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sábado, 10 de maio de 2014

PAÍSES CON AMPLIOS RECURSOS NATURALES EN LA MIRA DE LAS GRANDES CORPORACIONES

9 mayo 2014, TeleSUR http://www.telesurtv.net (Venezuela)

(Mercosul & CPLP incluiu nesta postagem uma esclarecedora entrevista concedida por John Perkins a Amy Goodman sobre o seu livro "Confissões de um Assassino Económico".)

El autor del libro “Economic Hit Man” o “sicario económico”, Jhon Perkins, denunció que el gobierno y los militares de su país están trabajando con los empresarios que manejan las grandes corporaciones económicas en el mundo, y que de manera fraudulenta pretenden privatizar la económica de un país.

El economista, escritor y activista social estadounidense, Jhon Perkins, afirmó este viernes que los empresarios que manejan las grandes corporaciones económicas en el mundo siempre han buscado apoderarse -- mediante operaciones económicas fraudulentas -- de los países que gozan de amplios recursos naturales como el petróleo; al tiempo que denunció, que el gobierno y los militares de su país están trabajando con esas personas.

Perkins, autor del libro “Economic Hit Man”

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CRISE HONDURENHA TESTA PRINCÍPIOS DO BRASIL

29 setembro 2009/Vermelho EDITORIAL http://www.vermelho.org.br

Há momentos na vida de um país que põem à prova seus princípios e seu valor. Honduras vive dias assim. Quis a história que o Brasil também se visse conduzido à ribalta da crise. Que passe com brio no teste, é o que desejam os democratas de Honduras, do Brasil e do mundo.

Na madrugada do último dia 21, Manuel Zelaya, presidente de Honduras, eleito pelo povo em 2005, derrubado, sequestrado e expulso pelo golpe militar de 28 de junho, bate à porta da embaixada brasileira em Tegucigalpa. Explica que voltou à pátria clandestinamente, buscando forçar um diálogo que restaure o Estado de direito. O Brasil abriga Zelaya. Considera-o hóspede da embaixada. Não asilado, o que sepultaria as esperanças dos hondurenhos que se lançam à Resistência, mas o único presidente legítimo da República de Honduras.

Esta não é a postura só do Brasil. Foi votada por unanimidade na Organização dos Estados Americanos (OEA), nas Nações Unidas (ONU) e em seu Conselho de Segurança. É a única posição de princípios nas trágicas circunstâncias criadas. O Brasil violentaria a soberania hondurenha caso reconhecesse outro presidente que não o eleito pelo povo daquele país.

A cada dia o michelettismo se desmascara como a ditadura militar que é, com o mesmo DNA das ditaduras latino-americanas dos anos 60 e 70. Desde o dia 21, temendo a presença de Zelaya na embaixada e da Resistência nas ruas, promove mesmo uma escalada ditatorial. Decreta um monstruoso estado de sítio, que manteve secreto por seis dias, até as portas da eleição marcada para novembro; expulsa diplomatas da OEA e da Espanha; descarta a proposta conciliatória do mediador Oscar Arias, presidente da Costa Rica; reprime brutalmente o povo, tortura e assassina; fecha uma estação de rádio e um canal de TV; mantém a embaixada brasileira sitiada por tropas; num supremo acinte, faz um ultimato ao Brasil, para que em dez dias "defina o status do señor Zelaya", ou "a embaixada vai perder sua condição diplomática". O presidente Lula respondeu devidamente: "O Brasil não irá tolerar um ultimato de um governo golpista".

Lula aprendeu na escola da militância sindical os méritos da negociação, da transigência, mas também que é preciso "ter lado". Está do lado do povo hondurenho, de seu governo legítimo, da OEA e da ONU, dos princípios democráticos; contra os gorilas de Tegucigalpa.

A fúria de Micheletti com a volta de Zelaya é sinal de medo e fraqueza. Caso as instituições multilaterais acompanhem a firmeza brasileira, é provável que os gorilas terminem por ceder e acatar uma solução pacífica da crise, nos termos do Plano Arias – que tem como primeiro ponto a devolução do mandato presidencial.

