19 de novembro de 2015, Vermelho http://www.vermelho.org.br
(Brasil)
Por Emir Sader, no Brasil 247
A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais
na Argentina, não é apenas uma especulação, mas uma possibilidade real que a
direita chegue a triunfar. Houve o debate de domingo (15), há redefinições de
quem votou em outros candidatos, e resta a possibilidade de que a intensa
atividade militante a favor de Scioli e ainda a eventualidade de um novo erro
nas pesquisas.
Mas a possibilidade de que um presidente de
direita, duro e puro, como Mauricio Macri, se torne presidente da Argentina é,
preocupantemente, uma possibilidade real. O que isso significaria para a
Argentina e para a América Latina?
Os atuais presidentes dos países progressistas na região tiveram vitórias com vantagens tranquilas no caso do Uruguai, do Equador e da Bolívia, e com resultados muito estreitos, no caso da Venezuela e do Brasil. Mas desta vez se trata da possibilidade real de uma derrota do candidato apoiado por Cristina Kirchner e que representaria a continuidade dos governos iniciados por Néstor Kirchner e continuados por ela.
Seria a primeira derrota de um governo progressista na região, desde
Os atuais presidentes dos países progressistas na região tiveram vitórias com vantagens tranquilas no caso do Uruguai, do Equador e da Bolívia, e com resultados muito estreitos, no caso da Venezuela e do Brasil. Mas desta vez se trata da possibilidade real de uma derrota do candidato apoiado por Cristina Kirchner e que representaria a continuidade dos governos iniciados por Néstor Kirchner e continuados por ela.
Seria a primeira derrota de um governo progressista na região, desde