Os Chefes de Estado e de Governo da
Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) e dos Grandes Lagos,
instaram, duramente, a Renamo, a parar imediatamente com os ataques que tem
protagonizado desde Abril último a esta parte, e que acabaram forçando o
governo a passar da defensiva para uma ofensiva militar que culminou com o
assalto e tomada da base de Santunjira, onde vivia o seu líder, Afonso
Dhlakama, a 21 de Outubro último.
Num comunicado emitido pouco depois
do término, por volta da meia-noite da última segunda-feira, da sua primeira
Cimeira conjunta, que realizaram em Pretória, e que tinha como única agenda
analisar a situação político-militar na RDC, em que Moçambique se fez
representar pelo seu Primeiro-Ministro, Dr. Alberto Vaquina, os estadistas dos
20 países ou seus representantes, “condenaram fortemente os recentes actos de
violência que estão sendo perpetrados pela Renamo em Moçambique, e instam a
(mesma) Renamo a parar imediatamente com estes actos de violência”.
A Cimeira contou com a participação
de muitos dos estadistas das duas regiões, destacando-se os presidentes Joseph
Kabila Kabange, da RDC, Uhuru Kenyatta, do Quénia, Joyce Banda, do Malawi,
Hifikepuenye Pohamba, da Namíbia, Jacob Zuma, da Africa do Sul, Jakaya Kikwete,
da Tanzânia, Yoweri Musseveni, do Uganda, Robert Mugabe, do Zimbabwe, e ainda
alguns vice-presidentes e vários primeiros-ministros, como é o caso de Alberto
Vaquina, de Moçambique e os seus homólogos da Swazilândia e do Lesotho.
Pouco depois da leitura desse
comunicado, em que se expressa uma forte solidariedade com Moçambique e o seu
povo que