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sábado, 2 de julho de 2016

O DESTINO DOS COLABORADORES DO APARTHEID NA NAMÍBIA



30 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

O mês de Maio de 1989 foi caracterizado pelo regresso aos carris do processo de transição conduzido pelas Nações Unidas para a independência da Namíbia, após os graves incidentes de Abril e Maio desse ano.

A repercussão que a “infiltração” dos guerrilheiros do PLAN e a consequente resposta militar da África do Sul, com a mortífera “Operação Merlyn”, teve no processo de transição foi significativa.

No seio da SWAPO, entre os refugiados namibianos e nas hostes dos terríveis Koevoet, unidades constituídas por namibianos colaboradores do apartheid para travar o ascendente movimento de libertação, a percepção dos acontecimentos mudou.
 
No mês de Junho de 1989, cinco meses antes das eleições gerais marcadas para o território (7-11 de Novembro de 1989) e 11 meses antes da independência da Namíbia

terça-feira, 31 de maio de 2016

A CAÇA À SWAPO ANTES DA INDEPENDÊNCIA DA NAMÍBIA



30 de Abril, 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

O mês de Abril de 1989 é um período chave na aplicação dos Acordos de Nova Iorque. A 1 de Abril de 1989 tem início da aplicação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU, mas as circunstâncias e os problemas para a sua aplicação são vários.

Em primeiro lugar, a África do Sul procura desmonstrar que a UNTAG (United Nations Transition Group), responsável pelo processo de transição, é parcial, aliada da SWAPO e não está preparada para desenvolver a sua actividade.

A ONU, como sempre, não é expedita na sua acção. O regime de apartheid aproveita e lança a ideia de que a UNTAG não

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Angola/O MASSACRE ESQUECIDO NO TRIBUNAL DE HAIA



4 maio 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

Ao massacre de Cassinga o regime de apartheid chamou-lhe “Operação Reindeer”. “Reindeer” significa rena, mamífero frequente na América do Norte, conhecido por caribú.

O ataque foi perpetrado pelo Exército sul-africano contra um campo de refugiados namibianos no dia 4 de Maio de 1978, faz hoje 38 anos.

No livro “Eagle Strike”, o coronel sul-africano Jan Breytenbach, o mesmo do Batalhão 32 “Bufalo”, responsável por outros crimes em África, recolhe os dados daqueles que estiveram envolvidos no massacre, um acto tão grave como o genocídio de Srebrenica, mas ao qual o Tribunal Internacional de Haia nunca deu a mínima importância.
 
O comandante do massacre, o coronel Jan Breytenbach, escreveu um livro, no qual diz que o massacre de Cassinga foi para si “um dia de glória e de vergonha” e não esconde as suas simpatias com o nazismo de Hitler.

Breytenbach deu ao  livro  o título “Eagle Strike” (Golpe da Águia) porque,

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Moçambique/Organizações sociais de antigos movimentos de libertação da África Austral debatem estratégias em Maputo*

19 Novembro 2015, Jornal Notícias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)

Associações e organizações sociais dos antigos Movimentos de Libertação da África Austral reuniram-se ontem em Maputo para aprofundaras relações de amizade e de cooperação existentes entre si e discutirem mecanismos eficazes para a consolidação e preservação desses laços, alcançados nos difíceis e longos anos de luta pelas independências dos seus países.

O encontro, que esteve também inserido nos preparativos da Cimeira Anual dos Presidentes dos Partidos antigos Movimentos de Libertação Nacional, que se realiza amanhã, em Maputo, serviu também para consolidar os desafios comuns e definir estratégias para os fazer face.

A convite do Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, na cimeira de amanhã, em Maputo, participarão Jacob Zuma, Presidente do ANC, da República da África do Sul; JakayaKikwete, líder do Partido Chama Cha Mapinduzi (CCM), da República Unida da Tanzania; José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA, da República de Angola; Hage Geingob, líder da SWAPO, da República da Namíbia; e Robert Mugabe, Presidente da ZANU-PF, da República do Zimbabwe.

A cimeira de Maputo segue o princípio de rotatividade de todos os países-membros do fórum. A última reunião do género teve lugar na África do Sul, em Março de 2013.