Também não se exclui que prevaleça a contemporização com os golpistas – pregada com estridência por certa elite político-diplomático-midiática brasileira. Ainda assim o povo hondurenho, com a solidariedade de seus irmãos, achará o caminho da vitória. Do tenebroso ciclo tirânico latino-americano do século passado, emerge uma verdade: as ditaduras, mesmo as piores, acabam.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Timor-Leste/DÉFICE DE DEMOCRACIA APRESENTA TRÊS PACÍFICOS ESTUDANTES A TRIBUNAL

Regime timorense quase esgota prazo de prisão para exercer pressões psicológicas e sevícias

1 setembro 2009/timorlorosaenacao

No passado dia 30, enquanto o PR Ramos Horta exortava os demónios do perdão para os assassinos que procuraram exterminar por completo os timorenses desde o dia da ocupação indonésia, em 1975, foram detidos pela PNTL três estudantes que discordam e assumiram a liberdade de se expressar e manifestar pacificamente contra, procurando chamar a atenção dos media numa conferência de imprensa improvisada num jardim de Díli. Logo de imediato a PNTL actuou fazendo deslocar para o local três viaturas com agentes da polícia com equipamento anti-motim.

O The Age, jornal australiano, dava-nos conta do sucedido no próprio dia, secundado pelo Público, jornal diário de Portugal, que dizia:

“Três camiões cheios de polícias timorenses apareceram hoje num parque de Díli para acabar com uma conferência de imprensa em que activistas pediam "fim à impunidade", relata o enviado do jornal australiano "The Age". Os activistas pediam em cartazes que as Nações Unidas interviessem para acabar com a impunidade em Timor-Leste, tendo três deles sido levados do local pela polícia, segundo contou ao repórter Jefferson Lee, um activista ido de Sydney.”

No limite das 72 horas legais para serem apresentados a tribunal o Ministério Público fê-lo, levando agora os três activistas discordantes anteriormente detidos e conservados na prisão de Caicoli sobre pressões inadequadas que visam desmobilizar e reprimir qualquer manifestação pública em Timor-Leste que pacificamente vise mostrar a discordância sobre as políticas adoptadas pelo governo AMP ou pelos que mais não representam que o suporte a essas medidas, caso do PR Ramos Horta.

Os detidos, três estudantes da UNTL, de nomes Hélio, Xisto e Gaudêncio, foram há horas apresentados em tribunal, praticamente no limite das 72 horas legais, com o propósito de pressionar psicologicamente os opositores às medidas praticadas pelo actual regime vigente em Timor, deixando-os entregues às sevícias dos carcereiros. Essa é uma técnica do Ministério Público que, de mãos dadas com o regime, leva os prazos à exaustão e até viola as leis vigentes, como é do conhecimento público. Neste caso encontra um bom colaborador na pessoa do procurador Felismino, um internacional de Cabo Verde, deslumbrado económicamente, perfeitamente consonante com o actual status repressivo timorense.

Desconhecemos por agora os resultados da audiência que decidirá da “sorte” dos três estudantes mas contamos posteriormente dar conta do acontecido e das decisões do tribunal relativamente ao assunto.

Enquanto isso, julgamos por bem que se medite sobre o caso e se tome por mais um exemplo da demonstração do défice de democracia que está sendo imposto em Timor por decisões do governo de Xanana Gusmão, com absoluto controle dos agentes repressores comandados por um seu colaborador, Longuinhos Monteiro, recentemente nomeado comandante da polícia pelo primeiro-ministro, também Ministro da Segurança Interna, sem a mínima objecção do PR Ramos Horta que ufano chama a comemorações individualidades do mundo da política para comemorar a data de mais de um milhar de assassínios como se de festa brava e alegre se tratasse, anunciando uma ampla amnistia para criminosos em massa que actuaram selvaticamente assassinando timorenses há dez anos, nos dias sequentes a 30 de Agosto de 1999, após saberem que no Referendo os resultados penderam superiormente para a independência de Timor-Leste e a retirada dos opressores indonésios. Afinal, mal sabiam, trocaram uns opressores por outros.