Mostrando postagens com marcador Serra Leoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Serra Leoa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Moçambique/NINGUÉM ESTÁ INTERESSADO EM SUSTENTAR UMA GUERRA -- defende Joaquim Chissano

27 de Setembro de 2015, Jornal Domingo http://www.jornaldomingo.co.mz (Moçambique)

O signatário do Acordo Geral da Paz (AGP) e antigo presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, defende não haver condições para a guerra no país, apesar de ameaças nesse sentido, protagonizadas pela liderança da Renamo.

Chissano que falava em exclusivo para a Rádio Moçambique por ocasião do vigésimo terceiro aniversário da assinatura do AGP diz que ninguém está interessado em sustentar a guerra em Moçambique ao mesmo tempo que faz uma incursão em torno dos malefícios da guerra. Resgata algumas partes do acordo assinado em Roma, a 4 de Outubro de 1992. Acompanhe, em discurso directo, extractos da conversa conduzida por Filipe Mabutana.

Senhor Presidente Chissano, 23 anos após a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) acha que Moçambique está em paz?
Moçambique está em paz relativa. Como já disse muitas vezes, a paz não é ausência de guerra. Tem paz porque não estamos em guerra, há sobressaltos de guerra aqui e acolá, as pessoas vivem agora inseguras por causa de repetidas ameaças à paz. Isso faz com que

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A AGENDA REAL DA FUNDAÇÃO GATES

4 novembro 2014, Resistir.info http://www.resistir.info (Portugal)

por Jacob Levich*

"Agências do governo dos EUA têm um longo historial na investigação de armas biológicas alegadamente defensivas em laboratórios sitos na Libéria e Serra Leoa. Isto inclui o Center for Disease Control and Prevention (CDC), o qual é agora a agência de ponta para administrar o alastramento do ébola dentro dos EUA.
Por que a administração Obama despachou tropas para a Libéria quando elas não têm qualquer treino para tratamentos médicos nos africanos que estão a morrer? Como é que o ébola do Zaire, onde foi identificado pela primeira vez em 1976, foi para a África Ocidental a cerca de 3.500 km de distância?"
Prof. Francis Boyle, da Universidade de Illinois.

"Está a tentar encontrar lugares onde o dinheiro terá a máxima alavancagem, como se pode salvar o máximo de vida por dólar, por assim dizer", observou Pelley. "Certo. E transformar as sociedades", respondeu Gates. [1]

Em 2009 o auto-designado "Good Club" – uma reunião das pessoas mais ricas do mundo cujo valor líquido colectivo totalizava então uns US$125 mil milhões – encontrou-se a portas fechadas em Nova York para discutir uma resposta coordenada a ameaças apresentadas pela crise financeira global. Liderado por Bill Gates, Warren Buffett e David Rockfeller, o grupo resolveu descobrir novos meios de tratar as fontes de descontentamento no mundo em desenvolvimento, em particular a "superpopulação" e as doenças infeccionas. [2] Os bilionários presentes comprometeram-se a despesas maciças em áreas do seu próprio interesse, sem levar em consideração as prioridades de governos nacionais e de organizações de ajuda existentes. [3]

Pormenores da cimeira secreta escaparam para a imprensa e foram saudados como um ponto de viragem para a Grande Filantropia. Foi dito que fundações burocráticas tradicionais como a Ford, Rockefeller e Carnegie render-se-iam ao "filantrocapitalismo", uma nova

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CUBA E O COMBATE AO ÉBOLA

27 outubro 2014, Jornal de Angola EDITORIAL http://jornaldeangola.sapo.ao (Angola)

Os grandes gestos devem ser enaltecidos, sobretudo quando se trata de acções de solidariedade que salvam vidas humanas.

A África foi afectada por um vírus que comporta elevados riscos de contágio e que já causou a morte de mais de cinco mil pessoas no continente. Referimo-nos ao ébola. Identificado pela primeira vez em 1976  no Hospital de Yambuku, no Norte da então República do Zaire, o vírus do ébola é um sério problema de saúde pública e atinge em grande escala a Libéria, a Serra Leoa e a Guiné-Conacri.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, retomamos as seguintes palavras proferidas por um responsável pelas operações de combate ao ébola na Serra Leoa: “Diariamente, há 75 a 100 corpos que precisam de ser retirados em Freetown (capital da Serra Leoa) e no resto do país são entre 20 a 50 corpos. Não se pode cometer nenhum erro. Temos de ser extremamente disciplinados”.

Num momento em que a epidemia do ébola suscita medo em todo o mundo, ao ponto de países fecharem as suas fronteiras a