Depois das reuniões das organizações sociais ligadas a estes ex-movimentos libertadores,

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Angola/A LONGA LUTA A FAVOR DA PAZ NA ÁFRICA AUSTRAL

4 setembro 2015, Jornal de Angola jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

A África Austral foi o epicentro de um dos mais importantes conflitos regionais. Hoje é uma zona de paz, com condições para se desenvolver rapidamente. Mas para aí chegar, foi necessário muito sacrifício nas frentes de combate e muita mestria no campo diplomático. Nesse período e no momento presente, o Presidente revela toda a sua popularidade e capacidade de liderança.

A África Austral vive hoje uma era de paz e tem condições para se desenvolver economicamente. Mas até 1990 esta região foi o epicentro de um dos mais violentos conflitos regionais que a Humanidade conheceu.
  
O cerne do conflito residia em restos de colonialismo e nos regimes de segregação racial. Com a conquista da independência de Moçambique e Angola em 1974 e 1975, a Rodésia continuava ocupada pelos ingleses e a Namíbia pela minoria branca sul-africana. Os Acordos de Lancaster House acabaram com a Rodésia de Ian Smith e fundaram  a República do Zimbabwe em 1980 nas terras de Monomotapa.
  
Mas até à libertação da Namíbia em 1990, ao fim do apartheid, em 1990, à eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, em 1994, o conflito regional continuou a lavrar no continente.
  
Até que, finalmente, entre Agosto de 1987 e Agosto de 1988, dão-se na África Austral batalhas decisivas que abrem caminho a uma saída para o conflito. As tropas sul-africanas que ocupavam parcelas de Angola foram obrigadas a retirar, em troca as tropas internacionalistas cubanas que ajudavam o governo angolano aceitaram regressar a Cuba e a África do Sul foi forçada e conceder a independência à Namíbia e a abolir o apartheid. À época, o “Guia Prático do Quadro” da UNITA, aliada ao apartheid, dizia que quando os cubanos saíssem de Angola, o governo do MPLA caía. O que aconteceu foi que o apartheid caiu e a África venceu.

Missão histórica
Para manter a dominação na região, o regime sul-africano de então contava com o seu poder militar e o apoio das potências ocidentais. Mas do outro lado estavam

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vitória da Swapo garante aprofundamento das relações com Angola

4 de Dezembro, 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Belarmino Van-Dúnem

As eleições presidenciais e legislativas realizadas no dia 28 Novembro 2014 na Namíbia ditaram a vitória da SWAPO  e do seu candidato às presidenciais Hage Geingob.

A SWAPO obteve a maioria de dois terços dos votos válidos, em segundo lugar ficou o partido Democratic Turnhalle Alliance com 4.8 por cento dos votos.

O partido Rally for Progress and Democracy que em 2009 obteve11 por cento dos votos, destacando-se como maior partido da oposição, caiu para o terceiro lugar na votação de sexta-feira última, tendo obtido apenas três por cento dos votos válidos.

Na votação deste ano, a Comissão Eleitoral da Namíbia introduziu o voto electrónico. As organizações internacionais que enviaram observadores consideraram que o processo eleitoral foi justo e livre, mas os partidos da oposição

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Angola/A LIBERTAÇÃO DE ANGOLA E DA ÁFRICA AUSTRAL

12 de Novembro 2014, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Benjamim Formigo

A 11 de Novembro de 1975, a Independência de Angola foi um ponto marcante, senão mesmo o momento de viragem, do futuro da África Austral ainda colonizada ou dominada por independências declaradas e regidas por minorias, como na Rodésia e a África do Sul ou a Namíbia sob ocupação do regime do apartheid.

O colonialismo tremeu e os seus mentores tiveram consciência de que no máximo podiam adiar o seu fim. Havia condições regionais, na Rodésia, África do Sul e até no instável regime de Mobutu Sesse Seko, favoráveis a uma intervenção externa que, se não conseguisse evitar a Independência de Angola, dividisse o país e a sua riqueza. Pretória e o Estado ilegal da Rodésia do Sul viam com receio a independência de Moçambique. A Rodésia porque sentia que Moçambique ia ser a base de apoio da guerrilha independentista que ameaçava a supremacia branca. A África do Sul por recear que ali se estabelecesse também uma base para o ANC.
 
