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quarta-feira, 9 de maio de 2012

EL GOBIERNO ESPAÑOL RESPALDA LAS VIOLACIONES DE DERECHOS HUMANOS COMETIDAS POR REPSOL EN ARGENTINA


9 mayo 2012/Rebelión (Mexico)
Observatorio por las Multinacionales en América Latina (OMAL)

Organizaciones sociales denuncian que, con su apoyo diplomático abierto, el Gobierno español respalda las actuaciones de Repsol-YPF, cuyo desempeño provoca graves impactos sociales y ambientales y continuas violaciones de los derechos humanos de los pueblos indígenas. Entre ellas, la muerte de personas a consecuencia de la contaminación industrial, la última producida el pasado 23 de abril. 

Durante las últimas semanas estamos asistiendo a un despliegue de recursos materiales y diplomáticos por parte del Gobierno español para defender los supuestos intereses generales del Estado en el caso de la expropiación de YPF, aprobada por Argentina. Este apoyo sin precedentes a un sujeto privado como es Repsol, consagra un modelo de diplomacia centrada exclusivamente en la defensa de las inversiones empresariales en el extranjero, en detrimento de otras consideraciones como la defensa de los derechos humanos, o el respeto al medio ambiente. 

Con este respaldo, el Gobierno avala el modelo extractivo practicado por esta transnacional en Argentina, el cual ha causado innumerables problemas a la población local desde que la empresa YPF fue absorbida por Repsol, en el año 1999. Desde entonces, la contaminación de las aguas con metales pesados en el yacimiento de Loma de la Lata -el mayor del país, situado en la provincia de Neuquén- ha sido reconocida por los tribunales argentinos, y planteada ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), y el Tribunal Permanente de los Pueblos (TPP). 

La contaminación hídrica ha provocado gravísimos problemas de salud -abortos, dermatitis y cefaleas crónicas- e incluso la muerte de varias personas. La última de ellas fue Cristina Cherqui, mapuche de 55 años, que falleció el 23 de abril después de que se detectara una presencia de metales pesados en sangre muy por encima de los niveles considerados normales. 

Además de los problemas de salud y contaminación medioambiental, las actuaciones de Repsol-YPF en Argentina (como en otros países donde opera) vulneran también otros derechos humanos de los pueblos indígenas, reconocidos internacionalmente, como son el derecho al consentimiento libre, previo e informado – al que les da derecho el Convenio 169 de la OIT- la transnacional no cuenta con el permiso de las comunidades locales para operar-, o el derecho a poseer y utilizar sus tierras, territorios y recursos. También se han producido situaciones preocupantes de represión y hostigamiento por parte de las fuerzas públicas contra las personas y organizaciones opositoras a la actuación de la transnacional, incluyendo amenazas y detenciones extrajudiciales. 

Las plataformas y organizaciones firmantes, denunciamos y lamentamos este apoyo público a Repsol, que se produce además en una época de crisis económica y financiera severa en nuestro país y que constata la preocupante asunción, por parte del Gobierno, de los intereses de esta transnacional petrolera. Hecho que ya veníamos denunciando a raíz de la aprobación, hace escasos meses, de una subvención de 150.000 € por parte de la Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID) a la Fundación Repsol YPF de Ecuador, para sus actuaciones en los territorios en los que opera en la Amazonía. 

Nos vemos también obligadas a advertir del peligro que subyace en el modelo extractivista representado por ésta y otras transnacionales petroleras, mineras, madereras y de otra índole, el cual no parece que vaya a verse afectado por el hecho de la expropiación, a tenor de las declaraciones emitidas en los últimos días por el Gobierno argentino. Dicho modelo, como han señalado el Relator Especial sobre derechos de los pueblos indígenas y la Relatora Especial sobre la situación de los defensores de los derechos humanos -mandatados por las Naciones Unidas- es en la actualidad, una de las mayores causas de violación de derechos humanos en el mundo

Organizaciones firmantes:
Observatorio por las Multinacionales en América Latina (OMAL); Observatorio de la Deuda en la Globalización (ODG); Coordinación por los Derechos de los Pueblos Indígenas (CODPI); Entrepueblos; Ecologistas en Acción – Ecologistak Martxan; alterNativa-Intercambio con pueblos indígenas; Grupo Intercultural Almáciga; Mugarik Gabe; Asociación Periferias; Enginyeria Sense Fronteres Catalunya; Salva la Selva; Plataforma Repsol Mata, Lliga dels Drets dels Pobles, ACSUR-Las Segovias, Plataforma 12 de Octubre nada a celebrar. 

