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quinta-feira, 11 de julho de 2019

CPLP/Guiné-Bissau: nasce uma Islândia africana?


09/07/2019 11:38, Carta Maior  (Brasil) https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Pelo-Mundo/Guine-Bissau-nasce-uma-Islandia-africana-/6/44611

Por Wellington Calasans, para a Carta Maior

A democracia venceu na Guiné-Bissau. Esta notícia parece não fazer parte do novo padrão de notícias que merecem destaque em tempos de internet. É uma notícia boa e narra como o povo guineense é protagonista das decisões sobre o próprio futuro e o futuro que deseja para seu país.

É imperativo que seja feito um paralelo entre esta semente de democracia, plantada naquele pequeno país africano de língua portuguesa, e a luta dos islandeses em 2008. Assim como a Guiné-Bissau, apesar de ser um país pequeno e com uma população inferior à de muitas cidades brasileiras, a Islândia é um exemplo recente de consciência cidadã, um modelo a ser seguido quando falamos sobre a importância da luta de um povo, razão que faz a imprensa tentar esconder esta grande revolução desarmada.

De volta à Guiné-Bissau, na noite de 8 de março de 2019, precisamente dois dias antes das eleições legislativas, a Polícia Judiciária guineense, numa operação altamente secreta, interceptou e prendeu na capital Bissau um caminhão. Surpreendentemente, o Presidente da República José Mário Vaz, conhecido por JOMAV, tentou influenciar sem êxito a direção da Polícia Judiciária para que fosse concedida a libertação daquele transporte de carga. Não demorou muito para se soubesse a razão de tamanha importância

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Uniaun Esportadór CPLP nian buka oportunidade negósiu iha Kabuverde/União de Exportadores da CPLP procura oportunidades de negócios em Cabo Verde

11 de Novembro de 2015, SAPO Noticias http://noticias.sapo.tl (Timor-Leste)

Emprezáriu dezena ho balun hosi União de Exportadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP) iha Kabuverde hodi buka oportunidade negósiu no parseria ho empreza lokál sira. 

Hala’o misaun UE-CPLP nian ba Kabuverde ho parseria Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS) kabuverdiana nian, ne’ebé ohin promove sesaun aprezentasaun hodi liga negósiu ba emprezáriu kabuverdianu sira iha Cidade da Praia.

"Hosi parte emprezáriu sira CPLP nian iha tebes kuriozidade hodi simu potensialidade hosi merkadu kabuverdianu, la’ós hodi fa’an no dezenvolve negósiu iha nasaun, maibé ba mós zona ekonómika ne’ebé Kabuverde halo ligasaun, mak CEDEAO

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

GUINÉ-BISSAU ULTRAPASSA CRISE*

26 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Guiné-Bissau vivia desde Agosto uma crise política e institucional, situação que está longe de ser inédita naquele país. Contrariando um historial de violência política e militar, nesta crise na Guiné-Bissau parece ter sido encontrada uma solução pacífica, sem intervenção das Forças Armadas e no respeito pelas decisões dos tribunais, neste caso o Supremo Tribunal de Justiça.

No momento em que passa o 42.º aniversário da proclamação do Estado da Guiné-Bissau, os dirigentes guineenses procuram ultrapassar mais uma crise no país.

Carlos Correia, 1.º vice-presidente do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), indigitado por este partido, foi escolhido para primeiro-ministro e encarregado de formar um novo governo. O experiente político – tem 81 anos, é engenheiro agrónomo, chefiou o governo em três outras ocasiões, é um veterano da luta de libertação nacional

sexta-feira, 11 de abril de 2014

ELEIÇÕES E INCERTEZAS NA GUINÉ-BISSAU*

11 abril 2014, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)

Carlos Lopes Pereira

Desde há dois anos que a Guiné-Bissau vive de facto sob ditadura militar, com um presidente da república «de transição», guardado por tropas da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), e um governo de fachada, inoperante. Neste cenário, não é de estranhar que as eleições tenham sido impostas pelas Nações Unidas e sejam acompanhadas também por outras organizações internacionais. Sejam quais forem os resultados saídos das urnas, os novos governantes não terão tarefa fácil.

