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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Abya Yala*, Ecuador/El levantamiento indígena de octubre, el agotamiento de un modelo de control social


21 10 2019, Rebelión (México) http://www.rebelion.org/noticia.php?id=261637


Las demandas de los pueblos y nacionalidades indígenas cuestionan un modelo de Estado que los excluye en forma sistemática; no quieren programas y obras, sino una reestructuración de las formas de poder. Luego del levantamiento de octubre, el movimiento indígena se fortalece, no solo por su cohesión y capacidad organizativa sino por haber generado una solidaridad enorme en otros sectores del país. La madrugada del lunes 14 de octubre, una vez finalizado el paro, pobladores del sur de Quito, una zona pobre de la ciudad, despidieron a los indígenas en medio de aplausos.

¿Fin de un gobierno o fin de un régimen? Eso es lo que toca definir al calor del levantamiento indígena que acaba de convulsionar al país. Si entendemos a un régimen como el modelo de estructuración de las relaciones de poder durante un período determinado, podemos afirmar que el régimen actual se inauguró con el ascenso al poder de Lucio Gutiérrez en 2002. En ese momento fue determinante la irrupción del movimiento indígena, que venía movilizándose desde una década atrás.

Gutiérrez fue un militar golpista que se enancó en el movimiento indígena para llegar al gobierno. En su administración se definieron los lineamientos generales de lo que

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Abya Yala*/Ecuador se para contra el FMI y el neoliberalismo


8 octubre 2019, Resumen Latinoamericano (Argentina, País Vasco) http://www.resumenlatinoamericano.org/2019/10/08/ecuador-declaracion-alba-movimientos/ 

DECLARACIÓN ALBA MOVIMIENTOS

Un torbellino popular recorre Nuestra América. Cuando querían mostrarnos derrotados/as y dormidos/as volvemos a levantarnos contra los gobiernos antipopulares y FMI-adictos.

Vivimos momentos dinámicos, y como a fines de los ´90 y principios del siglo XXI las políticas dictadas por la Casa Blanca y su herramienta neocolonial financiera, el Fondo Monetario Internacional, vuelven a chocar contra la voluntad de los pueblos: Argentina, Haití, Perú, y ahora Ecuador son epicentros de la lucha popular contra las políticas de ajuste, saqueo y hambre que quieren imponer desde los gobiernos lacayos y subordinados.

El traidor Lenin Moreno, prefiere dinamitar lo poco que quedaba de su legitimidad con tal de favorecer a sus jefes del norte. Su giro conservador ya se había hecho evidente desde los inicios de su mandato con persecución política a la oposición (otrora compañeros de la misma alianza que honestamente lo convirtió en presidente), nuevas alianzas con los grandes banqueros ecuatorianos, acuerdo con el FMI, entrega de asilados políticos como Julian Assange y campañas mediáticas constantes de criminalización a los movimientos populares y

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Abya Yala*, Ecuador/Miles de ecuatorianos protestan contra el ‘paquetazo’ neoliberal de Lenín Moreno

08 10 2019, Rebelión (México) https://www.rebelion.org/noticia.php?id=261154

Ctxt

La población pide la apertura de un proceso político democrático que cuestione el ‘neoliberalismo por sorpresa’ del presidente, que hace lo contrario de lo que prometió en campaña.

El martes 2 de octubre, a las ocho de la tarde, Ecuador se paralizó delante del televisor para escuchar al presidente Lenín Moreno desgranar las principales medidas del ya anticipado “paquetazo”. Como si se tratara de un viaje en el tiempo, concretamente una vuelta a los años noventa, asistimos a un revival de aquel ajuste antisocial, encabezado por el Fondo Monetario Internacional y aplicado en el marco del Consenso de Washington, que sumió a América Latina en la conocida como “década perdida”. El nuevo embate neoliberal que arrasa la región (véanse las reformas en Brasil y Argentina), y que ahora se plasma en el paquetazo de Moreno, combina las antiguas medidas con las líneas de las reformas estructurales que se implantaron en los países de la Unión Europea (como España o Grecia), impulsadas por la famosa Troika (de nuevo el FMI) en el “Consenso de Bruselas”.

La contestación no se ha hecho esperar; desde la tarde

sábado, 3 de agosto de 2019

Abya Yala*, Ecuador/Improcedente pedido de juicio contra expresidente ecuatoriano Correa


1 agosto 2019, Prensa-Latina (Cuba) https://www.prensa-latina.cu/index.php?o=rn&id=295055&SEO=improcedente-pedido-de-juicio-contra-expresidente-ecuatoriano-correa

Quito, 1 ago (Prensa Latina) La Asamblea Nacional de Ecuador declaró improcedente el pedido realizado por una jueza para autorizar el juicio penal contra el expresidente Rafael Correa (2007-2017) y su exvicepresidente Jorge Glas, destacan hoy medios locales.