Referencias:  


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Argentina/QUEM ERA E O QUE PENSAVA O FUNDADOR DA YPF

3 maio 2012/Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)

O nome de Enrique Mosconi esteve entre os mais citados pelos senadores que aprovaram o controle nacional da YPF, o mesmo acontecendo no debate travado na Câmara dos Deputados argentina. Aqui, alguns dados e opiniões do fundador e construtor da YPF que lutou contra os monopólios internacionais de petróleo. "A América Latina, para cumprir a trajetória de seu destino, deverá realizar durante o século XXI a independência econômica de seus povos", disse Mosconi, em discurso no Rio de Janeiro, em 1938.

Buenos Aires - O ciclo de golpes de Estado do século XX começou no dia 6 de setembro de 1930, quando José Félix Uriburu derrubou Hipólito Yrigoyem. Ficou na história com um mote: “Golpe com cheiro de petróleo”. E algo deve ter cheirado naquele instante o diretor da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (Jazidas Petrolíferas Fiscais, YPF), engenheiro e general Enrique Mosconi, porque só quatro dias depois apresentou sua demissão.

Às empresas petrolíferas inglesas e norte-americanas não foi fácil conseguir que Uriburu, inclusive com um gabinete afim a capitais dessa origem e da Alemanha, conseguisse desmontar os oito anos de gestão de Mosconi. Não foram suficientes a prisão e a investigação a que foi submetido o general. A YPF havia se tornado uma estrutura industrial poderosa. A destruição só seria possível depois de 60 anos, na primeira presidência de Carlos Menem. E não é que nos dois anos de Uriburu faltassem tentativas. A Standard Oil, com matriz nos Estados Unidos, pressionou para conseguir avanços em Salta graças a um governo permeável aos seus interesses, segundo contam Fernando García Molina e Carlos Mayo em seu excelente livro “O general Uriburu e o petróleo”.

Sem chances de liquidar a YPF, a estratégia privada apontou em ganhar espaços paralelos. De 1931 é a instalação da destilaria da Shell no bairro portenho Dock Sud. Em simultâneo, as outras companhias pressionavam para anular a reserva a favor da exploração estatal disposta pelo presidente radical Marcelo Torcuato de Alvear em 1924 para as bacias de Chubut, Santa Cruz, Neuquém, Tierra del Fuego, La Pampa, Salta, Jujuy e Mendoza.

Diretor do serviço de Aeronáutica do Exército em 1922, Mosconi um dia se irritou diante da reivindicação da West India Oil Co., filial da Standard Oil de New Jersey, de cobrar antecipadamente a nafta para os aviões. Em seu livro “O petróleo argentino” o próprio Mosconi escreveu o relato da entrevista: “Advirta, disse a ele naquela oportunidade, que o Serviço Aeronáutico do Exército não deve um centavo à sua companhia; que se trata de uma repartição militar solvente e dependente do Ministério de Guerra e que, portanto, não só me surpreendem suas manifestação e exigência, mas que as considero impertinentes e não as aceito”. Mosconi guardou o que pensou e não disse: “Ali, na minha escrivaninha, me propus, jurando a mim mesmo, cooperar com todos os meios legais para romper os trustes. Designado diretor geral da YPF no dia 19 de outubro de 1922, realizei tal propósito sete anos depois, para bem e progresso de nossa Pátria e maior vantagem de seus habitantes”.

Quando Alvear o designou à frente da YPF, Mosconi se propôs estruturar uma empresa forte e depois “tomar a direção de nosso mercado de consumo, levando os preços a um nível conveniente e equitativo para os interesses nacionais” para arrastar à baixa “a todas as empresas importadoras”.