Um dos mais pobres e conflituosos países da África, a Guiné-Bissau, vai às urnas no domingo, 13 de Abril, mas as eleições por si só não resolverão a profunda crise em que o país mergulhou.

Num processo financiado, organizado e vigiado de perto pela «comunidade internacional»,

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ligação marítima regular Brasil/Cabo Verde com início na primeira quinzena de Dezembro



29 novembro 2013, Macauhub http://www.macauhub.com.mo (China)

A ligação marítima regular Brasil/Cabo Verde deverá iniciar-se na primeira quinzena de Dezembro com o navio Agena, de um armador da Dinamarca, transportando carga diversa, noticiou terça-feira o diário “O Povo”, de Fortaleza, estado do Ceará.

A ligação vai ser garantida

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Angola/CGG: Conselho de ministros ratifica projectos para cimeira conjunta dos Chefes de Estados



2 maio 2013, AngolaPress http://www.portalangop.co.ao (Angola)

Luanda - A VII Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, da Comissão do Golfo da Guiné (CGG), prevê ratificar os projectos de textos elaborados pela Cimeira Interministerial realizada em Cotonou, para preparar a cimeira conjunta CEEAC, CEDEAO, CGG dos chefes de Estados e de Governo dos países da África Central e do Oeste, prevista para Yaoundé, de 17 a 18 de Maio do corrente ano.

sábado, 23 de julho de 2011

Angola/CPLP apoia reforma do sistema da ONU

23 julho 2011/Jornal de Angola

Os ministros das Relações Exteriores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aprovaram ontem, em Luanda, o Roteiro CEDEAO-CPLP para a Reforma do Sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau.

Reunidos na sua XVI reunião ordinária, os chefes da diplomacia dos oito Estados-membros da CPLP apelaram às autoridades, forças políticas e ao conjunto da sociedade civil da Guiné-Bissau a mobilizarem todos os esforços, com vista à concretização das reformas previstas no referido roteiro.

O comunicado final do encontro afirma que os ministros exortaram a presidência da organização, detida por Angola, para, em concertação com o Governo guineense, o secretariado executivo e a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), encetar diligências visando a realização de uma conferência internacional de parceiros de desenvolvimento da Guiné-Bissau, para a mobilização adicional de recursos financeiros.

Saudaram a cooperação bilateral mantida pelos Estados-membros, em especial a instalação da Missão Militar Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG/GB), a 21 de Março deste ano, da Missão Técnica Militar Brasileira (MTMB), em Abril, e dos programas de Portugal de Apoio à Justiça e Segurança.

Os ministros afirmaram que estes apoios em muito contribuem para a efectiva aplicação das várias componentes da Reforma do Sector de Segurança e que cumprem já objectivos contidos no roteiro CEDEAO-CPLP.

Durante o encontro de Luanda, decorrido sob o tema “A CPLP, as Nações Unidas e a Língua Portuguesa nas organizações internacionais”, os chefes de diplomacia “dos oito” reiteraram a necessidade de reformar o Sistema das Nações Unidas, em particular o Conselho de Segurança. Com essa medida, a CPLP pretende que este órgão da ONU seja mais eficaz e representativo da realidade internacional contemporânea. Ao reiterarem os termos do comunicado final da II reunião do Conselho de Ministros de Salvador (1997) e das declarações de São Tomé (2004), Bissau (2006), Lisboa (2008) e Luanda (2010), os ministros da CPLP reiteraram, também, o seu apoio a que o Brasil integre o Conselho de Segurança das Nações Unidas como membro permanente. Ainda neste âmbito, tomaram nota da pretensão de África de estar representada na categoria de membro permanente do referido Conselho.
Actualmente, o Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes com poder de veto: Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia (ex-União Soviética) e República Popular da China. Os demais dez membros não permanentes são eleitos pela Assembleia-Geral para mandatos de dois anos.