Durante una sesión que concluyó anoche, el asambleísta Franklin Samaniego, aseguró que 'hay falencias y violaciones al debido proceso' en la Fiscalía y en el Consejo de

terça-feira, 11 de junho de 2019

DECLARAÇÃO DO COMITÉ WIKIJUSTICE JULIAN ASSANGE


3 Junho 2019, Resistir.info https://www.resistir.info (Portugal) https://www.resistir.info/varios/declaracao_assange_jun19.html

Este comité foi criado com urgência, por iniciativa de jornalistas, advogados e cidadãos preocupados com a preservação do direito à liberdade de informação e expressão, para defender e proteger o jornalista-editor australiano Julian Assange cujos direitos fundamentais foram violados pela Suécia, o Equador, o Reino Unido e os EUA.

Julian Assange não é culpado de qualquer crime. Nenhuma acusação foi realizada contra ele. Julian Assange é um prisioneiro político.

Julian Assange fundou a Wikileaks em 2006, um orgão de informação que defende a transparência na gestão de assuntos de Estado e uma liberdade total de informação. Ele permaneceu editor do Wikileaks até 2018, quando o governo do Equador de Lenin Moreno lhe cortou todo o contacto com o exterior colocando-o em isolamento.

Wikileaks e Julian Assange revelaram crimes de guerra cometidos pelas forças dos EUA no Afeganistão, o financiamento do Daech pela Fundação Clinton, as torturas praticadas em Guantanamo , bem como espionagem

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prisão de Assange, uma advertência da História – O jornalismo real está a ser criminalizado por bandidos



por John Pilger*


O vislumbre de Julian Assange a ser arrastado para fora da embaixada equatoriana em Londres é um símbolo dos nossos tempos. A força contra a justiça. O músculo contra a lei. A indecência contra a coragem. Seis polícias maltrataram um jornalista doente, com os olhos contraídos diante da primeira luz natural que viam em quase sete anos.


Que este ultraje tenha acontecido no centro de Londres, na terra da Magna Carta, deve envergonhar e irar todos os que se preocupam por sociedades "democráticas". Assange é um refugiado político protegido pelo direito internacional, o beneficiário de asilo sob um convénio estrito do qual a Grã-Bretanha é signatária. As Nações Unidas deixaram isto claro na decisão legal do seu Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária (Working Group on Arbitrary Detention, WGAD). 

Mas para o inferno com tudo isso. Deixem os bandidos entrarem. Dirigido pelos quase fascistas na Washington de Trump, em conluio com Lenin Moreno do Equador, um Judas latino-americano e um mentiroso que procura disfarçar seu regime rançoso, a elite britânica abandonou seu último mito imperial: o da razoabilidade e justiça.

Imagine Tony Blair arrastado de sua casa georgiana de vários milhões de libras em Connaught Square, Londres, algemado, a fim de ser despachado para o banco dos réus em Haia. Pelo padrão de Nuremberg, Blasir cometeu o "crime supremo":   a morte de um milhão de iraquianos. O crime de Assange é o jornalismo:   responsabilizar os predadores, revelar suas mentiras e facultar a verdade aos povos de todo o mundo. 

A prisão chocante de Assange transmite uma advertência a todos os que, como escreveu Oscar Wilde, "preguem as sementes do descontentamento [sem as quais] não haveria avanço civilizacional". A advertência é explícita em relação aos jornalistas. O que aconteceu ao fundador e editor do WikiLeaks pode acontecer consigo num jornal, consigo num estúdio de TV, consigo na rádio, consigo a realizar um podcast.

O principal atormentador de Assange nos media, The Guardian, um colaborador do estado secreto, mostrou seu nervosismo esta semana com um editorial que atingiu novas alturas de dissimulação. O Guardian explorou o trabalho de Assange e da WikiLeaks no que seu editor anterior chamou de "o maior furo dos últimos 30 anos". O jornal fez matérias a partir das revelações da WikiLeaks e apropriou-se dos elogios e riquezas decorrentes.

Sem que nem um centavo fosse para Julian Assange ou para a WikiLeaks, um apregoado livro do Guardian levou a um lucrativo filme de Hollywood. Os autores do livro, Luke Harding e David Leigh, aproveitaram-se da sua fonte, abusaram dela e revelaram a password secreta que Assange dera ao jornal em confiança, a qual destinava-se a proteger um ficheiro digital contendo telegramas vazados de embaixadas dos EUA.

A revelação de guerras coloniais homicidas 
Quando Assange ainda estava na embaixada equatorina, Harding juntou-se à polícia do lado de fora e jactou-se no seu blog de que "a Scotland Yard pode ter a última gargalhada". The Guardian publicou então uma série de falsidades acerca de Assange, nada menos que uma desacreditada afirmação de que um grupo de russos e o homem de Trump, Paul Manafort, haviam visitado Assange na embaixada. Tais reuniões nunca aconteceram; era falso.