Em 1926, ao fazer seu próprio balanço, Mosconi afirmava que “é comum a opinião de que o Estado é mal administrador”. Mas “isto só é exato quando o Governo não traça nem mantém normas de boa administração”. Em 1922 a indústria petrolífera fiscal produzia uma média diária de 942 metros cúbicos, contra 2.610 de 1926. Mosconi enviou técnicos para se especializarem nos campos petrolíferos dos Estados Unidos, México, Venezuela e Europa. Seus estudos serviram de base para o Boletim de Informações Petrolíferas e para a criação de cursos complementares de cinco meses para formação na área, ministrados pela Escola Industrial da Nação. O mesmo espírito animou, em 1928, a fundação do Instituto de Petróleo na Universidade de Buenos Aires com aprovação do reitor Ricardo Rojas. Rojas queria formar “técnicos argentinos aptos que nos livrem da declamação, mais ou menos patriótica”.

Mosconi queria uma lei para nacionalizar as reservas, coisa que avaliava difícil com a composição do Congresso em 1928. Essa ferramenta seria “uma muralha infranqueável aos avanços de empresas que, como a Standard Oil Co. no norte, inicia e consolida seus conhecidos sistemas de penetração e ameaça perturbar nosso futuro econômico e, consequentemente, nossa situação política”. O Senado não quis aprovar a iniciativa de Hipólito Yrigoyem, presidente em seu segundo mandato entre 1928 e 1930, e o golpe de Uriburu terminou de abortar a iniciativa.

Uma seleção do pensamento de Mosconi, morto no dia quatro de junho de 1940, é possível tomando quatro livros: La batalla del petróleo (Ediciones Problemas Nacionales, Buenos Aires, 1957), com prólogo de Gregorio Selser e os três tomos da recopilação de trabalhos do general e engenheiro realizada por Raúl Larra e Gregorio Weinberg em 1965 para a Agência Geral de Publicações: El petróleo argentino, YPF contra la Standard Oil y La nacionalização del petróleo.

Controle - “O petróleo tem uma importância fundamental e insubstituível e o crescimento e progresso da Nação será tanto maior quanto mais firme mantenha esta em suas mãos o controle de suas reservas petrolíferas, ou seja, quanto mais submetidos à sua fiscalização efetiva estejam os grandes sindicatos ou trusts que exploram o combustível líquido no país, pois se essa fiscalização fosse difícil ou impossível de efetuar, mais conveniente seria para a tranquilidade econômica e política do país renunciar à cooperação do capital estrangeiro.

Os grandes trustes são organizações insaciáveis, difíceis de dominar uma vez que tomaram posse das terras e lhes cederam faculdades ou direitos. Tanto o grupo europeu (o anglo-holandês Royal Dutch) como a Standard Oil, o poderoso norte-americano de funesta tradição ante a Justiça de seu país, são indesejáveis para toda a nação que queira fecundar em paz seu trabalho criador. Geralmente tentam perturbar e exercer influências sobre o trabalho legislativo ou resistem e violam a aplicação das leis e regulamentos que tem a seu encargo o poder administrador.”

Estratégias. “A aquisição de reservas e os direitos de explorá-las e utilizá-las é motivo de acordos e de alianças políticas. O jornal La Nacióm publicou o seguinte telegrama, do qual se deduzem sugestivas advertências: ‘Williamstowm, agosto 4 de 1926. Na reunião celebrada hoje pelo Instituto de Ciências Políticas, o petróleo foi designado como a encarnação moderna do antigo deus da guerra, Marte. Cinco oradores – três norte-americanos, um francês e um italiano – estiveram de acordo em afirmar que o petróleo é, hoje em dia, o fator mais poderoso da paz ou da guerra’. A própria Standard Oil pediu a intervenção do Governo dos Estados Unidos a fim de que se prestasse apoio aos cidadãos deste país para que solicitem e obtenham, pelo mundo, concessões petrolíferas. O presidente Wilson prestou seu apoio a este propósito, a pesar de ser contrário aos trusts, e o presidente Harding o lembrou de sua poderosa influência.”