Concertação
Os ministros destacaram a importância da concertação político-diplomática para o reforço da actuação internacional da CPLP.

Assim, saudaram os progressos registados na projecção internacional da CPLP, quer pelo reforço das relações com a ONU e suas agências especializadas, quer pelo estabelecimento de parcerias com organizações regionais e sub-regionais em que os Estados-membros estão inseridos.

Congratularam-se com a eleição de Portugal, em Outubro do ano passado, para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o biénio 2011-2012.

Regozijaram-se, também, com a eleição, no último mês de Junho, para o cargo de director-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), do agrónomo, professor e escritor brasileiro José Graziano da Silva.

Para a CPLP, o mandato de Graziano da Silva representa um importante contributo para o combate à fome e promoção e reforço da segurança alimentar e nutricional, em particular no espaço lusófono.

Os ministros apoiaram as candidaturas de Portugal para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, para o triénio 2015-2017; do Brasil e de Portugal para a Comissão Técnica e Jurídica do Conselho da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos; dos embaixadores Pedro Comissário Afonso (de Moçambique) e Gilberto Sabóia (Brasil), para a sua reeleição na Comissão de Direito Internacional, a ocorrer no decurso da 66.ª Assembleia-Geral da ONU.

Angola/Situação na Guiné-Bissau domina presidência angolana da CPLP


Luanda, 22 julho 2011 (AngolaPress) – A situação política e promoção de uma saída pacífica para a crise política na Guiné-Bissau dominou o primeiro ano da presidência de Angola da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), declarou hoje, sexta-feira o ministro angolano das Relações Exteriores.

Georges Chicoti apresentava o relatório da presidência do Conselho de Ministros da CPLP, que decorre numa das unidades hoteleiras de Luanda.

Adianta que Angola, no âmbito bilateral e agindo em nome da CPLP, passou à execução do plano de apoio à reforma do sector da defesa e segurança da Guiné-Bissau com o desdobramento da missão de apoio técnico militar (MISANG), estabelecida em Bissau no mês de Março do corrente ano.

A nível diplomático, Angola se desdobrou em iniciativas procurando desenvolver, em nome da CPLP, uma parceria efectiva com a Comunidade Económica de Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) para a solução da crise política naquele país membro, desembocar num, designado “roteiro CPLP/CEDEAO para a reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau”.

Falou da participação em encontros tais como as do grupo de contacto internacional para a Guiné-Bissau, durante o qual Angola assumiu com a Nigéria a co-presidência, bem como em reuniões do conselho de segurança da ONU e da União Europeia com vista a saída da crise guineense.

Adiantou que no quadro da concertação político diplomática prosseguiu a cooperação com organizações internacionais e o apoio a candidaturas de estados membros ou de nacionais seus para posições de influência, com destaque para a eleição de Portugal para membro do Conselho permanente do Conselho de Segurança da ONU e do brasileiro José Graziano da Silva para director geral da agência da ONU para agricultura e alimentação (FAO).

Referiu terem sido elaborados projectos no quadro do processo de adesão da Guiné Equatorial à membro de pleno direito da CPLP, bem como enviou missão de observação eleitoral às eleições presidenciais que decorrem em São Tomé, faltando disputar a segunda volta.

Durante este ano da presidência angolana foram registados pedidos formais das repúblicas da Ucrânia e Suazilândia para membros observadores associados da CPLP,

Reporta ainda o prosseguimento de esforços para utilização da língua portuguesa nas sessões de trabalho das Nações Unidas e outras organizações internacionais, bem como está em curso a preparação de um colóquio em Angola sobre a língua portuguesa nas organizações internacionais, visando a promoção de uma reflexão profunda para uma maior promoção do idioma a nível mundial.

