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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Angola/CGG: Conselho de ministros ratifica projectos para cimeira conjunta dos Chefes de Estados



2 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda - A VII Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), prevê ratificar os projectos de textos elaborados pela Cimeira Interministerial realizada em Cotonou, para preparar a cimeira conjunta CEEAC, CEDEAO, CGG dos chefes de Estados e de Governo dos países da África Central e do Oeste, prevista para Yaoundé, de 17 a 18 de Maio do corrente ano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Angola e São Tomé e Príncipe ganham peso na política energética da China

Macau, China, 23 agosto 2009 – Angola e São Tomé e Príncipe reforçaram a sua importância na política energética externa da China, por via de aquisições que as petrolíferas estatais chinesas têm em curso, aproveitando a baixa do preço dos activos.

A aquisição da Addax pela Sinopec, aprovada este mês por Pequim, dá à petrolífera chinesa controlo de metade dos quatro blocos da zona de desenvolvimento conjunto São Tomé e Príncipe-Nigéria (JDZ) e também poderá estimular o desenvolvimento desta, segundo os analistas Samuel Ciszuk e Tom Grieder, da revista Petroleum World.

“A aquisição da Addax pela Sinopec deverá acelerar a exploração na JDZ das águas de São Tomé e Príncipe”, numa região do Golfo da Guiné que “vai exigir significativos investimentos e é portanto mais apropriada ao desenvolvimento de uma empresa estatal que tenha bolsos fundos´”, referem os analistas norte-americanos.

Com a aquisição, a petrolífera chinesa torna-se no “actor principal no sector petrolífero são-tomense” e terá “influência considerável na forma como serão desenvolvidas potenciais reservas comerciais”, adiantam.

Na semana passada, a Sinopec anunciou que a primeira perfuração no Bloco 2 (Bomu-1) terá lugar antes do fim de Agosto, através da plataforma Sedco-702, a uma profundidade total de 3.536 metros.

Os resultados deverão estar disponíveis no último trimestre do ano.

Apesar da ausência de relações diplomáticas entre a China e São Tomé e Príncipe, que reconhece Taiwan, a Sinopec dispõe de representação na capital são-tomense e tem vindo a acompanhar de perto o processo de licitação de blocos também na zona económica exclusiva são-tomense, que deverá arrancar em Novembro.

Com a compra da Addax, passa a operar dois dos quatro blocos da ZDC (2 e 4) , além de participar do bloco 1, operado pela norte-americana Chevron, e também no bloco 3 (Anadarko).

A onda de aquisições das petrolíferas estatais chinesas passa também por Angola, onde Sinopec e CNOOC International asseguraram a compra de parte da participação da Marathon Oil, quarto maior produtor de petróleo, no Bloco 32, operado pela Total (30 por cento).

A parceria, detida em partes iguais pelas duas petrolíferas, vai comprar 20 por cento do bloco, pagando integralmente em dinheiro, a um preço em torno de 1,3 mil milhões de dólares, retendo a Marathon uma participação de 10 por cento no consórcio.

“Estamos felizes por a CNOOC ter agarrado esta rara oportunidade de aquisição de capital. Desde que estamos cotados, estamos a aderir à política de avaliações de custo e valor”, comentou o presidente da petrolífera, Yang Hua.

Com uma área total de 5.090 quilómetros quadrados, a 150 quilómetros da costa angolana, o Bloco 32 é considerado rico em petróleo e gás, e situam-se nas suas águas alguns dos mais promissores desenvolvimentos petrolíferos no país, como Gindungo, Canela ou Gengibre.

Pela compra da Addax, a Sinopec vai pagar 7,5 mil milhões de dólares, a maior aquisição feita até hoje por uma empresa no estrangeiro, num negócio que inclui os activos na JDZ e também no Iraque (Curdistão).

O negócio, afirmam os analistas da Petroleum World, demonstra a “agressiva estratégia global de aquisições lançada pelas petrolíferas estatais chinesas na sequência da crise financeira, tendo em vista ampliar as suas reservas e produção petrolífera e consolidar o seu portfólio global de activos em mercados de elevado potencial”.