Constituição - “O que estabeleceu a Constituição, em primeiro termo, é que suas prescrições têm por objeto assegurar o bem-estar dos habitantes da Nação. Pois bem: para isso será indispensável que o Estado, com unidade de critério e de princípios, possa vigiar a exploração desta fonte inestimável de riqueza pública, caracterizada como uma das forças vitais de toda a soberania, e metodizar também sua técnica, regularizar sua utilização, exercer controle no mercado e evitar a organização de entidades poderosas que possam causar ao país perturbações econômicas e políticas.”

Planos - “Na vida, uma das cosas mais fáceis é ter ideias e projetos e, até posso dizer, muito boas ideias e projetos; basta para isso um cérebro discreto e um pouco de imaginação; mas o diabolicamente difícil é tomar a menor ideia ou projeto, organizá-lo, pô-lo em pé e fazê-lo caminhar. E quando se trata de assuntos dirigidos pelo governo e que são alvo de toda classe de críticas, justas ou injustas, imparciais ou apaixonadas, se requer uma total convergência de forças e propósitos para levá-los a cabo.” (Discurso na destilaria da YPF em La Plata, província de Buenos Aires.)

Independência - “A Academia de Ciências e Artes do Rio de Janeiro prevê, sem dúvida, o que considero correto: que a América Latina, para cumprir a trajetória de seu destino, deverá realizar durante o século XXI a independência econômica de seus povos.” (Discurso no Rio de Janeiro, 1938)

Conservar - “A falta de critério conservativo na exploração de nossas reservas, por parte das empresas privadas trouxe, sem dúvida, um aumento da produção, que aparentemente beneficiou o país ao reduzir o montante da importação, mas que não o beneficiou enquanto o ouro dos lucros obtidos pelas empresas emigrou do país, indo reforçar as áreas dos grandes consórcios internacionais. (...) Por isso considero que uma política de conservação do nosso petróleo só pode ser realizada com êxito sobre a base da nacionalização das reservas do país, política que afastaria para sempre o perigo de dependências estranhas, assegurando para nossas instituições fundamentais da defensa nacional e da vida econômica de nossa pátria, o petróleo, combustível insubstituível até agora.”

Continente - “Ontem a Argentina, com sua YPF, e o México; hoje o Uruguai; amanhã o Brasil, o Chile, o Peru, a Colômbia e a Venezuela levantarão iguais ou similares organizações sobre as quais descansará majestosa a grande cúpula da independência integral da América Latina, em cuja sombra e albergue viverão seus povos em amplo bem-estar, elaborando afanosos em solidária fraternidade em prol das ciências e das artes.” (Discurso na Ancap, a empresa pública petrolífera uruguaia)

Luta - “A luta pelo domínio das fontes de combustível líquido é tanto mais violenta quanto maior riqueza evidencia. Os grandes trustes, particularmente a Standard Oil, de reputação funesta em seu próprio país, põe em prática em todos os lugares os mesmos procedimentos para o acúmulo e domínio das reservas de petróleo. O ouro que dispõe e a falta de princípios morais que os caracteriza, estimulam as ambições malsãs, provocam a infidelidade e a traição – produzida pelo suborno – dos funcionários de toda ordem e categoria: funcionários subalternos das repartições públicas que favorecem as gestões administrativas das companhias; advogados, as vezes prestigiados no país em que operam, que as defendem, ainda quando contrariam os interesses da Nação; ministros plenipotenciários em Washington que se transformam em gerentes oficiais da Standard Oil; políticos destacados que ambicionam altas posições públicas convertidos em procuradores das poderosas organizações; magistrados que julgaram em pleitos da companhia que se fazem seus defensores e recebem grossos emolumentos; legisladores que fazem complô para favorecer às companhias petrolíferas; governantes que, subitamente, de inimigos acérrimos passam a ser decididos defensores; ministros de Estado que traem a sua pátria não cumprindo com seu dever e atentando contra o interesse coletivo; são os imorais e frequentes episódios que incessantemente chegam a conhecimento público no México, nos Estados Unidos da América do Norte, na Colômbia, Argentina, etc., na desesperada luta que se livra em torno do extraordinário mineral.”