Informou que foi decidida a criação de uma direcção para a acção cultural e a língua portuguesa, tendo em concurso público sido eleito para responsável deste gabinete o angolano Luís Kanjimbu.

Deu conta da criação do prémio José Aparecido de Oliveira, em homenagem ao antigo diplomata brasileiro, esperando que o orçamento para o próximo ano inclua já o valor para premiar os vencedores.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Guiné-Bissau/CPLP e CEDEAO compreendem complexidade da situação do país

Bissau, 11 agosto 2010 (AngolaPress) - O secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerou hoje (quarta-feira), em Bissau, que a comunidade lusófona e a comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) estão a ajudar a Guiné-Bissau porque compreenderam a "complexidade da situação" deste país.

Domingos Simões Pereira fez esta observação ao usar da palavra, como convidado, na reunião extraordinária dos chefes militares da CEDEAO, que decorre em Bissau hoje (quarta-feira) e quinta -feira, e à qual assistiram também membros do comité restrito da CPLP para a Guiné-Bissau.

De acordo com o secretário executivo da CPLP, numa altura em que vários parceiros tradicionais da Guiné-Bissau já começam a dar "sinais do limite da tolerância" para com os problemas do país, a organização lusófona e a CEDEAO decidiram acertar posições.

"O povo guineense exaspera e a comunidade internacional dá sinais de se aproximar do limite da tolerância e compreensão. Felizmente, as nossas duas organizações compreendem a complexidade da situação e assumem proporcionar mais uma oportunidade a este país e ao povo, que de fato implora por atenção e apoio", observou Domingos Simões Pereira.

"A Guiné-Bissau, nos últimos dez, doze anos, tem preenchido a agenda dos seus parceiros sem ser por melhores motivos", notou Domingos Simões Pereira, lembrando a guerra civil de 1998/99 e o ciclo de instabilidade e assassínios políticos ainda por esclarecer.

Preocupados com a situação da Guiné-Bissau, a CPLP e a CEDEAO, sob a égide do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, decidiram estreitar as relações e passar a coordenar as posições na busca de soluções para os problemas do país, afirmou.

"Há cerca de uma semana, com o alto patrocínio do Presidente José Eduardo dos Santos, de Angola, assinei uma nota de intenção com o meu irmão, Vitor Gbheo (presidente da comissão da CEDEAO), com vista ao estreitamento de relações, visando um acompanhamento mais atento da situação da Guiné-Bissau", frisou o secretário executivo da CPLP.

"Dessa intenção já resulta essa concertação e outras no âmbito político, com vista a encontrar consensos para a pacificação da Guiné-Bissau, estabilização das instituições da República e relance do seu desenvolvimento económico e social", afirmou Domingos Simões Pereira.

"Temos a obrigação de produzir orientações claras que assegurem ao povo guineense a nossa confiança e determinação, que mobilize todos os parceiros de cooperação e honre os esforços que tanto a CEDEAO, a CPLP, mas também a União Africana, União europeia e as Nações Unidas têm desenvolvido", acrescentou Simões Pereira.

Dirigindo-se às autoridades da Guiné-Bissau, o secretário executivo da CPLP pediu para não desperdiçarem "mais esta oportunidade de mostrar a sua responsabilidade, em prol do destino da Nação", colaborando com todos os parceiros do país.

