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terça-feira, 14 de junho de 2016

Brasil/A SAÍDA DEMOCRÁTICA DA CRISE É O PLEBISCITO



11 junho 2016, Brasil 247 http://www.brasil247.com (Brasil)

Por Emir Sader*

O Brasil não sairá o mesmo depois desta profunda e prolongada crise, que não poupou a nenhuma instituição política, mas sobretudo questionou a legitimidade do sistema político. Sairá melhor ou pior, mais democrático ou mais autoritário.

Sairá pior se o golpe se consolidar, porque o período democrático da nossa história teria um desfecho de ruptura, com um bando de políticos aventureiros assaltando o Estado sem votos, sem legitimidade, buscando desmontar todos os avanços conseguidos nos últimos anos. Terá sido consagrado o método do golpe, da falta de respeito à vontade democrática da maioria.

Mas o Brasil sairá melhor, se for imposta uma solução democrática à crise. Se, às mais grandes mobilizações populares, aos argumentos irrefutáveis contra o golpe e a favor da democracia, se unir uma solução política que

Brasil/POLÍTICA DE AUSTERIDADE PÕE O BRASIL NA VANGUARDA DO ATRASO -- Requião



12 junho 2016, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Por Roberto Requião*, na Carta Maior

Há pouco mais de 30 dias, a oposição hoje transubstanciada em governo argumentava que, além das pedaladas fiscais, a presidente Dilma deveria ser responsabilizada também pelos onze milhões de desempregados existentes no país. Os onze milhões de desempregados eram homenageados quatro, cinco, dez vezes por dia neste plenário.

Onze milhões de desempregados transformou-se em um número mágico, na senha do impeachment. A presidente precisava ser derrubada para salvar esses onze milhões de brasileiras e brasileiros atirados à margem.

Pura farolice...

Afinal, nada, rigorosamente nada do que anunciou o novo ministro da Fazenda vai contribuir para o aumento do número de empregos. Pior ainda,

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Portugal/Senadores brasileiros denunciam golpe em encontro de parlamentares de Europa e América Latina



17 maio 2016 Opera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Portugal)

Marana Borges




 
'Sabia que teríamos apoio, mas não imaginávamos que fosse unânime', 
disse Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) sobre solidariedade 
de parlamentares na EuroLat

Parlamentares brasileiros em Portugal receberam nesta segunda-feira (16/05) a solidariedade e o repúdio ao possível impeachment da presidente brasileira, Dilma Rousseff, de seus pares latino-americanos que participam da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat). O encontro reúne 150 representantes políticos e

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Brasil/SEMINÁRIO INTERNACIONAL “CRISE – RUMOS E VERDADES”

Requião defende Mercosul e moeda própria sul-americana

9 dezembro 2008/ http://www.crise.pr.gov.br

O governador Roberto Requião defendeu nesta terça-feira (09), o fortalecimento do Mercosul e a adoção de moeda própria para a América do Sul, que, dessa forma, não ficaria tão dependente da moeda norte-americana. “Nós precisamos ter um mercado nosso, que não dependa do dólar”, afirmou. Requião deu entrevista à TV Paraná Educativa, antes do início do seminário internacional “Crise – Rumos e Verdades”, promovido pelo governo do Estado, no Canal da Música, em Curitiba.

Requião elogiou a participação do senador Aloizio Mercadante (PT), na mesa-redonda de segunda-feira (08). “Ele foi perfeito na sua exposição, ao falar sobre o Mercosul”, avaliou o governador. “Estamos escapando do dólar. No Paraná, temos apostado tudo na integração sul-americana. Multiplicamos por várias vezes o nosso comércio com a Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. Assim, conseguimos escapar um pouco desse comércio dominado pelas superpotências e fugir da dominação absoluta do dólar, que se transformou na moeda padrão do mundo”, detalhou.

De acordo com o governador, a dominação do planeta pelo dólar norte-americano se voltou contra os próprios Estados Unidos, que chegaram num estágio de excesso de liquidez e de moeda. “Daí, eles inventaram um superfinanciamento, o ‘subprime’, que é de alto risco imobiliário. De repente, os financiados descobriram que as suas casas não valiam um terço do valor que eles tinham que pagar e daí deixaram de fazer isso. E esta é a origem, de uma forma bem simplificada, da crise que nós vivemos e atinge o mundo inteiro”, observou.

Requião também defendeu a criação de uma moeda própria para a América do Sul, assim como existe no Mercado Comum Europeu, com o Euro. “Com a nossa moeda, poderíamos influir no mercado. Se nós perdemos a moeda, perdemos completamente a soberania”, salientou. “É só vermos o que aconteceu com o Equador, que suprimiu a moeda, agora trabalha com o dólar. Portanto, ele não tem política fiscal e tributária, e está vivendo ao sabor da moeda norte-americana”, completou.

SEMINÁRIO – Durante a entrevista, o governador também destacou a importância do seminário internacional, cuja programação segue até a próxima quinta-feira (11). “É um evento que milita a favor da democratização da informação. A grande mídia brasileira faz o papel estranho de se render à perspectiva do mercado, das financeiras, dos bancos. E nós estamos assumindo a perspectiva do interesse da população, que precisa saber o que está acontecendo. Esse conhecimento por parte dos cidadãos força, inclusive, o governo a tomar medidas por meio da sua visão mais popular”, observou.

Requião adiantou que a programação do seminário está sendo gravada e será veiculada em outros horários na TV Paraná Educativa. “A idéia é fazer com que esses debates sejam conhecidos pelos cidadãos. É preciso que o país se informe e saiba o que está acontecendo no mundo. Nós não podemos deixar mais as decisões e a informação na mão de meia dúzia de pseudo-sábios que querem conduzir tudo à revelia dos interesses do povo”, afirmou.