O ANC veio a receber apoio de Angola independente, tal como a SWAPO, movimento de libertação da Namíbia, encontrou um santuário em território angolano. Para Angola

quinta-feira, 28 de março de 2013

ANGOLA: 25 ANIVERSARIO DE LA BATALLA DE CUITO CUANAVALE



28 marzo 2013, Rebelión http://www.rebelion.org (Mexico)

La “Ayacucho” de África

Barómetro Internacional

Durante esta semana se conmemoran un cuarto de siglo del fin de la Batalla de Cuito Cuanavale desarrollada entre diciembre de 1987 y marzo de 1988 en el sudeste de Angola.
Para los que no están familiarizados con el nombre, el lugar o el hecho histórico, vale decir que la misma fue la batalla conclusiva contra las fuerzas sudafricanas que habían invadido Angola y significó en lo inmediato la liberación total del territorio angolano, en el mediano plazo condujo a la independencia de Namibia y su constitución en Estado independiente, pero sobre todo Cuito Cuanavale es considerada la “Batalla de Ayacucho” africana, aquella que llevó al fin del apartheid en Sudáfrica y del régimen de separación y marginación racial en todo el continente africano, lo que a su vez permitió entronizar una nueva manera de relacionarse internamente en el continente y de éste con el mundo.
Vale recordar el contexto internacional de la época para insertar en su lógica dimensión la hazaña lograda por los combatientes angolanos y namibios que contaron con la invaluable ayuda de Cuba, su pueblo y sus Fuerzas Armadas.
El año 1988 fue el último de Ronald Reagan como presidente de Estados Unidos, su sucesor, George Bush (padre), elegido para el cargo el 8 de noviembre de ese año iba a dar continuidad a la política ultra conservadora que Reagan había desarrollado haciendo mancuerna con la primera ministra británica Margaret Thatcher cuyo objetivo estratégico (logrado unos años después) fue la desaparición de la Unión Soviética y el campo socialista.
La contraparte polar estaba en sus últimos estertores, la férrea estructura de poder soviético “hacía aguas” y se desvanecía paulatinamente. A finales de 1988, las tropas soviéticas habían sido derrotadas en Afganistán y preparaban su retirada de ese país, lo cual se concretaría a partir del año siguiente. Mijaíl Gorbachov que había asumido el poder en la Unión Soviética como presidente del Soviet Supremo comenzó a implementar una serie de medidas de apertura para los cuales el país no estaba preparado, lo que creó condiciones para su debilitamiento y posterior desaparición.
En ese contexto, varios hechos señalaban el derrotero de los próximos años, un acuerdo de paz para finalizar la guerra entre Irán e Irak fue firmado en julio de ese año y en agosto se dio por concluida esa conflagración bélica, mientras que durante ese mismo mes la Agencia Central de Inteligencia (CIA) en momentos en que fenecía la intervención militar soviética en Afganistán, reunió a guerrilleros fundamentalistas de diverso origen que habían combatido en ese país y creó la Organización Al Qaeda para consumar la derrota militar soviética en el país musulmán del Asia Central.
De manera tal que la Batalla de Cuito Cuanavale se desarrolla en un contexto internacional de debilitamiento del mundo bipolar y de merma del papel y poderío de la Unión Soviética que había sido el principal soporte de abastecimiento de armamento, municiones y equipos al gobierno de Angola, país que había declarado su independencia de la metrópoli colonial portuguesa en noviembre de 1975.
Desde la independencia, Angola había sufrido una larga guerra civil que fue apoyada por el régimen racista de Sudáfrica, incluso con la participación directa de sus tropas que ocupaban Namibia. La economía del país se encontraba devastada por la paralización de la producción en las regiones norte y sur del país. Al retirarse los europeos en 1975, dejaron abandonado e inservible el aparato productivo angolano. En ese contexto, el gobierno del Movimiento Popular de Liberación de Angola (MPLA) liderado por Agostinho Neto, se dio a la tarea de recuperar la economía a partir de la creación de un fuerte sector estatal. La banca y las actividades estratégicas fueron nacionalizadas.
En 1981, Sudáfrica, utilizando como argumento que Angola servía de refugio a las fuerzas guerrilleras namibias de la Organización Popular del Sudoeste de África (SWAPO), lanzaron el operativo “Smokeshell” y ocuparon en Angola un territorio de 200 km. de profundidad desde la frontera. Su objetivo era la creación de una “zona liberada” en la que se erigiera otro gobierno angolano que al tener reconocimiento internacional pudiera dividir el país para crear un estado títere sostenido por Sudáfrica, tal como ocurría en Namibia.
