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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Brasil/A GUERRILHA DAS MÍDIAS ALTERNATIVAS

28 agosto 2014, ADITAL, Agência de Informação Frei Tito para América Latina http://site.adital.com.br (Brasil)


Já há consenso nas esquerdas políticas e sociais brasileiras de que a mídia privada, controlada por meia dúzia de famílias, manipula informações e deforma valores. Ela atua como "aparelho privado de hegemonia do capital”, conforme a clássica definição de Antonio Gramsci. Ainda segundo o intelectual italiano, ela cumpre o papel de autêntico partido das forças da direita. Esta postura, que atenta contra a democracia, hoje é ainda mais agressiva.

Por Altamiro Borges, em seu blog

A TVT entrou no ar no dia 23 de agosto de 2010.
Como confessou recentemente Judith Brito, ex-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, a velha mídia adota a "posição oposicionista” diante do governo Dilma, já que a "oposição está fragilizada”. Não é para menos ela também passou a ser rotulada de "PIG – Partido da Imprensa Golpista”, a partir de uma ironia difundida pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim.

Diante desse poder ditatorial, inúmeros atores sociais já perceberam que têm dois desafios simultâneos e titânicos pela frente. O primeiro é o de quebrar a força deste exército regular das classes dominantes. Daí a urgência da luta pelo novo marco regulatório do setor, que hoje se expressa na campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) de coleta de 1,4 milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) da mídia democrática. 

O segundo é o de multiplicar e fortalecer os veículos próprios de comunicação das forças populares, construindo uma mídia contra-hegemônica que se contraponha às manipulações do poderoso PIG. Estes instrumentos atuam como uma guerrilha no enfrentamento ao exército regular dos impérios midiáticos, numa prolongada operação de

quarta-feira, 4 de junho de 2014

LA DIGNIDAD INDÍGENA FRENTE A LOS ATROPELLOS DE LOS DDHH POR DIFERENTES ESTADOS EN EL CONTINENTE DE AMÉRICA (ABYA YALA)

3 junio 2014, Mapuexpress http://www.mapuexpress.net (Wallmapu, País Mapuche)

A continuación nota que hace una gráfica de la situación de Derechos humanos, incluyendo genocidios,  por la que atraviesan diversos Pueblos indígenas en diferentes países del continente, como por ejemplo: Panamá, Brasil, Chile, México, Honduras, Estados Unidos, Canadá, Costa Rica, Guatemala, Ecuador, Colombia.

A continuación leer artículo completo

La Dignidad tiene la cara pintada




Ya no es solo Barro Blanco en Panamá, también las Naciones Indígenas del Brasil se movilizan para exigir el reconocimientos de sus territorios ancestrales y llamar la atención mundial para que la Presidenta Dilma Rousseff, heredera de Lula, respete sus derechos territoriales.

Hace apenas un año fueron asesinatos en Petén, México indígenas; asesinados campesinos en Bajo Aguán, Honduras; asesinados indígenas en Oaxaca, la violencia hacia los Bri Bri de Costa Rica; 6 hermanos indígenas asesinados K’iche’ de Totonicapán, jóvenes asesinados y Guías Espirituales Mayas de Guatemala, el asesinato de Cícero Guedes dos Santos del Movimiento Sin Tierra, el asesinato reciente del Sub comandante Zapatista Galeano.

En Brasil el pueblo indígena Guarani-Kaiowá es

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Brasil/UM ANO APÓS A DRAMÁTICA CARTA DOS GUARANI KAIOWÁ NADA MUDOU



28 novembro 2013, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra--MST http://www.mst.org.br (Brasil)


Ruy Sposati
Do Cimi


Mais de um ano depois da dramática carta da aldeia-acampamento Pyelito Kue, na fronteira do Mato Grosso do sul com o Paraguai, os Guarani Kaiowá lançam novo documento denunciando a sistemática omissão do governo federal na demarcação das terras indígenas do Mato Grosso do Sul.

"Nós queremos que eles [governo brasileiro] cumpram a sua palavra. Eles falam que vão fazer. Nós já ficamos esperando. E eles não estão cumprindo, não estão chegando e não vem para demarcar a nossa terra", afirma o novo documento.

Frente às declarações públicas de fazendeiros sobre financiamento de seguranças privados para reagir às retomadas indígenas, os Kaiowá de Pyelito Kue afirmam que não desistirão da luta pela demarcação de Pyelito, e que não esperarão mais "de braços cruzados", afirma a comunidade na nova carta. "Nós gritamos que esgotou a nossa paciência (...). Imediatamente precisamos ocupar de volta nosso tekoha".