Mercado - “As organizações que dominam o mercado do combustível líquido regulam e fixam os preços sem considerar os fatores econômicos locais. A América do Sul pagará assim as perdas sofridas no Oriente ou vice-versa. Se as instalações incendeiam ou se evaporam produtos que importam milhões de dólares, se elevará o preço de venda na quantidade e tempo necessários que o mercado possa suportar. Os preços se fixam para chegar ao máximo de lucro que possam proporcionar os prazos de consumo e não para alcançar benefícios equitativos e proporcionais ao capital investido.”

Tradução: Libório Junior


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Argentina/Recuperar a YPF é recuperar a soberania, diz Nobel da Paz

2 maio 2012/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

A ponto de se converter em lei, a iniciativa do Executivo argentino para reestatizar a empresa de petróleo YPF marca o início do caminho - acertado, ainda que difícil- para a recuperação da soberania nacional.

A decisão do Executivo argentino de voltar a tomar o controle estatal sobre YPF responde à necessidade de recuperar o domínio de recursos que, segundo a própria Presidenta da Nação, não só são estratégicos, senão vitais.

Trata-se de um caminho "difícil e cheio de obstáculos, mas que será assumido e percorrido com muita força e esperança", afirmou durante coletiva a imprensa argentina o Prêmio Nobel da Paz e presidente do Serviço Paz e Justiça da Argentina, Adolfo Pérez Esquivel.

Pérez Esquivel acrescentou que a YPF teve sua etapa de esplendor e orgulho nacional, e que hoje é apenas uma lembrança, e o governo atual deve remontar o pesado fardo que deixa a irresponsabilidade da Repsol.

Segundo ele, os argentinos apóiam a decisão da presidente Cristina Fernández, que teve a coragem e a decisão política de assumir esta reivindicação popular de anos e cujo governo enfrentará uma situação similar à originada pela nacionalização, anos atrás, das Aerolinhas Argentinas.

O Prêmio Nobel ressalta que a falta de investimentos, o desabastecimento, os custos e as dívidas, os ativos e passivos que a Repsol deixam são alarmantes, e é necessário ter muita serenidade para tornar a empresa rentável novamente.

No entanto, Pérez Esquivel Adverte alerta que o petróleo "não é a única matéria pendente na recuperação da soberania nacional".

“Não estou falando dos nacionalismos anacrônicos. O governo deve atuar, antes que seja tarde, sobre as empresas mineiras, que ficam com 97% do extraído, com uma simples declaração juramentada, e a venda do território nacional”,afirma.

O senador Gerardo Morais, da oposicionista União Cívica Radical acrescentou que a expropriação de 51% das ações da espanhola Repsol na YPF Argentina é só o início e não a solução do problema energético no país.
Segundo ele, o governo carece de uma política a médio e longo prazo para o setor, como consequência da qual decresceram não apenas a produção, em 18%, senão também as reservas de petróleo (6%) e gás (41%) entre os anos 2003 e 2011.

Ele ainda acrescenta que a recuperação de YPF e do rumo "do qual nunca poderíamos ter nos perdido" é só uma das ferramentas para tratar de resolver o problema energético; algo que - em sua opinião - demanda a aprovação de uma nova Lei de Petróleo e um marco jurídico para o setor que corrija o vigente.

Deputados: ultima palavra
A proposta enviada no último dia 16 de abril ao Congresso por Cristina Fernández declarando de interesse público e como objetivo prioritário do Estado o lucro do auto-abastecimento de petróleo, será discutida a partir desta quarta-feira (2) na Câmera de Deputados, que deverá convertê-la em lei.

Segundo informações da imprensa argentina, dos 257 deputados 200 votarão a favor do projeto, que também declara de interesse público a exploração, industrialização e comercialização destes recursos, a fim de garantir o desenvolvimento econômico com igualdade social.

