Agamenon Menezes, presidente do
Sindicato dos Produtores Rurais, foi um dos primeiros suspeitos ouvidos pela
Polícia Civil e agora se tornou alvo de busca e apreensão da Polícia Federal |
Foto: João Laet/Repórter Brasil
Os
moradores de Novo Progresso, no Pará, olham desconfiados para os lados quando
questionados sobre o ‘Dia do Fogo’. “Todo ano o pessoal queima a floresta”,
desconversam. Evitam falar sobre o tema já que os principais suspeitos de terem
organizado as queimadas criminosas nesta parte da Amazônia, nos dias 10 e 11 de
agosto, são pessoas poderosas da cidade – fazendeiros, madeireiros e
empresários –, segundo investigações policiais a que a Repórter Brasil teve
acesso.
Os
responsáveis pelo ‘Dia do Fogo’, de acordo com investigadores das Polícia Civil
e Federal, chegaram a fazer uma ‘vaquinha’ para pagar os custos do combustível
– uma mistura de óleo diesel com gasolina –, usado para alastrar as chamas.
Além disso, contrataram motoqueiros para entrarem nas estradas de terra
próximas à floresta espalhando


