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quarta-feira, 25 de maio de 2016

ESTRATÉGIA DO GOLPE GLOBAL



24 maio 2016, Resistência http://www.resistencia.cc (Brasil)

ESTRATÉGIA IMPERIALISTA

Por Manlio Dinucci, Jornalista e geógrafo

Que ligação existe entre entre sociedades geográfica, histórica e culturalmente distantes, do Kosovo à Líbia e a Síria, do Iraque ao Afeganistão, da Ucrânia ao Brasil e a Venezuela?

O traço comum é serem sociedades arrastadas à estratégia global dos Estados Unidos, exemplificada pela “geografia” do Pentágono. O mundo inteiro se encontra dividido em “áreas de responsabilidade”, cada uma confiada a um dos seis “comandos combatentes unificados” dos Estados Unidos: o Comando Norte cobre a América do Norte, o Comando Sul a América do Sul, o Comando Europeu a região que compreende a Europa e a Rússia, o Comando África o continente africano, o Comando Central Oriente Médio e Ásia, e o Comando Pacífico a região da Ásia/Pacífico. Aos seis comandos geográficos se somam três operando em escala mundial: o Comando estratégico (responsável pelas forças nucleares), o Comando para as operações especiais e o Comando para o transporte.

À frente do Comando Europeu se encontra um general ou um almirante nomeado pelo presidente dos Estados Unidos, que assume automaticamente o encargo de Comandante supremo aliado na Europa. A Otan é assim inserida na cadeia de comando do Pentágono, ou seja, opera