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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cuba/Mais de 2 milhões de pessoas lotam praça da Revolução, em Havana, para se despedir de Fidel

30 novembro 2016,  Havana - 30/11/2016, Ópera Mundi http://operamundi.uol.com.br (Brasil)

Camilo Toscano
Enviado especial a Havana

Povo entoou gritos e palavras de ordem, como: “Eu sou Fidel!”, “Viva Fidel, venceremos!”, “Sempre Fidel!” e “O povo, unido, jamais será vencido”


Foto: Cubadebate/População lotou praça da Revolução para dar adeus a Fidel

Mais de 2 milhões de pessoas lotaram a praça da Revolução, em Havana, na noite desta terça-feira (29/11), para se despedir do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. O ato desta terça faz parte dos nove dias de luto oficial decretado pelo governo para homenagear e memória do líder revolucionário.

Na presença de chefes de Governo e representantes de diversas nações, muitos dos quais discursaram em homenagem e agradecimento a Fidel, o povo entoou gritos e palavras de ordem, como: “Eu sou Fidel!”, “Viva Fidel, venceremos!”, “Sempre Fidel!” e “O povo, unido, jamais será vencido”. 

Fidel Castro morreu na noite de sexta-feira (25/11), exatamente 60 anos depois de que partiu, do México rumo a Cuba, no iate

sábado, 2 de julho de 2016

O DESTINO DOS COLABORADORES DO APARTHEID NA NAMÍBIA



30 junho 2016, Jornal de Angola http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

José Ribeiro

O mês de Maio de 1989 foi caracterizado pelo regresso aos carris do processo de transição conduzido pelas Nações Unidas para a independência da Namíbia, após os graves incidentes de Abril e Maio desse ano.

A repercussão que a “infiltração” dos guerrilheiros do PLAN e a consequente resposta militar da África do Sul, com a mortífera “Operação Merlyn”, teve no processo de transição foi significativa.

No seio da SWAPO, entre os refugiados namibianos e nas hostes dos terríveis Koevoet, unidades constituídas por namibianos colaboradores do apartheid para travar o ascendente movimento de libertação, a percepção dos acontecimentos mudou.
 
No mês de Junho de 1989, cinco meses antes das eleições gerais marcadas para o território (7-11 de Novembro de 1989) e 11 meses antes da independência da Namíbia

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

BASIL DAVIDSON E «O FARDO DO HOMEM NEGRO»

15 agosto 2015, ODiário.info (Portugal)


A África foi até muito recentemente um continente sem História escrita. Cabe a Basil Davidson o mérito de nos seus livros ter iluminado o passado esquecido da África que em plena Idade Media construiu estados multinacionais organizados, mais extensos do que as grandes potências da época.

Fui amigo de Basil Davidson (1914-2010) e li quase todos os seus livros.

Desconhecia a existência de O Fardo do Homem Negro, cuja tradução em português foi publicada em Luanda no ano 2000*.

Creio ser dos mais importantes. O título é uma réplica irónica ao Fardo do Homem Branco, do escritor inglês Rudyard Kipling, epígono do imperialismo.

Davidson combateu na segunda guerra mundial como oficial do exército britânico. Bateu-se na Jugoslávia e na Itália ao lado dos guerrilheiros que enfrentavam os ocupantes alemães.

Foi uma personagem fascinante sobre a qual escrevi muitas páginas. Trocamos correspondência durante o meu exílio brasileiro, mas só o conheci em Lisboa, após o 25 de Abril. A admiração que me inspirava foi prólogo de uma grande amizade.

A sua paixão pela África nasceu tarde, mas cresceu torrencialmente. Fez dele, como assinalou a New York Review of Books, «o mais ilustre conhecedor da África Negra».

A leitura da sua obra de historiador é hoje indispensável ao conhecimento do doloroso processo de descolonização da África Subsaariana.

Não assumiu uma posição de distanciamento. Como escritor, historiador e professor (em Universidades da Inglaterra, dos EUA e da África) tomou partido pelos que lutavam

terça-feira, 26 de maio de 2015

Colômbia/As FARC suspendem o cessar-fogo unilateral

25 maio 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)





COMUNICADO

Não estava na nossa perspectiva a suspender a determinação anterior de cessar-fogo unilateral e indefinido proclamado em 20 de Dezembro de 2014, como gesto humanitário e de diminuição da escala do conflito, mas a incoerência do governo de Juan Manuel Santos conseguiu-o, depois de 5 meses de ofensivas terrestres e aéreas contra as nossas estruturas em todo o país.

Deploramos o ataque conjunto da Força Aérea, do exército e da polícia executado

Colômbia: ONDE O SONHO E A UTOPIA SE TRANSFORMAM EM PROJETO

25 maio 2015, ODiario.info http://www.odiario.info (Portugal)



Publicamos em simultâneo este emocionado testemunho de Magdalena Enjolras e o Comunicado das FARC-EP informando a suspensão do cessar-fogo unilateral declarado em Dezembro de 2014. O imperialismo e a burguesia colombiana vinculada aos seus interesses não estão interessados na paz em Colômbia. Obrigaram o povo colombiano a uma heróica resistência armada de mais de três décadas. Julgam poder vencer essa guerra. Este testemunho mostra algumas das razões porque não o conseguirão. A luta das FARC-EP é a luta dos camponeses pela terra, a luta dos trabalhadores contra a exploração, a luta do povo colombiano pela liberdade, pela emancipação social e pela

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Moçambique/PR DIRIGINDO-SE AOS RESIDENTES DE MAGUDE: Paz deve ser alimentada

22 Abril 2015, Jornal Noticias http://www.jornalnoticias.co.mz (Moçambique)
O Presidente Filipe Nyusi disse ontem em Magude, província de Maputo, que a paz deve ser alimentada através de actos de tolerância e perdão entre os moçambicanos, porque só em ambiente de harmonia, amizade e convívio salutares é que se pode desenvolver o país.

Vincou, na mesma ocasião, que o país deve permanecer uno e indivisível e que os moçambicanos não devem perder tempo a discutir questões como a divisão do país.

O Chefe do Estado falava num comício popular por ele dirigido na vila-sede do distrito de Magude, no início da visita de trabalho de quatro dias que efectua à província de Maputo. Na ocasião o Presidente da República centrou a sua intervenção em torno de três questões fundamentais,