"A vida política de uma Nação se faz com a correcta interpretação dos imperativos de cada momento. Este, é o momento que vivemos, exige ponderação, clarividência, mas também exige sentido de Estado", notou Domingos Simões Pereira.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Organizações africanas condenam tentativa golpista na Guiné-Bissau

24 novembro 2008/Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br

Lagos (Prensa Latina) A Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou hoje a tentativa de golpe de estado perpetrado por soldados amotinados contra o presidente guineano, João Bernardo Nino Vieira (foto).
Em um documento difundido nesta cidade nigeriana, a CEDEAO afirma que recebeu com "indignação" a notícia da tentativa anticonstitucional de derrocar o mandatário e alerta contra qualquer ação desse tipo.
Ontem uma pequena seção do exército da Guiné-Bissau atacou a residência do presidente, mas informou-se que este e sua esposa foram ilesos.
Segundo o texto, é mais ainda deplorável que a tentativa de desestabilizar o país aconteça pouco depois de que se organizassem com sucesso as eleições legislativas no palco dos esforços da CEDEAO dirigida a resolver os problemas políticos e econômicos que impedem o desenvolvimento deste estado.
Anteriormente, a União Africana (UA) manifestou sua rejeição pela ação ilegal executada pelos militares sublevados contra o governo da Bissau e chamou os países circundantes a tomarem medidas para vigiar a integridade física de Nino Vieira.
O presidente da Comissão da UA, Jean Ping, declarou que se mantinha em contato com o governante guineense.
Meios de imprensa recordaram que a tentativa golpista sucedeu à vitória do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) nas legislativas recentes.
Horas antes da intentona, a Comissão Eleitoral Nacional informou o triunfo do PAIGC que adjudicou 67 cadeiras das 100 possíveis.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=9a5748a2fbaa6564d05d7f2ae29a9355&cod=2640

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Portugal analisa política de promoção do idioma esta semana

Macau, 8 julho 2008 (Lusa) - A ministra portuguesa da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou nesta terça-feira que a política de Portugal para o ensino do português no exterior será analisada esta semana pelo Conselho de Ministros do país.

As declarações da ministra foram concedidas em Macau, após seu encontro com o líder do governo do território chinês, Edmund Ho.

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, o projeto vai indicar as prioridades e os principais instrumentos de concretização da política para o idioma, em particular para sua promoção no exterior.

A ministra explicou que a estratégia de Portugal é promover a língua portuguesa nas comunidades de emigrantes lusos espalhadas pelo globo, "mas também como instrumento de negócio e de comunicação moderno, que pode servir outras comunidades que não exclusivamente a comunidade de origem portuguesa".

Em 1º de julho, o ministro luso das Relações Exteriores, Luís Amado, afirmou que o projeto português para promoção da língua está pronto, mas sofreu "um atraso na apresentação".

O projeto inclui uma "reestruturação mais ambiciosa" do Instituto Camões, entidade responsável pela promoção da cultura portuguesa em outros países. Com a nova lei orgânica, que Amado prevê que fique pronta em setembro, o instituto passaria a abranger áreas de fora de seu campo de ação atual.

Entre as prioridades da nova política está a "revisão da rede de ensino do português no exterior", combatendo a forma "casuística e sem uma visão de conjunto" que tem prevalecido no desenvolvimento desta rede.

A nova política também pretende promover o português "como língua internacional", trabalho que vinha sendo feito na União Africana, na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na Comunidade Econômica para o Desenvolvimento da África Ocidental (Cedeao), mas que foi "negligenciado".

Portugal também espera aumentar a visibilidade da língua em plataformas como televisão, rádio e internet.

Luís Amado mencionou ainda planos de "apoio aos sistemas de ensino dos países de língua portuguesa com níveis de escolaridade muito baixos", para os quais o governo português considera "possível mobilizar a comunidade internacional, no contexto dos Objetivos do Milênio" - metas estabelecidas pelas Nações Unidas que incluem a universalização do ensino primário até 2015.

O idioma é o tema central da reunião de cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que acontece em 24 e 25 de julho, em Lisboa.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cabo Verde/Governo defende verdadeira integração regional na África Ocidental

Praia, 1 junho 2008 - O novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade de Cabo Verde, José Brito, defendeu segunda-feira à tarde na Praia uma verdadeira integração na África Ocidental para permitir aos países da sub-região competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia.