Total controle social
Fernando "Pino" Solanas, representante do Movimento Projeto Sur, defende que se exproprie a totalidade das ações de YPF e não apenas 51% da Repsol, para desse modo evitar o ulterior "desembarque de grupos privados e capitais estrangeiros no interior da companhia".

Projeto Sur defende também a proibição das exportações de petróleo e combustíveis para reduzir as importações, até que se reconstruam as reservas, e por um estrito controle público da produção.

Segundo ele a YPF deve ser 100% pública, com controle social e que seja administrada com ética e transparência, porque "é um erro grosseiro não passar a foice em todos em que podemos passar". (Com informações da Prensa Latina)


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Argentina/"A ESPAÑA Y REPSOL LES SALIÓ EL TIRO POR LA CULATA" --Entrevista a Alfredo Jalife



26 abril 2012/Rebelión http://www.rebelion.org (México)


La medida de nacionalización de YPF, tomada por el gobierno de Cristina Fernández en Argentina el pasado 16 de abril, ha recibido respaldos de varios presidentes de la región. 

España, por su parte, no consigió el apoyo del G-20 para castigar a la nación suramericana por la medida soberana contra Repsol. Mientras la francesa Total anuncia que puede aumentar producción de gas en el gigante suramericano. 

En entrevista para el programa la Brújula del Sur (1), Alfredo Jalife (2), explicó que “ El gobierno de España retrocedió cuando se dio cuenta que nadie el mundo los siguió, que las opciones (de las que disponía) eran limitadas y cuando las empresas estadounidenses salieron a buscar sustituir a Repsol (…) tampoco hubo solidaridad por parte de la Unión Europea para con Repsol” 

Para el analista mexicano, Repsol es “ una de las peores empresas privadas del mundo ”, no obstante el gobierno de España salió en su defensa apresuradamente, descuidando en su análisis que “Argentina tiene cartas de represalias, tampoco está tan sola (…) hay muchos intereses españoles en Argentina. Iba a ser muy costosa para España una guerra financiera con el gobierno de Cristina Fernández (…) Si hubiesen buscado boicotear los productos agrícolas argentinos, no habrían sacado mucho y sus productos hubiesen ido a parar a otros mercados” 

En la nueva geopolítica de la región Jalife observa que la solidaridad demostrada por los gobiernos de Brasil, Venezuela, Ecuador y Bolivia, “fueron determinantes”. 

Y agrega “Yo diría de casi toda Suramérica la respaldó, con la excepción patética de México (…) la posición de Colombia en nada se parece a la Felipe Calderón que fue totalmente grotesca” 

La petrolera Repsol tiene muchos problemas financieros debido a sus malos manejos. Incluso el año pasado la para estatal mexicana Pemex, salvó a la española de la banca rota. 

“Yo lo dije hace 5 años, que Repsol sería sacada de Latinoamérica a patadas. El único lugar del continente donde goza de canonjías es en México. Incluso yo llamo al sexenio de Calderón como el sexenio de Repsol” 

En una semana el reino tuvo que modificar sus bravuconadas gracias a la soledad en la se vio internacionalmente. “Al gobierno español y a Repsol les salió el tiro por la culata ahora está pidiendo renegociar a ver si les dan lo que piden, cosa que yo no creo”

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Escuche el AUDIO completo de la entrevista a Alfredo Jalife aquí:

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Indira Carpio Olivo y Ernesto J. Navarro son Periodistas intragables.
indiracarpio.blogspot.com @icarpio / ernestojnavarro.blogspot.com @ernestojnavarro 

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Para ampliar las informaciones:
(1) La Brújula del Sur es un programa que se transmite en la emisora del Ministerio del Poder Popular para la Cultura , Alba Ciudad (albaciudad.org, @albaciudad, 96.3 FM) y Radio Rebelde (radiorebelde.info, @radiorebelde915, 91,5 FM), conducido por Ernesto J. Navarro y producido por Indira Carpio Olivo.
(2) Alfredo Jalife , es columnista del periódico mexicano La Jornada , analista y experto en Geopolítica, Globalización, Geoeconomía e Hidrocarburos.