A Sinopec aumenta assim a sua presença no “upstream” (exploração e produção) e pode integrar melhor as suas operações, para além de reduzir a sua vulnerabilidade à volatilidade dos preços do petróleo” e de ganhar conhecimentos na extracção petrolífera em águas ultra-profundas, que poderão vir a ser úteis em projectos no Mar da China, sublinham.

Hoje, o centro das operações da petrolífera chinesa é a refinação, a qual depende em 70 por cento de importações.

O negócio Sinopec-Addax, defendem os analistas Samuel Ciszuk e Tom Grieder, “contribui para os mais vastos objectivos da política de energia da China”. (macauhub)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

São Tomé e Príncipe/Golfo da Guiné terá zona franca para abastecimento de navios

São Tomé, 1° fevereiro 2009 (Lusa) - O Estado são-tomense e a petrolífera angolana Sonangol assinaram neste domingo um acordo para a criação de uma zona franca de venda de combustíveis e prestação de serviços aos navios que cruzam o Golfo da Guiné.

O acordo prevê a construção do chamado “Ponto Franco Bunker”, orçado em US$ 31 milhões, na cidade de Neves, distrito de Lembá.

A construção estará a cargo da Sonangol, que fica também com a concessão da exploração por um período de 20 anos, renováveis.

As negociações entre a Autoridade das Zonas Francas (AZF) são-tomense e a petrolífera angolana duraram quatro meses.

O objetivo da construção desta zona franca é de promover São Tomé e Príncipe enquanto “plataforma de serviços”, disse Arzimiro dos Prazeres, diretor da AZF, acrescentando que a infra-estrutura vai criar 50 postos de trabalho.

Operadores econômicos locais também vão fazer parte do processo através da prestação de outros serviços.

Segundo o acordo, a Sonangol STP Offshore pode ceder parte dos direitos de concessão a outra sociedade, desde que autorizado pela Autoridade de Zonas Francas são-tomense.

O Estado são-tomense fica com 5% da receita bruta, verba que servirá para reforçar o Orçamento Geral de Estado.

A petrolífera angolana tem 15 dias para iniciar a construção desta zona franca, de acordo com o diretor da AZF.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Angola/Cúpula regional africana debate conflito congolês e petróleo

Luanda, 25 novembro 2008 (Lusa) - A capital angolana, Luanda, recebe nesta terça-feira a 2ª cúpula dos Chefes de Estado da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), cujos países membros são responsáveis por 16% da produção diária mundial de petróleo.

Os líderes de Angola, República do Congo, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Gabão, República Democrática do Congo (RD Congo, ex-Zaire), Nigéria, Camarões e Guiné Equatorial têm na agenda pontos considerados essenciais para a região: a crise financeira, a queda nos preços do petróleo e o conflito militar na RD Congo.

O encontro, que marca a passagem do testemunho da presidência da organização do Gabão para Angola, tem como um dos principais pontos de interesse uma decisão conjunta sobre a rebelião armada na RD Congo, que opõe Kinshasa ao general rebelde Laurent Nkunda.

Os oito países da organização têm a mesma posição crítica sobre os rebeldes, mas, segundo analistas, é de esperar que o comunicado final do encontro constitua um passo em frente na forma de atuar perante o conflito, sobretudo quanto a uma eventual exigência que Nkunda deponha armas como condição para negociação.

Queda no petróleo
Luanda também pretende aprofundar a análise sobre a crise financeira e o impacto nos países da região da redução dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Para o ministro angolano das Relações Exteriores, Assunção dos Anjos, a CGG deve criar instrumentos que permitam ao grupo combater os efeitos geográficos da crise.

A queda do preço do barril de crude, que chegou a cerca de U$S 50 (R$ 116,5 no câmbio atual) nos últimos dias, sendo que as nações do Golfo da Guiné produzem 5 milhões de barris por dia.

Atualmente, Angola é o maior produtor da África subsaariana, com cerca de 1,9 milhões de barris diários.

Consolidação
Numa reunião que analistas consideram ter todos os ingredientes para firmar a importância deste recente organismo sub-regional africano, o ministro angolano pediu a união dos membros como caminho mais curto para o benefício comum.

A resolução de conflitos, apoio e definição de estratégias para o desenvolvimento dos membros, gestão das riquezas minerais, com destaque para o petróleo, são alguns dos objetivos que percorrem a criação do organismo, criado em 2006.