Mostrando postagens com marcador Francesco Rosi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Francesco Rosi. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de janeiro de 2015

Abya Yala, Patria Grande, Argentina/CRISTINA SOMOS TODOS

24 janeiro 2015, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Cristina somos todos porque todos os nossos países são vítimas de manipulações torpes como essa de que hoje é alvo Cristina Kirchner e a democracia argentina.


por Emir Sader, Blog do Emir


“Excelentíssimos cadáveres”, o notável filme do recém falecido diretor italiano Francesco Rosi, passado na Sicília, já apontava para a manipulação de cadáveres em circunstâncias políticas. Se investigamos a história política da América Latina, nos deparamos muitas vezes com essa mistura macabra de mortos e política.

A própria vitória eleitoral de Salvador Allende, em 1970, no Chile, foi colocada em risco pela aparição, morto, do Comandante em Chefe das FFAA, numa tentativa desesperada dos golpistas de impedir a posse do presidente socialista. Mais recentemente, quando se encaminhava a vitória da Dilma no primeiro turno das eleições, um até hoje não esclarecido acidente de avião provocou a morte de um candidato e a colocação de outra na disputa, redistribuindo as cartas do baralho e quase levando à vitória da direita.           

A Argentina é o novo cenário desses “excelentíssimos cadáveres”. Tudo muito suspeito, como convem à manipulação política de

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Brasil/PETROBRAS: UM FILME A SER REVISTO

2 janeiro 2014, Carta Maior http://cartamaior.com.br (Brasil)

Flávio Aguiar

“A única maneira de impedir que tudo seja revirado é considerar o terceiro mundo como [um mundo] de seres humanos, não de seres inferiores”. Enrico Mattei.

Quanto a Petrobras, há um filme para ser visto. Chama-se 'O caso Mattei', de 1972. É dirigido por Francesco Rosi, e tem Gian Maria Volonté no papel título.

O Financial Times publicou recentemente um artigo onde se afirma que, dentre as companhias petrolíferas do mundo, a Petrobrás arrisca tornar-se uma “pária”, diante das acusações de corrupção interna e externa. Processada por um fundo abutre nos Estados Unidos, a Petrobrás passa por um momento em que, além das investigações (adequadas), enfrenta ataques demolidores no plano nacional e internacional.

O artigo do FT, além de noticiar as investigações, ressoa também o desejo (“wishful thinking”) de que a estatal brasileira venha a ser isolada, quebrando-lhe a espinha, e de quebra a espinha do governo brasileiro e do próprio Brasil, incômodo besouro que não deveria voar segundo as leis da ortodoxia econômica, mas que no entanto avoa, passando, apesar das dificuldades, por uma fase melhor do que a maioria dos países europeus, envoltos em crises de identidade, de empobrecimento galopante, de ascensão da extrema-direita e de perda de prestígio.  Os ataques vão continuar e recrudescer, sobretudo desde que a ortodoxia europeia entrou em indisfarçável pânico diante da possibilidade de que