Brito, que falava no encerramento da VI reunião do Banco de Investimento e Desenvolvimento dos países da África Ocidental (BIDC), garante que os 15 países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com 300 milhões de pessoas, podem competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia, desde que consiga uma verdadeira integração.

Considerou que, para isso, é preciso olhar para a totalidade da África Ocidental como um espaço único e não como um espaço composto por vários países.

Brito, que foi transferido esta semana de ministro da Economia para o dos Negócios Estrangeiros, afirmou que no espaço da CEDEAO poderia haver "operadores de telecomunicações sem fronteiras", que permitissem que uma chamada entre os vários países fosse como uma chamada local, o que traria benefícios para a ambicionada integração.

Adiantou que na CEDEAO a dimensão do mercado das telecomunicações, da energia e dos transportes crescerá e "uma África Ocidental verdadeiramente integrada não pode esperar, tem de começar já".

"Os desafios estão aí para todos nós", avisou o ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade.

A VI reunião do BIDC, braço financeiro da CEDEAO, juntou na cidade da Praia os ministros das Finanças dos 15 países membros da organização sub-regional. A CEDEAO agrupa Cabo Verde, a Guiné-Bissau, o Benin, o Burkina Faso, a Côte d’Ivoire, o Gana, a Gâmbia, a Guiné Conakry, a Libéria, o Mali, o Níger, a Nigéria, o Senegal, a Serra Leoa e o Togo. (AngolaPress)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Guiné-Bissau/Governo admite que país é vulnerável a crime organizado

Bissau, 15 janeiro 2008 - O primeiro-ministro guineense, Martinho N'Dafa Cabi, reconheceu hoje que o país é vulnerável ao crime organizado mas afirmou que serão tomadas medidas de prevenção contra quaisquer tipos de ameaças terroristas.
O chefe do executivo guineense reagia a questões colocadas por jornalistas relativamente às ameaças feitas contra a Guiné-Bissau por um dos dois suspeitos da morte de quatro turistas franceses na Mauritânia, capturados em Bissau na semana passada e extraditados para a capital mauritana.
"O país é profundamente vulnerável ao crime organizado. Temos de admitir isso", disse Martinho N'Dafa Cabi, sublinhando que as autoridades já admitiram essa situação, há bastante tempo, junto da comunidade internacional.
Ao entrar no avião com destino a Nouakchott, um dos presumíveis autores da morte dos franceses disse que os guineenses "deviam ter cuidado porque isto não ia acabar assim", uma ameaça de retaliação pelo facto de ter sido detido e extraditado para a Mauritânia.
O governo de Bissau reuniu-se hoje em conselho de ministros especializado no âmbito de Defesa e Segurança, tendo tomado "decisões importantes" para a prevenção e combate a quaisquer ameaças terroristas que possam existir contra a Guiné-Bissau, disse Martinho N'Dafa Cabi.
Um comunicado com as medidas preconizadas pelo governo será publicado na quarta-feira.
"Já estamos a precavermo-nos e medidas contra actos de revanchismo serão tomadas", disse o chefe do governo guineense.
Mesmo reconhecendo a vulnerabilidade do país, Martinho N'Dafa Cabi afirmou que as autoridades "não podiam permitir que suspeitos da prática de um crime internacional permanecessem impunes" no território da Guiné-Bissau.
As autoridades da Mauritânia felicitaram as forças de segurança guineenses pela captura e extradição dos dois suspeitos, sublinhando o espírito da Convenção da União Africana de prevenção e combate ao crime organizado.
O primeiro-ministro guineense partiu hoje para Ouagadougou, capital do Burkina-Faso onde, durante uma semana, participa, em representação do Presidente João Bernardo "Nino" Vieira, em duas cimeiras da sub-região africana, uma da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e outra da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA). (Noticias Lusofonas)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cabo Verde/UNESCO anuncia que arquipélago será sede de Instituto da África Ocidental

Cidade da Praia, 25 setembro 2007 - Cabo Verde vai acolher em breve a sede do Instituto da África Ocidental, que promove a integração regional, anunciou o sub-director geral da UNESCO, Pierre Sané.

