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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O MITO DE UMA EUROPA EM PAZ

14 outubro 2016, Resistir.info http://resistir.info (Portugal)

 

por Nadine Rosa-Rosso*
Jornalista belga

No dia seguinte aos atentados de 13 de Novembro em Paris, perante o Congresso, François Hollande afirmou em tom grave: "a França está em guerra". A mesma frase repete-a sem cessar após cada atentado. Depois dos acontecimentos de Niza, acrescentou que a "guerra está fora e dentro da França". A terra sagrada dos direitos humanos, da paz e das Luzes amanheceu em estado de sítio, cobardemente atacada pela barbárie e o obscurantismo. 

Esta é a versão da história que se supõe que deveríamos aceitar e assumir, nós, os povos de uma Europa civilizada que temos conseguido viver em paz há setenta anos. 

Na realidade, nunca deixámos de estar em guerra. E a França é um bom exemplo do que é um estado de guerra permanente. Impõe-se a necessidade de recordar a história. 

Um período de guerras ininterruptas 
Mal acabara a II Guerra Mundial, o governo provisório francês surgido, das forças da resistência e tantas vezes representado como exemplo pela esquerda actual, envia ao Vietname (nessa época parte da Indochina francesa) um corpo militar expedicionário para tratar de acabar com

quarta-feira, 15 de julho de 2015

90 ANOS DE PATRICE LUMUMBA, INDEPENDENTISTA E REVOLUCIONÁRIO AFRICANO

14 julho 2015, Pátria Latina http://www.patrialatina.com.br (Brasil)

Líder negro Patrice Lumumba, responsável pela independência do Congo, nasceu em 2 de julho 1925 e foi assassinado a mando do imperialismo.

República do Congo -- PCO - "Temos sofrido ironias, insultos e golpes dia após dia simplesmente porque somos negros"

Patrice Émery Lumumba nasceu em 02 de julho de 1925 e foi assassinado pelo imperialismo em 1961, em 17 de janeiro. Lumumba é considerado um dos maiores expoentes africanos na luta pela independência de seu país, o Congo, e teve sob sua liderança milhares de operários e camponeses no processo de libertação do país do colonialismo belga.

Lumumba, quando preso, teve seu primeiro contato com movimentos pela independência que culminariam na formação do Movimento Nacional Congolês (MNC) em 1958, primeiro partido político nacional pela independência, que dois anos mais tarde levaria seu líder fundador ao poder.

Obviamente, todos os processos políticos no mundo, inclusive na África, são vigiados atentamente pelas forças de repressão dos Estados Unidos, como pode ser visto na totalidade das ditaduras na América Latina, todas planejadas sob a batuta do governo americano.

Lumumba logo se constituiu um alvo da repressão imperialista, isso em virtude da forte pressão revolucionária que existia no país, o que forçou o rei belga, Balduino I ir pessoalmente a Leopoldville proclamar a independência do Congo,

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil/PETROBRAS: UM FILME A SER REVISTO

2 janeiro 2014, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Flávio Aguiar

“A única maneira de impedir que tudo seja revirado é considerar o terceiro mundo como [um mundo] de seres humanos, não de seres inferiores”. Enrico Mattei.

Quanto a Petrobras, há um filme para ser visto. Chama-se 'O caso Mattei', de 1972. É dirigido por Francesco Rosi, e tem Gian Maria Volonté no papel título.

O Financial Times publicou recentemente um artigo onde se afirma que, dentre as companhias petrolíferas do mundo, a Petrobrás arrisca tornar-se uma “pária”, diante das acusações de corrupção interna e externa. Processada por um fundo abutre nos Estados Unidos, a Petrobrás passa por um momento em que, além das investigações (adequadas), enfrenta ataques demolidores no plano nacional e internacional.