Os indígenas exigem a presença da Força Nacional e da Polícia Federal para garantir sua segurança, mas concluem: "se houver algum pedido de liminar ou reintegração de posse, já vamos deixar bem claro que a guerra será declaratoriamente (sic)".

Nada mudou
Dois anos após a retomada de 1 hectare de seu território tradicional, pouca coisa mudou na vida da comunidade. Continuam sem escola, sem saúde e sem terra para plantar, confinados entre fazendas de gado, debaixo de barracos de lona.

Em 8 de janeiro, a Fundação Nacional do Índio (Funai) aprovou as conclusões dos estudos de identificação e delimitação da Terra Indígena Iguatemipegua I, que abrange os Tekohá - terras tradicionais - Mbarakay e Pyelito Kue, reconhecendo como de ocupação tradicional do povo Guarani Kaiowá uma área de 41,5 mil hectares.

sábado, 23 de novembro de 2013

Brasil/CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF SOBRE AS AMEAÇAS E ATAQUES DE RURALISTAS CONTRA POVOS INDÍGENAS: INTERVENÇÃO FEDERAL NO MATO GROSSO DO SUL JÁ



21 novembro 2013, CIMI--Conselho Indigenista Missionário http://www.cimi.org.br (Brasil)
Fonte da notícia:
Cimi - Conselho Indigenista Missionário


À
Presidenta Dilma Rousseff

Desde a morte de Oziel Terena, assassinado por forças policiais durante o cumprimento de uma reintegração de posse na terra indígena Buriti em maio deste ano, uma série de acontecimentos tem colocado em risco a segurança e a vida das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul. Em sua guerra particular contra os povos indígenas, fazendeiros tem se manifestado de forma cada vez mais agressiva no discurso e na ação contra estes povos.

Estimulado por declarações violentas e preconceituosas de fazendeiros e seus representantes no Mato Grosso do Sul, o conflito chega a um estado de recrudescimento que exige de nós, organizações indígenas e indigenistas, vir a público mais uma vez denunciar a situação urgente e gravíssima dos povos originários do estado, e exigir uma intervenção federal imediata no Mato Grosso do Sul, de modo a evitar mais uma tragédia anunciada no Brasil.

Em Campo Grande, durante a invasão da sede da Fundação Nacional do Índio por 150 produtores rurais, no dia 19 de novembro, uma fazendeira gritou, dirigindo-se a indígenas que estavam no local: "o dia 30 está chegando

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Índios brasileiros são destaque no Festival de Veneza

2 setembro 2008/Agência Estado

O conflito entre índios e fazendeiros no Brasil é o tema do filme Birdwatchers, longa-metragem do ítalo-argentino Marco Bechis rodado no Mato Grosso do Sul, que integra a mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza. O longa foi aplaudido calorosamente em sua exibição para a imprensa, ontem, gerando esperança de que possa levar o Leão de Ouro. O filme foca um grupo de índios guarani-kaiowá que trabalha para fazendeiros em condições de escravidão e ganha trocados posando para fotos com turistas. Metade documentário e metade ficção, o filme traz 230 guaranis como atores, ao lado de profissionais italianos e brasileiros, como o ator Matheus Nachtergaele.

A entrevista coletiva de Birdwatchers foi comovente. Estiveram presentes, além do diretor e dos atores italianos, Chiara Caselli e Claudio Santamaría, cinco indígenas brasileiros, que fizeram parte do elenco e que são, na verdade, os protagonistas do projeto. Uma delas, em particular, chamou a atenção pela contundência. Falando de forma segura e olhando nos olhos dos interlocutores, a índia Eliane Juca da Silva conteve as lágrimas e disse: "Vocês estão aqui me vendo e eu estou vendo vocês. Quero dizer que nós, os indígenas, existimos e temos orgulho de ser o que somos. Não temos mais florestas para caçar nem rios para pescar. Hoje nós estamos usando a roupa de vocês, comendo a comida que vocês comem, mas queremos que saibam que temos a nossa própria cultura, a nossa língua, os nossos costumes. Tudo o que queremos é oportunidade para sobreviver." Falou em ótimo português, e foi muito aplaudida.

O filme estréia hoje em 59 salas na Itália e chega ao circuito comercial brasileiro em dezembro, depois de passar pelas mostras do Rio e de São Paulo. Sem comparar as obras entre si: Birdwatchers junta-se a Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat, e Serras da Desordem, de Andréa Tonacci, como comentário recente - e pertinente - sobre o não-lugar do índio na sociedade brasileira.

A mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza apresentou ainda os concorrentes Vegas, Based on a True Story, de Amir Naderi (EUA), e Süt (Leite), de Semi Kaplanoglu (Turquia). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.