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segunda-feira, 6 de junho de 2016

DIÁLOGO PARA A PAZ EM MOÇAMBIQUE



1o. junho 2016, Odiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


A simples nomeação dos membros das duas delegações às conversações entre o governo de Moçambique e a oposição é uma boa notícia para todos os moçambicanos.

«Apesar da repetida disponibilidade do presidente Nyusi em negociar com Dhlakama, este, com declarações contraditórias e comportamentos erráticos, tem-se recusado a sentar à mesa de conversações».

Com esta decisão renovam-se as esperanças que, desejamos não sejam em vão…
 
O presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, também dirigente da Frelimo, no poder, saudou o previsto recomeço do diálogo político com a Renamo, na oposição, tendo em vista a paz e a normalização no país.

Falando no sábado [21 de maio] em Jinan, na República Popular da China – no final de uma visita em que foram assinados entre Pequim e Maputo acordos de cooperação económica mas também de reforço das relações militares e de segurança,

sábado, 12 de dezembro de 2015

ASSOCIAÇÃO ESTRATÉGICA ENTRE A ÁFRICA E A CHINA

12 novembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A partir de final dos anos 50 e, sobretudo, de 1960, sucederam-se as independências africanas. Não sem que, na maioria dos casos, as potências coloniais tenham recorrido à violência e a manobras de todo o tipo visando impedir a libertação. Em vários casos, as independências foram conquistadas pela luta armada. Noutros casos, nesses anos 60, as independências africanas foram «concedidas» pacificamente pelos governos coloniais a partidos cujos dirigentes renunciaram à soberania plena e aceitaram trilhar a via neocolonial.

Com o derrubamento da ditadura fascista em Portugal, a 25 de Abril de 1974, tornou-se inelutável o rápido desfecho do processo de independência dos novos países, apesar da oposição das forças reaccionárias portuguesas e africanas, apoiadas pelo imperialismo norte-americano. O nascimento dos novos estados, em especial os de Angola e Moçambique, contribuiu para acelerar importantes transformações progressistas na África Austral. O mapa político da África ainda sofre alterações quando, em 1993, a Eritreia se separa da Etiópia e, em 2011, o Sudão do Sul do Sudão. A independência trouxe progressos gigantescos, em todos os domínios, aos povos e países da África.

Há em Portugal pouca informação sobre as lutas anti-imperialistas dos povos da África. Ao contrário do acontece em relação a processos transformadores em outras partes do mundo, da América Latina à Ásia, passando pela própria Europa.

Não admira, pois, que entre os comunistas e outros revolucionários surjam questões sobre a situação dos combates dos africanos pela sua emancipação social. Qual o balanço do trajecto dos modernos estados africanos? Por que falharam em África experiências que proclamaram o socialismo como objectivo? Quais as perspectivas de surgimento de regimes progressistas no continente?

Não é possível encontrar respostas únicas, e muito menos fáceis, para tais interrogações. Por um lado, porque a África é diferenciada, de região para região, de país para país e, por vezes, no seio de cada um dos seus 54 estados. Existem, como em outras paragens, diferenças enormes, de Norte a Sul, do Oeste ao Leste, quanto à geografia, aos recursos naturais, à população –de grande diversidade cultural étnica, linguística, religiosa –, à história, ao percurso político, à economia.Por outro lado, há múltiplos factores, internos e externos, por vezes imprevisíveis, que condicionam a evolução dos países, na África como

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

GUINÉ-BISSAU ULTRAPASSA CRISE*

26 setembro 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)


A Guiné-Bissau vivia desde Agosto uma crise política e institucional, situação que está longe de ser inédita naquele país. Contrariando um historial de violência política e militar, nesta crise na Guiné-Bissau parece ter sido encontrada uma solução pacífica, sem intervenção das Forças Armadas e no respeito pelas decisões dos tribunais, neste caso o Supremo Tribunal de Justiça.

No momento em que passa o 42.º aniversário da proclamação do Estado da Guiné-Bissau, os dirigentes guineenses procuram ultrapassar mais uma crise no país.

Carlos Correia, 1.º vice-presidente do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde), indigitado por este partido, foi escolhido para primeiro-ministro e encarregado de formar um novo governo. O experiente político – tem 81 anos, é engenheiro agrónomo, chefiou o governo em três outras ocasiões, é um veterano da luta de libertação nacional