O artigo do FT, além de noticiar as investigações, ressoa também o desejo (“wishful thinking”) de que a estatal brasileira venha a ser isolada, quebrando-lhe a espinha, e de quebra a espinha do governo brasileiro e do próprio Brasil, incômodo besouro que não deveria voar segundo as leis da ortodoxia econômica, mas que no entanto avoa, passando, apesar das dificuldades, por uma fase melhor do que a maioria dos países europeus, envoltos em crises de identidade, de empobrecimento galopante, de ascensão da extrema-direita e de perda de prestígio.  Os ataques vão continuar e recrudescer, sobretudo desde que a ortodoxia europeia entrou em indisfarçável pânico diante da possibilidade de que

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

TUDO SUGERE AÇÃO DA CIA E ASSASSINATO DE CANDIDATO À PRESIDÊNCIA, NO BRASIL/All factors point to CIA aerially assassinating Brazilian presidential candidate

30 agosto 2014, Redecastorphoto http://redecastorphoto.blogspot.com.br (Brasil)

*Wayne Madsen, Strategic Culture Foundation on-line journal http://www.strategic-culture.org


Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
A queda do avião que matou o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, que estava em segundo, na disputa eleitoral, atrás só da atual presidenta, abalou fortemente as chances de reeleição de Dilma Rousseff. Sucessora de Campos na corrida presidencial, ex-líder do Partido Verde, Marina Silva – “homem” de George Soros, está agora com alguma chance de vir a derrotar Rousseff, no caso de a eleição chegar a um segundo turno. O fim do governo de Rousseff sinalizaria vitória para as atividades clandestinas do governo Obama para eliminar de cena vários governos progressistas em toda a América Latina.

Revisão do período pós-IIª Guerra Mundial revela que, de todos os meios que os serviços de inteligência usaram para eliminar pessoas que viam como ameaças econômicas e políticas, o assassinato por derrubada de avião está em segundo lugar; antes, só assassinatos por armas de fogo; depois, vêm acidentes de automóvel e envenenamento, como modus operandi preferencial da Agência Central de Inteligência dos EUA, CIA, para seus assassinatos políticos.

Os seguintes casos são os principais sobre os quais pesam muitas suspeitas de terem sido resultado de ação de uma ou mais agências de inteligência dos EUA, para pôr fim a carreiras políticas que ameaçavam o avanço dos EUA como potência imperial:

– a morte do secretário-geral da ONU Dag Hammarskjold;
– do presidente de Ruanda Juvenal Habyarimana;
– do presidente do Burundi Cyprien Ntaryamira;
– do primeiro-ministro português Francisco Sá Carneiro;

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NOVO JOGO, NOVA OBSESSÃO, NOVO INIMIGO – AGORA É A CHINA



31 outubro 2013, ODiário.info http://www.odiario.info (Portugal)


Para Obama há uma causa premente – a China. A África é a história de êxito da China. Onde os americanos trazem drones, os chineses constroem estradas, pontes e barragens. O que os chineses querem é recursos, especialmente combustíveis fósseis. O bombardeamento da Líbia pela NATO expulsou 30 mil trabalhadores chineses da indústria petrolífera. Mais do que o jihadismo ou o Irão, a China é agora a obsessão de Washington na África e para além dela.

Países são “peças num jogo de xadrez sobre o qual está a ser efectuado um grande jogo para a dominação do mundo”, escreveu Lord Curzon, vice-rei da Índia, em 1898. Nada mudou. O massacre no centro comercial em Nairobi foi uma fachada sangrenta por trás da qual uma invasão em grande escala da África e uma guerra na Ásia constituem o grande jogo.

Os assassinos do centro comercial al-Shabaab vieram da Somália. Se algum país é uma metáfora, este é a Somália. Partilhando uma língua e religião comuns, os somalis foram divididos entre os britânicos, franceses, italianos e etíopes. Dezenas de milhares de pessoas foram passadas de uma potência para outra. “Quando se faz com que se odeiem entre si”, escreveu um responsável colonial britânico, “a boa governação está assegurada”.

Hoje, a Somália é um parque temático (theme park) de divisões artificiais brutais, um país há muito empobrecido pelos programas de “ajustamento estrutural” do Banco Mundial e FMI e saturado de armas modernas, nomeadamente aquela da preferência pessoal do presidente Obama: o drone.