O anúncio foi feito no seminário "Estados - Nação frente aos desafios da integração regional na África Ocidental", que decorre até o dia 26, na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde.


Segundo Pierre Sané, o instituto pretende acompanhar, através da investigação, o processo de integração regional na África Ocidental, bem como ter o papel de observador dos tratados e outras decisões sobre a integração na Comunidade Económica para o Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).


"A criação deste instituto neste espaço de cooperação privilegiado deve tornar-se uma prioridade para cada um dos países da região, tendo em conta que, não existe, actualmente, nenhuma instituição do tipo", afirmou.


O responsável da UNESCO explicou que a escolha de Cabo Verde para sede do Instituto prende-se com a posição geográfica estratégica do país, a democracia consolidada e o processo de transformação económica e social que actualmente se vive.

"Todos sabemos o quanto a pesquisa em ciências sociais podem contribuir para a elaboração de políticas públicas mais eficazes e as vantagens decorrentes da transformações nas nossas sociedades num mundo globalizado", sublinhou.


Promover a troca de informações científicas entre os pesquisadores e os decisores políticos, para que as necessárias transformações possam ser seguidas de um profundo conhecimento das realidades sociais, económicas e culturais de cada país é o objectivo do seminário organizado pela UNESCO e a CEDEAO, em parceria com o Ministério cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros e a Fundação Amílcar Cabral.


O seminário reúne pesquisadores em ciências sociais e directores da integração regional dos ministérios ligados ao assunto nos 15 países-membros da CEDEAO.


Este encontro enquadra-se no projecto de investigação lançado em 2005, no âmbito do programa de gestão das transformações sociais (Programa MOST da UNESCO). (Notícias Lusófonas)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cabo Verde/País acolhe conferência sobre integração regional na África Ocidental

Praia, Cabo Verde, 24/09- A organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) organizam de 24 a 26 deste mês, na cidade da Praia (Cabo Verde), um seminário intitulado «Estados-Nação frente aos desafios da integração regional na África Ocidental», apurou a PANA junto de fonte oficial.


O seminário inscreve-se no âmbito de um vasto projecto de investigação, lançado em 2005, sob os auspícios do programa das Nações Unidas sobre a Gestão das Transformações Sociais (MOST).

Segundo a nota de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, este seminário vai reunir, uma centena de pessoas entre especialistas em ciências sociais e directores da integração regional dos ministérios encarregues deste assunto nos 15 países membros da CEDEAO.


“Estes últimos efectuarão uma avaliação periódica do projecto MOST a três meses da próxima reunião dos chefes de Estado da CEDEAO", precisa a nota.


Desde o lançamento deste projecto da UNESCO, visando explorar as razões da morosidade de um processo que representa uma via incontornável para tirar as populações oeste-africanas do "mau desenvolvimento", já foram analisados os casos de 10 dos 15 países membros da CEDEAO.


Essas análises foram feitas no decorrer de seminários nacionais efectuados no Benin, Gana, Mali, Burkina Faso, Gâmbia, no Níger, Togo, Senegal, Cabo Verde) e na Guiné.


Esses encontros permitiram reunir à volta de uma mesma mesa, nalguns casos pela primeira vez, cientistas, decisores políticos e actores do desenvolvimento económico e social, com o apoio de várias organizações internacionais empenhadas no desenvolvimento social de África, entre as quais a Fundação para o Reforço das Capacidades em África, o Centro Regional para o Desenvolvimento Internacional(CRDI) e Trust Africa.


Em Abril último, um primeiro seminário realizado na Cidade da Praia analisou as especificidades do arquipélago de Cabo Verde no espaço de cooperação económica oeste-africana.