Mas o tom agora mudou. "O caso Assange é moralmente uma teia confusa", opinou o jornal. "Ele (Assange) acredita em publicar coisas que não deveriam ser publicadas ... Mas ele sempre lançou uma luz sobre coisas que não deveriam ter sido escondidas".

Tais "coisas" são a verdade acerca do modo homicida como a América conduz suas guerras coloniais, as mentiras do Foreign Office britânico na negação de direitos a povos vulneráveis, tais como os ilhéus das Chagos, a revelação de Hillary Clinton como uma apoiante e beneficiária do jihadismo no Médio Oriente, a pormenorizada descrição de embaixadores americanos sobre como os governos da Síria e da Venezuela podem ser derrubados e muito mais. Isto tudo está disponível no sítio da WikiLeaks .

The Guardian está compreensivelmente nervoso. Homens da polícia secreta já visitaram o jornal e pediram e obtiveram a destruição ritual de um disco rígido. Quanto a isto, o jornal tem tradição. Em 1983, uma empregada administrativa do Foreign Office, Sarah Tisdall, vazou documentos do governo britânico mostrando quando armas nucleares americanas chegariam à Europa. The Guardian foi coroado de louvores.

Quando um tribunal pediu para saber a fonte, ao invés de o editor ir para a prisão de acordo com o princípio fundamental de proteger a fonte, Tisdall foi traída, processada e cumpriu seis meses de prisão.

Se Assange for extraditado para a América por publicar o que The Guardian chama "coisas" verídicas, o que é que impede o actual editor, Katherine Viner, de segui-lo, ou o editor anterior, Alan Rusbridger, ou o prolífero propagandista Luke Harding?

E o que impede de seguirem o mesmo caminho os editores de The New York Times e The Washington Post, os quais também publicaram parcelas da verdade com origem na WikiLeaks, assim como o editor de El Pais na Espanha, e de Der Spiegel na Alemanha e de The Sydney Morning Herald na Austrália? A lista é longa.

David McCraw, principal advogado de The New York Times, escreveu: "Penso que o processo [de Assange] seria um muito, muito mau precedente para editores ... de tudo o que sei, ele está na posição de uma editora clássica e a lei teria dificuldade em distinguir entre o New York Times e o WikiLeaks".

Mesmo se jornalistas que publicarem fugas da WikiLeaks não se deixarem intimidar por um grande júri americano, a intimidação de Julian Assange e Chelsea Manning será suficiente. O jornalismo real estará a ser criminalizado por bandidos à vista de todos. A divergência tornou-se uma complacência.

Na Austrália, o actual governo apaixonado pelos EUA está a processar dois denunciantes, os quais revelaram que os espiões de Canberra instalaram dispositivos de escuta para captar as reuniões de gabinete do novo governo de Timor-Leste com o propósito expresso de enganar aquela pequena e empobrecida nação a fim de tomar a sua parcela dos recursos de petróleo e gás no Mar de Timor. O julgamento deles será realizado em segredo. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, é infame pela sua participação no estabelecimento de campos de concentração para refugiados nas ilhas do Pacífico de Nauru e Manus, onde crianças ferem-se a si próprias e suicidam-se. Em 2014, Morrison propôs campos de detenção em massa para 30 mil pessoas. 

Jornalismo: uma grande ameaça 
O jornalismo real é o inimigo destas desgraças. Uma década atrás, o Ministério da Defesa em Londres produziu um documento secreto que descrevia as "principais ameaças" à ordem pública como sendo tríplice: terroristas, espiões russos e jornalistas de investigação. Esta última era designada como ameaça principal.

O documento foi devidamente enviado à WikiLeaks, que o publicou. "Não tínhamos escolha", contou-me Assange. "É muito simples. O povo tem o direito de saber e o direito de perguntar e desafiar o poder. Isso é a verdadeira democracia".

E se Assange, Manning e outros no seu rastro – se houver outros – forem silenciados e "o direito de saber, questionar e desafiar" for retirado?

Na década de 1970 encontrei-me com Leni Reifenstahl, amiga próxima de Adolf Hitler, cujos filmes ajudaram a lançar o feitiço nazi sobre a Alemanha.

Ela contou-me que a mensagem nos seus filmes, a propaganda, não dependia de "ordens de cima" mas sim do que ela denominava o "vazio obediente" ("submissive void") do público.

"Será que este vazio obediente incluía a burguesia liberal e educada?", perguntei-lhe eu.

"Naturalmente", disse ela, "especialmente a intelligentsia ... Quando as pessoas já não perguntam mais questões sérias, elas são submissas e maleáveis. Tudo pode acontecer".

E aconteceu. O resto, ela podia ter acrescentado, é história. 
12/Abril/2019

Ver também: 
  If we lose WikiLeaks, we lose a whole stratum of freedom – Pilger

*
John Pilger Jornalista australiano-britânico e realizador de cinema. Seu sítio web é www.johnpilger.com .

O original encontra-se em consortiumnews.com/2019/04/12/assange-arrest-a-warning-from-history/