Durante años, los intentos angolanos por desalojar a las tropas sudafricanas fueron insuficientes y a finales de 1987, la seguridad de Angola fue amenazada seriamente ante el incremento de la intervención militar sudafricana. Las principales agrupaciones de las fuerzas armadas angolanas corrían el riesgo de ser cercadas y aniquiladas. La propia existencia e independencia del país se puso en juego.
A pesar que el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas exigió que las fuerzas armadas sudafricanas se retiraran incondicionalmente de Angola, la administración Reagan se aseguró de que esta exigencia fuera una Resolución sin mayor trascendencia. Según cita el analista italiano Piero Gleijeses en el portal Cubadebate “El secretario de estado adjunto para África de Estados Unidos, Chester Crocker, le dijo al embajador de Sudáfrica en Estados Unidos: ´la resolución no reclama sanciones y no plantea ninguna asistencia para Angola. Esto no es por casualidad sino el resultado de nuestros esfuerzos para mantener la resolución dentro de determinados límites`”.
Ante esa situación, el gobierno angolano solicitó apoyo a Cuba, que a partir del 15 de noviembre de 1987 comenzó lo que se denominó “una compleja operación de refuerzo del contingente internacionalista cubano en Angola y en particular de rechazo a los invasores sudafricanos y sus servidores internos, en lo que habría de convertirse en la victoriosa operación de Cuito Cuanavale”. Decenas de miles de los mejores soldados y oficiales de las fuerzas armadas cubanas apertrechados y dotados de todo el armamento necesario acudieron al sur de Angola a hacer práctica la máxima de Fidel cuando dijera “Ser internacionalistas es saldar nuestra propia deuda con la humanidad”
En la batalla comenzada en diciembre de 1987 y desarrollada hasta el 23 de marzo del año siguiente en un frente de más de 400 km. de extensión y en la que participaron decenas de miles de combatientes, más de 500 tanques, cientos de cañones, alrededor de 1.000 armas antiaéreas y decenas de aviones se selló la derrota sudafricana.
Pero, el fin de la batalla no garantizaba la independencia de Namibia ni mucho menos el fin del apartheid, por lo que la amenaza quedaría latente. Sudáfrica trataría de conseguir en la mesa de negociaciones lo que no pudo obtener en el terreno de los combates. Una vez asegurado el flanco sudeste, las tropas angolanas y cubanas avanzaron impetuosas en el sudoeste y el sur hacia la frontera con Namibia.
Estados Unidos intentó excluir a Cuba de las negociaciones, pero finalmente se vio obligado a admitir su presencia junto a la delegación de Angola. En ese contexto las conversaciones tuvieron un carácter cuatripartito: Angola y Cuba de un lado y Sudáfrica con su mentor imperial del otro. Las negociaciones se iniciaron en Londres en mayo y concluyeron en New York el 22 de diciembre de 1988.
Los acuerdos diplomáticos fueron expresión de lo que se había ganado en el combate. Se acordó la inmediata retirada de las tropas sudafricanas de Angola (aún quedaban algunas fuerzas diseminadas en el extenso territorio del sur del país), reconocimiento de las fronteras estatales, la soberanía e integridad territorial de la República Popular de Angola y, compromiso de aplicar la resolución 435/78 del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas que consagraba la independencia de Namibia. Este fue uno de los dos puntos más resistidos por la delegación sudafricana que se negaba a perder el rico territorio del sudoeste de África en el que se mantenía como potencia ocupante. Así mismo, se estableció que debía haber condiciones de seguridad necesarias para el retiro gradual y completo del contingente militar cubano a partir de un acuerdo bilateral entre Angola y Cuba en el que Sudáfrica ni Estados Unidos tendrían injerencia. Este fue el otro punto resistido por Sudáfrica y Estados Unidos que reclamaban la salida inmediata de Cuba.
Aunque Estados Unidos y Sudáfrica hicieron ingentes esfuerzos para minimizar la importancia estratégica de la victoria de Cuito Cuanavale, la vida se ha encargado de demostrar con creces que la historia de África tiene un punto de inflexión en la batalla desarrollada en este lejano poblado del sudeste de la República Popular de Angola.
Si alguien tiene dudas, de la importancia de esta batalla, basten las palabras del Padre de África, Nelson Mandela quien dijera “Cuito Cuanavale fue el viraje para la lucha de liberación de mi continente y de mi pueblo del flagelo del apartheid”.

sergioro07@hotmail.com