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Para professor russo, países devem se preocupar com a ciência e a tecnologia

O professor Yury Gromyko, membro da Academia de Ciências da Rússia e diretor do Instituto de Estudos Avançados da Academia, disse nesta terça-feira (9) que os países, sobretudo os em desenvolvimento, devem, neste momento de crise internacional, investir em ciência e tecnologia voltadas ao incremento da atividade industrial. Gromyko falou no painel “Papel Econômico e Geopolítico da China, Estados Unidos, Rússia e China”, na tarde do segundo dia do seminário “Crise – Rumos e Verdades”, promovido pelo Governo do Paraná, em Curitiba.

Na avaliação do especialista russo, para as nações se livrarem da crise não bastam as medidas imediatas – “o que já é uma batalha acirrada” – que vêm sendo anunciadas. O momento precisa ser aproveitado para uma ampla reformulação no sistema financeiro, e que as instituições financeiras sejam utilizadas para o fomento à renovação das plataformas industriais dos países.

Para Gromyko, faz-se necessário investir em ciência, de forma a direcionar esses estudos à viabilidade prática; em educação; e em indústrias com inovações tecnológicas, sejam inovações em seus produtos ou em técnicas que minimizem os impactos ambientais de suas atividades.

O professor russo ressaltou que é preciso garantir, em acordos internacionais, “o direito de todo país se desenvolver”. Para o planejamento e execução de políticas de desenvolvimento econômico, Gromyko sugere cooperações internacionais e a integração de institutos dos diversos segmentos da atividade econômica.

Yury Gromyko comparou as medidas que vêm sendo adotadas atualmente por dois países que pertenceram à extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), como caminhos para escapar da crise internacional: Bielo-Rússia e Cazaquistão.

A Bielo-Rússia, depois do fim da URSS, procurou preservar a estrutura do sistema socialista, disse o professor. Hoje, como combate à crise, o país vem intensificando essa estrutura – comprou, por exemplo, a participação que havia delegado à iniciativa privada nos dois maiores portos marítimos do país. Está investindo numa usina nuclear estatal e firmando acordos com a Venezuela.

O Cazaquistão, por sua vez, liberalizou o mercado no pós-URSS. Com a crise, as iniciativas do país têm se focado na adoção de instrumentos voltados mais ao mercado financeiro e menos ao setor produtivo da economia. “Temos a Bielo-Rússia com medidas direcionadas à produção, e o Cazaquistão adotando mecanismos financeiros”, assinalou Yury Gromyko.

http://www.crise.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=38

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Seminário internacional debate em Curitiba caminhos do Brasil com a crise

Lúcia Norcio, repórter

8 de dezembro 2008/Agência Brasil http://www.agenciabrasil.gov.br

Curitiba - O que está acontecendo com o Brasil? O país está no caminho certo? Essas e outras questões serão debatidas de hoje (8) a quinta-feira no seminário internacional Crise – Rumos e Verdades, promovido pelo governo do Paraná. Cerca de 600 pessoas se cadastraram para o encontro, que pretende chegar a novas propostas para enfrentar a crise. Estão previstas 30 palestras de economistas, professores e administradores brasileiros e da Itália, Inglaterra, Alemanha, China, Argentina, Venezuela, México, Rússia, Equador e Estados Unidos.
Segundo o governador do Paraná, Roberto Requião, que abriu o evento na noite de ontem (7), o governo federal liberou depósitos compulsórios para os bancos, que não liberam crédito para a economia. “Em vez disso, aplicam o dinheiro em letras do Tesouro. Então, já temos uma crise de crédito, além de um problema brutal de saída de recursos. Pois, se os dólares e outras moedas continuam entrando, já acumulamos um prejuízo de US$ 7 bilhões no balanço de entradas e saídas, segundo o governo federal”.
Na pauta do seminário, discussões sobre a economia mundial, crise e poder mundial; crise e integração sul-americana; crise e projeto nacional, qual é o projeto que o Brasil possui, a crise e o sistema financeiro mundial: o papel da China, dos Estados Unidos, da Rússia e da Índia. Crise e Brasil. De acordo com o governador, ao contrário do que pode parecer, não é uma discussão sobre o Brasil, é sobre os projetos nacionais, é a globalização versus Estado-nação.

O presidente da indústria de eletro-eletrônicos Gradiente, Eugênio Staub, um dos palestrantes da abertura do seminário, defendeu a manutenção do crédito da habitação, a redução da taxa de juros e de impostos e a manutenção de investimentos como medidas necessárias para o Brasil não reduzir o ritmo do crescimento econômico durante a crise do capitalismo global.

Para o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a crise financeira que o mundo atravessa é a crise da superestrutura financeira criada ao longo de 25 anos. Lembrou que o mercado financeiro movimenta 130 trilhões de dólares em ativos primários e outros prováveis 540 trilhões de dólares em derivativos financeiros. “É um volume assustadoramente descolado da riqueza acumulada pela economia real — a soma dos Produtos Internos Brutos de todos os países soma apenas 60 trilhões de dólares”.

As pessoas que quiserem fazer perguntas pelo telefone e por e-mail aos debatedores contam com o apoio de economistas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e da Secretaria de Planejamento e Coordenação. Estão disponibilizadas dez linhas telefônicas com ligações gratuitas. O atendimento é feito por estudantes, que repassam as perguntas aos técnicos e estes encaminham as dúvidas aos debatedores.

O seminário está sendo transmitido ao vivo pela TV e pela Rádio Paraná Educativa No último dia do evento, serão publicadas as despesas e o valor da contribuição de cada órgão que participou do seminário.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/12/08/materia.2008-12-08.3421971291/view