

sábado, 23 de novembro de 2013

Brasil/CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF SOBRE AS AMEAÇAS E ATAQUES DE RURALISTAS CONTRA POVOS INDÍGENAS: INTERVENÇÃO FEDERAL NO MATO GROSSO DO SUL JÁ



21 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)
Fonte da notícia:
Cimi - Conselho Indigenista Missionário


À
Presidenta Dilma Rousseff

Desde a morte de Oziel Terena, assassinado por forças policiais durante o cumprimento de uma reintegração de posse na terra indígena Buriti em maio deste ano, uma série de acontecimentos tem colocado em risco a segurança e a vida das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul. Em sua guerra particular contra os povos indígenas, fazendeiros tem se manifestado de forma cada vez mais agressiva no discurso e na ação contra estes povos.

Estimulado por declarações violentas e preconceituosas de fazendeiros e seus representantes no Mato Grosso do Sul, o conflito chega a um estado de recrudescimento que exige de nós, organizações indígenas e indigenistas, vir a público mais uma vez denunciar a situação urgente e gravíssima dos povos originários do estado, e exigir uma intervenção federal imediata no Mato Grosso do Sul, de modo a evitar mais uma tragédia anunciada no Brasil.

Em Campo Grande, durante a invasão da sede da Fundação Nacional do Índio por 150 produtores rurais, no dia 19 de novembro, uma fazendeira gritou, dirigindo-se a indígenas que estavam no local: "o dia 30 está chegando

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil/Durante Congresso, Cacique destaca presença indígena na política


15 novembro 2013, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A reportagem da Rádio Vermelho, que está no 13º Congresso do PCdoB, conversou com o integrante do Partido em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, Cacique Aruã Pataxó, que destacou a importância da representação indígena na política.

Por Deborah Moreira, da Rádio Vermelho no 13º Congresso do PCdoB

Clécio Almeida

“A perspectiva é que as populações indígenas possam fazer parte de um partido, que lutou a favor da democracia, queremos que o índio seja reconhecido como um potencial político”, afirmou Aruã.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CNBB*: NOTA SOBRE CONFLITO NO SUL DA BAHIA



15 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)
 
Fonte da notícia: CNBB Regional Nordeste 3

"O Senhor de todos não recuará diante de ninguém
nem se deixará impressionar pela grandeza,
porque o pequeno e o grande foi ele que os fez,
e a sua providência é a mesma para com todos ..."
(Sabedoria 6,7)

Nós, Bispos católicos do Regional Nordeste 3 da CNBB - Sergipe e Bahia -, reunidos em assembleia com agentes de pastoral e forças vivas do nosso Regional, manifestamos nossa grande preocupação pelo conflito que está ocorrendo no sul da Bahia e se agravou nesses últimos dois meses. É alarmante a violência em Buerarema, São José da Vitória, Una e Ilhéus, o que fez ser deslocada a Força Nacional para esta região. Constatamos que:

a) O Estado brasileiro não vem cumprindo a Constituição Federal, que determina que a União deveria ter concluído a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir de 1988. Ao não cumprir suas atribuições legais, o Estado brasileiro vem contribuindo para o agravamento das tensões na região, devendo ser responsabilizado pelas violações aos direitos humanos em curso.

b) O processo de identificação da Terra Indígena Tupinambá, no sul da Bahia