10 março 2014, Jornal de Angola
http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)
Adalberto Ceita
Antigo representante do arquipélago de Zanzibar junto
da Internacional Socialista no Cairo, Ali Sultan Issa está entre as vozes
autorizadas quando o assunto é a luta que culminou com a independência e
auto-determinação das colónias africanas.
Aos 82 anos e pela primeira vez de visita a Luanda, não disfarça a emoção
quando recorda figuras como Ernesto “Che” Guevara, Agostinho Neto, Amílcar
Cabral, Kwame Nkrumah, Marcelino dos Santos, Nelson Mandela, Oliver Thambo, Sam
Nujoma e outros companheiros de luta.
Jornal de Angola - Em que circunstâncias aderiu à luta
pela libertação da Tanzânia?
Ali Sultan Issa - Nasci a 4 de Março de 1932, na ilha de Pemba, em Zanzibar. Na infância já me interessava pela realidade social em que estava inserido. Foi aos 21 anos que decidi entrar na vida política e na luta de libertação nacional que culminou com a libertação do jugo colonial.
JA - Quando inicia a sua ligação com o movimento pan-africano?
ASI - Nos anos 60, quando estudava ciência política em Inglaterra. Aderi ao Partido Comunista. Daí até chegar ao movimento pan-africano foi um passo inevitável. Devido às actividades que desenvolvia, recebia com frequência convites vindos de países comunistas, em particular, da União Soviética. Concluídos os estudos regressei a Zanzibar.
Ali Sultan Issa - Nasci a 4 de Março de 1932, na ilha de Pemba, em Zanzibar. Na infância já me interessava pela realidade social em que estava inserido. Foi aos 21 anos que decidi entrar na vida política e na luta de libertação nacional que culminou com a libertação do jugo colonial.
JA - Quando inicia a sua ligação com o movimento pan-africano?
ASI - Nos anos 60, quando estudava ciência política em Inglaterra. Aderi ao Partido Comunista. Daí até chegar ao movimento pan-africano foi um passo inevitável. Devido às actividades que desenvolvia, recebia com frequência convites vindos de países comunistas, em particular, da União Soviética. Concluídos os estudos regressei a Zanzibar.
JA - A sua ligação ao comunismo foi bem aceite?
ASI - As simpatias comunistas do Partido Nacional de Zanzibar, onde militava, preocupavam o Ocidente e uma vez que Zanzibar se situava dentro da esfera da influência britânica, o governo de Londres vezes sem conta tentou eliminar uma possível revolução. Durante o domínio britânico a temida revolução comunista nunca se materializou. A revolução veio depois e foi responsável pela deposição do sultão de Zanzibar e do seu governo de maioria árabe, dando lugar à República Unida da Tanzânia,
