"Estamos acompanhando com
máxima atenção a situação na Ucrânia. Esperamos que todas as partes mantenham a
compostura, para impedir que a situação escale e piore. A única saída é coragem
política e diálogo."
Esse é o comentário contido, pelo vice-ministro de Relações Exteriores da China Li Baodong, da interpretação oficial, em Pequim, do que está acontecendo na Ucrânia: é a versão para consumo global.
Mas nesse editorial de People's Daily,[1] pode-se ler o que a liderança chinesa está realmente pensando. O foco, claramente, são os perigos da mudança de regime, a "incapacidade do Ocidente para compreender as lições da história" e o "campo de batalha final na 'guerra fria'".
Mais uma vez, o ocidente interpretou erradamente a abstenção da China na votação no Conselho de Segurança Nacional que examinava uma resolução apoiada pelos EUA para condenar o referendo da Crimeia. Os 'especialistas' puseram-se a repetir que a Rússia estaria "isolada". O modo como Pequim faz geopolítica mostra que não está.
Oh, Samantha...
A manada de elefantes na sala (Ucrânia), em termos de opinião global, é agora a questão de que a verdadeira "comunidade internacional" - do G-20 ao Movimento dos Não Alinhados (MNA) -- que já está farta do Show de Hipocrisia Excepcionalista, compreendeu plenamente, e até aplaudiu que, afinal, já haja no planeta pelo menos um país com colhões para dizer claramente "Fodam-se os EUA".
A Rússia sob o presidente Vladimir Putin pode até ainda manter algumas distorções, como qualquer outro país no mundo. Mas agora não é piquenique; érealpolitik. Para jogar na lona o Leviatã-EUA é indispensável um casca-grossa como Putin.
Esse é o comentário contido, pelo vice-ministro de Relações Exteriores da China Li Baodong, da interpretação oficial, em Pequim, do que está acontecendo na Ucrânia: é a versão para consumo global.
Mas nesse editorial de People's Daily,[1] pode-se ler o que a liderança chinesa está realmente pensando. O foco, claramente, são os perigos da mudança de regime, a "incapacidade do Ocidente para compreender as lições da história" e o "campo de batalha final na 'guerra fria'".
Mais uma vez, o ocidente interpretou erradamente a abstenção da China na votação no Conselho de Segurança Nacional que examinava uma resolução apoiada pelos EUA para condenar o referendo da Crimeia. Os 'especialistas' puseram-se a repetir que a Rússia estaria "isolada". O modo como Pequim faz geopolítica mostra que não está.
Oh, Samantha...
A manada de elefantes na sala (Ucrânia), em termos de opinião global, é agora a questão de que a verdadeira "comunidade internacional" - do G-20 ao Movimento dos Não Alinhados (MNA) -- que já está farta do Show de Hipocrisia Excepcionalista, compreendeu plenamente, e até aplaudiu que, afinal, já haja no planeta pelo menos um país com colhões para dizer claramente "Fodam-se os EUA".
A Rússia sob o presidente Vladimir Putin pode até ainda manter algumas distorções, como qualquer outro país no mundo. Mas agora não é piquenique; érealpolitik. Para jogar na lona o Leviatã-EUA é indispensável um casca-grossa como Putin.