14 outubro 2016, Resistir.info
http://resistir.info (Portugal)
por Nadine Rosa-Rosso*
Jornalista belga
No dia seguinte aos atentados de 13 de Novembro em
Paris, perante o Congresso, François Hollande afirmou em tom grave: "a
França está em guerra". A mesma frase repete-a sem cessar após cada
atentado. Depois dos acontecimentos de Niza, acrescentou que a "guerra
está fora e dentro da França". A terra sagrada dos direitos humanos, da
paz e das Luzes amanheceu em estado de sítio, cobardemente atacada pela
barbárie e o obscurantismo.
Esta é a versão da história que se supõe que deveríamos aceitar e assumir, nós, os povos de uma Europa civilizada que temos conseguido viver em paz há setenta anos.
Na realidade, nunca deixámos de estar em guerra. E a França é um bom exemplo do que é um estado de guerra permanente. Impõe-se a necessidade de recordar a história.
Um período de guerras ininterruptas
Mal acabara a II Guerra Mundial, o governo provisório francês surgido, das forças da resistência e tantas vezes representado como exemplo pela esquerda actual, envia ao Vietname (nessa época parte da Indochina francesa) um corpo militar expedicionário para tratar de acabar com
Esta é a versão da história que se supõe que deveríamos aceitar e assumir, nós, os povos de uma Europa civilizada que temos conseguido viver em paz há setenta anos.
Na realidade, nunca deixámos de estar em guerra. E a França é um bom exemplo do que é um estado de guerra permanente. Impõe-se a necessidade de recordar a história.
Um período de guerras ininterruptas
Mal acabara a II Guerra Mundial, o governo provisório francês surgido, das forças da resistência e tantas vezes representado como exemplo pela esquerda actual, envia ao Vietname (nessa época parte da Indochina francesa) um corpo militar expedicionário para tratar de acabar com