23 maio 2014, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br
(Brasil)
Para
Natália Szermeta, do MTST, as manifestações querem "uma fatia do bolo que
não está chegando para a periferia e para os trabalhadores"
André Cristi e Natália Natarelli
(foto do Mídia Ninja)
Representantes de categorias em
greve e movimentos sociais negam que manifestações e paralisações estejam
acontecendo somente por causa da Copa do Mundo e que tenham como objetivo
desgastar o governo da presidenta Dilma Rousseff. Entretanto, assumem que o
megaevento realça as contradições de um país que financia estádios e obras
bilionários, incentiva a especulação imobiliária e continua com sérios
problemas de infraestrutura e serviços públicos.
"Estamos sendo atacados e chamados de oportunistas, de usar a Copa para fazer luta. Quero reforçar que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) faz luta e coloca essas pautas há muito tempo. Nós não achamos que seja oportunismo e menos ainda nossa intenção é derrubar ou diminuir a popularidade do governo Dilma. E muito menos alavancar qualquer candidatura de direita. Nós estamos tentando conseguir uma fatia do bolo que está sendo distribuído para todos e não está chegando para a periferia e para os trabalhadores", disse Natália Szermeta, uma das lideranças do MTST.