Entretanto, mais cinco seminários nacionais deverão ser realizados, na Côte d`Ivoire, na Libéria, na Serra Leoa, na Nigéria e na Guiné-Bissau, antes da organização de uma conferência internacional no Outono de 2008, durante a qual será estabelecida uma plataforma de propostas sobre integração nacional a ser submetida à Cimeira dos Chefes de Estado da CEDEAO. (AngolaPress)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

De África para AL: La ruina del comercio africano

A Fondo *

17.09.07 www.adital.com.br [ADITAL] Agencia de Información Fray Tito para América Latina

Acuerdos económicos entre Europa-áfrica: ruina del comercio africano

En el último boletín informábamos del Foro Social de Burkina Faso bajo el lema "Burkina Faso en la tormenta de la mundialización", así como de la denuncia y llamamiento de las Iglesias africanas sobre los efectos mortales que tendrán los Acuerdos de Cooperación Económica (EPAs) entre la Unión Europea (UE) y 75 de sus antigua colonias de África, Caribe y Pacífico (ACP) que se quiere firmar a final del año.

Europa cierra sus oídos al clamor de la Sociedad Civil de estos países, Iglesias y Organizaciones Internacionales, mientras compra las voluntades de los gobiernos africanos con jugosas subvenciones. La ruina del campo africano tiene consecuencias conocidas: inmigración masiva, intentos por llegar a Europa a cualquier precio, etc. Pero los participantes en el Foro de Burkina son también conscientes de la responsabilidad de su gobierno y la falta de una verdadera política agraria nacional.

José Antonio Osaba que participó en el Foro Social de Burkina como representante del Foro Rural Mundial, nos plantea qué van a suponer dichos Acuerdos:

"Ante estas realidades surge la pregunta para nosotros ciudadanos europeos: ¿Aceptaremos algún día que el desarrollo de África depende también de nuestras políticas comerciales? La presión actual de la UE para que África firme los Acuerdos de Cooperación Económica, EPAs, que van a agravar las desigualdades entre Norte y Sur, no anuncia nada bueno. El Foro Social acabó con una declaración final a favor de la soberanía alimentaria, del desarrollo regional y en contra de los EPAs y de la falta de una política agraria nacional. Los gobiernos están hipotecados por las ayudas europeas, FED, y no se atreven a enfrentarse con los grandes. Europa apoya diversos proyectos rurales y agrícolas y, al mismo tiempo, les hunde con las importaciones de carnes baratas como pollo y vaca, con la leche en polvo que llega más barata que la producida aquí, el algodón subvencionado que hunde los precios, etc. Sin contar con el arroz barato de Tailandia.

Ven con mucho miedo a los EPAs; lo explican así:

¿Qué va a ganar Europa?

- Un amplio mercado de consumidores en África del Oeste, 243 millones.
- Un vertedero para descargar sus excedentes y sus productos de peor calidad.
- Un instrumento importante para contrarrestar la concurrencia asiática.
- Un control sobre las economías y políticas africanas.

¿Qué va a ganar África?

- La pérdida de su soberanía alimentaria.


- El deterioro de la mayoría de sus sectores de actividad.


- Una dependencia total de las importaciones alimentarías.


- Una dependencia político-económica de Europa.

Piden que se protejan sus producciones con aranceles más altos a las importaciones. Todos los países que hoy tienen agriculturas desarrolladas lo han hecho o lo siguen haciendo. Ven más solución a través de mercados regionales, la CEDEAO del África del Oeste, que cuenta con 15 países, que exportar a Europa. El coste del transporte es altísimo para productos perecederos, como judía verde, fresas, etc. Lo que ocurre es que los propios países de la región no cumplen los acuerdos de libre circulación de bienes y de personas firmados entre ellos. Ahora se están perdiendo en Burkina miles de toneladas de tomates porque Ghana les ha cerrado la frontera".

La plataforma europea comenzó una campaña popular. Toda la información está en www.epa2007.org

* Información Alternativa África Central

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=29547